IPCC: Entenda as conclusões do relatório climático mais importante da década

Nesta segunda-feira (09), o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC, na sigla em inglês) publicou seu relatório mais importante e completo desde 2014. Dentre as principais resoluções, o documento mostra que a temperatura global está aumentando mais rápido do que se imaginava, e que eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes, Além disso, prevê que o aumento do nível do mar pode destruir cidades costeiras ainda este século – e que a ação humana é a principal responsável por tudo isso.

Parece que já ouvimos as previsões acima diversas vezes. De tempos em tempos, pesquisadores da área fazem simulações para estimar o impacto das ações humanas e as possíveis consequências para o meio ambiente nos próximos anos. Um exemplo é esta pesquisa da Universidade de Newcastle, do Reino Unido, publicada no mês passado e que prevê um aumento nas tempestades na Europa em decorrência do aquecimento global.

A primeira parte do relatório do Painel de Mudanças Climáticas da ONU mostra que a temperatura terrestre irá aumentar mais 0,4 ºC até 2030 – e que eventos extremos serão mais comuns. Confira.

IPCC: Entenda as conclusões do relatório climático mais importante da década

publicado originalmente em superinteressante

Supostos lagos subterrâneos de Marte podem ser de argila em vez de água

Água é essencial para a vida aqui na Terra. Por isso, encontrar indícios do líquido em outro planeta é algo que costuma empolgar os cientistas. Em Marte, por exemplo, o gelo até que é abundante nos polos – mas procurar o dito-cujo em estado líquido nesse planeta tão frio e seco é uma tarefa ingrata.

Não faz muito tempo, pesquisadores ficaram intrigados – e ouriçados – com dados que pareciam indicar a existência de lagos subterrâneos no Planeta Vermelho. A novidade decepcionante é que, de acordo com um novo estudo, os tais lagos na verdade podem ser depósitos de argila marciana. 

Depósitos minerais são a nova explicação – mais provável – para sinais detectados por um radar em 2018 no polo sul do Planeta Vermelho.

Supostos lagos subterrâneos de Marte podem ser de argila em vez de água

publicado originalmente em superinteressante

Girafas têm vidas sociais complexas, similares às dos elefantes

“Uma espécie mal compreendida”. É assim que cientistas da Universidade de Bristol (Inglaterra) se referem às girafas no título de seu novo estudo. Isso porque tradicionalmente (até cerca do ano 2000), acreditava-se que esse mamífero não era muito chegado em estabelecer laços com seus semelhantes. Mas o que esses pesquisadores procuraram mostrar é que as girafas, na verdade, apresentam uma estrutura social complexa.

pesquisa publicada na revista Mammal Review representa um esforço de Zoe Muller e Stephen Harris em revisar mais de quatrocentos artigos científicos sobre o comportamento e a organização social de girafas – abrangendo populações que vivem livremente em ambiente selvagem ou em cativeiro.

Pesquisadores revisaram mais de 400 estudos científicos para entender melhor o comportamento social das girafas. Eles defendem que o animal apresenta uma estrutura social pronta para ser desvendada.

Girafas têm vidas sociais complexas, similares às dos elefantes

publicado originalmente em superinteressante

Planta que vive milhares de anos tem seus segredos genéticos revelados

O inóspito Deserto da Namíbia, no sudoeste africano, é o lar de uma planta bastante curiosa chamada tumboa. Ela impressiona os cientistas desde sua descoberta em 1859 porque, diferente de outras plantas características de climas áridos, ela cultiva grandes folhas verdes que ficam expostas ao sol. 

Mas outra grande questão é a longevidade da planta, que pode viver por cerca de dois mil anos. Na língua africâner, por exemplo, a tumboa tem o comprido nome de “tweeblaarkanniedood”, que significa “duas folhas que não podem morrer”. (Isso mesmo, até duas folhas partem do tronco da planta. Com o passar do tempo, e pela ação dos ventos secos do deserto, elas se rompem em várias tiras e se enrolam.)

A longevidade extrema da tumboa – também chamada pelo nome científico de Welwitschia – levou uma equipe de pesquisadores a estudar seu genoma. Os resultados foram publicados recentemente na revista Nature Communications.

Cientistas estudaram a tumboa, planta característica do Deserto da Namíbia, para tentar entender sua longevidade extrema.

Planta que vive milhares de anos tem seus segredos genéticos revelados

publicado originalmente em superinteressante

Cestas de frutas de 2,5 mil anos encontradas em cidade egípcia submersa

As ruínas submersas da cidade de Heracleion, no litoral mediterrâneo do Egito, foram descobertas 20 anos atrás. Desde então, artefatos arqueológicos não param de aparecer. A última descoberta são cestas de vime cheias de frutas que datam do século 4 a.C.

Sim, você leu certo: as frutas ainda estão lá – ainda que não particularmente comestíveis. As cestas permaneceram intocadas há 2,5 mil anos e estavam cheias de doum – o fruto de uma palmeira nativa do continente africano considerada sagrada pelos antigos egípcios. Também havia sementes de uva.

A cidade de Thonis-Heracleion, na costa do Egito, foi engolida pelo delta do Nilo no século 7 – e redescoberta vinte anos atrás. Os achados arqueológicos não param.

