Pela primeira vez, cães são clonados a partir de células editadas

Dois cães beagle nasceram na Coreia do Sul a partir de células da pele clonadas e alteradas pela técnica de edição genética chamada CRISPR. É a primeira vez que cientistas fazem isso, e os resultados do experimento foram publicados na revista BMC Biotechnology.

Quem está à frente do feito é a empresa de biotecnologia ToolGen. Muitos cães de raça pura têm mutações genéticas causadoras de doenças – como os pugs e bulldogs franceses, que apresentam achatamento do crânio. A ideia é que a edição genética possa eliminar esse tipo de condição, que afeta a saúde canina.

A pesquisadora Okjae Koo, da ToolGen, e seus colegas começaram o experimento editando células da pele, reprimindo a expressão de um gene chamado DJ-1. Mutações nesse gene estão associadas com doenças como o Parkinson, então estudar cachorros que sofreram essa edição genética pode ajudar a desenvolver tratamentos, segundo os pesquisadores.

Saudáveis, eles têm uma característica inédita: brilham na luz ultravioleta. A ideia é que a edição possa eliminar doenças causadas por mutações dos genes.

Pela primeira vez, cães são clonados a partir de células editadas

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Da imunidade à mente: a importância dos micróbios intestinais

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Contágio social: somos um “bando de Maria vai com as outras”?

Por Diogo Sponchiato

Principal evento de neurociência do país, o Congresso de Cérebro, Comportamento e Emoções reuniu no frio de Gramado (RS) mais de 2 mil médicos, psicólogos e outros profissionais que estudam a mente humana. Tema de uma mesa-redonda, o contágio social foi discutido à luz de episódios históricos, experimentos de campo e pesquisas de neuroimagem. Afinal, até que ponto somos influenciados pelas atitudes dos outros? Uma das apresentações mais instigantes foi a do cientista comportamental holandês Kees Keizer, que examinou as evidências por trás da teoria das janelas quebradas. Remetendo à Nova York dos anos 1980, quando a cidade enfrentava altos índices de criminalidade, ela postula que, quando se quebra uma regra local, outras violações tendem a ser cometidas. Os estudos de Keizer indicam que, dependendo do contexto, realmente um efeito em cadeia entra em cena, nos estimulando a repetir boas ou más ações. “Pode soar brega, mas o fato é que a atitude de uma única pessoa pode fazer a diferença”, diz.

O experimento das bicicletas

O professor Kees Keizer, da Universidade de Groningen, na Holanda, bolou o seguinte experimento para testar o impacto do contágio social. Em um beco onde se estacionavam bicicletas, sua equipe espalhava panfletos sobre elas. No primeiro cenário avaliado, isso acontecia num local com paredes limpas. No segundo, ocorria no mesmo lugar, mas com as paredes pixadas. No ambiente sem grafite, 33% das pessoas jogavam o panfleto que estava sobre a bike no chão. Quando o espaço tinha a parede avariada, o número de indivíduos que descartavam o papel de forma incorreta foi de 69%. Uma experiência parecida feita num estacionamento de supermercado chegou a resultados similares. “A violação de uma norma social leva a outros tipos de violação”, conclui Keizer. + LEIA TAMBÉM: Panaceia da cannabis medicinal é debatida em evento de neurociência

Mapeamento cerebral

O neurocientista russo Vasily Klucharev, da Universidade de Amsterdã, na Holanda, se dedica a entender os efeitos do contágio social no cérebro por meio de exames de imagem e da atividade elétrica nesse órgão. No congresso realizado em Gramado, ele compartilhou suas descobertas e achados de outras pesquisas na área. Um deles é que os circuitos nervosos associados ao prazer, mediados pelo neurotransmissor dopamina, exercem papel crítico na imitação de atitudes e comportamentos alheios. Segundo Klucharev, nossa trajetória evolutiva como seres sociais nos dotou de um cérebro que gera bem-estar quando estamos em conformidade com o grupo e produz estresse quando apresentamos tendências discordantes.

Cientistas debatem em congresso por que o ser humano é programado para imitar atitudes alheias — incluindo as ruins

Contágio social: somos um “bando de Maria vai com as outras”?

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Zoom: tecido fino

Por Fabiana Schiavon

Quando se fala em colágeno, é natural vir à cabeça aquela imagem de uma pele firme e lisinha. Ou, vá lá, a ideia de articulações conservadas. Mas o fato é que as fibras de colágeno aparecem e atuam numa porção de lugares no corpo humano, incluindo músculos, ossos e nervos. Isso mesmo: até no sistema nervoso periférico encontramos essas proteínas, como mostra a imagem ao lado. O colágeno é material básico do tecido conjuntivo, cujas malhas conectam e dão suporte às tramas do organismo. 25% das proteínas que compõem o corpo são representadas pelo colágeno — esse número pode chegar a 35%. 28 tipo de colágeno já foram identificados no corpo humano. O tipo 1 é a forma preponderante.

