A Organização Mundial da Saúde (OMS) define autocuidado como “a capacidade de pessoas, famílias e comunidades promoverem e manterem a saúde, prevenirem doenças e lidarem com problemas e incapacidades com ou sem o suporte de um sistema provedor de saúde”.
O novo índice envolve dez nações, entre elas o Brasil, escolhidas após consultas à OMS, e leva em conta quatro critérios — presença de atores e estruturas que viabilizam o autocuidado, empoderamento dos cidadãos, políticas públicas e ambiente regulatório.
Após mergulhar em dados, pesquisas e entrevistas, o trabalho atribuiu notas aos países. “O Brasil obteve uma boa pontuação, ficando em quarto lugar no ranking, atrás apenas de Reino Unido, Estados Unidos e Tailândia”, conta Marli Sileci, vice-presidente executiva da Associação Brasileira da Indústria de Medicamentos Isentos de Prescrição (Abimip), uma das entidades que colaboraram com o mapeamento.
Primeiro índice que mensura o apoio das nações a um estilo de vida saudável mapeia dez países, entre eles o Brasil, e aponta o que precisa melhorar
“Posso parecer utópica com minhas histórias de fantasia, fadas, gnomos e seres encantados. Mas, atire a primeira pedra quem, à sua maneira, nunca sonhou com um mundo melhor. Esse é o meu jeito…”
Ficar queimado de sol não é bonito nem saudável: acelera o processo de envelhecimento celular e é uma causa evitável de câncer de pele.
De acordo com informações reunidas na última Campanha Nacional do Câncer de Pele da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), mais de 60% dos brasileiros não usam nenhum tipo de proteção no dia a dia.
E um novo estudo, publicado pela Associação Médica Americana, analisou quase dez anos de diagnósticos de queimaduras solares para elencar as características de quem costuma errar a mão no bronzeado: a maioria é mulher e jovem, e mais de 80% não tratam o problema, apesar de passar pelo médico.
Os autores acreditam que esses dados ajudarão a estruturar iniciativas mais efetivas de prevenção e detecção do câncer de pele.
“Uma gaivota planando alto, absorta no cotidiano hábito de voar…que coisa mais linda e mais sábia. Cada um fazendo o que sabe de melhor, com amor e dedicação. Isso é viver.”
Dois meses antes, o marido da rainha Elizabeth II tinha passado mal e precisou ser internado. No dia 1º de março, foi submetido a uma cirurgia no coração. Ficou hospitalizado quase um mês. Na hora de preencher seu atestado de óbito, o médico da realeza declarou que ele morreu de… “idade avançada”.
Ficou acertado que o código R54, até então empregado para casos de senilidade, seria substituído pelo novíssimo MG2A, usado para pacientes que, a exemplo do príncipe britânico, morreram em idade avançada.
O motivo da troca, explica Bernardino Vitoy, especialista em saúde familiar e comunitária da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), teria sido a “conotação negativa” da palavra senilidade.
A mudança, que passaria a valer dia 1º de janeiro de 2022 com prazo de três anos para ser devidamente implementada, desagradou especialistas de diversos campos.
O médico gerontólogo Alexandre Kalache, ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da OMS, classifica a decisão de “aberração” e “retrocesso”.
Decisão da OMS de incluir a velhice na sua lista oficial de doenças — que acaba de ser revertida — suscita debates sobre os novos significados dessa fase
Existem versões orgânicas, mas elas ainda não são abundantes no mercado. Dá para usar as não orgânicas, só que há regras: não podem ser transgênicas nem ter recebido tratamento químico com fungicidas, pesticidas etc.
Uma coisa bacana no orgânico é a valorização de sementes crioulas, que preservam características tradicionais e são mantidas por agricultores familiares ao longo de décadas. Há quem venda ou troque com os vizinhos.
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2- Manejo do cultivo
Ao contrário do plantio convencional, não se usam agrotóxicos nem adubos sintéticos. Então, o desafio é manter o solo muito rico para nutrir a planta, deixando-a menos suscetível ao ataque de pragas.
Para isso, recorre-se ao incremento da matéria orgânica, com resíduos vegetais, animais e húmus. É essencial aplicar caldas e fertilizantes orgânicos. Em volta da lavoura, deve-se plantar espécies altas, formando uma barreira contra ventos capazes de trazer poluentes.
Não depender do uso de agrotóxicos é o diferencial mais famoso em comparação ao cultivo convencional. Mas há um monte de outros detalhes em jogo
A COP26, conferência da ONU sobre mudança climática, terminou com perspectivas não muito animadoras. Mesmo com todos os compromissos assumidos, não foi possível chegar à meta mais ambiciosa, que mirava conter o aquecimento global a 1,5 °C neste século, e há evidências de que alguns países foram até o evento só para apresentar miragens. Há pouca perspectiva de que consigamos evitar mudanças climáticas potencialmente catastróficas lançando mão das estratégias seguras e sabidamente eficazes: redução de emissões de gases-estufa e captura dessas substâncias, a fim de limpar a atmosfera.
Por isso, alguns grupos de cientistas começaram a se mover para pedir mais atenção a um tema que até então era tabu absoluto: a geoengenharia solar. Após grandes erupções vulcânicas, partículas de enxofre sobem à alta atmosfera e bloqueiam parte da luz solar, levando a um esfriamento do planeta. O que alguns pesquisadores sugerem é: e se tentarmos fazer isso de propósito?
A reação da imensa maioria da comunidade científica é descartar de cara. Os riscos são enormes. Estaríamos tentando corrigir um estrago potencialmente promovendo outro, numa solução que é reconhecidamente imperfeita. Jogar poeira na estratosfera não reverte completamente os efeitos do aumento de CO2 atmosférico, e pode ter outros efeitos ainda pouco compreendidos.
Além disso, introduz variáveis perigosas, como o fato de que um país pode sozinho decidir fazer uma intervenção global. Ou a possibilidade de que projetos do tipo desencorajem países a cortar emissões – que é a melhor solução.
Mas também começa a surgir no ar a sensação de que o tempo está acabando e que não se pode vetar o debate público – e estudos científicos que possam ampará-lo – sobre geoengenharia. Em editorial publicado na revista Science, Edward Parson, pesquisador da Universidade da Califórnia, defendeu a pesquisa do tema. “Rejeitar uma atividade baseada em danos que possam se seguir a ela é aplicar uma precaução extrema. Isso pode ser correto quando há risco de dano sério e imitigável e a alternativa é reconhecidamente aceitável. Não é o caso aqui”, destacou.
Ela sempre foi tabu. Mas há quem diga que não precisa ser.