Será que ruído branco e sons da natureza facilitam o sono?

Chiados, barulhos de chuva e de cachoeira e outros sons do cotidiano aparecem em aplicativos, no YouTube e em aparelhos específicos como soluções para cair no sono. Especialistas avaliam que, apesar da popularidade que a tática alcançou, não há evidências científicas suficientes para comprovar sua eficácia.

Uma revisão publicada recentemente na revista científica Sleep Medicine Reviews cita 38 estudos relacionados especificamente ao uso do ruído branco, que se caracteriza por um som contínuo, mais próximo de um chiado ou um rádio fora de estação. A conclusão é de que as evidências sobre a capacidade de essa técnica facilitar o adormecimento são insuficientes – além disso, ela pode afetar negativamente a qualidade do sono e a audição.

Nessa seara de sons para dormir, outros populares são o ruído rosa e o marrom ou browniano (em referência ao cientista inglês Robert Brown)As duas cores são variações do branco, definidas a partir da frequência (medidas em hertz) e da amplitude do som (volume).

Aplicativos oferecem barulhos de chuva e mar, som de ventilador e chiados para ajudar a adormecer. Mas a estratégia não tem respaldo científico

Será que ruído branco e sons da natureza facilitam o sono?

publicado originalmente em Veja saúde

Compostos bioativos vindos de vegetais são pouco consumidos no Brasil

Uma pesquisa de doutorado conduzida na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (FCF-USP) revelou que a ingestão de compostos bioativos pela população brasileira é muito baixa.

Presentes em alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliçasleguminosas e cereais, os compostos bioativos dos alimentos não são tão importantes para o organismo humano como os nutrientes essenciais, mas, com o consumo contínuo e em quantidades significativas, conferem vários benefícios à saúde por meio de suas ações antioxidante, anti-inflamatória, vasodilatadora e anticarcinogênica.

Estudos epidemiológicos indicam que indivíduos que consomem mais compostos bioativos têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, doenças neurodegenerativas, degeneração macular relacionada à idade e alguns tipos de câncer.

Presentes em frutas, hortaliças, leguminosas e cereais, essas substâncias são associadas à prevenção de doenças crônicas

Compostos bioativos vindos de vegetais são pouco consumidos no Brasil

publicado originalmente em Veja saúde

Dieta cetogênica não é para qualquer um

Propagada sobretudo como emagrecedora, a dieta cetogênica pode ameaçar a saúde. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos publicada na revista científica Frontiers in Nutrition.

Segundo os autores, no longo prazo esse padrão elevaria o risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e Alzheimer. Sobretudo grávidas e pacientes renais nem deveriam pensar no assunto.

É que, em geral, quem segue essa dieta costuma abusar da gordura saturada — justamente o tipo que se pede para ingerir com moderação. Essa versão está em carnes vermelhas e processadas, queijos, ovos e manteiga.

“Em paralelo, há restrição de alimentos protetores, como vegetais e grãos”, lembra a nutricionista Fernanda Imamura, de São Paulo. “Muitas pessoas acham que essas dietas são inofensivas. Mas não são”, reforça.

Ela prevê alto consumo de gorduras e porções ínfimas de carboidrato

Dieta cetogênica não é para qualquer um

publicado originalmente em Veja saúde

Um em cada cinco pets pega o coronavírus

Muito se discute sobre o contágio de animais com o coronavírus desde o início da pandemia. E todas as pesquisas apontam para danos baixíssimos aos bichos.

“O vírus não consegue se replicar e se desenvolver como nos humanos”, explica o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Universidade de São Paulo (USP).

Mas um novo estudo, conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, revela que a contaminação dos pets é mais alta do que se pensava. Após testar cães e gatos de 196 lares com pessoas infectadas, os cientistas encontraram animais com anticorpos ou o vírus ativo em 20% das casas.

E quem passa são os donos. A boa notícia é que eles não adoecem

Um em cada cinco pets pega o coronavírus

publicado originalmente em Veja saúde

Pesquisa revela os desafios de ser cuidador no Brasil

A história é conhecida em boa parte dos lares: alguém da família passa a precisar de uma ajuda na hora de tomar os remédios, ao se alimentar ou nas saídas para ir ao médico, e a pessoa mais próxima acaba assumindo essa função. Com o tempo, o quadro de saúde exige uma dedicação maior, e se estabelece assim a figura do cuidador familiar. Dependendo das necessidades e das possibilidades, a família opta, então, por contratar um profissional.

Embora essa experiência seja compartilhada por tantos brasileiros, pouca atenção se vinha dando a essas pessoas que se dedicam a manter a qualidade de vida de outras. E é para lançar uma nova luz ao assunto que VEJA SAÚDE e o Instituto Lado a Lado pela Vida (LAL) realizaram, com o apoio da farmacêutica Novartis, a pesquisa Cuidadores do Brasil.

O estudo entrevistou pela internet 2 047 cuidadores familiares e 487 profissionais de todas as regiões do país para entender os desafios do dia a dia de quem exerce uma atividade que, com o envelhecimento populacional, ganha cada vez mais relevância. “Um dos achados que mais chamam a atenção é o fato de estarmos diante de uma geração de idosos cuidando de idosos”, destaca Marlene Oliveira, presidente do LAL.

