Cuidado coordenado: modelo que alia a atenção primária à secundária

Ao contrário do que muita gente pensa, sair do consultório médico com um monte de pedido de exames e receitas de medicamentos não é necessariamente sinônimo de tratamento eficaz. O ideal é que os profissionais conheçam o histórico de cada indivíduo, acompanhem a evolução da sua jornada de saúde e encaminhem a apenas o que for de fato preciso.

Um modelo de cuidado que alinha a atenção primária (por meio do médico de família) à secundária (especialistas de forma geral) oferece um cuidado integral, acompanhando o indivíduo bem de perto e investindo na prevenção e proteção da sua saúde, podendo, assim, combater até 80% do surgimento e da evolução de males.

É exatamente isso que a rede de clínicas DaVita Serviços oferece aos seus pacientes em suas 16 unidades espalhadas pela região metropolitana de São Paulo.

Proporcionando os benefícios de um tratamento completo, com a conveniência de disponibilizar tudo em um só lugar, a empresa diversificou o mix de serviços. Para os pacientes que precisam de um atendimento mais rápido, por exemplo, com sintomas agudos, como um mal-estar ou um trauma leve, existe o Atendimento Imediato. Já visando o tratamento contínuo, há o método de Médico de Família.

O cuidado médico integrado consiste no acompanhamento do paciente de perto e investimento na prevenção dos males

Cuidado coordenado: modelo que alia a atenção primária à secundária

publicado originalmente em Veja saúde

Probióticos: um universo em expansão

Cuidar da comunidade de micro-organismos que moram em nosso aparelho digestivo já não é mais como antigamente. Pudera: a ciência vem desvendando que aquilo que acontece por ali tem implicações no corpo inteiro — da pele ao coração, do sistema imune ao nervoso. Só para ter ideia, 70% das nossas células de defesa se encontram no trato gastrointestinal, e até 90% da serotonina, neurotransmissor essencial ao nosso estado de bem-estar, é produzida nessas redondezas. Manter esse habitat em harmonia, portanto, faz diferença para o ecossistema do organismo todo. Então como cuidar dele? Alimentando e cultivando os moradores bem-vindos, recrutando novos aliados e evitando que malfeitores apareçam e as coisas desandem por lá. Foi para isso que nasceram os probióticos, produtos à base de bactérias estudadas por suas vantagens ao corpo humano. Quanto mais avança o conhecimento nesse campo, mais aparecem alimentos e suplementos destinados a zelar pela microbiota. Só que, aí, os probióticos já não estão sozinhos. O universo dos “bióticos” se expandiu tanto que conta agora com uma sucessão de prefixos: pre, sim, para, pos e psicobióticos (mais abaixo, destrinchamos cada uma dessas categorias). Em comum, todos esses produtos buscam aprimorar ou preservar algum aspecto daquela comunidade de olho em benefícios para nós, os hospedeiros. “A microbiota é peça-chave em nosso estado de saúde. Ela se desenvolve desde antes de o bebê nascer e pode sofrer mudanças ao longo dos anos. Tipo de parto, amamentação, estilo de vida… Tudo isso a influencia”, explica a bióloga Katia Sivieri, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Araraquara. Uma criança que vem ao mundo de parto normal tem um perfil de bactérias intestinais diferente de uma que nasce de cesárea. O mesmo acontece em função do aleitamento materno. E pesquisas indicam que, tanto no primeiro caso (parto normal) como no segundo (leite da mãe), o pequeno ficaria mais protegido de obesidade e doenças crônicas

A família de produtos para a microbiota intestinal cresce com uma lista de prefixos e funções, que vão de modular a imunidade a preservar a saúde mental

Probióticos: um universo em expansão

publicado originalmente em Veja saúde

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

Na última terça (19), cirurgiões americanos afirmaram ter realizado com sucesso o transplante do rim de um porco a um paciente humano diagnosticado com morte cerebral – em suporte artificial de vida e sem possibilidade de recuperação. O feito inédito, considerado um marco por especialistas na área, foi relatado ao jornal USA Today.

