Brasil registra aumento de 29% no número de raios em relação à 2021

O Brasil é campeão mundial de descargas elétricas: em média, 77,8 milhões atingem o país todos os anos. Desde 2016, o Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) monitora os raios em todo o país – e, agora, encontrou um aumento inédito deles.

Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram registrados cerca de 17 milhões de raios no país – sendo 8,8 milhões em janeiro e 8,2 milhões em fevereiro. No mesmo período de 2021, foram registrados, respectivamente, 7 milhões e 6,2 milhões de raios (um total de 13,2 milhões).

O Elat opera uma rede de 110 sensores espalhados pelo Brasil, que mapeiam a incidência e indicam a intensidade das descargas elétricas – tanto aquelas que atingem o solo (os raios) quanto as que ficam entre as nuvens. As últimas são mais frequentes: nos dois primeiros meses deste ano, foram registradas 27 milhões delas. (Você pode entender como elas se formam nesta reportagem da Super.)

O levantamento do Elat também indicou que o estado brasileiro com maior número de raios neste período foi o Amazonas, com cerca de 2,6 milhões. Na sequência, Mato Grosso, Pará, Minas Gerais e Tocantins.

Com exceção de Tocantins, todos esses estados ainda registraram mais de cem mil raios em um único dia, um número considerado “extremamente elevado” pelo grupo de pesquisa. 

Segundo Osmar Pinto Junior, coordenador do Elat, a incidência é explicada pelo fenômeno atmosférico-oceânico chamado El Niño Oscilação Sul (ENOS), com mudanças na temperatura do oceano Pacífico Equatorial. Existem duas situações desse fenômeno: o El Niño deixa as águas mais quentes; o La Niña, mais frias. Neste momento, estamos passando pelo La Niña.

“Estes fenômenos alteram a circulação atmosférica de tal forma que, em anos de La Niña, a ocorrência de tempestades aumenta nas regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste, e diminui na região Sul”, explica o pesquisador à Super

“O oposto ocorre em anos de El Niño, mas a região Sudeste e parte da região Centro-Oeste têm um comportamento mais complexo pois dependem da intensidade dos fenômenos.” 

Aí, como a região Norte é a maior do Brasil, o número de raios aumenta por lá em anos de La Niña, como agora. Certo aumento é esperado – mas não um da intensidade verificada dessa vez. O ano de 2021, inclusive, também foi marcado pelo fenômeno La Niña em intensidade similar à deste ano.

Então, isso não explica o aumento de 29% visto agora. Segundo Osmar, a expectativa era de um aumento contínuo em torno de 2% por ano, e os números observados, ao menos em parte, têm relação com as mudanças climáticas – que bagunçam a circulação atmosférica, temperatura, precipitação do planeta.

De acordo com o Elat, as mudanças climáticas serão responsáveis por um aumento anual na incidência de raios no Brasil. Espera-se que, entre os anos de 2081 e 2100, 100 milhões deles atinjam nosso território por ano – o que pode trazer consequências graves para a tecnologia, como panes em computadores e sistemas de telecomunicação.

17 milhões de raios caíram no país entre janeiro e fevereiro deste ano, contra 13,2 milhões no mesmo período em 2021. Aumento inesperado está relacionado com as mudanças climáticas. Entenda.

Brasil registra aumento de 29% no número de raios em relação à 2021

publicado em superinteressante

Cientistas avaliam mutações da Ômicron e refletem sobre efeito das vacinas

Por Thais Manarini

Apesar de a ômicron ter emergido como uma variante de preocupação apenas em novembro de 2021, todas as mutações existentes nela, exceto uma, já haviam sido descritas anteriormente.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), apoiados pela FAPESP, atribuem a esse fator a eficácia das vacinas atuais contra a variante, refletida no relativo baixo número de casos graves e mortes, apesar da maior transmissibilidade da nova cepa.

A hipótese foi levantada pelos cientistas numa carta ao editor publicada no Journal of Medical Virology.

“Os dados disponíveis até agora nos fazem crer que as vacinas atuais são de fato eficazes, respeitando as devidas proporções, contra todas as variantes do vírus. E possivelmente serão contra as outras cepas que vierem a surgir”, afirma Ricardo Durães-Carvalho, pesquisador da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp) apoiado pela FAPESP e coordenador do estudo.

Ainda em outubro de 2021, antes de a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhecer a emergência da ômicron, outro estudo liderado pelo pesquisador, publicado na plataforma medRxiv e em processo de revisão por pares, descreveu a ocorrência de uma série de mutações compartilhadas entre diferentes variantes.

Nova variante tem alterações já vistas em outras cepas, o que explicaria a eficácia dos imunizantes contra casos graves e óbitos

Cientistas avaliam mutações da Ômicron e refletem sobre efeito das vacinas

publicado originalmente em Veja saúde

Meditação estimula o sistema imunológico

Cientistas da Universidade da Flórida colheram amostras de sangue dos participantes de um retiro espiritual de oito dias, antes e depois do evento (1).

Constataram que ocorreu aumento na atividade de 220 genes relacionados à resposta imunológica. E não houve alteração nos genes ligados a processos inflamatórios, ou seja, aquelas pessoas não tinham ficado doentes; as defesas do organismo realmente parecem ter se aperfeiçoado.

Fonte 1. Large-scale genomic study reveals robust activation of the immune system following advanced Inner Engineering meditation retreat. V Chandran e outros, 2021.

Prática aumenta a atividade de 220 genes ligados à resposta imune do organismo, revela estudo

Meditação estimula o sistema imunológico

publicado originalmente em superinteressante

Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Moradores e turistas do balneário de Alter do Chão, localizado em Santarém, veem crescimento da mineração como causa do fenômeno Fonte: Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão – Rede Brasil Atual Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

Variante Ômicron tende a substituir a Delta, sugere especialista

Identificada na África do Sul, a nova variante do Sars-CoV-2 batizada de Ômicron foi classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma variante de preocupação no fim de novembro. Dois motivos levaram a isso:

• Aumento expressivo no número de casos da doença no país que a identificou primeiro, indicando uma cepa mais transmissível em comparação com a original;
• Alto número de mutações genéticas, cerca de 50, que podem explicar a grande transmissibilidade do vírus.

Ser mais transmissível não significa, necessariamente, que essa variante gere uma doença mais grave, segundo explica Fernando Spilki, especialista em virologia e coordenador da Rede Corona Ômica, que atua no sequenciamento do genoma de amostras do novo coronavírus no Brasil. Para esse tipo de afirmação, é preciso cautela e tempo.

Confira mais informações sobre a Ômicron em bate-papo com Spilki, que também é responsável pelo Laboratório de Microbiologia Molecular da Universidade FEEVALE, no Rio Grande do Sul.

Quais são as principais características da Ômicron e por que se tornou preocupante?

Do ponto de vista do genoma e da estrutura de proteínas, essa variante reuniu várias mutações que já conhecíamos de outras cepas de preocupação do passado. É como se ela tivesse feito uma seleção de várias alterações genéticas de outras variantes.

Ainda são necessárias mais informações para se ter certeza sobre a severidade da doença provocada pela nova variante

Variante Ômicron tende a substituir a Delta, sugere especialista

publicado originalmente em Veja saúde

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