Um estudo inédito destrincha as percepções e as dificuldades de 2 534 familiares e profissionais que zelam pela saúde dos outros no país

Pesquisa revela os desafios de ser cuidador no Brasil

publicado originalmente em Veja saúde

A satisfação precisa ser inteligente

Bem-estar é resultado de uma série de iniciativas. A busca por hábitos alimentares mais balanceados é uma delas. É uma realidade mundial seguida de perto pelo Brasil. Segundo dados de 2020 do Instituto Nielsen, 83% dos brasileiros declararam possuir pelo menos um hábito saudável. E, de acordo com a Mintel, empresa global de inteligência de mercado, 51% das pessoas estão priorizando uma alimentação equilibrada.

Mais conectados e conscientes dos benefícios dos alimentos para a saúde, os consumidores estão exigentes e fazendo escolhas mais inteligentes. Cada ingrediente conta na hora de decidir o que levar para casa. No supermercado, por exemplo, os clientes procuram alternativas com adição de fibras, vitaminas e minerais e alimentos orgânicos para mesclar com outros itens da lista de compras.

A busca por alimentos mais equilibrados ganha dois reforços práticos e saborosos

A satisfação precisa ser inteligente

publicado originalmente em Veja saúde

Teste genético já é usado para individualizar a escolha de remédios

farmacogenética, ciência que estuda a interação de cada indivíduo com medicamentos, já começa a virar realidade nos consultórios. A técnica utiliza testes de DNA para verificar como um remédio é metabolizado por cada organismo. No entanto, ela ainda precisa ser vista com cautela.

Qualquer tipo de tratamento poderia ser orientado por essa prática, mas é na psiquiatria que ela tem entrado com mais força. A ideia é reduzir o número de tentativas frustradas de medicamentos no combate à depressão e outras doenças mentais, além de evitar efeitos colaterais graves.

“É possível individualizar a prescrição de um remédio conhecendo o fenótipo de cada pessoa”, conta o médico geneticista Chad Bousman, professor da Universidade de Calgary, no Canadá. Ele apresentou estudos sobre o tema durante o Genomic Summit 2021, evento promovido pela Dasa, em agosto deste ano.

Análise de DNA tem avançado na função de personalizar tratamentos, especialmente contra a depressão e outras doenças mentais. Mas não há respostas mágicas

Teste genético já é usado para individualizar a escolha de remédios

publicado originalmente em Veja saúde

Desvalorizar o tempo de lazer pode fazer mal para a saúde mental

Desvalorizar o tempo dedicado ao lazer pode fazer mal para a saúde mental — e inclusive para a produtividade no trabalho. O recado vem de um compilado de estudos publicado no periódico Journal of Experimental Social Psychology.

Os cientistas da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos, realizaram quatro pesquisas que, juntas, ajudam a compreender a importância de hobbies e afins. Elas mostram que voluntários que menosprezavam essas atividades ou não se dedicavam a elas tendiam a exibir taxas maiores de estresse, ansiedade e sintomas depressivos.

“Há muitos estudos sugerindo que o lazer traz benefícios para a saúde mental e que pode nos tornar mais produtivos”, disse Selin Malkoc, uma dos autoras desse trabalho, em comunicado.

Pessoas que negligenciam as atividades prazerosas do dia a dia tendem a apresentar menores índices de bem-estar mental, segundo um compilado de estudos

Desvalorizar o tempo de lazer pode fazer mal para a saúde mental

publicado originalmente em Veja saúde

Distrofia Muscular de Duchenne

Trata-se de uma doença rara e degenerativa que leva a fraqueza muscular progressiva e incapacitante em longo prazo. Ela surge na infância e detectá-la precocemente e iniciar o tratamento multidisciplinar com rapidez faz toda diferença durante o curso da doença. Por isso, é muito importante conscientizar a todos para que fiquem atentos aos sintomas.

O olhar cuidadoso dos pais e dos profissionais de saúde sobre o desenvolvimento das crianças ajuda a melhorar a qualidade de vida do paciente

Distrofia Muscular de Duchenne

publicado originalmente em Veja saúde

Estudo mostra efetividade da vacina da AstraZeneca e da Coronavac

Meses após o início da vacinação contra o coronavírus, a diferença que os imunizantes fazem na vida real está ficando mais clara. Uma análise de cerca de 60 milhões de brasileiros que receberam as duas doses da vacina Vaxzevria, da AstraZeneca, e da Coronavac, concluiu que ambas apresentam proteção de ao menos 70% contra mortes e internações.

Os achados condizem com os de uma pesquisa anterior, feita pela Fiocruz. Outra revelação importante é que pessoas com mais de 90 anos tiveram respostas menos animadoras, o que já é esperado para essa faixa etária e pode interferir na campanha de prevenção da Covid-19.

estudo em pré-print (ainda não revisado por outros especialistas ou publicado em periódicos científicos) foi conduzido por pesquisadores das universidades federais da Bahia e de Ouro Preto (UFBA e UFOP), da Universidade de Brasília (UnB), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), da London School of Hygiene & Tropical Medicine e da Fiocruz.

Dados de 60 milhões de brasileiros comprovam que os dois imunizantes contra Covid-19 funcionam, mas corroboram necessidade da terceira dose em idosos

Estudo mostra efetividade da vacina da AstraZeneca e da Coronavac

publicado originalmente em Veja saúde