A Maldição do Farol (parte um)

A tarde já se despedia, e a névoa que começava a se formar, transformava a praia em um cenário entre o idílico e o sinistro. Confesso a vocês que sou extremamente apaixonada pela lagoa, e no entardecer ela toma tons de cobre, âmbar e magia , que já, já entenderão de onde vêm.


A construção se destaca não só pela imponente altura, mas sobretudo pela aura de expectativa misteriosa que permeia tudo aquilo que nos é desconhecido. O velho Farol está ali há uns mil e duzentos anos, brincadeirinha…creio que em torno de cento e cinquenta anos, alguma coisa assim. Já faz muito tempo, as pessoas do vilarejo evitam passar por ali a noite. Coisa de matuto, suburbano, gente ignorante… só que não.
O povo dali têm tido provas contundentes de que este lugar, é digamos assim, um tanto quanto inóspito. Corre a boca pequena que o faroleiro ainda se esgueira pelas imediações, levando consigo para as profundezas da lagoa quem ouse se aventurar por ali…


Mas, isso é só uma lenda, nada para se levar a sério. A menos que você seja um forasteiro enxerido que se perdeu em uma noite de tempestade e veio dar por estas bandas. Daí já não garanto mais nada.


E é assim que inicia a trajetória de um desses aventureiros, sedento de trilhas, areia e lama. Vamos chama-lo de Lionel, e partir da premissa de que viaja sozinho, indo ao encontro de um grupo de amigos, que estão vindo de uma outra trilha. A noite já se avizinha quando Lionel resolveu que era hora de uma parada estratégica para um lanche e uma esticada de pernas, o velho farol parecia o lugar ideal para uma pausa e com certeza lindas fotos do pôr do sol.

Ele dá uma olhada no celular, que continua sem sinal. Paciência, é um risco banal para quem prefere o off road. Do lado direito da construção ele encontra um local conveniente para estacionar o jipe, e assim o faz, ansioso por um lanchinho. Mais ao fundo , alguém ou algo o observa, porém ele não se dá conta…

continua…

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2 respostas para “A Maldição do Farol (parte um)”

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