Pessoas com artrose podem (e devem) fazer exercícios físicos

Por Fabiana Schiavon

Parece contraditório estimular uma pessoa com dores nas articulações a praticar exercícios físicos, mas a atividade é considerada benéfica e parte essencial do manejo dos sintomas da artrose.

Também conhecida como osteoartrose, a doença degenerativa surge a partir do desgaste do tecido que reveste as extremidades dos ossos (cartilagens) e é mais comum nas mãos, joelhos, quadril e região lombar.

De acordo com Ana Paula Simões, ortopedista e presidente da Sociedade Paulista de Medicina do Esporte, quem tem o diagnóstico da artrose deve trabalhar a musculatura para ganhar mais força e amortecer o movimento da articulação. Com isso, protege a “dobradiça” e evita que ela se desgaste ainda mais.

“O esporte é o melhor remédio para qualquer problema de saúde, e isso inclui a artrose”, explica a especialista, que também é professora instrutora e médica assistente do grupo de Traumatologia do Esporte pela Santa Casa de São Paulo.

+ Leia também: Artrose nos dedos: causas, exercícios e tratamentos

O problema é que, muitas vezes, a dor causada pela inflamação — na fase aguda da doença — faz com que o paciente se afaste da atividade física com medo de machucar ainda mais a articulação.

“Mas isso é ruim pois a musculatura vai enfraquecer, pode haver ganho de peso e até uma piora do humor, agravando o problema”, avalia a ortopedista.

Sintomas e culpados

A condição pode acometer qualquer articulação do corpo, e manifestar sintomas semelhantes. Nos joelhos, por exemplo, costuma provocar estalos ao se mexer, dores, inchaço, limitação de movimentos e a sensação de “pontadas” ou “queimação”. Ainda, a pessoa pode sentir dores ao iniciarem um movimento, que passam em pouco tempo depois.

As causas do problema são variadas: excesso de peso, condições genéticas e até traumas físicos podem provocar um desgaste da cartilagem.

Prática ajuda no manejo da dor e melhora da qualidade de vida dos indivíduos com a doença degenerativa

Pessoas com artrose podem (e devem) fazer exercícios físicos

publicado originalmente em Veja saúde

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Câncer usa tentáculos para sugar células

Por Bruno Garattoni

Pesquisadores do MIT usaram um microscópio eletrônico para estudar o comportamento de tumores e encontraram um fenômeno assustador (1): células de câncer conectadas a células T, do sistema imunológico, por meio de tentáculos minúsculos, com 100 nanômetros (mil vezes mais finos do que um fio de cabelo).

O que eles viram em seguida é ainda mais perturbador: as células tumorais arrancam as mitocôndrias de suas vítimas, e sugam-nas por meio dos tentáculos. A mitocôndria é a “usina” de energia das células; por isso, os cientistas supõem que o tumor se alimente dessa estrutura, que serviria para acelerar o crescimento do câncer. E ao fazer isso, o tumor também se livra das células T, suas inimigas (normalmente, elas matam células tumorais assim que aparecem).

Os cientistas injetaram uma substância que inibe a formação dos tentáculos em ratos de laboratório que tinham câncer – e os tumores cresceram menos. A ideia agora é testar esse inibidor em humanos.

Fonte 1. Intercellular nanotubes mediate mitochondrial trafficking between cancer and immune cells. T Saha e outros, 2021.

Cientistas flagraram o processo, que supostamente serve para alimentar tumor.

Câncer usa tentáculos para sugar células

publicado originalmente em superinteressante

Por que não podemos falar que as vacinas contra a Covid são experimentais?

Por Fabiana Schiavon

O Brasil completou um ano de vacinação contra a Covid-19 neste mês e ainda há dúvidas sobre a rapidez com que os imunizantes foram elaborados e aprovados. Tem muita gente inclusive usando esse fator para espalhar desinformações a respeito das vacinas, ao dizer que elas são “experimentais”.