O que você acha que é a imagem abaixo?

Zoom: tecido fino

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Estudo sugere que insetos podem sentir dor física

Por Maria Clara Rossini

Não é fácil estudar a percepção de dor em insetos. Algumas pesquisas sugerem que a dor pode estar associada à emoção – por outro lado, costumamos ver os insetos como animais guiados pelo instinto, e que talvez não vivenciem a dor da mesma forma que os humanos.

Mas algumas pesquisas recentes têm contestado essa ideia. Cientistas da Queen Mary University of London, no Reino Unido, analisaram diferentes artigos e experimentos já realizados sobre o tema. E eles concluíram que sim: os insetos provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada.

Sim: eles provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada

Estudo sugere que insetos podem sentir dor física

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Calor extremo deforma trilhos de trem e rodovias na Europa

Na última terça-feira (19), pelo menos 21 países europeus emitiram alertas de calor extremo. O Reino Unido, por exemplo, alcançou a temperatura recorde de 43 °C. As ondas de calor impulsionadas pelas mudanças climáticas vêm causando transtornos no continente europeu nas últimas duas semanas, comprometendo inclusive a infraestrutura de muitos locais.

Locomoção

Em Londres, por exemplo, os trilhos se expandiram e dobraram. A Network Rail Limited, empresa responsável pela rede ferroviária de lá, explicou em comunicado que as temperaturas correntes são maiores do que algumas das pistas foram projetadas para suportar (em torno de 27 °C).

O problema é a dilatação térmica: o calor faz as moléculas se moverem mais rapidamente e ocuparem um espaço maior, o que aumenta o tamanho do material. A expansão é vista especialmente em metais, como os que guiam os trens. 

Ferrovias, rodovias e aeroportos são prejudicados pelas mudanças climáticas. O calor extremo também trouxe problemas para a agricultura e produção de energia. Confira.

Calor extremo deforma trilhos de trem e rodovias na Europa

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Os pequenos descansos que ajudam cérebro a aprender coisas novas

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“Stranger Things” é baseada em fatos reais

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Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que lhe tirou quase todos os movimentos do corpo, o físico Stephen Hawking conseguia se comunicar por meio de um gerador de fala. Esse sistema usava um sensor infravermelho nos óculos do gênio para rastrear pequenos movimentos, quase imperceptíveis, no rosto de Hawking. Era com mínimas contrações nas bochechas que o físico britânico conseguia comunicar ao gerador o que ele queria falar. 

Num futuro próximo, pacientes dessa doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, provocando uma paralisia motora irreversível, podem ter uma maneira muito mais fácil de “falar”. Isso graças a uma tecnologia de interface entre cérebro e computador, que praticamente lê os pensamentos do indivíduo – um sonho futurista que acaba de se transformar em realidade.

Neste começo de julho, no hospital Mount Sinai West, em Nova York, um paciente com ELA recebeu, num vaso sanguíneo de seu cérebro, um implante de interface do órgão com computador – produto da startup de tecnologia Synchron. Esse dispositivo, chamado stentrode, usa 16 eletrodos para monitorar a atividade cerebral e registrar o disparo de neurônios quando uma pessoa pensa. Ele então consegue ler os sinais emitidos pelos neurônios, amplificá-los e enviá-los para um computador ou smartphone via Bluetooth. 

É assim que o stentrode traduz os pensamentos do indivíduo, permitindo que a pessoa recupere capacidades que a doença já havia lhe tirado. O paciente no hospital nova-iorquino já está numa fase avançada da esclerose, perdeu toda a sua capacidade de falar e se mover. Mas os médicos e os pesquisadores da Synchron esperam que ele consiga se comunicar por e-mail e mensagens de texto, apenas pensando. Uma expectativa que tem razão de existir.

Traduzindo sinais dos neurônios, implante permite que pessoas com a mesma doença degenerativa de Stephen Hawking usem o WhatsApp e mandem e-mails.

Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

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Há mais de 130 anos, Van Gogh escondeu um autorretrato com papelão e cola

Às vezes você fica um pouco frustrado com o resultado de seu trabalho? Bem, isso acontecia até com Van Gogh. 

pintor holandês escondeu um autorretrato no verso da pintura Retrato de Mulher (Cabeça de Camponesa), de 1885, com camadas de cola e papelão. A imagem só foi encontrada recentemente por uma equipe técnica das Galerias Nacionais da Escócia (NGS, na sigla em inglês).

A descoberta aconteceu por acaso quando Retrato de Mulher passou por uma radiografia antes de aparecer em uma exposição da Academia Real Escocesa (“A Taste for Impressionism”, que ocorre neste mês de julho). 

Escondida no verso de outra pintura, a obra foi encontrada a partir de raios X. Entenda por quê – e como Van Gogh reutilizava suas telas.

Há mais de 130 anos, Van Gogh escondeu um autorretrato com papelão e cola

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