Cannabis medicinal é liberada nas Paralímpiadas por agência antidoping

O uso de produtos à base de canabidiol ou CBD, um dos princípios ativos da Cannabis sativa — nome científico da maconha —, foi liberado aos atletas paralímpicos pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

A decisão é um alívio para os esportistas. O CBD ajuda a reduzir inflamações, relaxar os músculos e controlar dores. “A substância apresenta todas essas vantagens em relação à recuperação física dos atletas e ainda tem menos efeitos colaterais do que os medicamentos tradicionais”, explica a médica Maria Teresa Jacob, de Campinas (SP), membro da International Association for Canabinoid Medicines (IACM). Sem falar que, segundo a especialista, auxilia no combate à insônia e melhora o foco.

Nos Jogos Paralímpicos de Tóquio, esportistas podem manter tratamento à base de canabidiol, que alivia sintomas crônicos, como dores e ansiedade

Cannabis medicinal é liberada nas Paralímpiadas por agência antidoping

publicado originalmente em Veja saúde

Um cardápio mais PANC: conheça as plantas alimentícias não convencionais

Guilherme Ranieri morou em sítio desde pequeno e sempre gostou de plantas. Curioso sobre um matinho que dava uma linda flor, ele acabou descobrindo que aquela espécie, popularmente chamada de major-gomes, era comestível. Como qualquer leigo, fez a indagação mais instintiva de todas: “Eu posso mesmo comer isso aqui?”.

Depois de algumas pesquisas, entendeu que não só podia como devia. Aliás, aquele alimento fresquinho tinha tudo para substituir, na mesa do jantar, as alfaces compradas no supermercado da cidade.

Ao perceber que estava rodeado por comida boa e negligenciada, Ranieri resolveu se apropriar daquilo em nome da saúde e da sustentabilidade. E sua vida mudou: o que era hobby virou profissão, e, à frente do blog Matos de Comer, o produtor orgânico ainda dá aulas e atua com a implementação de jardins comestíveis.

Isso mesmo: imagine ter no quintal ou na varanda um jardim que, além de embelezar sua casa, ainda oferece comida!

Matinhos pisoteados pelas ruas poderiam estar na geladeira enriquecendo a dieta e contribuindo para um sistema alimentar mais sustentável

Um cardápio mais PANC: conheça as plantas alimentícias não convencionais

publicado originalmente em Veja saúde

De cortes a queimaduras: inovação à flor da pele

Poucos assuntos são tão badalados quanto os cuidados com a pele. Cremes, pomadas, sprays e tantos cosméticos que prometem reforçar a hidratação ou trazer uma solução para espinhas e rugas surgem com regularidade no mercado, tornando a estética uma das áreas campeãs de audiência.

Só que há outro lado, bem menos glamouroso mas nem por isso menos vital, que pede nossa atenção quando falamos em saúde da pele: a luta contra feridas e lesões crônicas, de difícil cicatrização e capazes de expor o corpo a várias complicações, e tantas vezes relegadas às quatro paredes dos hospitais. A boa notícia é que os especialistas nesse front vêm ganhando novas armas para vencer os antigos tormentos.

As feridas crônicas surgem de diversas formas. Podem começar, digamos, por dentro, a partir de doenças circulatórias ou do diabetes mal controlado, que atrapalham a cicatrização de qualquer corte ou picada de inseto, por exemplo. Assim como podem vir de fora, causadas por traumas físicos ou mesmo infecções.

Cortes, queimaduras, problemas circulatórios e diabetes estão entre as principais causas de feridas que não cicatrizam. Mas há um novo arsenal para sará-las

De cortes a queimaduras: inovação à flor da pele

publicado originalmente em Veja saúde

Zoom: nos bastidores do sorriso

Os dentes entregam nosso estado de espírito: podem dar as caras tanto num momento de alegria como num esgar de sofrimento. Quem também aparece (ou padece) é a dentina, a camada que dá corpo a cada unidade da arcada dentária e fica recoberta pelo esmalte dental. Quando essa capa e o conteúdo são corroídos por algum problema, o sorriso tende a se esvair e a dor marca presença.

70% dos brasileiros chegam a ter algum grau de sensibilidade dentária, ligada à erosão do esmalte e à exposição da dentina.

30% de queda em cáries: foi o que registrou o governo brasileiro desde 2003. A encrenca pode comprometer a dentina e a vizinhança.

Foto de microscopia eletrônica expõe a dentina

Zoom: nos bastidores do sorriso

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Demência também pode aparecer em adultos jovens

Muito associada a idosos, a demência também acomete adultos jovens. Nessa fase da vida, uma das principais causas do problema é a doença vascular — sozinha ou combinada com o Alzheimer. É o que confirma um estudo inédito feito pelo Biobanco da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) já submetido para publicação em revista científica e que está em processo de revisão por pares.

Para chegar ao resultado, os cientistas analisaram o cérebro de 275 indivíduos com menos de 65 anos. Em 10% dos casos, foi identificada a chamada demência vascular, que ocorre por danos causados pela falta de circulação do sangue. “Lesões no cérebro provocadas pela doença dos vasos cerebrais são tão frequentes quanto as lesões da doença de Alzheimer”, afirma Roberta Diehl Rodriguez, neurologista e pesquisadora do grupo de neurologia cognitiva e do comportamento do Biobanco da USP.