A cirurgia foi realizada no dia 25 de setembro no centro médico Langone Health, da Universidade de Nova York. Segundo o médico Robert Montgomery, que liderou o procedimento, o paciente foi observado durante um período de 54 horas e nenhum sinal de rejeição foi detectado. Pelo contrário: o rim passou a funcionar normalmente, produzindo urina e eliminando creatinina, substância produzida pelos músculos e que é despachada por esse órgão.

O rim veio de um porco geneticamente modificado, desenvolvido pela empresa americana de biotecnologia Revivicor e aprovado pela FDA (agência regulatória dos EUA, semelhante à nossa Anvisa) em dezembro de 2020 para uso como alimento ou potencial fonte para tratamentos humanos. 

Nos EUA, paciente com morte cerebral recebeu órgão de um animal criado a partir de edição genética – e que passou a funcionar imediatamente. Entenda.

Pela primeira vez, cirurgiões transplantam rim de porco em um humano

publicado originalmente em superinteressante

Radar da saúde: uma pandemia de perda auditiva e outros destaques

Mais de 1,5 bilhão de seres humanos convivem com a perda de audiçãosegundo a estimativa do projeto Global Burden of Disease em cima de dados colhidos em 2019. A iniciativa faz revisões e projeções de doenças pelo planeta com base em informações populacionais de centenas de países.

No caso do déficit auditivo, 62% dos indivíduos com o problema têm mais de 50 anos, e ao redor de 403 milhões de pessoas encaram prejuízos em nível moderado ou severo. Com o envelhecimento mundo afora, o trabalho prevê que, em 2050, haverá 2,45 bilhões de pessoas com perda de audição.

Isso conclama ações de prevenção e controle urgentes. Os pesquisadores encorajam medidas como o rastreamento de déficit auditivo na infância, o manejo de infecções capazes de comprometer o ouvido e o maior acesso a aparelhos auditivos e procedimentos como o implante coclear.

Levantamento internacional indica que uma em cada cinco pessoas no mundo sofre com algum grau de prejuízo para ouvir. Veja esta e outras notícias

Radar da saúde: uma pandemia de perda auditiva e outros destaques

publicado originalmente em Veja saúde

Assista a “Repórter Eco | 17/10/2021” no YouTube

Um programa que a gente espera a semana inteira?….

Ecologia, resistência, paisagens lindas e gente que faz a diferença.

Repórter Eco por aqui!

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Assista a “★ Semana Despertar Zen – Episódio 2” no YouTube

Monja Coen com sua amável presença, nos trazendo momentos únicos de sabedoria e conhecimento.

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Ômega-3 contra a enxaqueca

ômega-3 pode ter ação contra a enxaqueca, segundo uma nova pesquisa. Publicado no periódico The British Medical Journal (BMJ), o estudo foi feito por pesquisadores americanos com 182 pessoas que relatavam enxaquecas frequentes. Elas foram divididas em três grupos e receberam diferentes estilos de alimentação.

Durante o experimento, os participantes anotaram o número e a intensidade das crises e quantas vezes precisaram recorrer a remédios para controlá-las. Quem seguiu a dieta com mais peixes gordurosos, que concentram altos níveis de ômega-3, apresentou uma redução de 30 a 40% nas dores.

“Esse ácido graxo age no sistema nervoso central, onde reduz moléculas inflamatórias envolvidas na fisiopatologia da enxaqueca”, explica a nutricionista Camila Caverni, da Sociedade Brasileira de Cefaleia. “Os efeitos são sentidos quando o consumo é diário.”

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Quem sofre de enxaqueca precisa redobrar a atenção na hora de montar o prato:

O que deve entrar

  • Azeite: Gorduras do bem como a avaliada na pesquisa estão presentes também nesse óleo.
  • Arroz integral: Assim como a banana e o maracujá, ele tem triptofano, que eleva a serotonina, substância ligada ao bem-estar.
  • Temperos: Itens como orégano, gengibre e canela inibem a histamina, cujo acúmulo provoca enxaqueca.

