Consumo de alimentos fermentados pode fortalecer o sistema imunológico

Uma dieta rica em alimentos fermentados pode influenciar beneficamente o sistema imunológico, segundo estudo publicado na revista científica Cell. De acordo com os pesquisadores, a ingestão desse tipo de alimento aumenta a diversidade de micro-organismos intestinais e diminui os sinais de inflamação, o que contribui para um bom funcionamento de todo o organismo.

Conduzido na Universidade Stanford, nos Estados, o trabalho contou com a participação de 36 adultos saudáveis. Eles foram divididos em dois grupos: um seguiu uma dieta rica em fermentados, com iogurtes, queijos como o do tipo cottage e bebidas como o kombucha, enquanto o outro foi orientado a consumir alimentos ricos em fibras, a exemplo de frutas, verduras, sementes e grãos integrais.

Em estudo, iogurtes e bebidas como o kombucha ajudaram a multiplicar as bactérias boas da microbiota, repercutindo na imunidade das pessoas

Consumo de alimentos fermentados pode fortalecer o sistema imunológico

publicado originalmente em Veja saúde

Variante Delta reforça a importância do uso correto de máscaras

A necessidade de usar corretamente as máscaras é reafirmada com a chegada da variante Delta do coronavírus, que pode ser até 40% mais transmissível do que a Alfa, segundo estudos. Para se proteger dela, o ideal é optar pelo modelo PFF2 (ou N95), principalmente em situações de maior risco. Mas é possível criar estratégias com o que se tem na mão – seguindo algumas regrinhas básicas de segurança.

“A Delta é mais eficiente em infectar pessoas. Ou seja, não é preciso ter uma grande quantidade de vírus no ar para alcançar alguém, e uma pessoa contaminada pode levar a doença a mais gente”, explica Carlos R. Zárate-Bladés, pesquisador do Laboratório de Imunorregulação do centro de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Santa Catarina.

A alta capacidade de filtragem da PFF2 faz dela a preferida entre os especialistas, mas utilizar os demais modelos de forma adequada também é eficiente

Variante Delta reforça a importância do uso correto de máscaras

publicado originalmente em Veja saúde

Remédios para dormir: quando são necessários e quais os riscos?

A pandemia do coronavírus mudou hábitos, atingindo em cheio as noites de sono as pessoas. Com isso, cresceu a quantidade de gente que está se medicando (com e sem ajuda de um profissional) para afastar as crises de insônia. Mas o mau uso dessas substâncias pode piorar a qualidade do repouso e ainda afetar a saúde.

Quem não dorme bem certamente paga a conta no dia seguinte, como ressalta Claudio Martins, vice-presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). “Os reflexos se tornam lentos, a pessoa fica mais irritada do que o normal. Todos nós temos noites ruins, mas, quando isso se repete, é sinal de que o problema é crônico e está na hora de procurar ajuda de um médico”, pontua o psiquiatra.

Aumentou a procura de soluções para dormir bem na pandemia. Quando a higiene do sono não basta, medicamentos podem ajudar. Mas só com acompanhamento

Remédios para dormir: quando são necessários e quais os riscos?

publicado originalmente em Veja saúde

Roacutan: o que é, para que serve e quais são os efeitos colaterais

Roacutan, medicamento conhecido para tratamento de acnes graves, tem como base a isotretinoína, um composto sintético semelhante à vitamina A. Sua função é reduzir a glândula sebácea para inibir a produção de sebo, que favorece as inflamações na pele.

Como há contraindicações e possíveis efeitos colaterais importantes, um médico precisa estudar o caso. “Antes do uso são feitos os tratamentos clássicos, com produtos tópicos [cremes, pomadas e géis] e antibióticos”, explica José Roberto Fraga Filho, membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia e Cirurgia Dermatológica.

A substância isotretinoína, base desse remédio, é mais utilizada para tratamento de acne grave; efeitos colaterais e reações são relevantes

Roacutan: o que é, para que serve e quais são os efeitos colaterais

publicado originalmente em Veja saúde

Montar um prato mais colorido pode proteger o cérebro, diz estudo

Alimentos que concentram flavonoides, como morango, laranja, pimentão e maçã, podem reduzir o risco de declínio cognitivo em até 20%. Isso é o que mostra um estudo publicado recentemente na Neurology, revista médica da Academia Americana de Neurologia.

Encontrados naturalmente nas plantas, os flavonoides são considerados antioxidantes poderosos. Na prática, protegem as células de danos causados por moléculas instáveis, os radicais livres – inclusive na massa cinzenta. Segundo o trabalho, é preciso ingerir ao menos meia porção por dia desse grupo para que ocorra algum benefício ao cérebro.

A avaliação contou com 49 493 mulheres e 27 842 homens – a idade média deles era de 48 e 51 anos, respectivamente, no início do estudo. Durante 20 anos de acompanhamento, as pessoas responderam a questionários sobre a frequência com que comiam vários alimentos. A ingestão de diferentes tipos de flavonoides foi calculada multiplicando o conteúdo da substância de cada item por sua frequência.

