
Por Rafael Battaglia
Estudos astronômicos que envolvem telescópios terrestres ou espaciais emitem, somados, 20 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2), o maior contribuinte do aquecimento global, por ano. É o que descobriu uma recente pesquisa francesa, publicada na Nature Astronomy na última segunda-feira (21). A quantidade de CO2 emitido é equivalente a de países inteiros, como Estônia, Líbano, Bolívia e Croácia.
Para chegar a esse número, a pesquisa considerou somente a construção e a manutenção da infraestrutura telescópios espaciais (como o Hubble e o James Webb) e terrestres, como o Square Kilometre Array, que será o maior radiotelescópio do mundo (e cuja construção começou em 2021). Não foram levados em conta outras atividades, como a energia gasta para manter supercomputadores e os escritórios de laboratórios observacionais nem viagens que cientistas que trabalham neles precisam fazer ocasionalmente.
Telescópios espaciais e terrestres poluem o mesmo que países como Bolívia e Croácia. Estudo alerta que o trabalho científico também deve pensar em soluções sustentáveis.
Pesquisas astronômicas emitem 20 milhões de toneladas de CO2 por ano
publicado em superinteressante


Acho que a pesquisa científica do espaço é uma atividade humana legítima, e que o carbono foi queimado por uma boa causa, ou pelo menos melhor do que muitas outras. Mas não sei o que dizer sobre turismo espacial, por exemplo.
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Verdade… há de se pesar prós e contras.
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Ish
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