Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca

Quando você pensa em um tigre dentes-de-sabre, a imagem que vem à sua cabeça é a de um felino com dentes assustadores que, de tão compridos, não cabem na boca. Geralmente, as representações artísticas do animal pré-histórico são assim – mas talvez estejam erradas.

Essa foi a conclusão de um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews. Seus autores defendem que ao menos uma espécie de tigre dentes-de-sabre (a Homotherium latidens, extinta há 10 mil anos) mantinha seus caninos escondidos quando estava de boca fechada.

A investigação partiu de um insight do paleoartista Mauricio Antón, um dos autores do estudo. Em 2016, ele estava assistindo a um vídeo que havia feito no delta do rio Okavango (Botsuana), em que um leão bocejava. Então, ele percebeu: “O lábio inferior estava se contraindo enquanto a boca se fechava. E, antes que ela se fechasse por completo, o lábio envolvia a ponta dos caninos.”

Aquela imagem clássica, de um tigre pré-histórico com dentões que se projetam para fora da boca, talvez não seja realista. É o que afirma um novo estudo, que analisou a anatomia de várias espécies de felino.

Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca

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Cientistas descobrem que ave mumificada há 1,5 mil anos é um íbis-sagrado

Há mais de 200 anos, múmias de todo tipo chegam à Universidade Cornell (Estados Unidos) para integrar coleções de antropologia – mas nem todos os artefatos são imediatamente estudados. É o caso de um embrulho de linho armazenado dentro de uma caixa com o rótulo “múmia de falcão”.

A indicação está errada, e a múmia é, na verdade, um íbis sagrado. Foi o que descobriu Carol Anne Barsody, pesquisadora da universidade que recentemente começou a investigar o pacote misterioso usando várias tecnologias para espiar o que há por baixo dos panos sem danificar a múmia.

“Grande parte da arqueologia é destrutiva”, afirma Frederic Gleach, professor que ajudou Barsody em seu estudo. “Uma vez que você escavou algo, não há como ‘desescavar’. Depois de desembrulhar uma múmia, não há como montá-la novamente.”

Embrulho guardado em universidade americana não era o que se pensava; pesquisadores espiaram o interior da múmia misteriosa sem danificá-la. Confira.

Cientistas descobrem que ave mumificada há 1,5 mil anos é um íbis-sagrado

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Veja como acompanhar o eclipse lunar total que acontecerá domingo à noite

Na noite deste domingo, 15 de maio, será possível testemunhar um evento singular. Um eclipse total da Lua ocorrerá durante a madrugada de domingo para segunda, com ponto máximo às 01h11 do dia 16, horário de Brasília. O fenômeno poderá ser observado em todo o território nacional.

No mapa, a parte clara representa a região em que o eclipse será visível.

O Brasil está no meio do mapa de visibilidade, o que significa que a Lua estará alta no céu quando o eclipse começar. Uma condição similar a essa só vai acontecer novamente no país em 2029 – até lá, os poucos eclipses totais observáveis por aqui ocorrerão perto do nascer ou do pôr da Lua.

Um eclipse acontece quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua. Dessa forma, a Terra obstrui a luz que chegaria à Lua – e acaba por “projetar” sua sombra no satélite.

O eclipse lunar total também vem acompanhado de outro fenômeno interessante, conhecido como “Lua de Sangue”. Quando o Sol nasce ou se põe, a luminosidade que chega até nós é uma luz vermelho-alaranjada. Isso ocorre porque a luz do começo ou do final do dia viaja uma distância maior, e também atravessa uma parte mais densa da atmosfera, se comparada à luz do meio-dia (que vem diretamente de cima). Assim, quanto mais moléculas os raios precisam atravessar, maior é a quantidade de luz filtrada. O que resta são as ondas de comprimentos maiores – no caso, os mais próximos do vermelho.