Consumo de vegetais de diversas tonalidades parece reduzir o risco de declínio cognitivo com passar do tempo

Montar um prato mais colorido pode proteger o cérebro, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Covid-19 pode causar dificuldade para engolir

Algumas pessoas com Covid-19 têm apresentado disfagia, que é a dificuldade para engolir alimentos, líquidos ou saliva. Esse problema de deglutição é mais comum em quem passou por um longo período de intubação — porém, parece haver outros fatores por trás dessa consequência.

“Podemos citar o comprometimento neurológico que afeta certos pacientes e o processo inflamatório da infecção, que também atinge músculos”, informa Carolina Silvério, fonoaudióloga e coordenadora do Departamento de Disfagia da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia (SBF). Essas duas consequências dificultam a coordenação da musculatura responsável pela deglutição, ao mesmo tempo em que a enfraquecem.

No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, por exemplo, 29,8% dos 8 mil atendimentos fonoaudiológicos realizados desde março de 2020 para a reabilitação de pacientes com Covid-19 estão relacionados com sequelas na capacidade de deglutição e alimentação. A informação é do Jornal da USP no Ar 1ª Edição.

A chamada disfagia seria provocada pelos efeitos do coronavírus em si ou por procedimentos como a intubação prolongada

Covid-19 pode causar dificuldade para engolir

publicado originalmente em Veja saúde

Fiocruz emite alerta para novas variantes do vírus da Covid-19

A nova edição do Boletim Observatório Covid-19, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), indica que o surgimento e o crescimento de novas variantes do novo coronavírus, como a Delta, acendem um alerta. Conforme o estudo, a pandemia ainda não acabou e novos cenários de transmissão e de risco podem surgir.

De acordo com a Fiocruz, o elevado patamar de risco de transmissão do vírus Sars-CoV-2 pode ser agravado pela maior transmissibilidade da nova variante, por isso, é fundamental combinar vacinação com o uso de máscaras, incluindo campanhas de informação para a população e busca ativa de quem ainda não se vacinou.

O boletim também confirma a reversão no processo de rejuvenescimento da pandemia no Brasil. “Novamente, as internações em leitos de UTI para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS) e, principalmente, o número de óbitos concentram um maior número de idosos”, apontou.

Estudo diz que pandemia não acabou e cenários de risco podem surgir

Fiocruz emite alerta para novas variantes do vírus da Covid-19

publicado originalmente em Veja

Pegar Covid-19 depois da vacina não significa que o imunizante falhou

Sim, você pode pegar o coronavírus depois de tomar as duas doses da vacina. E, quanto mais ele circula, maior a chance disso acontecer. Mas isso está longe de indicar que os imunizantes contra a Covid-19 não funcionam. Os resultados da disseminação da variante Delta em outros países só reforçam a importância da vacinação

“As vacinas ainda protegem dessa mutante, especialmente para evitar hospitalizações e mortes. O que estamos vendo é uma queda na proteção contra a infecção. E isso é mais significativo em pessoas que só tomaram uma dose”, aponta a epidemiologista Denise Garrett, vice-presidente do Sabin Institute, nos Estados Unidos. 

A chegada da variante Delta pode aumentar os casos de coronavírus entre vacinados, mas risco de morrer ou adoecer gravemente se imunizado é baixíssimo

Pegar Covid-19 depois da vacina não significa que o imunizante falhou

publicado originalmente em Veja saúde

Bebê deve ser estimulado a segurar objetos desde o nascimento, diz estudo

Recém-nascidos e bebês de até três meses de idade já devem receber estímulos para manusear objetos e observar adultos desenvolvendo tarefas do dia a dia. Esse incentivo ajuda no desenvolvimento social, motor e cognitivo. É o que sugerem pesquisadores em artigo publicado na revista científica Infant Behavior & Development.

O estudo propõe que, desde o nascimento, os bebês assistam cotidianamente os adultos em suas atividades diárias, como, por exemplo, na manipulação de utensílios domésticos. Além disso, também devem ter contato frequente com objetos para que desenvolvam as habilidades de segurá-los e de estender os braços para alcançá-los.

Nos primeiros meses de vida, eles são capazes de aprender muito mais do que os pais imaginam. Pesquisadora ensina exercícios que ajudam no desenvolvimento

Bebê deve ser estimulado a segurar objetos desde o nascimento, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Histórias ajudam crianças em UTI

Capitaneado pelo Instituto D’Or em parceria com a Associação Viva e Deixe Viver, um experimento demonstrou o poder da contação de histórias em crianças internadas na UTI de um hospital paulistano.

Os pequenos foram divididos em dois grupos: um ouviu histórias, o outro ficou com brincadeiras de adivinhação. Antes e depois, eram coletadas amostras da saliva para checar os níveis de cortisol e ocitocina, hormônios relacionados ao estresse e ao bem-estar.

“Foram observadas melhoras fisiológicas e emocionais em todos. Mas, nos que ouviam histórias, os efeitos foram duas vezes mais expressivos”, conta Guilherme Brockington, um dos autores. “Incentivamos a contação também em casa. Ela alivia o impacto psicológico da pandemia”, sugere.

Pesquisa inédita confirma os benefícios do atendimento humanizado aos pequenos hospitalizados

Histórias ajudam crianças em UTI

publicado originalmente em Veja saúde