LEIA TAMBÉM: Comida para proteger o cérebro

O que cortar

  • Embutidos: Salsichas e afins contêm compostos como nitritos, que causam vasodilatação e latejamentos.
  • Vinho: O problema aqui são os fenóis, aldeídos e sulfetos. Eles causam constrição dos vasos que irrigam a cabeça.
  • Queijos: A tiranina, presente também no chocolate, libera o hormônio prostaglandina, um gatilho para a dor.

Em estudo, o benefício do nutriente foi notado após 16 semanas de consumo

Ômega-3 contra a enxaqueca

publicado originalmente em Veja saúde

Antártida enfrentava incêndios espontâneos há 75 milhões de anos

O continente antártico nem sempre foi dominado pelas cores brancas e frias. Uma pesquisa publicada nesta quarta-feira (20) no jornal acadêmico Polar Research mostrou que, durante o período Cretáceo, há 75 milhões de anos, a Antártida não só tinha florestas, como também enfrentava incêndios naturais.

A conclusão é baseada em um pedaço de madeira carbonizado encontrado em uma expedição no continente gelado realizada em 2016. Na época, pesquisadores do projeto Paleoantar estavam explorando a formação de Santa Marta, ao nordeste da ilha de James Ross, quando se depararam com o registro fóssil. Apesar de estar totalmente queimado em seu exterior, os cientistas conseguiram usar análises laboratoriais para descobrir que o fragmento era uma lasca de árvore queimada da família Araucariaceae. 

Fóssil de madeira carbonizada encontrado por pesquisadores durante expedição na Antártida.

Diversos fatores que podem desencadear incêndios naturais, como a queda de raios e até a própria combustão natural. Neste caso, os cientistas sugerem que o incêndio tenha sido causado pela erupção de vulcões, que eram mais comuns na época.

O continente gelado já foi verde – e passou por queimadas causadas por vulcões. Veja o que revela a pesquisa realizada pelo projeto brasileiro Paleoantar.

Antártida enfrentava incêndios espontâneos há 75 milhões de anos

publicado originalmente em superinteressante

Demora no diagnóstico de artrite reumatoide reduz a qualidade de vida

Cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem de artrite reumatoide, segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR). Falamos de uma doença autoimune que faz o próprio corpo atacar as articulações. Com isso, provoca inchaço, rigidez, dores nas juntas, além de poder deixar o indivíduo impossibilitado de fazer as tarefas mais simples do dia a dia, como pentear os cabelos.

Mas não precisa ser assim. Quando o tratamento começa a ser feito sobretudo nos primeiros três meses após o início dos sintomas, é possível impedir ou minimizar a progressão dessa condição inflamatória.

O problema é que na vida real isso não ocorre com frequência. Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos a pedido da farmacêutica Janssen aponta que 54% dos pacientes demoram anos para chegar ao diagnóstico correto. Para o levantamento, foram ouvidos 144 brasileiros com artrite reumatoide e outras doenças autoimunes.

“Antes de chegar ao reumatologista, que é o profissional habilitado para identificar a doença e indicar o tratamento, essas pessoas passaram por cinco especialidades diferentes. Na saúde pública, isso pode levar anos”, afirma Dawton Torigoe, reumatologista da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e membro da SBR

Para mudar esse cenário, pessoas com sintomas, como inchaço, dor nas juntas e rigidez, devem visitar o médico certo para dar início ao tratamento eficaz

Demora no diagnóstico de artrite reumatoide reduz a qualidade de vida

publicado originalmente em Veja saúde

Chega de “selva”: Para proteger a biodiversidade, os povos indígenas e o uso tradicional da natureza são necessários —

Foto: dpa | Dean Lewins Por Norbert Suchanek para o “Neues Deutschland” Proteja a natureza! « Dificilmente existe um termo tão frequentemente usado em conexão com a natureza e a biodiversidade e ao mesmo tempo que é tão enganador como »natureza selvagem«. Apesar de numerosos estudos científicos que apontam para a influência e conhecimento dos povos indígenas, […]

Chega de “selva”: Para proteger a biodiversidade, os povos indígenas e o uso tradicional da natureza são necessários —

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro