O robô agricultor

O robô se chama LaserWeeder, foi desenvolvido pela empresa americana Carbon Robotics, e consegue percorrer 20 acres (81 mil m2) de plantação por dia eliminando plantas daninhas – que ele queima disparando pequenos canhões laser de 150 watts.

A máquina usa um sistema de navegação da marca nVidia, que é alimentado pelas informações de 12 câmeras, GPS e LiDAR (tipo de scanner 3D usado em carros autônomos). Ele se desloca a 8 km/h pelas lavouras, inclusive à noite, e é inteligente o bastante para encontrar e seguir as trilhas entre as áreas plantadas – isso evita que o veículo, que pesa 4 toneladas, passe com as rodas por cima das verduras.

Também para automaticamente se encontrar algum obstáculo, como um animal ou pessoa. Os lasers disparam a cada 50 milissegundos e são bem precisos: segundo o fabricante, sua margem de erro é de apenas 3 milímetros. O veículo pode ser usado em diversas lavouras, dispensando a aplicação de agrotóxicos. A empresa diz que já vendeu todo o seu primeiro lote de robôs (o preço não foi divulgado).

Ele tem 12 câmeras e 8 canhões laser – para identificar e eliminar pragas da lavoura automaticamente, sem usar agrotóxicos.

O robô agricultor

publicado originalmente em superinteressante

Mágicas Imagens ✨✨

Templo Polimata …Caieiras SP Brasil

A redescoberta dos fungos

Ao andar por um bosque, olhe bem onde pisa: fora as folhas secas, plantas e insetos, é muito provável que você vá enxergar pequenos cogumelos brotando do chão ou atrelados aos troncos e raízes das árvores. O que não fica tão óbvio ao primeiro olhar é como eles são os donos do pedaço. O cogumelo é só a parte mais visível de algumas espécies de fungos — a porção que eles utilizam para se reproduzir.

Mas é ali embaixo, no subterrâneo, que se encontram as estruturas e conexões que dão a essas criaturas um domínio sobre (e sob) a terra. Não só: graças às redes fúngicas, fica garantida a coesão do solo e uma infinidade de vegetais arrumam nutrientes que não conseguiriam obter sozinhos.

Nove em cada dez plantas dependem da chamada “internet das árvores”, esse sistema em que os “cabos” são formados por fungos que, além de nutrir, compartilham informações químicas sobre as pragas e ameaças por perto. Parece incrível — e é mesmo!

Nem planta nem animal. E muito além do champignon. Os fungos estão sendo revistos como cruciais à natureza e uma nova fonte de alimentos e tratamentos

A redescoberta dos fungos

publicado originalmente em Veja saúde

Gostos… por Mágica Mistura

“Gosto de escrever sobre a mata, o verde e a selva… Gosto de sentir o vento, pisar a areia, tocar a terra. Gosto de pensar que com uma união planetária hoje, transformaremos o amanhã…e de acreditar que a maioria têm boa vontade e forças para evoluir. Um primeiro passo, um pouquinho de cada vez… é disso que precisamos.”

Mágica Mistura

imagens do Pinterest

3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

Bactérias produzem material útilAstronautas cultivaram colônias de S. desiccabilis e B. subtilis, e alimentaram esses micróbios com basalto (material abundante nas rochas da Lua e de Marte). Resultado: as bactérias produziram vanádio (1) , um metal valioso – na Terra, onde esse material é fabricado industrialmente, ele serve para reforçar ligas metálicas, fazer baterias e tintas.

Nave empurra estação sem quererA Soyuz MS-18, que levou um cosmonauta, um diretor de cinema e uma atriz da Rússia para gravar um filme na estação, ligou acidentalmente seu propulsor quando estava acoplada à ISS. Isso fez com que a estação girasse sobre seu eixo e ficasse meia hora desalinhada. Isso já tinha acontecido em 29 de julho, com o disparo do módulo russo Nauka.

Cosmonautas têm alteração cerebralCientistas colheram sangue de cinco cosmonautas russos que ficaram bastante tempo na ISS: 169 dias em média. Os exames revelaram níveis aumentados das proteínas beta-amiloide e GFAP e do polipeptídeo NFL – que são sinais de danos físicos ao cérebro (2). Eles podem ser consequência da exposição prolongada à microgravidade.

As experiências científicas vão bem – mas a ISS e seus hóspedes também têm problemas.

3 notícias sobre: o dia a dia na Estação Espacial Internacional

publicado originalmente em superinteressante

Técnica permite ver sombras invisíveis

Pesquisadores do MIT criaram um método (1) que permite enxergar e analisar sombras muito sutis, invisíveis a olho nu – e usar essa informação para saber quantas pessoas estão em um recinto e o que elas estão fazendo.

A técnica consiste em filmar uma parede em branco e depois processar o vídeo, recuperando microdistorções causadas pelos reflexos da luz dentro do ambiente. No futuro, agências de espionagem poderão usar o novo método para enxergar através de paredes: os espiões poderão apontar suas câmeras para dentro de uma casa ou prédio, mesmo que só consigam focalizar uma parede, e mesmo assim inferir o que está acontecendo no local.

