Como funciona um projetor de cinema digital?

Arco-íris completo

Emitida por uma lâmpada xênon ou um laser fósforo (nos aparelhos mais modernos), a luz é condensada por uma lente específica. Aí, atravessa um filtro com, no mínimo, as cores verde, vermelho e azul, que lhe permite reproduzir até 16,7 milhões de tons. Nos projetores top de linha, a tecnologia BrilliantColor adiciona as cores amarela, ciano e magenta. A vantagem do laser é que ele corrige o contraste nas cenas mais escuras. No xênon, o preto fica meio “desbotado”, puxando para cinza e azul.

Liga-Desliga

A luz então segue para uma lente de modelagem e para o Digital Micromirror Device (DMD). Trata-se de um semicondutor com mais de 2 milhões de espelhos microscópicos que podem ser movimentados entre as posições “on” e “off”, milhares de vezes por segundo. Cada espelho criará um pixel (a menor unidade de luz que compõe uma imagem) na telona.

Espelho mágico

Arquivos digitais são compostos de bits, que, por sua vez, são compostos de 1 e 0 na linguagem binária usada pelos computadores. Cada bit determinará a posição de um espelho: 1 é “ligado” e 0 é “desligado”. Quanto mais estiverem ligados, mais claro será o tom do pixel. Se a posição “off” for mais frequente, o pixel será mais escuro.

Gente grande

Por fim, a refração do DMD vai, então, em direção à última lente: a de projeção. Ela serve para dar uma resolução ainda maior à imagem. Isso permite que o filme seja reproduzido naquele tamanho gigantesco da telona do cinema, mas sem perder qualidade na nitidez

O arquivo do filme é transformado em luz, que passa por um filtro que lhe permite reproduzir até 16,7 milhões de tons.

Como funciona um projetor de cinema digital?

publicado originalmente em superinteressante

Múmias com “línguas” de ouro são encontradas em tumbas de 2,5 mil anos no Egito

Em escavação no sítio arqueológico Oxyrhynchus, no Egito, arqueólogos espanhóis encontraram tumbas de 2,5 mil anos contendo restos mortais de duas pessoas com “línguas” de ouro. A descoberta, feita na província de Minya, foi anunciada pelo Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito no último domingo (5).

No lugar das línguas das múmias, estavam artefatos feitos de folhas de ouro no formato no órgão. Esses amuletos eram utilizados por embalsamadores no Antigo Egito porque permitiam, segundo as crenças locais, que o falecido falasse com Osíris, deus do submundo, após a morte.

Segundo Esther Pons Mellado, pesquisadora da Universidade de Barcelona e uma das diretoras da missão arqueológica, objetos assim só foram encontrados anteriormente em escavações em Alexandria, também no Egito. (Você pode ler sobre essa descoberta nesta matéria da Super.)

As descobertas também são raras por outro motivo: é comum que arqueólogos se deparem com tumbas que já foram abertas por saqueadores. Mas esse não era o caso da tumba encontrada agora.

Artefato permitiria que o falecido se comunicasse com o deus Osíris no submundo. Escavação no sítio arqueológico Oxyrhynchus também encontrou uma tumba nunca aberta anteriormente.

Múmias com “línguas” de ouro são encontradas em tumbas de 2,5 mil anos no Egito

publicado originalmente em superinteressante

Nesta estrada da Estônia, usar cinto de segurança é proibido

A Estônia é um pequeno país báltico próximo à Finlândia e que faz fronteira com a Rússia. Tem 45 mil quilômetros quadrados (o tamanho do estado do Espírito Santo) e 1,3 milhão de habitantes (menos que Porto Alegre).

Ex-república soviética, a Estônia é considerada uma das sociedades mais avançadas digitalmente no mundo. Faz anos que toda a burocracia governamental, por exemplo, é feita pela internet. Não à toa, é de lá que saíram empresas como Skype, a fintech Wise e o app de mobilidade Bolt.

Mas esse não é o assunto deste texto. Dê uma olhada no mapa abaixo:

Com 25 km de extensão, ela é a maior estrada de gelo da Europa. Não, você não leu errado. Saiba como é dirigir sobre o mar congelado.

Nesta estrada da Estônia, usar cinto de segurança é proibido

publicado originalmente em superinteressante

Experimento da Nasa com pimentas quebra dois recordes mundiais

Um experimento realizado pela Nasa, que consistia em cultivar e colher pimentas no espaço, quebrou o recorde mundial por alimentar mais astronautas com uma safra cultivada no espaço. Além disso, foi o experimento com plantas mais longo já realizado na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês).

