Telemedicina como aliada aos cuidados com a saúde

Em abril de 2020, em meio à crise sanitária ocasionada pela pandemia de Covid-19, a Lei 13.989 foi sancionada e aprovada pelo Congresso Nacional, autorizando, assim, a prática da telemedicina no país em caráter emergencial. Na época, essa foi uma resposta à demanda de médicos e pacientes por atendimentos remotos, evitando a disseminação e o contágio do novo coronavírus.

A regulamentação da prática médica em uma realidade pós-pandêmica ainda está sendo discutida. Mas o que se tem observado é que, se bem utilizada, a telemedicina pode ser uma boa aliada aos cuidados com a saúde.

Tecnologia em prol da saúde

Na DaVita Serviços Médicos, rede de clínicas integradas com mais de 15 unidades na Grande São Paulo e 27 especialidades médicas, a telemedicina tem servido não apenas para aumentar a acessibilidade e a facilidade de realização de consultas, mas também como uma forma prática e eficiente de complementar o cuidado coordenado e integrado – que acompanha o paciente de perto e de forma integral, investindo também em prevenção –, pelo qual a rede é conhecida.

A telemedicina é recomendada quando há suspeita de Covid-19 e também em casos cotidianos, como acompanhamento de rotina de doenças crônicas, apresentação de exames e seguimento de investigações diagnósticas, continuidade de tratamento com necessidade de repetição de medicação, solicitação de atestados e quando há limitações por parte do paciente, como idosos com fragilidades ou dificuldade de locomoção, pessoas com comorbidades e pacientes terminais.

Consultas à distância complementam o acompanhamento médico presencial e oferecem acessibilidade a pacientes com limitações de locomoção

Telemedicina como aliada aos cuidados com a saúde

publicado originalmente em Veja saúde

Artérias desobstruídas com o suporte de um robô

A inovação chega pelas mãos da Corindus, empresa adquirida pela Siemens, e a primeira unidade foi instalada no país no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Ali, os médicos já empregam os braços de um robô para realizar uma angioplastia — a instalação de stents para liberar o fluxo sanguíneo em artérias bloqueadas.

A tecnologia traz mais precisão aos movimentos do profissional, que o opera com um joystick, do lado de fora da sala. Assim, ele fica protegido da radiação dos equipamentos de imagem que guiam a intervenção.

“Espalhados pelo mundo, 110 robôs já realizaram 9 mil desses procedimentos”, informa Ricardo Caruso, gerente de negócios da Siemens. “No Brasil, foram mais de 80, dez deles em pessoas com Covid-19, permitindo o distanciamento seguro da equipe”, completa.

Entenda as diferenças para o método tradicional

Movimentos robóticos milimétricos propiciam melhor controle no procedimento

Método convencional

+ Habilidade: o desempenho no procedimento depende das mãos humanas. Se o fio-guia usado entorta, por exemplo, é preciso redirecioná-lo.

+ Mais tempo: a angioplastia tende a ser mais longa e cansativa. O médico fica ao lado do paciente e usa um pesado avental para se proteger da radiação.

+ Apoio visual: para colocar o stent e desobstruir a artéria, o tamanho da lesão é estimado pelos profissionais, podendo haver imprecisões.

Método robótico

+ Acurácia: com a inteligência artificial associada ao processo, o profissional faz movimentos com melhor navegabilidade e exatidão.

+ Menos exposição: feita a partir de uma sala separada, a intervenção é mais rápida e ágil, beneficiando o paciente, que fica menos tempo exposto à radiação.

+ Ajuste fino: a medição robótica das placas otimiza a escolha do stent, reduz o risco de cobertura incompleta e a eventual sobreposição dessas peças metálicas.

Tecnologia que começa a ser utilizada no Brasil dá mais segurança às angioplastias

Artérias desobstruídas com o suporte de um robô

publicado originalmente em Veja saúde

Noz-pecã na mira do colesterol

Cientistas da Universidade da Geórgia, nos Estados Unidos, recrutaram 52 adultos com alto risco cardíaco e, enquanto uma parte recebeu 68 gramas de noz-pecã — o equivalente a 470 calorias —, outra não consumiu o alimento. Após dois meses, houve queda de 5% no colesterol total e de 9% no tipo LDL, considerado ruim, entre quem ganhou o petisco.