Processo extrai interferências captadas por câmeras de vídeo, imperceptíveis a olho nu

Técnica permite ver sombras invisíveis

publicado originalmente em superinteressante

Sabedoria…por Fernando Pessoa

“Considerar a nossa maior angústia como um incidente sem importância, não só na vida do universo mas da nossa mesma alma, é o princípio da sabedoria.”

🌻Fernando Pessoa

imagens do Pinterest

Meu lugar…por Mágica Mistura

“Muitas e muitas vezes, tenho a impressão de que não sou daqui…Na imensa maioria das vezes, tenho plena certeza que não. Dá uma vontade bonita, mágica e colorida de voltar para casa.⁠..nos meus sonhos mato a saudade de lá…”

Mágica Mistura

imagens do Pinterest

O que faz o Iphan, afinal?

O que o Cristo Redentor, o forró e a Casa de Chico Mendes, no Acre, têm em comum? Os três são tesouros brasileiros protegidos pelo Iphan, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Essa autarquia federal, vinculada hoje ao Ministério do Turismo (antes era da Cultura), atua na preservação do que temos de mais valioso em expressões artísticas, objetos, documentos, festas populares, edificações e parques nacionais (como o da Serra da Capivara, no Piauí). Enfim, o que há de história e cultura que precisa continuar viva para que, geração após geração, nos reconheçamos como brasileiros – por isso o Cristo Redentor, e não a Estátua da Liberdade.

Pronto, você provavelmente já sabe mais sobre o Iphan do que o presidente do Brasil. Nesta semana, em evento na Fiesp, Jair Bolsonaro declarou que demitiu a diretoria do órgão quando uma nova loja de seu amigo, o empresário Luciano Hang, dono da Havan, foi interditada ao encontrarem, nas escavações, azulejos de valor histórico. Comentando o episódio de maneira irônica, o presidente admitiu que, até então, não fazia ideia do que é o instituto. “Que trem é esse?”, teria perguntado ao ministro da pasta.

O trem

Criado em 1937, no governo Getúlio Vargas, então com o nome de Sphan, porque ainda não era um instituto, mas sim um prestador de serviços relacionados à cultura (daí o “S” que precedeu o “I” no nome), o Iphan foi uma resposta à rápida industrialização do Brasil no período, que envolvia muita demolição de edifícios de valor histórico para dar espaço a fábricas e prédios mais modernos. Uma forma de que o progresso não apagasse a história – e construíssemos uma identidade brasileira.

Mas o Iphan começou a assumir o modelo que tem hoje só no fim da Ditadura Militar (1964–1985). Foi quando passou a ter uma atenção especial à pluralidade das manifestações culturais do nosso país – obra da Constituição Cidadã, de 1988, que definiu como “patrimônio cultural” “os modos de criar, fazer, viver”. Logo o foco no tombamento de igrejas, fortes e outras edificações se estendeu a um universo cultural bem mais amplo. Para se ter uma ideia, seis línguas indígenas estão sob a proteção do órgão, que tem entre suas muitas linhas de atuação a salvaguarda da nossa diversidade linguística (estima-se que, no Brasil, além do português, haja mais de 250 línguas vivas, entre crioulas, afro-brasileiras, de imigrantes, indígenas e até de sinais).

Bolsonaro não tinha ideia do que é o Iphan – órgão responsável pela preservação da nossa história e cultura – quando interveio no instituto para proteger os interesses de Luciano Hang, dono da Havan. A gente explica, então, para que não reste dúvida.

O que faz o Iphan, afinal?

publicado originalmente em superinteressante

Museu do Amanhã recebe exposição sobre a Amazônia

Fazer o visitante se sentir parte da Floresta Amazônica é um dos objetivos da exposição Fruturos: Tempos Amazônicos, que abre nesta sexta (17) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

A exposição, cujo título é formado a partir de “fruto” e “futuro”, apresenta a diversidade presente na Amazônia, desde fauna e flora à cultura dos povos que ali habitam. Ela é construída a partir de uma narrativa temporal organizada em sete áreas e explora perspectivas para o futuro – como é comum entre as exposições do museu.

Teve muito estudo por trás da Fruturos. Os curadores da exposição recorreram a três viagens exploratórias – a primeira em 2017 – e a um time de dez consultores de diferentes instituições de pesquisa, muitos deles amazônidas, para entender e refletir sobre a história, riqueza e potência da região.

“Os pesquisadores com quem tivemos contato sempre nos diziam que, ao conversar com povos originários e tradicionais da floresta, grandes bibliotecas invisíveis se abriam na frente deles”, afirma Leonardo Menezes, curador da exposição, à Super.

O conhecimento adquirido a partir de pesquisadores e moradores foi a base para construir a Fruturos. “A gente percebeu que a Amazônia é feita de múltiplas camadas temporais, que coabitam e coexistem no território”, explica Leonardo. 

“Fruturos: Tempos Amazônicos” aborda desde a formação do bioma aos dias de hoje, junto às manifestações artísticas e biodiversidade da região.

Museu do Amanhã recebe exposição sobre a Amazônia

publicado originalmente em superinteressante