Crânio de 160 mil anos pode ter pertencido a um denisovano

Por Rafael Battaglia

Os denisovanos são uma espécie extinta de hominídeos, contemporâneos ao Homo sapiens e aos neandertais. O nome vem da caverna de Denisova, na Sibéria, onde, na década de 2000, saíram os primeiros indícios de sua existência.

Eles eram tão parecidos conosco que podíamos transar e produzir bebês viáveis. E, sim: esses cruzamentos deixaram vestígios em nosso genoma. No leste e sudeste da Ásia, por exemplo, 1% do DNA é de origem denisovana; nos nativos de Papua Nova Guiné, na Oceania, 6%.

Apesar disso, ainda sabemos pouco sobre os denisovanos. Até hoje, só cinco fósseis deles (e um híbrido) foram identificados por análises de DNA ou proteínas. Mas um novo candidato pode ter aparecido.

Recentemente, cientistas anunciaram a reconstrução do crânio de um indivíduo que viveu entre 160 e 200 mil anos atrás. O trabalho foi feito juntando três fragmentos de ossos que, até então, haviam sido estudados apenas separadamente.

O crânio (bem como o indivíduo a quem ele pertencia) foi chamado de Xujiayao 6. Xujiayao é o sítio arqueológico no norte da China de onde os tais fragmentos saíram. O local começou a ser escavado nos anos 1970. Desde então, 21 fósseis de 10 hominídeos foram encontrados. São pedaços de dentes, mandíbulas – e crânios.

A reconstrução do Xujiayao 6 (ou XJY 6) revelou que o cérebro do indivíduo tinha um volume entre 1.555 e 1.781 centímetros cúbicos. É um tamanho grande para a época, quando a média entre os hominídeos era de 1.200 cm3. É maior, inclusive, que a dos sapiens modernos.

Até hoje, há poucos fósseis desses primos perdidos do Homo sapiens. Mas um estudo chinês pode ter encontrado um novo vestígio.

Crânio de 160 mil anos pode ter pertencido a um denisovano

publicado originalmente em superinteressante

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