Corvos são mais inteligentes do que outros pássaros da mesma família

Por Bruno Garattoni

Corvos são pássaros renomados por alguns comportamentos exóticos. Eles conseguem imitar palavras, se lembram de rostos humanos e até usam pequenas ferramentas. Desde a China até a América do Norte, os pássaros do gênero Corvus cobrem o triplo da área ocupada pelo segundo gênero mais numeroso de sua família e englobam 46 espécies em sua classificação. E um artigo recente apontou uma conexão entre essa inteligência diferenciada e a expansão dos corvos ao redor do globo.

estudo, publicado na revista Nature, elenca três traços que permitiram aos corvos se espalharem tão rapidamente: maior envergadura das asas, e corpos e cérebros maiores comparados a outros membros da família dos Corvídeos (que inclui gralhas e pegas). O tamanho físico garante vantagem tanto no voo quanto na briga por alimento. Graças a isso os corvos puderam viajar longas distâncias e mais facilmente competir quando chegaram em novos ambientes.

Já o cérebro avantajado é sinal de maior complexidade cognitiva, e está positivamente relacionado com a flexibilização de comportamento, memória e aprendizado. Uma vez em território novo, eles rapidamente se adaptavam às condições e logo eram parte daquele ecossistema.

O processo evolutivo exige que uma espécie fique durante um período em uma determinada área – se todos os indivíduos morrerem cedo demais, é como se eles nunca tivessem estado lá.

Novo estudo mostra que essas aves são mais espertas do que seus parentes próximos – e isso as ajudou a se espalhar pelo mundo.

Corvos são mais inteligentes do que outros pássaros da mesma família

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Parte de foguete é capturada por helicóptero enquanto retorna à Terra

Apesar do sucesso inicial, o estágio de propulsão teve de ser despejado no oceano logo em seguida. Experimentos da empresa Rocket Lab tentam reutilizar foguetes para diminuir gastos.

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Navio de carga medieval é encontrado durante obras na Estônia

Embarcação de 700 anos foi encontrada a apenas 1,5 metros de profundidade – e talvez tenha pertencido à Liga Hanseática. Entenda.

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Raça não determina personalidade do cachorro, sugere estudo

Por Maria Clara Rossini

O filme “Marley e Eu” tem todo o estereótipo do labrador: brincalhão, hiperativo, amoroso e bagunceiro. Se o protagonista fosse um pinscher, o filme teria sido bem diferente. Esses cães em miniatura são famosos por serem estressados, nervosos e bravos. Mas até que ponto podemos atrelar a personalidade de um cachorro à raça?

Pesquisas anteriores já mostraram que alguns traços de personalidade estão atrelados à genética da raça. Algumas raças, por exemplo, foram selecionadas para serem caçadoras, enquanto outras são boas para ficar de guarda. Mas essa comparação só faz sentido quando se olha para o comportamento médio entre as raças, e não comparando os cães individualmente.

A pesquisa concluiu que apenas 9% das diferenças de personalidade entre raças têm origem genética.

Raça não determina personalidade do cachorro, sugere estudo

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Asteroide gigante deve passar pela Terra nesta quinta (28), afirma Nasa

Objeto extraterrestre passa pela órbita da Terra a cada sete anos. Entenda por que ele é considerado “potencialmente perigoso”.

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Gravações feitas em cilindros de cera serão ouvidas depois de um século

Muito antes dos streamings de música, dos CDs, das fitas cassete e dos discos de vinil, existiam… cilindros de cera. Eles foram revolucionários na década de 1890, pois permitiam que as pessoas gravassem os sons que quisessem e os reproduzissem a partir de um fonógrafo. 

Inventado por Thomas Edison em 1877, o fonógrafo foi o primeiro meio comercial para gravação e reprodução de som. Ele funcionava com duas agulhas, usadas para gravar sons nos cilindros ou para reproduzi-los. Você pode entender melhor o processo no vídeo abaixo:

Agora, uma coleção de cilindros, com registros misteriosos, será finalmente ouvida – e disponibilizada online.

Os cilindros pertencem à Biblioteca Pública de Nova York (NYPL, na sigla em inglês), e estão guardados há pelo menos 100 anos. Eles não foram reproduzidos em um fonógrafo porque são muito frágeis: podem rachar depois de tocados algumas vezes ou até se forem segurados por muito tempo com as mãos.

A Biblioteca Pública de Nova York vai digitalizar sua coleção de cilindros fonográficos – o primeiro meio comercial de gravação e reprodução de som. Entenda como eles funcionam.

Gravações feitas em cilindros de cera serão ouvidas depois de um século

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Texto chinês do século 10 a.C. pode ser o primeiro registro de uma aurora

Por Rafael Battaglia

Uma pesquisa publicada na revista Advances in Space Research revelou um candidato a registro mais antigo de uma aurora: uma descrição de uma “luz de cinco cores” em um manuscrito chinês do século 10 a.C..

O manuscrito em questão chama-se Anais do Bambu, um conjunto de registros judiciais chineses escritos em tiras de bambu – e um dos poucos registros do período mais antigo da história chinesa. Estima-se que a possível aurora tenha acontecido entre 977 a.C. e 957 a.C., mas a data exata é incerta.