Ocorre que a afirmação está incorreta. As vacinas disponíveis já estão aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), algumas liberadas de maneira emergencial, outras com o registro definitivo. “Uma fórmula é experimental quando é indicada para ser usada apenas dentro de estudos clínicos”, define a pediatra Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

Esses estudos são compostos de diversas etapas que obedecem a regras rígidas de agências reguladoras.

Pesquisadores iniciam seu trabalho na bancada do laboratório e só depois de um tempo podem recrutar voluntários. Quando chega a hora, são três fases de análises, sendo a última em dezenas de milhares de indivíduos, para atestar segurança e eficácia da fórmula.

“Os imunizantes contra a Covid-19 também seguiram todo esse ritual, e os resultados foram apresentados às agências regulatórias, que comprovaram esses dados antes de liberar a fabricação”, pontua Evaldo Stanislau, infectologista do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP). A partir daí, já não dá mais para chamar as vacinas de experimentais.

No momento, estamos na fase 4, aquela em que os imunizados são acompanhados para saber se há efeitos ou reações diferentes das listadas durante os estudos clínicos. Isso acontece com todas as vacinas aprovadas para outras doenças. Ainda há estudos controlados sendo conduzidos para averiguar a duração da imunidade e a eficácia frente a novas variantes.

+ LEIA TAMBÉM: Tire 7 dúvidas sobre isolamento e testagem por Covid-19

Fora que os dados de vida real confirmam aquilo visto nos testes. Até a primeira semana de janeiro, quase 4 bilhões de pessoas foram imunizadas em todo o mundo contra a Covid-19, segundo dados do Our World in Data – número suficiente para comprovar a eficácia e segurança das vacinas disponíveis.

E, embora o Brasil esteja vivendo uma explosão de casos da variante Ômicron, a taxa de mortalidade e severidade não está subindo na mesma velocidade. Hoje, grande parte dos indivíduos internados com quadros graves são justamente aqueles que não se vacinaram ou não completaram o esquema de imunização.

Mas, então, por que algumas vacinas receberam uma aprovação chamada de “emergencial”?

Bem, no caso de uma crise urgente de saúde pública, como uma pandemia, o surgimento de um fármaco ganha relevância especial.

A liberação em caráter emergencial justifica certas medidas, como fornecer dados dos experimentos na medida em que eles vão saindo — em vez de mandar a papelada toda de uma só vez. A ideia é apenas adiantar alguns passos do processo regulatório. Isso tudo, claro, sem abrir mão principalmente da segurança.

E vale destacar que a vacina da Pfizer, uma das principais vítimas da campanha difamatória, já recebeu o registro definitivo da Anvisa.

‘Novas’ tecnologias eram estudadas há décadas, enquanto outras são velhas conhecidas. Contexto único da pandemia também facilitou o lançamento das vacinas

Por que não podemos falar que as vacinas contra a Covid são experimentais?

publicado originalmente em Veja saúde

Crânio de 160 mil anos pode ter pertencido a um denisovano

Por Rafael Battaglia

Os denisovanos são uma espécie extinta de hominídeos, contemporâneos ao Homo sapiens e aos neandertais. O nome vem da caverna de Denisova, na Sibéria, onde, na década de 2000, saíram os primeiros indícios de sua existência.

Eles eram tão parecidos conosco que podíamos transar e produzir bebês viáveis. E, sim: esses cruzamentos deixaram vestígios em nosso genoma. No leste e sudeste da Ásia, por exemplo, 1% do DNA é de origem denisovana; nos nativos de Papua Nova Guiné, na Oceania, 6%.

Apesar disso, ainda sabemos pouco sobre os denisovanos. Até hoje, só cinco fósseis deles (e um híbrido) foram identificados por análises de DNA ou proteínas. Mas um novo candidato pode ter aparecido.

Recentemente, cientistas anunciaram a reconstrução do crânio de um indivíduo que viveu entre 160 e 200 mil anos atrás. O trabalho foi feito juntando três fragmentos de ossos que, até então, haviam sido estudados apenas separadamente.

