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Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca

Quando você pensa em um tigre dentes-de-sabre, a imagem que vem à sua cabeça é a de um felino com dentes assustadores que, de tão compridos, não cabem na boca. Geralmente, as representações artísticas do animal pré-histórico são assim – mas talvez estejam erradas.

Essa foi a conclusão de um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews. Seus autores defendem que ao menos uma espécie de tigre dentes-de-sabre (a Homotherium latidens, extinta há 10 mil anos) mantinha seus caninos escondidos quando estava de boca fechada.

A investigação partiu de um insight do paleoartista Mauricio Antón, um dos autores do estudo. Em 2016, ele estava assistindo a um vídeo que havia feito no delta do rio Okavango (Botsuana), em que um leão bocejava. Então, ele percebeu: “O lábio inferior estava se contraindo enquanto a boca se fechava. E, antes que ela se fechasse por completo, o lábio envolvia a ponta dos caninos.”

Aquela imagem clássica, de um tigre pré-histórico com dentões que se projetam para fora da boca, talvez não seja realista. É o que afirma um novo estudo, que analisou a anatomia de várias espécies de felino.

Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca

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Primeiro exame de sangue a avaliar risco de Alzheimer chega ao Brasil

O primeiro exame de sangue para detectar o risco de Alzheimer, um dos principais tipos de demência, acaba de chegar ao Brasil. Ele busca traços da proteína beta-amiloide, que se acumula no cérebro de quem tem a doença.  O teste, trazido ao país pela Dasa, foi aprovado nos Estados Unidos há cerca de um mês. Por enquanto, está recomendado para pessoas com comprometimento cognitivo leve, com suspeita de demência. Cerca de um terço dos indivíduos nessa situação – em geral idosos que apresentam pequenos esquecimentos, dificuldade de concentração e outros lapsos – progridem para o Alzheimer.   [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] “Ele não fecha o diagnóstico, mas pode colaborar na conduta médica e evitar a realização da punção lombar para coleta do líquorexame mais invasivo que é usado hoje para estimar os níveis das placas amiloides”, aponta Gustavo Campana, diretor médico da Dasa.  Ainda não coberto pelos convênios, a novidade será oferecida sob prescrição médica na rede de laboratórios Alta Diagnósticos, por um preço de cerca de R$1,5 mil, e outros laboratórios do grupo. 

Como é feito (e para que serve) o exame 

Ele segue um raciocínio que tem norteado as pesquisas em análises clínicas: substituir procedimentos mais complexos por métodos menos invasivos. É o caso, por exemplo, da biópsia líquida, que pode ajudar a flagrar recidivas de câncer ao rastrear fragmentos de DNA tumoral.  A tecnologia do exame que chega agora é a espectometria de massas. “Trata-se de uma evolução tecnológica disponível há alguns anos, que permite enxergar moléculas em pequena concentração no sangue ou em outras amostras biológicas”, explica Campana.  No caso do Alzheimer, a máquina é programada para detectar duas frações da proteína beta-amiloide – a 40 e a 42 – e, aí, calcular a razão entre elas.  

Recém-aprovado nos Estados Unidos, teste não fecha diagnóstico, mas pode auxiliar médico na tomada de decisões em casos de demência leve

Primeiro exame de sangue a avaliar risco de Alzheimer chega ao Brasil

publicado em Veja saúde

Veja como acompanhar o eclipse lunar total que acontecerá domingo à noite

Na noite deste domingo, 15 de maio, será possível testemunhar um evento singular. Um eclipse total da Lua ocorrerá durante a madrugada de domingo para segunda, com ponto máximo às 01h11 do dia 16, horário de Brasília. O fenômeno poderá ser observado em todo o território nacional.

No mapa, a parte clara representa a região em que o eclipse será visível.

O Brasil está no meio do mapa de visibilidade, o que significa que a Lua estará alta no céu quando o eclipse começar. Uma condição similar a essa só vai acontecer novamente no país em 2029 – até lá, os poucos eclipses totais observáveis por aqui ocorrerão perto do nascer ou do pôr da Lua.

Um eclipse acontece quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua. Dessa forma, a Terra obstrui a luz que chegaria à Lua – e acaba por “projetar” sua sombra no satélite.

O eclipse lunar total também vem acompanhado de outro fenômeno interessante, conhecido como “Lua de Sangue”. Quando o Sol nasce ou se põe, a luminosidade que chega até nós é uma luz vermelho-alaranjada. Isso ocorre porque a luz do começo ou do final do dia viaja uma distância maior, e também atravessa uma parte mais densa da atmosfera, se comparada à luz do meio-dia (que vem diretamente de cima). Assim, quanto mais moléculas os raios precisam atravessar, maior é a quantidade de luz filtrada. O que resta são as ondas de comprimentos maiores – no caso, os mais próximos do vermelho.

O que acontece na Lua de Sangue é exatamente isso. A Terra não cobre toda a luz vinda do Sol, e a que escapa percorre as beiradas da esfera terrestre. Nesse caso, a luz que chega à Lua é a mesma do nascer e pôr-do-sol que está sendo observado em um ponto da Terra – a Lua, por sua vez, reflete essa luz vermelha em quem observa o eclipse.

Ao contrário dos eclipses solares, os lunares não apresentam nenhum risco à saúde dos olhos. É como observar a Lua em um dia qualquer, completamente inofensivo.

Eclipse e Lua de Sangue poderão ser vistos em todo o território brasileiro a partir das 0h30.