O que acontece na Lua de Sangue é exatamente isso. A Terra não cobre toda a luz vinda do Sol, e a que escapa percorre as beiradas da esfera terrestre. Nesse caso, a luz que chega à Lua é a mesma do nascer e pôr-do-sol que está sendo observado em um ponto da Terra – a Lua, por sua vez, reflete essa luz vermelha em quem observa o eclipse.

Ao contrário dos eclipses solares, os lunares não apresentam nenhum risco à saúde dos olhos. É como observar a Lua em um dia qualquer, completamente inofensivo.

Eclipse e Lua de Sangue poderão ser vistos em todo o território brasileiro a partir das 0h30.

Veja como acompanhar o eclipse lunar total que acontecerá domingo à noite

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Entenda como foi feita a primeira imagem do buraco negro Sagitário A*

Hoje (12) foi divulgada uma imagem histórica: a primeira do Sagittarius A*, ou Sgr A*, o buraco negro supermassivo da Via Láctea, localizado a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra. A imagem foi feita pelo EHT (Event Horizon Telescope), uma rede mundial de radiotelescópios que também captou, em 2019, a primeira imagem de um buraco negro.

Essa rosquinha brilhante e desfocada que você vê na imagem acima não é o buraco negro em si. É a moldura dele. Os buracos negros engolem tudo que chega perto demais deles – ou seja, que ultrapassa um perímetro de segurança chamado horizonte de eventos. Inclusive a luz. Por isso, são completamente escuros.

O que aparece na imagem é o disco de acreção do buraco negro: um anel giratório de gás e poeira, material que emite radiação conforme é atraído pelo campo gravitacional. 

Ele fica no centro da Via Láctea, a 27 mil anos-luz da Terra. Mas como os cientistas conseguiram “fotografar” o buraco negro se ele suga tudo, inclusive a luz?

Entenda como foi feita a primeira imagem do buraco negro Sagitário A*

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População global de pássaros cai em ritmo alarmante, diz estudo

Por Bruno Garattoni

O estudo, publicado na revista Annual Review of Environment and Resources, recolhe dados de biodiversidade provenientes da “Lista Vermelha” da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, da sigla em inglês) para revelar as alterações populacionais entre as 11.000 espécies de aves do mundo.

Segundo os autores, 48% das espécies de aves no mundo passam por um declínio populacional comprovado ou suspeito. São mais de 5 mil espécies sob ameaça. Apenas 6% mostram tendência populacional crescente; 39% estão estáveis, e 7% têm status desconhecido.

“Diversas métricas de biodiversidade estão exibindo tendências negativas constantes”, diz o relatório. A Lista Vermelha da IUCN é um indicador de biodiversidade global. Criada em 1964, é uma das fontes de informação mais abrangentes quando o assunto é a conservação de animais, fungos ou plantas. Ela fornece informações sobre o tamanho das populações, habitats, ecologia, ameaças e ações de recuperação – dados essenciais para estudos como esse.

É nos trópicos onde se observa a maior diversidade de espécies, incluindo de aves. Porém, não existem muitas pesquisas de longo prazo sobre populações de pássaros nessas regiões como existem em regiões temperadas, por exemplo. Além disso, é nas áreas tropicais que a maioria das espécies ameaçadas reside.

São atribuídas às razões do declínio a perda do habitat natural e a superexploração dos recursos naturais. Um fator recente, classificado como “causa emergente” pelos cientistas é a mudança climática, que pode alterar o fluxo migratório e dificultar a manutenção da população.

“Uma vez que pássaros são indicadores visíveis e sensíveis da saúde do meio-ambiente, sabemos que sua perda sinaliza uma grande ameaça à biodiversidade e à saúde e bem-estar humano,” diz Ken Rosenberg, um dos envolvidos com a pesquisa.

Os cientistas revelam ter esperança nas tentativas de conservação. Segundo eles, as organizações de conservação que participaram do estudo têm meios de evitar mais perdas de espécies. Contudo, eles reforçam a necessidade de uma mudança real e impactante. “Tudo depende da vontade de governos e da sociedade em viver lado a lado com a natureza neste planeta compartilhado,” encerra Rosenberg.