“São reduções consideráveis para um curto período”, avalia a nutricionista Cristiane Cominetti, da Universidade Federal de Goiás (UFG). Em geral, as oleaginosas são ricas em gorduras boas, fibras e compostos bioativos.

“Mas é preciso cautela antes de extrapolar um estudo para a vida real”, pondera. Afinal, 68 g é bastante coisa e pode impactar o peso lá na frente. “E há outros hábitos essenciais para o melhor controle de doenças cardíacas”, ressalta Cristiane.

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Noz-pecã x noz chilena

A noz chilena é a mais encontrada e parece um cérebro. Tem mais gorduras poli-insaturadas e proteínas do que a parente pecã, que é mais lisinha. A quantidade de gorduras monoinsaturadas é maior do que a fornecida pela chilena.

Em estudo americano, colocar a oleaginosa na rotina baixou as taxas de gordura no sangue

Noz-pecã na mira do colesterol

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Rainha da Suécia promove premiação a enfermeiros do Brasil

Prêmio de Enfermagem Rainha Silvia da Suécia estreia sua edição brasileira com a meta de reconhecer profissionais e estudantes de enfermagem com ideias e soluções transformadoras nos cuidados em saúde.

A vontade de criar uma forma de homenagear e estimular a categoria dos enfermeiros veio depois de a majestade sueca acompanhar a entrega dos profissionais na assistência à sua mãe, que sofreu de Alzheimer. A iniciativa começou na nação escandinava em 2012 e hoje contempla versões também na Finlândia, na Alemanha, na Lituânia, na Polônia e nos Estados Unidos.

A chegada ao Brasil tem um quê especial para a Rainha. Afinal, ela é filha de mãe brasileira e viveu parte da infância no país. A monarca, que também se dedica à causa das crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade pelo mundo, se diz ansiosa para conhecer os projetos nacionais.

Profissionais e estudantes de enfermagem que atuam no estado de São Paulo – a perspectiva é ampliar para as demais regiões na segunda edição do prêmio – podem participar e concorrer à láurea se inscrevendo até o dia 1º de novembro no site oficial da premiação, que é organizada no Brasil pela healthtech Vibe Saúde. e tem a curadoria técnica do médico Jefferson Gomes Fernandes. A vencedora ou vencedor receberá 6 mil euros e a oportunidade de viajar e fazer um curso fora do país.

Iniciativa, que já ocorre em outros países, pretende reconhecer ideias e o trabalho dos profissionais de enfermagem. A criadora do prêmio conta os porquês

Rainha da Suécia promove premiação a enfermeiros do Brasil

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Novo teste rastreia hanseníase em 24 horas

Dormência, manchas e placas na pele são sinais característicos da hanseníase. “O diagnóstico, em geral, é clínico, mas casos com manifestações imprecisas exigem testes laboratoriais”, explica a dermatologista Laila de Laguiche, presidente da Aliança contra a Hanseníase. “Só que, quanto mais tardia a detecção, maior o risco de sequelas físicas nas pessoas acometidas”, alerta.

Agora o laboratório paranaense Mobius Life Sciense criou um exame molecular de execução simples e baixo custo que entrega o resultado em um dia. “O teste demanda somente uma amostra de tecido, numa biópsia feita por um médico”, descreve a especialista. O método revela ainda se o quadro infeccioso é resistente a certos medicamentos, antecipando a indicação de tratamentos diferenciados.

Raio X da doença

As marcas na pele ainda geram estigma e preconceito

  • Nome: hanseníase
  • O que causa: a bactéria Mycobacterium leprae
  • Como se transmite: por gotículas de saliva e secreções nasais
  • Como prevenir: rastreamento e apoio da vacina BCG (para tuberculose)
  • Como se trata: combinação de antibióticos

Um mal comum no Brasil

A hanseníase faz parte do rol das chamadas doenças negligenciadas, e a incidência no país é a segunda maior no mundo — só perdemos da Índia.