O crânio (bem como o indivíduo a quem ele pertencia) foi chamado de Xujiayao 6. Xujiayao é o sítio arqueológico no norte da China de onde os tais fragmentos saíram. O local começou a ser escavado nos anos 1970. Desde então, 21 fósseis de 10 hominídeos foram encontrados. São pedaços de dentes, mandíbulas – e crânios.

A reconstrução do Xujiayao 6 (ou XJY 6) revelou que o cérebro do indivíduo tinha um volume entre 1.555 e 1.781 centímetros cúbicos. É um tamanho grande para a época, quando a média entre os hominídeos era de 1.200 cm3. É maior, inclusive, que a dos sapiens modernos.

Até hoje, há poucos fósseis desses primos perdidos do Homo sapiens. Mas um estudo chinês pode ter encontrado um novo vestígio.

Crânio de 160 mil anos pode ter pertencido a um denisovano

publicado originalmente em superinteressante

Radar da Saúde: Falta de saneamento básico faz brasileiros adoecerem

Viroses por trás de diarreias, dengue, leptospirose, verminoses… A carência de saneamento básico é um prato cheio para infecções e doenças parasitárias de veiculação hídrica.

E essa ainda é uma realidade preocupante no Brasil, onde mais de 30 milhões de pessoas vivem em locais sem água tratada e 100 milhões não têm acesso a coleta de esgoto.

O cenário é propício aos achados de um levantamento do Instituto Trata Brasil. Pegando dados consolidados de 2019, ainda antes da pandemia, a entidade computou 273 403 internações por doenças de veiculação hídrica — 30 mil a mais que no ano anterior.

O maior índice de hospitalizações foi registrado no Nordeste: ali, só 28% dos cidadãos contam com coleta de esgoto.

O trabalho aponta a necessidade de não perder tempo com a devida implementação do Marco Legal do Saneamento, que prevê a universalização desse serviço no país até 2033.

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Passado: 50 anos do remédio que inibe a rejeição nos transplantes

Originária de um fungo, a ciclosporina é mundialmente reconhecida por seu papel imunossupressor, ou seja, ela ajuda a impedir que o sistema imune se volte contra um órgão transplantado ou contra alguma região do próprio corpo.

A descoberta desse efeito veio à tona após experimentos feitos por funcionários do laboratório Sandoz, na Suíça, em janeiro de 1972.

Futuro: Uma córnea alternativa para curar a cegueira

Milhões de pessoas pelo mundo ficam sem enxergar devido a danos à córnea e na dependência de um transplante, obtido de um doador.

Mas cientistas da Universidade de Bradford, na Inglaterra, criaram um polímero que mimetiza a estrutura dessa lente natural e, instalado no olho, passa a abrigar células-tronco do próprio paciente para formar uma nova córnea.

Análise mostra aumento nos casos de doenças de veiculação hídrica, disseminadas pela ausência de água tratada e coleta de esgoto

Radar da Saúde: Falta de saneamento básico faz brasileiros adoecerem

publicado originalmente em Veja saúde

Assista a “A empresa que diz ter colocado o primeiro carro voador no mercado” no YouTube

Cada dia uma novidade, o ser humano sempre trazendo inovações e progresso.

Na torcida de que uma hora tanta inteligência ajude a dar uma alavancada na evolução de outras áreas também!

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As principais perguntas dos pais sobre as vacinas da Covid para crianças

Como era de se esperar, o início da vacinação infantil contra a Covid-19 gerou um aumento repentino de interesse (e uma porção de dúvidas) sobre o tema. De acordo com o Google, as buscas relacionadas ao termo “vacina e crianças” dobraram durante a semana de 9 a 15 de janeiro.

Os resultados dão pistas ainda da disposição dos pais para vacinar os filhos, a despeito das campanhas de desinformação em curso. As buscas por “pré-cadastro vacina infantil” cresceram dez vezes desde o anúncio da chegada do primeiro lote. 