Cestas de frutas de 2,5 mil anos encontradas em cidade egípcia submersa

publicado originalmente em superinteressante

Fóssil de 890 milhões de anos pode ser mais antigo indício de vida animal

Um fóssil de 890 milhões de anos encontrado no Canadá pode ser o mais antigo indício de vida animal já encontrado. Trata-se de um calcário entremeado por uma rede de minúsculos túneis, duas vezes mais estreitos que um fio de cabelo. Esse padrão, conhecido dos paleontólogos, é típico da fossilização de esponjas – sim, esponjas como o Bob Esponja –, que se alimentam filtrando a água do mar e disputam o título de animais mais antigos da Terra.

O consenso atual é que as primeiras formas de vida filtradoras surgiram a partir de 630 milhões de anos atrás, no período Ediacarano. Animais com estruturas de locomoção e comportamento predatório só vieram depois, com o início do Cambriano há 542 milhões de anos. A possibilidade de que já existissem esponjas há 890 milhões de anos abala os alicerces da paleontologia e foi recebida com uma dose saudável de ceticismo pelo comunidade científica.

Essas rede de tubos calcificados – talvez formada a partir dos filamentos flexíveis que estruturam esponjas-do-mar – veio 300 milhões de anos antes do período Ediacarano, quando formas de vida filtradoras se multiplicaram.

Fóssil de 890 milhões de anos pode ser mais antigo indício de vida animal

publicado originalmente em superinteressante

Nasa divulga o primeiro mapa detalhado do interior de Marte

Há algum tempo a estrutura interna de Marte é objeto de curiosidade para os cientistas. Missões espaciais ao planeta vermelho se concentraram em sua superfície, mas a missão InSight da Nasa investigou Marte a fundo e agora oferece detalhes sobre seu interior – e pistas sobre a história do planeta. A missão forneceu dados sobre a composição e o tamanho das camadas da estrutura interna de Marte – núcleo, manto e crosta. As descobertas foram relatadas em três artigos publicados recentemente na revista Science.

Bruce Banerdt, pesquisador principal da InSight, afirma que esses resultados representam todo o trabalho da última década. “Quando começamos a pensar a missão, mais de uma década atrás, nós esperávamos obter as informações que estão nestes documentos.” Em 2018, a espaçonave da missão pousou em Marte. A partir daí, o sismômetro da missão – Seismic Experiment for Interior Structure (SEIS), ou Experimento Sísmico para Estrutura Interior – começou seu trabalho, detectando movimentos no solo do planeta.

A partir de dados obtidos pela missão InSight, cientistas fizeram algumas descobertas sobre a estrutura interna do planeta vermelho.

Nasa divulga o primeiro mapa detalhado do interior de Marte

publicado originalmente em superinteressante

O que a neve no sul do Brasil tem a ver com o aquecimento global?

Na última semana, uma massa de ar frio atingiu a região Sul do Brasil – e avançou de modo que algumas quedas bruscas de temperatura foram previstas também para regiões do Norte e Nordeste do país. O frio intenso trouxe neve para diversas cidades do sul brasileiro – em Santa Catarina, por exemplo, nevou em mais de dez cidades na última quarta-feira (28). 

Eventos de frio fora do comum costumam levantar uma questão entre os desavisados: “Se estamos passando pelo aquecimento global, por que o frio?”. Mas não se engane: o aquecimento global não se resume, necessariamente, apenas ao aumento de temperatura ao redor do planeta.

Ondas de frio intenso fazem algumas pessoas se questionarem sobre a existência do fenômeno. Mas não se engane: ele não se resume a temperaturas mais altas.

O que a neve no sul do Brasil tem a ver com o aquecimento global?

publicado originalmente em superinteressante

Pela primeira vez, astrônomos detectam vapor d’água na lua Ganimedes de Júpiter

Nesta segunda-feira (27), pesquisadores da NASA anunciaram a detecção de vapor d’água na lua Ganimedes, a maior do planeta Júpiter e de todo o Sistema Solar. Em comunicado, a agência espacial explicou que o vapor é proveniente da sublimação do gelo presente na superfície do satélite. 

Os dados foram obtidos pelo telescópio espacial Hubble, em atividade desde 1990. Ele capturou as primeiras imagens ultravioleta (UV) de Ganimedes em 1998, as quais revelaram a presença de oxigênio molecular (O2) na atmosfera lunar. Mas os cientistas perceberam que algumas características não correspondiam àquelas esperadas numa atmosfera de O2 puro. Na época, os pesquisadores assumiram que grandes concentrações de oxigênio atômico (O) na atmosfera estavam causando esta divergência.

A oscilação de temperatura no satélite parece estar levando à sublimação do gelo presente em sua superfície. A observação complementa estudos sobre a atmosfera de Ganimedes.

Pela primeira vez, astrônomos detectam vapor d’água na lua Ganimedes de Júpiter

publicado originalmente em superinteressante

Corais do Atlântico tropical têm futuro ameaçado pela crise climática

Os recifes de corais são muito importantes para vida marinha: eles servem como locais de alimentação, reprodução e refúgio para várias espécies. O problema é que eles são especialmente suscetíveis às mudanças climáticas, especialmente o aumento da temperatura dos oceanos.

Quando eles morrem, levam junto ecossistemas marinhos inteiros num efeito dominó. Para investigar o que pode acontecer com os recifes de coral do Atlântico Sul, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estudaram três espécies de corais. O estudo foi publicado recentemente no periódico especializado Frontiers in Marine Science.

Cientistas coletaram dados e usaram simulações de computador para descobrir como o aquecimento global vai afetar três espécies importantes para a construção de recifes no nosso quintal oceânico.

Corais do Atlântico tropical têm futuro ameaçado pela crise climática

publicado originalmente em superinteressante