De acordo com o documento Estratégia Global para Hanseníase, da Organização Mundial da Saúde (OMS), nosso país notifica mais de 10 mil casos todo ano, identificados sobretudo em bolsões de pobreza no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste.

Em recente estudo, pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP registraram fortes sinais da doença numa cidade do interior paulista. O resultado só confirma a necessidade de conscientizar a população sobre a importância de diagnóstico precoce e tratamento adequado para frear a transmissão.

Exame desenvolvido no país pode acelerar e tornar mais acessível o diagnóstico da doença

Novo teste rastreia hanseníase em 24 horas

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Óleos essenciais: o que um cheiro pode fazer por você?

A bioquímica Bettina Malnic é uma das poucas especialistas brasileiras quando o assunto é o funcionamento do nosso olfato. Ela criou o Laboratório de Neurociência Molecular no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP) para decifrar como as diferentes moléculas de odor se conectam a receptores no nariz e depois são interpretadas pelo cérebro. E, em seu pós-doutorado nos Estados Unidos, trabalhou com Linda Buck, cientista que, em 2004, ganhou o Prêmio Nobel por ter identificado os 400 receptores olfativos do ser humano.

Bettina ainda não sabe descrever, contudo, quais regiões do cérebro são ativadas por cheiros específicos. Nem ela nem seus pares. “Aromas diferentes podem excitar áreas e circuitos neurais diferentes. Alguns já conhecemos, como o sistema límbico, responsável por nossas emoções, e o hipotálamo, que controla reações fisiológicas como fome e sede. Mas não sabemos todas as regiões cerebrais impactadas pelos odores nem suas potenciais respostas a isso”, conta.

Sem descortinar por completo as redes e os reflexos do nosso sistema olfativo, é difícil garantir que as moléculas odoríferas irão despertar essa ou aquela reação psíquica ou física em alguém. E, para complicar, a gente sabe que o mesmo cheiro que agrada uns desagrada outros. Daí que cravar se um aroma terá efeito A ou B em mim ou em você é uma questão cheia de incógnitas para a ciência.

Depende! O uso de óleos essenciais e aromas se expande como uma solução para acalmar os ânimos, mas é bom ter cautela com as propagandas exageradas

Óleos essenciais: o que um cheiro pode fazer por você?

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Vamos valorizar a polpa do coco verde

Todo ano, cerca de 2 milhões de toneladas de coco são destinadas à extração da água. “Isso significa que 60 mil toneladas de polpa acabam descartadas”, calcula a engenheira de alimentos Renata Torrezan, pesquisadora da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

Atentos ao desperdício, ela e colegas decidiram mostrar que é possível tirar proveito do interior do alimento. Assim, usaram a polpa do coco verde para elaborar doces e bebidas. “Agregando valor a essa parte, quem fabrica a água pode sair ganhando, assim como empresas interessadas na diversificação de seus produtos”, analisa Renata.

Em testes sensoriais, um ótimo indicativo: os voluntários não só gostaram das invenções com a polpa como se mostraram interessados em comprá-las.

Atributos internos

Algumas vantagens da polpa da fruta…

  • Mais leve: Ao contrário do coco maduro, o verde não se desenvolveu totalmente. Assim, é menos calórico.
  • Sabor suave: Por causa do gosto, Renata conta que a polpa casa bem com várias frutas, sobretudo as ácidas.
  • Rico em minerais: O alimento traz elementos como potássio, magnésio, cálcio, fósforo, manganês e zinco.
  • Poder de saciar: A polpa tem um pouco de fibras e gorduras como o ácido láurico. A dupla dá saciedade.

Enaltecido por causa da água, o fruto tem muito mais a oferecer

Vamos valorizar a polpa do coco verde

publicado originalmente em Veja saúde

Aplicativo acompanha crescimento de crianças

aplicativo Growth Journey, desenvolvido pela farmacêutica Novo Nordisk, oferece aos pais uma forma simples e segura de acompanhar a fase de desenvolvimento dos filhos.