Além disso, no período, o Brasil se tornou um dos dez países que mais realizou pesquisas sobre doses para crianças em todo o mundo. A seguir, respondemos às cinco perguntas mais digitadas na ferramenta:  

Como fazer o cadastro para vacinar as crianças? 

Grande parte das prefeituras e governos estaduais disponibilizam sites para o pré-cadastro, como aconteceu com os adultos. Em São Paulo, é o Vacina Já. Basta inserir os dados dos pais ou responsáveis e as informações de contato. 

No dia da picada, é necessária a presença de um responsável pela criança e a apresentação do documento de identidade. Também é recomendado levar a carteira de vacinação. 

+ Leia também: Tire 7 dúvidas sobre isolamento e testagem por Covid-19

O que os pediatras falam sobre a vacina da Covid-19? 

Todas as autoridades de saúde e os grupos de médicos envolvidos no combate à Covid apoiam a vacinação infantil. A Sociedade Brasileira de Pediatria enviou uma nota técnica à Anvisa recomendando a liberação, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a de Infectologia (SBI).

A principal razão é a proteção da própria criança. Os mais novos também podem ter quadros graves e morrer de Covid-19 – lembrando que há risco de a doença causar sequelas –, embora isso não seja tão comum. 

Além disso, os mais novos estão, neste momento, entre os mais suscetíveis à super transmissível variante Ômicron, justamente por não estarem imunizados ainda. Quanto maior o número de infectados, maior o risco desses “casos raros” de quadros severos e óbitos acontecerem no público infantil. 

Por fim, espera-se que, com mais pessoas vacinadas, seja mais fácil controlar a circulação do vírus. 

+ Leia também: Covid: como funcionam as vacinas de RNA usadas nas crianças

O que se sabe sobre a vacina em crianças? 

Nos estudos, tanto a Comirnaty (Pfizer) quanto a Coronavac demonstraram ser seguras para crianças. Também são eficazes, garantindo uma proteção superior a 90% contra hospitalizações e óbitos. Os efeitos colaterais, em sua maioria, são os já esperados para vacinas, como febre e dor no local da aplicação. 

A Coronavac é uma vacina de vírus inativado, uma tecnologia antiga, similar à do imunizante da gripe, onde o vírus é apresentado “morto” ao organismo – portanto, incapaz de causar doença.

A dose da Pfizer é mais moderna, feita com RNA mensageiro, uma molécula sintética, que se degrada rapidamente e é considerada uma revolução na medicina

Os dados de vida real confirmam o que aconteceu nos ensaios. Mais de 8 milhões de crianças nos Estados Unidos tomaram as vacinas de RNA mensageiro, como as da Pfizer. E, só no Chile, 3 milhões de crianças maiores de três anos receberam a Coronavac. Na China, 150 milhões de meninos e meninas foram vacinados.

Nos Estados Unidos, todos os casos de síndrome inflamatória multissistêmica (MIS-C) ocorridos entre julho e dezembro de 2021 acometeram crianças não vacinadas. Trata-se da pior complicação da Covid-19 nos mais novos.

Por outro lado, nenhum óbito foi relacionado à vacina e houveram poucos casos de miocardite, a reação adversa rara e controlável das doses de RNA. Mais de 30 países no mundo já estão imunizando as crianças. 

Com a chegada dos primeiros lotes, as buscas na internet por informações referentes à vacinação dos pequenos dobraram em uma semana

As principais perguntas dos pais sobre as vacinas da Covid para crianças

publicado originalmente em Veja saúde

Assista a “Estudos apontam benefícios fisiológicos da meditação” no YouTube

Essa prática milenar está cada vez mais presente no nosso dia a dia. Agora também a ciência vêm comprovar o que já era sabido há muito tempo pelos antigos.

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Assista a “Os cientistas que tentam ‘recriar o sol’ para gerar energia limpa” no YouTube

Avanços tecnológicos a serviço da humanidade… interessante!

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