Estudo da Universidade de São Paulo analisou o cérebro de 275 indivíduos com menos de 65 anos — e encontrou alterações compatíveis com demência em 10%

Demência também pode aparecer em adultos jovens

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Cochilos não compensam horas de sono perdidas à noite, diz estudo

Quem nunca dormiu super mal e achou que um cochilo durante o dia compensaria os estragos das horas de sono perdidas? Pois é, mas pesquisadores do Laboratório de Sono e Aprendizagem da Universidade Estadual do Michigan (MSU) surgem na história com um balde de água fria: em estudo, eles mostraram que essa tática não funciona se a ideia é atenuar os déficits cognitivos após uma madrugada agitada.

“Há alguns anos já vem se discutindo e estudando a utilidade do cochilo de dia, mas esse estudo foi bem interessante porque ele analisou não só se a pessoa cochilou ou não, mas o estágio do sono alcançado”, comenta a médica Dalva Poyares, pesquisadora do Instituto do Sono, em São Paulo. “A sensação de cansaço pode estar ligada à qualidade do cochilo e se os indivíduos conseguem entrar em níveis mais profundos do sono ou não. Por isso é importante ter esse registro”, explica.

Pesquisa americana indica que, se o cochilo for de qualidade, os prejuízos até são amenizados – mas a soneca não reverte totalmente o estrago

Cochilos não compensam horas de sono perdidas à noite, diz estudo

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Adoção de animais aumenta na pandemia, mas abandono também

Um dos setores menos afetados pela crise da Covid-19 foi o dos pets: a área de cuidados, acessórios e alimentos, classificada como serviço essencial desde o princípio, cresceu 13,5% em 2020, segundo o Instituto Brasil Pet.

ONGs e protetores dos animais afirmam que a procura por adoção de cães e gatos teve um aumento de até 50% nos primeiros meses de pandemia. Mas, segundo a Ampara Animal, o abandono cresceu 61% entre junho de 2020 e março de 2021.

“Estamos passando por uma crise social e econômica enorme, e, conforme as pessoas perdem seu poder aquisitivo, quem paga o pato são os mais vulneráveis, os animais. Mas isso é crime! Eles não são descartáveis”, diz Rosângela Gebara, gerente de projetos da Ampara. “Caso não possam ficar com eles, os cidadãos precisam procurar uma alternativa humanitária para cumprir com a responsabilidade que assumiram”, completa.

ONGs e protetores dos animais alertam sobre a adoção por impulso

Adoção de animais aumenta na pandemia, mas abandono também

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Insulina: 100 anos salvando vidas

Eram anos inebriantes. Depois de uma grande guerra e de uma grande gripe, a liberdade e o frenesi irrompem no início da década de 1920. As mulheres conquistam o direito ao voto em boa parte do mundo ocidental, abandonam espartilhos e cortam o cabelo à la garçonne. O jazz domina a cena musical e O Garoto, de Charles Chaplin, estreia no cinema. Nesse contexto disruptivo, dois cientistas canadenses identificam um hormônio essencial à vida e mudam para sempre o destino das pessoas com diabetes, uma doença até então fatal.

Em um laboratório da Universidade de Toronto, o médico Frederick Banting e seu assistente Charles Best conseguem isolar a insulina no pâncreas de um animal. “Eles sabiam que a substância era fabricada em áreas específicas do órgão, sabiam que a falta dela provocava o diabetes, mas ninguém havia conseguido separar aquele produto para uso terapêutico em humanos”, conta o endocrinologista Carlos Eduardo Barra Couri, pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

No centenário de um dos medicamentos mais importantes da história, traçamos seus feitos e mostramos o que está por vir no tratamento do diabetes

Insulina: 100 anos salvando vidas

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Alimentação para o intestino funcionar bem

Nos últimos tempos, temos conversado bastante sobre a relação entre o intestino e a saúde como um todo, incluindo a imunidade e o bem-estar emocional. Nesse aspecto, tem algo básico que não podemos perder de vista: o impacto direto do funcionamento intestinal na qualidade de vida.

Em estudo recente, pesquisadores japoneses entrevistaram mais de 3 mil pessoas com constipação crônica e um terço delas relatou menor qualidade de vida e menor produtividade no trabalho em comparação com indivíduos sem constipação ou com outras doenças, como diabetes e refluxo gastroesofágico.

Muitas vezes, ajustes no cardápio já ajudam a melhorar os sintomas de prisão de ventre

Alimentação para o intestino funcionar bem

publicado originalmente em Veja saúde

Descoberta facilita busca de remédio contra o coronavírus

Cientistas ligados ao Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos (CIBFar) desvendaram detalhes do processo de maturação da principal enzima envolvida na replicação do novo coronavírus, conhecida como 3CL. A descoberta, descrita no Journal of Molecular Biologyfacilita a busca de medicamentos capazes de sabotar esse processo logo no início.

“Em um ano e meio de pandemia, já temos, no mínimo, meia dúzia de vacinas em uso clínico, mas nenhum fármaco com comprovada eficácia e segurança. Antiviral é mesmo mais difícil de desenvolver. Porém, ainda que tenhamos bons imunizantes, obter um medicamento para a Covid-19 segue sendo muito importante, caso o vírus escape da vacina”, afirma Glaucius Oliva, coordenador do CIBFar – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da Fapesp sediado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP).

Cientistas investigaram como se forma a principal enzima envolvida na multiplicação do Sars-CoV-2 dentro das células

Descoberta facilita busca de remédio contra o coronavírus

publicado originalmente em Veja saúde