Chamado de “Plant Habitat-04” (ou PH-04), o teste tem como objetivo aumentar o conhecimento sobre o cultivo de alimentos para missões espaciais longas. Segundo a Nasa, ele é um dos experimentos com plantas mais complexos já realizados na ISS, por conta da longa germinação e do tempo de crescimento das pimentas.

O estudo começou escolhendo as pimentas certas. Pesquisadores da Nasa passaram dois anos avaliando mais de vinte variedades de pimenta de todo o mundo, para entender qual poderia se dar melhor no ambiente controlado de cultivo que iria para o espaço. A escolhida foi a “Española Improved”, um híbrido desenvolvido pela Universidade Estadual do Novo México que combina duas variedades (a “Hatch Sandia” e a “Española”).

Ao todo, 48 sementes foram plantadas em um dispositivo chamado “carregador científico” contendo argila para o crescimento de raízes e fertilizante de liberação controlada para pimentas.  O dispositivo foi enviado para a ISS no início de junho, em uma missão de reabastecimento de carga operada pela SpaceX. Ao chegar à Estação Espacial Internacional, o aparelho foi encaixado na APH (Advanced Plant Habitat), a maior das três câmaras de crescimento de plantas a bordo do laboratório da estação, que tem uma série de sensores para monitorar o crescimento das plantas.

Astronautas cultivaram uma variedade mexicana, a “Española Improved”, na Estação Espacial Internacional; planta demorou mais do que o esperado para crescer

Experimento da Nasa com pimentas quebra dois recordes mundiais

publicado originalmente em superinteressante

Morcegos adquirem senso de direção com ajuda de suas mães, indica estudo

Já pensou ser carregado de cabeça para baixo, no escuro, para aprender a se localizar em um lugar? Parece desconfortável, mas essa aventura estranha faz parte da rotina de morcegos bebês – e é essencial para que eles façam voos independentes depois, segundo as descobertas de um novo estudo.

Os morcegos são os únicos mamíferos capazes de voar e fazer viagens noite afora a partir de uma habilidade especial: a ecolocalização. Eles emitem ondas sonoras inaudíveis para nós (os ultrassons), que atingem obstáculos no ambiente e retornam na forma de ecos. A partir deles, o animal consegue identificar onde o caminho está livre.

Os pesquisadores já identificaram que, em muitas espécies (como entre os morcegos frugívoros egípcios), a mãe carrega o filhote enquanto voa procurando por comida. Ele se agarra ao corpo da mãe com a mandíbula, prendendo os dentes ao redor do mamilo, e com os dois pés.

Isso acontece com filhotes que podem chegar a 40% do peso da mãe – uma baita mala sem alça. Não estava claro por que as mães adotam esse comportamento, em vez de deixar seus filhotes na caverna, como fazem algumas espécies.

Mães morcego passeiam com seus bebês de cabeça para baixo até eles atingirem dez semanas de vida. O comportamento parece ser algo essencial para a independência do mamífero.

Morcegos adquirem senso de direção com ajuda de suas mães, indica estudo

publicado originalmente em superinteressante

Animais passaram a viver na “ilha” de lixo que flutua no Pacífico, indica estudo

Você já deve ter ouvido falar em uma “ilha” de lixo que existe no oceano Pacífico. A chamada Grande Porção de Lixo (um nome apropriado, convenhamos) se espalha por cerca de 1,6 milhão de quilômetros (maior que o estado do Amazonas) e, na verdade está mais para uma sopa de detritos: são 79 mil toneladas de lixo, reunido pela corrente marítima.

Desse total, a maioria é plástico, proveniente de navios e das costas americana e asiática. E há uma grande variedade: desde grandes objetos (como material de pesca) a minúsculos pedaços, conhecidos como microplásticos, que surgem à medida que o material se fragmenta.

Não é difícil imaginar o estrago que isso pode fazer nos ecossistemas marinhos. A concentração de plástico pode impedir que algas e plânctons, por exemplo, recebam luz solar suficiente, prejudicando cadeias alimentares inteiras num efeito dominó. Outro impacto é a “pesca fantasma”, que acontece quando animais ficam presos em redes de pesca abandonadas.

Espécies costeiras estão vivendo nesse habitat plástico, conhecido como Grande Porção de Lixo do Pacífico – o que ameaça ecossistemas marinhos e terrestres.

Animais passaram a viver na “ilha” de lixo que flutua no Pacífico, indica estudo

publicado originalmente em superinteressante

Durante a Guerra Fria, EUA e URSS concordaram em se unir no caso de um ataque alienígena

Não era sempre que os líderes dos Estados Unidos e da União Soviética se encontravam pessoalmente – mas, quando a reunião rolava, eles faziam questão de deixar o evento marcado nos livros de história.

