Exames de imagem ajudam a desvendar doenças psiquiátricas

Da anatomia do cérebro ao seu funcionamento: o uso de tomografia e ressonância magnética aliado à cintilografia se populariza no diagnóstico de problemas como depressão e esquizofrenia.

Um dos pioneiros no país no uso da cintilografia de perfusão cerebral por tomografia por emissão de fóton único (Spect), o radiologista Roberto Levi Jales, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), conta a origem da técnica: “Nos anos 1990, dois médicos americanos da Universidade da Califórnia observaram que as imagens do cérebro de pessoas com determinadas patologias seguiam diferentes padrões de cor após a administração de uma substância radioativa na veia: vermelho para transtorno bipolar, azul para esquizofrenia, por exemplo”.

O registro da atividade em certas áreas do cérebro sinaliza diferentes transtornos

Exames de imagem ajudam a desvendar doenças psiquiátricas

publicado originalmente em Veja saúde

Cientistas encontram vírus de 15 mil anos em geleiras tibetanas

As regiões do globo que contém permafrost, uma espécie de solo congelado, são verdadeiros parques de diversões para os cientistas. Com o derretimento das geleiras, cientistas já puderam identificar corpos de animais do passado praticamente intactos e até microrganismos microscópicos que voltaram à vida após anos congelados. Agora, pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, identificaram dezenas de vírus em duas amostras de gelo retiradas do Planalto do Tibete, na China. 

Dos 33 vírus identificados, 28 nunca haviam sido relatados por pesquisadores.

Cientistas encontram vírus de 15 mil anos em geleiras tibetanas

publicado originalmente em superinteressante

Manter o cérebro ativo pode atrasar o Alzheimer em 5 anos, sugere estudo

Um estudo publicado recentemente sugere que realizar atividades estimulantes para a mente (como ler e montar quebra-cabeças) durante a velhice pode adiar em até cinco anos o aparecimento do Alzheimer – doença neurodegenerativa cujos principais sintomas incluem perda de memória e confusão mental.

A hipótese de que manter o cérebro ativo atrasa a manifestação da demência já havia aparecido em pesquisas anteriores, mas os pesquisadores responsáveis por este estudo quiseram testá-la e investigar a relação entre diferentes níveis de atividade cognitiva e a idade de início do Alzheimer. 

Pesquisadores analisaram 1,9 mil idosos por um período médio de 7 anos e perceberam que atividades como ler e montar um quebra-cabeça davam vantagens para quem as realizava com frequência.

Manter o cérebro ativo pode atrasar o Alzheimer em 5 anos, sugere estudo

publicado originalmente em superinteressante

Lobos criados por humanos não entendem as pessoas tão bem quanto os cães, indica estudo

Não é por acaso que o cão é conhecido como o melhor amigo do homem. Se você tem um companheiro de quatro patas, provavelmente sente que ele te entende apenas com um olhar (ou alguns poucos gestos). Essa aptidão dos cães para se comunicar e interagir conosco remete ao passado evolutivo do animal – e um estudo acaba de oferecer as maiores evidências para isso até agora.

A teoria que o estudo buscou confirmar é de que as habilidades que permitem aos cães entenderem gestos humanos – o que nós sentimos e queremos dizer em algumas situações – vem do processo milenar de domesticação.

Pesquisadores compararam filhotes de cachorro e de lobo em testes e desafios. Os cães foram 30 vezes mais propensos a se aproximar de um humano desconhecido, confirmando uma hipótese evolutiva.

Lobos criados por humanos não entendem as pessoas tão bem quanto os cães, indica estudo

publicado originalmente em superinteressante

Microfósseis encontrados no Alasca revelam presença de dinossauros no Ártico

Quando falamos em dinossauros, talvez você imagine esses antigos habitantes do planeta como protagonistas de florestas e savanas. Mas eles também marcavam presença nos polos, como já denunciaram evidências arqueológicas – fósseis e pegadas, por exemplo. O que intriga os cientistas é como os dinossauros sobreviviam (e se eles se reproduziam) nestas regiões, sob temperaturas congelantes e, ocasionalmente, meses inteiros de escuridão. 

Como os dinossauros poderiam viver nas regiões polares? Os pesquisadores acreditam que movimentos migratórios não são a resposta.

Microfósseis encontrados no Alasca revelam presença de dinossauros no Ártico

publicado originalmente em superinteressante

Registros fecais apontam que maias foram afetados por mudanças climáticas

A civilização maia ocupou diversos territórios na América Central antes de seu declínio e extinção com a chegada dos espanhóis. Hoje ela é objeto de estudo de arqueólogos que tentam entender, entre outros aspectos, como era a dinâmica demográfica de muitos locais.

Acredita-se que declínios populacionais e grandes migrações ocasionalmente aconteceram em algumas regiões maias em períodos de seca. Mas pesquisadores mostraram em um estudo recente que períodos muito úmidos também podem ter tido um papel importante nessa questão.

Arqueólogos examinaram moléculas orgânicas encontradas em resquícios de fezes no fundo de um lago do sítio arqueológico de Itzan, na atual Guatemala. A pesquisa sugere que tanto as secas quanto períodos muito úmidos causaram declínio populacional.

Registros fecais apontam que maias foram afetados por mudanças climáticas

publicado originalmente em superinteressante

Um novo remédio contra o Alzheimer surge no horizonte

A busca por um medicamento eficaz frente ao Alzheimer é antiga. Até agora, contudo, não existe fármaco capaz de reverter ou interromper o avanço da doença, que atinge ao menos 1 milhão de brasileiros. Pois um novo candidato que avança nas pesquisas tenta, ao menos, desacelerar seus estragos.

Trata-se do donanemabe, fabricado pela Eli Lilly. Da moderna classe dos anticorpos monoclonais, moléculas que buscam alvos específicos no corpo, o remédio sobreviveu à fase 2 dos estudos, mais focada em segurança, mas que também vê eficácia. Os resultados dos testes com 250 voluntários saíram no The New England Journal of Medicine.

Ele demonstrou desacelerar a progressão dos sintomas e reduzir níveis da proteína que destrói os neurônios. Confira esta e outras novidades contra a doença

Um novo remédio contra o Alzheimer surge no horizonte

publicado originalmente em Veja saúde

Descoberto novo hominídio: Homo longi, o “homem-dragão”

A evolução humana não tem nada a ver com a imagem clichê da escadinha: um chimpanzé se tornando um Homo sapiens por meio de passos graduais e sucessivos, que levam diretamente do ponto A ao ponto B.

Na verdade, a evolução biológica de qualquer espécie se assemelha ao crescimento de mais um galho em uma árvore já existente. E uma ótima ilustração disso é que houve dezenas de espécies do gênero Homo antes do Homo sapiens

Crânio de 146 mil anos encontrado em 1933 acaba de ganhar uma nova análise – que o coloca, junto de neandertais e denisovanos, como um dos mais recentes membros do gênero Homo a coexistir com o sapiens.

Descoberto novo hominídio: Homo longi, o “homem-dragão”

publicado originalmente em superinteressante