Veja como acompanhar o eclipse lunar total que acontecerá domingo à noite

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Entenda como foi feita a primeira imagem do buraco negro Sagitário A*

Hoje (12) foi divulgada uma imagem histórica: a primeira do Sagittarius A*, ou Sgr A*, o buraco negro supermassivo da Via Láctea, localizado a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra. A imagem foi feita pelo EHT (Event Horizon Telescope), uma rede mundial de radiotelescópios que também captou, em 2019, a primeira imagem de um buraco negro.

Essa rosquinha brilhante e desfocada que você vê na imagem acima não é o buraco negro em si. É a moldura dele. Os buracos negros engolem tudo que chega perto demais deles – ou seja, que ultrapassa um perímetro de segurança chamado horizonte de eventos. Inclusive a luz. Por isso, são completamente escuros.

O que aparece na imagem é o disco de acreção do buraco negro: um anel giratório de gás e poeira, material que emite radiação conforme é atraído pelo campo gravitacional. 

Ele fica no centro da Via Láctea, a 27 mil anos-luz da Terra. Mas como os cientistas conseguiram “fotografar” o buraco negro se ele suga tudo, inclusive a luz?

Entenda como foi feita a primeira imagem do buraco negro Sagitário A*

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Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

Por Fabiana Schiavon

Pesquisadores chineses aplicaram um tipo de jejum intermitente em pessoas com obesidade por um ano para avaliar seu potencial na perda de peso. Mais uma vez, no entanto, a conclusão é que ficar longos períodos sem comer não traz benefício adicionais em quem precisa reduzir a cintura – segundo o artigo, o importante é fazer uma restrição calórica. O estudo publicado no The New England Journal of Medicine ganhou destaque pelo tempo em que os participantes foram observados. Enquanto a maioria das pesquisas aplica esses métodos por alguns meses, nesse caso os voluntários foram acompanhados por um ano. Para fazer a comparação, 139 pessoas foram dividas em dois grupos. Parte adotou um formato de jejum intermitente em que é permitido comer apenas entre 8 horas da manhã e 4 da tarde. A outra turma podia se alimentar em qualquer horário, porém precisava ingeria o mesmo número de calorias dos que estavam fazendo o jejum. Foi definido que homens comeriam de 1500 e 1800 calorias, e mulheres, de 1200 a 1500. Após 12 meses, os cientistas notaram que o jejum não proporcionou uma redução de peso corporal ou da diminuição de gordura estatisticamente maior.

Estudo que acompanhou pessoas com obesidade durante um ano não encontrou benefícios adicionais dessa prática para o emagrecimento

Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

publicado em Veja saúde

Morcegos imitam zumbido de vespas para afastar predadores

No mundo animal, cada um desenvolve sua estratégia de sobrevivência. Em muitos casos, uma boa pedida é se disfarçar de uma espécie perigosa ou impalatável para afastar seus predadores. 

Exemplos clássicos desse fenômeno, chamado mimetismo, são as moscas da família Syrphidae, que parecem abelhas, ou a cobra falsa-coral. Mas isso não acontece só com características morfológicas e visuais das espécies.

Existe também a imitação de sons, por exemplo. Recentemente, um grupo de cientistas se deparou com um desses casos raros: eles notaram que morcegos da espécie Myotis myotis podem zumbir como vespas e abelhas para afastar corujas.

E mais: este seria o primeiro caso documentado de mimetismo entre mamíferos e insetos. Ele foi relatado em um estudo publicado na revista Current Biology, na última segunda-feira (9).

Cientistas afirmam ter descoberto o primeiro caso documentado de mimetismo entre mamíferos e insetos.

Morcegos imitam zumbido de vespas para afastar predadores

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Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

Por Fabiana Schiavon

Cientistas americanos e sul-africanos estimaram que aquecimento global elevará, até 2070, em 4 mil vezes a transmissão de vírus entre diferentes espécies de mamíferos. E essa disseminação favorece que esses patógenos cheguem aos seres humanos, o que aumenta o risco de surtos e epidemias. Os dados foram publicados na revista científica Nature. “Com o aumento da temperatura, muitas espécies devem mudar seu habitat e procurar climas mais adequados. Nessas condições, animais que nunca se encontraram antes começam a conviver, aumentando a probabilidade de troca de vírus entre eles – o que cresce também a probabilidade de alguns desses vírus chegarem a nós”, esclarece a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência+ LEIA TAMBÉM: A febre do planeta: como o aquecimento global mexe com a nossa saúde Para chegar a essa constatação preocupante, os pesquisadores catalogaram informações de 3 139 espécies de mamíferos e suas movimentações diante do aquecimento global e do uso do solo. Os morcegos seriam os principais responsáveis por essa transmissão entre espécies. “Essa transição ecológica já pode estar ocorrendo, e manter o aquecimento do planeta abaixo de 2 graus até o fim do século não vai reduzir esse espalhamento viral”, escrevem os autores no artigo. Seria necessário, portanto, apertar as medidas contra as mudanças climáticas e adotar outras estratégias, que mencionaremos adiante. Ainda segundo o documento, hoje há cerca de 10 mil tipos de vírus com a capacidade de infectar humanos, mas que atualmente estão praticamente restritos a outros mamíferos. Essa troca de vírus entre espécies é algo que sempre aconteceu, mas em uma velocidade menor. E a cada salto que esses micróbios dão de um bicho para o outro, eles podem sofrer mutações que, eventualmente, facilitariam a infecção em seres humanos. 

Estima-se que, até 2070, mudanças climáticas elevarão em 4 mil vezes a disseminação de vírus entre espécies. Saiba qual o risco disso para a humanidade

Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

publicado em Veja saúde

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