Insulina: 100 anos salvando vidas

Eram anos inebriantes. Depois de uma grande guerra e de uma grande gripe, a liberdade e o frenesi irrompem no início da década de 1920. As mulheres conquistam o direito ao voto em boa parte do mundo ocidental, abandonam espartilhos e cortam o cabelo à la garçonne. O jazz domina a cena musical e O Garoto, de Charles Chaplin, estreia no cinema. Nesse contexto disruptivo, dois cientistas canadenses identificam um hormônio essencial à vida e mudam para sempre o destino das pessoas com diabetes, uma doença até então fatal.

Em um laboratório da Universidade de Toronto, o médico Frederick Banting e seu assistente Charles Best conseguem isolar a insulina no pâncreas de um animal. “Eles sabiam que a substância era fabricada em áreas específicas do órgão, sabiam que a falta dela provocava o diabetes, mas ninguém havia conseguido separar aquele produto para uso terapêutico em humanos”, conta o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

No centenário de um dos medicamentos mais importantes da história, traçamos seus feitos e mostramos o que está por vir no tratamento do diabetes

Insulina: 100 anos salvando vidas

publicado originalmente em Veja saúde

4 respostas para “Insulina: 100 anos salvando vidas”

  1. A minha tia, irmã da minha mãe, era diabética desde os dois anos. Morreu aos 30 anos. No final da vida vivia connosco e o meu cuidava dela. Na altura, as injeções eram horríveis. Anos mais tarde, tive uma companheira diabética na escola. As injeções eram mais leves e discretas. A ciência avançou muito. Ainda bem!

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