Perda de habitat, mudança climática e caça seriam os principais culpados pela redução, que afeta 48% das espécies.

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Busto romano perdido é vendido em brechó por 180 reais

Por Maria Clara Rossini

Imagine que você queira comprar um item para decorar a casa, mas sem gastar muito. Você vai a um brechó e, no meio do garimpo, encontra um busto que parece ter saído diretamente da Roma Antiga. Na bochecha da estátua, uma etiqueta com o valor: US$34,99 – ou R$180. Você compra a peça e a leva para casa no banco de passageiro do carro, presa pelo cinto de segurança.

No final das contas, você descobre que o busto, de fato, tinha saído da Roma Antiga. A colecionadora de arte Laura Young passou por essa situação em 2018. O brechó em questão ficava em Austin, no estado do Texas, nos Estados Unidos. Chegando em casa, ela percebeu que o busto parecia muito antigo e gasto, então decidiu entrar em contato com especialistas em história da arte da Universidade do Texas e duas casas de leilões.

Essa pesquisa em busca de respostas durou alguns anos. O consultor Jörg Deterling, da casa de leilões Sotheby’s, identificou que o busto fez parte do acervo de um museu alemão décadas antes. Ele colocou a colecionadora em contato com autoridades alemães.

Após comprar a peça, uma colecionadora de arte percebeu que a estátua parecia antiga e gasta – até descobrir que o busto, na verdade, tinha dois mil anos

Busto romano perdido é vendido em brechó por 180 reais

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Morcegos imitam zumbido de vespas para afastar predadores

No mundo animal, cada um desenvolve sua estratégia de sobrevivência. Em muitos casos, uma boa pedida é se disfarçar de uma espécie perigosa ou impalatável para afastar seus predadores. 

Exemplos clássicos desse fenômeno, chamado mimetismo, são as moscas da família Syrphidae, que parecem abelhas, ou a cobra falsa-coral. Mas isso não acontece só com características morfológicas e visuais das espécies.

Existe também a imitação de sons, por exemplo. Recentemente, um grupo de cientistas se deparou com um desses casos raros: eles notaram que morcegos da espécie Myotis myotis podem zumbir como vespas e abelhas para afastar corujas.

E mais: este seria o primeiro caso documentado de mimetismo entre mamíferos e insetos. Ele foi relatado em um estudo publicado na revista Current Biology, na última segunda-feira (9).

Cientistas afirmam ter descoberto o primeiro caso documentado de mimetismo entre mamíferos e insetos.

Morcegos imitam zumbido de vespas para afastar predadores

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Cientistas acham primeiro reservatório subterrâneo de água na Antártida

Pela primeira vez, cientistas descobriram um grande reservatório de água sob o manto de gelo na Antártida. Não é de hoje que os pesquisadores acreditavam na presença de aquíferos no continente, mas até agora não havia evidências para confirmá-la. 

O que já se sabia era da existência de lagos subterrâneos, formados à medida que o calor proveniente do interior da Terra derrete a camada de gelo, de baixo para cima. Há mais de 400 deles escondidos entre o chão e o gelo, e um deles é o lago Whillans.

Localizado na parte ocidental do continente, o Whillans tem aproximadamente 60 km2 e 2 metros de profundidade. Acima dele existe a Whillans Ice Stream: uma das correntes de gelo da Antártida que são responsáveis por transportar esse gelo do centro do continente para o oceano.

Essa corrente esconde um sistema de pequenos corpos d’água, como o Whillans, que influenciam sua velocidade de movimento. Mas oculta também um reservatório de água dez vezes mais volumoso, e com cerca de 2 quilômetros de espessura, segundo as descobertas do novo estudo publicado na revista Science

A presença de aquíferos no continente gelado é uma suspeita antiga, mas até agora não tinha sido confirmada.

Cientistas acham primeiro reservatório subterrâneo de água na Antártida

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