Foi o que aconteceu na Conferência de Genebra, em novembro de 1985. Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev se reuniram na cidade suíça para discutir uma redução da quantidade de armas nucleares portadas por cada país. Gorbachev havia acabado de assumir o posto de líder da União Soviética, após a morte de Konstantin Chernenko em março daquele ano. Até então, ele nunca havia encontrado o presidente dos EUA pessoalmente.

Em determinado momento, entre as negociações militares, os dois líderes saíram para dar uma volta – sem a presença de jornalistas, fotógrafos ou diplomatas. As únicas pessoas presentes durante a conversa particular ali eram os intérpretes pessoais dos presidentes.

A conversa entre Ronald Reagan e Mikhail Gorbachev ocorreu durante a Conferência de Genebra, em 1985 – e pode ter sido crucial para formar uma amizade entre eles.

Durante a Guerra Fria, EUA e URSS concordaram em se unir no caso de um ataque alienígena

publicado originalmente em superinteressante

Pesquisadores usam bactérias para criar estruturas vivas em impressora 3D

As impressoras 3D já foram usadas para imprimir pontescarnesórgãos, e agora, uma espécie de gelatina viva. Pesquisadores da Universidade  Harvard criaram uma biotinta feita de bactérias E. coli, que pode ser impressa na forma de um gel. A “receita” da tinta foi publicada no periódico Nature Communications

Essa substância não é a primeira tinta viva. Cientistas já haviam criado géis feitos de diferentes microrganismos em conjunto com polímeros, que ajudam a dar estrutura ao objeto impresso. A diferença é que o novo material não contém polímeros – ele é composto inteiramente de bactérias geneticamente modificadas.

O primeiro material feito inteiramente de E. coli poderia, no futuro, ser usado para construir objetos que se regeneram

Pesquisadores usam bactérias para criar estruturas vivas em impressora 3D

publicado originalmente em superinteressante

Surto de doença em Pernambuco pode estar relacionado à ivermectina, diz estudo

Em Pernambuco, cada vez mais pessoas sofrem de uma coceira intensa, com feridas avermelhadas na pele. Os casos começaram a aparecer no início de outubro, em Recife, capital do estado. Desde então, há pelo menos 264 pessoas com os sintomas, segundo a Secretaria de Saúde de Pernambuco.

E o número pode ser ainda maior. Incluindo informações divulgadas pelas prefeituras, o Estado já teria chegado a 427 casos. Estima-se que, em apenas uma semana, os casos da coceira mais que dobraram. E a preocupação se estende a estados vizinhos: a Paraíba já investiga 11 casos suspeitos.

A doença está sob investigação, e ainda não se sabe a causa da coceira misteriosa – escabiose (ou sarna), arboviroses e alergias estão entre possibilidades levantadas por secretarias de Saúde. O surto pode estar relacionado ao uso indiscriminado de ivermectina.

É o que diz um artigo publicado por pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Ele foi publicado em agosto na revista Research, Society and Development, e alertava que um surto de escabiose resistente poderia acontecer. O artigo foi republicado na última sexta-feira (26) pela universidade.

Em agosto, pesquisadores alertaram que uso indiscriminado desse medicamento durante a pandemia poderia provocar um surto de sarna humana. Agora, há centenas de pessoas com sintomas típicos da doença.

Surto de doença em Pernambuco pode estar relacionado à ivermectina, diz estudo

publicado originalmente em superinteressante

Árvores tropicais crescem menos em anos mais quentes, mostra estudo

As árvores nas florestas tropicais crescem menos em anos mais quentes, segundo um novo estudo publicado no periódico Journal of Geophysical Research. Isso sugere que, com o aumento de temperatura provocado pelas mudanças climáticas, essas florestas podem passar a absorver menos gás carbônico da atmosfera.

Deborah e David Clark – um casal de pesquisadores da Universidade de Missouri-St Louis, nos Estados Unidos – passaram décadas na Estação Biológica La Selva, um local no nordeste da Costa Rica em que cientistas do mundo todo se dedicam à investigação da floresta tropical.

De 1997 a 2018, eles fizeram medições detalhadas da floresta, avaliando a produção de madeira das árvores, seu crescimento e o acúmulo de folhas, galhos e outros materiais orgânicos no solo.

Pesquisadores analisaram a floresta tropical da Costa Rica por 21 anos e perceberam possível declínio de produtividade – que pode significar menos absorção de CO2 pelas árvores.

Árvores tropicais crescem menos em anos mais quentes, mostra estudo

publicado originalmente em superinteressante