Gratuito e disponível em todas as lojas de apps, basta inserir dados básicos como nome da criança, data de nascimento, sexo, altura e peso para uma curva de crescimento ser criada. Os pais podem ainda informar a altura deles e o programa estima o tamanho que ela pode alcançar.

Um dos diferenciais do app é indicar se o ritmo de crescimento está dentro do esperado. “Nada substitui a ida ao pediatra, mas, com dados de medições regulares, ele consegue analisar a velocidade de crescimento com mais precisão e detectar um eventual distúrbio relacionado”, explica Erika Miyamoto Fortes, gerente médica do laboratório.

O Growth Journey monitora esse desenvolvimento de perto, auxiliando no diagnóstico de possíveis distúrbios

Aplicativo acompanha crescimento de crianças

publicado originalmente em Veja saúde

Não é só Covid-19: as outras vacinas que os adultos devem tomar

Uma pesquisa feita pela farmacêutica GSK, em parceria com o instituto de pesquisa Kantar, aponta que os brasileiros aprovam vacinas, mas 49% deles não recebem informações sobre o tema como gostariam. Como crianças e idosos são os maiores alvos das campanhas, os adultos se mostram especialmente perdidos.

O Brasil se destacou nesse interesse em comparação a Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Espanha, Itália e França – outros países que participaram do levantamento.

Entre os entrevistados, reina a opinião de que é papel dos profissionais de saúde manter a população atualizada sobre o calendário. Eis um dos desafios para engajar os adultos.  A vacinação é um tópico corriqueiro no ramo da pediatria, mas pouco debatido por outras especialidades médicas.

Na opinião de Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (Sbim), é compreensível que algumas campanhas governamentais sejam dirigidas a certos públicos como estratégia de imunização coletiva. Justamente por isso, os médicos devem aproveitar o contato com os pacientes para estimular a proteção individual.

Para especialistas, doses são parte de estilo de vida saudável, assim como fazer exercícios e comer bem. Veja o calendário de imunização dos adultos

Não é só Covid-19: as outras vacinas que os adultos devem tomar

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Com psicologia, pessoas podem desaprender a sentir dor crônica, diz estudo

Se o cérebro é capaz de gerar dor mesmo sem lesões aparentes, ou após a cicatrização, seria possível ele “desaprender” a senti-la? Com essa pergunta, pesquisadores norte-americanos avaliaram o uso de um tratamento psicológico no alívio da dor crônica nas costas, e tiveram resultados positivos.

A partir da Terapia de Reprocessamento da Dor (PRT, sigla em inglês), os participantes do estudo clínico eram orientados a entender o papel do cérebro na geração da dor crônica, a reavaliar as próprias dores enquanto faziam movimentos que, antes, tinham medo e a lidar com as emoções que pudessem exacerbar o incômodo.

Caso alguém sentisse dores toda vez que se sentasse, por exemplo, a orientação seria para que fizesse o movimento lentamente, prestando atenção às sensações e tentando pensar nelas como seguras. O mesmo valeria para outros gatilhos, como conflitos no trabalho ou na família.

Resultados do estudo

Ao todo, 151 voluntários — com relatos de dor crônica nas costas com duração de, pelo menos, metade dos dias dos últimos seis meses e uma semana de dores com intensidade média igual ou maior a quatro (em uma escala de 0 a 10) — foram divididos em três grupos, de forma randomizada:

• 50 receberam o tratamento psicológico;
• 50 receberam o cuidado padrão;
• 51 serviram de comparativo, via grupo placebo.

Antes e depois da terapia, todos realizaram exames de ressonância magnética para medir como o cérebro reagia a um estímulo de dor leve.

Terapia é vista como benéfica por especialistas, mas não deve ser usada de forma exclusiva

Com psicologia, pessoas podem desaprender a sentir dor crônica, diz estudo

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