Os Anais foram encontrados em 279 d.C., escondidos em uma tumba próxima à cidade de Weihui, nordeste da China. A identificação de uma aurora nos textos originais demorou porque uma tradução do século 16 usou a palavra “cometa” para retratar o fenômeno da luz de cinco cores.

Se os cientistas confirmarem que essa observação foi mesmo de uma aurora, será um registro 300 anos mais antigo do que o que se sabia até então: entre 679 a.C. e 655 a.C., astrônomos assírios inscreveram, em pequenas tábuas, registros de possíveis auroras. Em 567 a.C., outra menção a uma aurora foi encontrada no diário do rei babilônico Nabucodonosor II.

“Luz de cinco cores”. É assim que o fenômeno foi descrito. Até então, menção mais antiga de uma aurora era do século 7 a.C., feita por astrônomos assírios.

Texto chinês do século 10 a.C. pode ser o primeiro registro de uma aurora

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Como Charlie Chaplin mudou as leis de paternidade nos EUA

No início da década de 1940, Charlie Chaplin se envolveu em uma bela confusão. O ator e cineasta inglês foi parar nos tribunais da Califórnia (e nas páginas dos jornais) quando não quis assumir que era pai de uma criança – caso que mudaria as leis referentes à paternidade nos Estados Unidos.

A mãe da menina se chamava Joan Barry. Ela era uma jovem e promissora atriz em 1941, quando conheceu Chaplin. O artista chegou a convidá-la para participar de um filme, e logo os dois se tornaram amantes. Era uma relação problemática, que atingiria seu clímax em 1943 com a gravidez de Joan.

A criança, Carol Ann, nasceu em outubro do mesmo ano. E, contrário às declarações de Joan, Chaplin negava a paternidade. Na época, o intérprete de Carlitos já estava casado com Oona O’Neill, sua quarta e última esposa, e o caso envolvendo a celebridade se tornou um escândalo.

O ator foi parar no tribunal quando se negou a assumir que era pai de uma criança. A ciência concordou com ele, mas a Justiça não. Entenda o caso.

Como Charlie Chaplin mudou as leis de paternidade nos EUA

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Como o Twitter (e outras redes sociais) ganham dinheiro?

Depois de se tornar o acionista majoritário do Twitter, Elon Musk fechou um acordo para comprar a rede social por US$ 44 bilhões, conforme anunciado na última segunda (25). E qual será o próximo passo do homem mais rico do mundo? Provavelmente, fazer a compra valer a pena.

Dizer que o Twitter não é lá muito lucrativo seria eufemismo: nos últimos dois anos, a plataforma deu prejuízo de US$ 1,6 bilhões. Ele tem um modelo de negócios semelhante ao de outras redes sociais, mas alcance consideravelmente menor – o que explica, ao menos em parte, por que o site não vai tão bem assim.

Há 217 milhões de pessoas no Twitter. O Instagram, por sua vez, tem mais de dois bilhões de usuários, e o Facebook, mesmo perdendo popularidade nos últimos tempos, continua com 1,9 bilhões. A rede social do passarinho é utilizada por muita gente influente (como políticos) e se destaca nos debates públicos, mas não atrai tantos anunciantes. E é por isso que não ganha tanto dinheiro.

A maneira mais comum das redes sociais gerarem receita é vendendo anúncios e impulsionando contas e posts. Aqueles textos e imagens indicados como “promovidos” no Twitter, por exemplo, aparecem para mais usuários conforme a quantia paga pelo anunciante. Essa é a principal fonte de renda para a plataforma: gerou US$ 1,41 bilhões do total de US$ 1,57 bilhões obtidos no último trimestre, o que equivale a 90% da receita da rede.

O próximo passo de Elon Musk será fazer sua compra valer a pena. Entenda de onde vem a receita de redes sociais – e por que o Twitter ainda dá prejuízo.

Como o Twitter (e outras redes sociais) ganham dinheiro?

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Cientistas descobrem maior terremoto da história da humanidade

Arqueólogos encontraram evidências do maior terremoto conhecido até então na história da humanidade: um de magnitude 9,5 que ocorreu há 3,8 mil anos onde hoje é o norte do Chile. O tremor teria causado um tsunami com ondas de até 20 metros de altura, que viajou até a Nova Zelândia, do outro lado do Oceano Pacífico.

Não tem ideia do que seria um terremoto de magnitude 9,5? Uma catástrofe, com certeza. Aquele que atingiu o Japão em março de 2011, causando um tsunami e um acidente nuclear em Fukushima, tinha magnitude 9,1. Mas são casos excepcionais. Terremotos bem menores (e mais comuns) já podem causar um grande estrago – o que devastou o Haiti em 2010 tinha magnitude 6, por exemplo.

O antigo tremor de 9,5 na Escala de Richter, descoberto agora, empata com outro de mesma intensidade, também registrado no Chile (mas no sul do país, a 570 km de Santiago). Conhecido como Grande Terremoto de Valdivia, ele ocorreu em maio de 1960 e foi sentido em muitos lugares do planeta – as ondas que surgiram no oceano chegaram ao Havaí e ao Japão.

O tremor de magnitude 9,5 teria ocorrido há 3,8 mil anos onde hoje é o norte do Chile – e empata, em intensidade, com outro ocorrido no país em 1960.

Cientistas descobrem maior terremoto da história da humanidade

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