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Antártida enfrentava incêndios espontâneos há 75 milhões de anos

O continente antártico nem sempre foi dominado pelas cores brancas e frias. Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (20) no jornal acadêmico Polar Research mostrou que, durante o período Cretáceo, há 75 milhões de anos, a Antártida não só tinha florestas, como também enfrentava incêndios naturais.

A conclusão é baseada em um pedaço de madeira carbonizado encontrado em uma expedição no continente gelado realizada em 2016. Na época, pesquisadores do projeto Paleoantar estavam explorando a formação de Santa Marta, ao nordeste da ilha de James Ross, quando se depararam com o registro fóssil. Apesar de estar totalmente queimado em seu exterior, os cientistas conseguiram usar análises laboratoriais para descobrir que o fragmento era uma lasca de árvore queimada da família Araucariaceae. 

Fóssil de madeira carbonizada encontrado por pesquisadores durante expedição na Antártida.

Diversos fatores que podem desencadear incêndios naturais, como a queda de raios e até a própria combustão natural. Neste caso, os cientistas sugerem que o incêndio tenha sido causado pela erupção de vulcões, que eram mais comuns na época.

O continente gelado já foi verde – e passou por queimadas causadas por vulcões. Veja o que revela a pesquisa realizada pelo projeto brasileiro Paleoantar.

Antártida enfrentava incêndios espontâneos há 75 milhões de anos

publicado originalmente em superinteressante

Chega de “selva”: Para proteger a biodiversidade, os povos indígenas e o uso tradicional da natureza são necessários —

Foto: dpa | Dean Lewins Por Norbert Suchanek para o “Neues Deutschland” Proteja a natureza! « Dificilmente existe um termo tão frequentemente usado em conexão com a natureza e a biodiversidade e ao mesmo tempo que é tão enganador como »natureza selvagem«. Apesar de numerosos estudos científicos que apontam para a influência e conhecimento dos povos indígenas, […]

Chega de “selva”: Para proteger a biodiversidade, os povos indígenas e o uso tradicional da natureza são necessários —

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

99,9% dos cientistas concordam que crise climática é causada por humanos, diz pesquisa

O consenso entre cientistas de que a ação humana é a principal responsável pelas mudanças climáticas está cada vez maior. É o que evidencia uma análise de quase 90 mil estudos feita recentemente: 99,9% dos especialistas em clima estão de acordo.

Segundo a pesquisa publicada hoje (19), o grau de certeza científica sobre o impacto humano sobre os gases do efeito estufa agora é semelhante ao nível de certeza sobre a evolução da vida terrestre ou sobre a existência e dinâmica das placas tectônicas.

“É realmente um caso encerrado. Não há ninguém significativo na comunidade científica que duvide que as mudanças climáticas são causadas por humanos”, disse Mark Lynas, autor principal do estudo, ao jornal The Guardian.

O estudo realizado pela Universidade Cornell (Estados Unidos) consiste em um esforço de reunião e revisão de 88.125 pesquisas sobre a crise climática, publicadas entre 2012 e novembro de 2020.

A revisão funcionou assim: os cientistas responsáveis buscaram os estudos por meio de um banco de dados chamado Web of Science. Eles filtraram pesquisas publicadas em língua inglesa no período determinado, a partir de palavras-chave referentes ao aquecimento global.

O consenso científico de que a ação humana é a principal responsável pelo aquecimento global está cada vez maior; de quase 90 mil estudos, apenas 28 são céticos quanto à questão.

99,9% dos cientistas concordam que crise climática é causada por humanos, diz pesquisa

publicado originalmente em superinteressante

Pinguins conseguem reconhecer rostos e ‘vozes’ uns dos outros, indica estudo

Humanos são capazes de reconhecer indivíduos com facilidade, combinando informações de diferentes sentidos – como visão e audição. Esse processo parece banal para nós, mas é raro entre os animais e demanda capacidades cognitivas sofisticadas.

O reconhecimento de outros indivíduos é encontrado principalmente em mamíferos (como leões, cabras, cavalos e macacos). Mas um novo estudo mostrou que pinguins africanos também apresentam essa habilidade – e são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar isso.

Os pinguins africanos (Spheniscus demersus) vivem na costa sudoeste da África, têm cerca de 60 centímetros de comprimento e apresentam manchas em seus peitos que os diferenciam uns dos outros. Os pesquisadores mostraram que essas aves são capazes de se reconhecer a partir da voz e das feições, uma capacidade que teria sido desenvolvida para melhorar a comunicação entre os indivíduos das colônias.

Luigi Baciadonna, pesquisador da Universidade de Torino (Itália) que liderou o estudo, afirma que essa habilidade vem a calhar em um ambiente “desafiador” como os que esses pinguins habitam. Entre rochas e ondas, reconhecer uns aos outros visualmente pode ser difícil. Por outro lado, o barulho do vento e das ondas pode atrapalhar a comunicação vocal entre os indivíduos de uma colônia. “Portanto, a capacidade de integrar identificadores visuais e auditivos pode ser necessária quando uma das pistas não está disponível.”

A habilidade parte de capacidades cognitivas sofisticadas e é encontrada principalmente em mamíferos. Os pinguins africanos são a primeira ave, além dos corvos, a demonstrar esse comportamento.

Pinguins conseguem reconhecer rostos e ‘vozes’ uns dos outros, indica estudo

publicado originalmente em superinteressante