Perseverance: rover da Nasa pode ter captado amostra perfeita de rocha em Marte

O início de setembro trouxe grandes emoções para os cientistas da Nasa. Na quarta-feira (1º), o rover Perseverance, em missão em Marte, coletou o que parece ser um fragmento perfeito de rocha. A amostra têm previsão de ser entregue à Terra na década de 2030, quando os cientistas poderão analisar o objeto marciano em busca de sinais de vida microbiana antiga.

Há cerca de um mês, o Perseverance havia tentado uma manobra parecida, que infelizmente fracassou. No momento em que os pesquisadores foram olhar as imagens do tubo de amostras, perceberam que ela estava vazio. Acontece que o rover perfurou a pedra, mas ela era porosa demais e acabou esfarelando no processo.

Por sorte, a perda não foi total. O tubo contém ar marciano selado e não contaminado, que também deverá ser aproveitado e estudado por pesquisadores em algum momento. 

O fragmento pode ser um dos primeiros do planeta a, um dia, ser trazido para a Terra. Entenda.

Perseverance: rover da Nasa pode ter captado amostra perfeita de rocha em Marte

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Conheça as fotos mais engraçadas do reino animal em 2021

Um clique fotográfico no momento e lugar certos pode render imagens incríveis – e, às vezes, bastante curiosas. Prova disso são as fotografias selecionadas para o Comedy Wildlife Photo Awards, um concurso que premia cliques engraçados de animais selvagens.

Todos os anos, o Comedy Wildlife Photo Awards presenteia a internet com as imagens (com o perdão do trocadilho) mais animais já tiradas. Na quarta-feira (1), o concurso anunciou as fotografias finalistas e abriu a votação para que o público escolhesse o vencedor de uma das categorias de premiação.

Mais de sete mil fotos foram inscritas e 42 foram escolhidas para votação final. Elas registram uma grande variedade de animais e vão, no mínimo, te arrancar um sorriso.

Todos os anos, o Comedy Wildlife Photo Awards premia as imagens mais cômicas da vida selvagem. Confira os finalistas de 2021.

Conheça as fotos mais engraçadas do reino animal em 2021

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Misocinesia: incômodo com inquietação dos outros afeta 1 em cada 3 pessoas

Talvez você já tenha passado por uma situação do tipo: no escritório ou na sala de aula, ao olhar para o lado, percebeu que seu vizinho não parava de mexer os pés ou girar objetos em suas mãos. Se o movimento repetivio gerou uma irritação extrema, é capaz que você sofra de misocinesia.

A minocinesia, que significa ao pé da letra “ódio aos movimentos”, é um transtorno caracterizado pela forte resposta emocional negativa a movimentos pequenos e repetitivos de outras pessoas. Embora pouco investigada pelos psicólogos – talvez por não ser exatamente um problema de saúde pública –, trata-se de uma condição muito comum: um estudo recém publicado no periódico especializado Scientific Reports mostrou que um terço da população é misocinésica. 

Você é do tipo que surta quando vê alguém balançar a perna repetidamente? Psicólogos acabam de descobrir que um terço da população é assim. Mas ainda não desvendaram a causa do problema.

Misocinesia: incômodo com inquietação dos outros afeta 1 em cada 3 pessoas

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Jovem de 23 anos é capaz de contrair e dilatar as pupilas dos olhos, mostra estudo

No centro dos nossos olhos, ficam localizadas as pupilas – orifícios responsáveis pela passagem da luz do meio externo à retina. Elas regulam a entrada de luz a partir de movimentos que nos são involuntários: os músculos da íris diminuem ou aumentam o tamanho da pupila, dependendo da quantidade maior ou menor de iluminação no ambiente.

Nós não temos controle direto pela dilatação ou contração da pupila. Mas, agora, um jovem está fazendo alguns pesquisadores quebrarem a cabeça: ele pode encolher e aumentar suas pupilas voluntariamente.

O rapaz de 23 anos é estudante de psicologia na Universidade de Ulm, na Alemanha, e não teve seu nome revelado. Ele é identificado apenas pelas iniciais D.W., e seu caso foi relatado recentemente na revista International Journal of Psychophysiology.

Os cientistas consideravam impossível o controle direto do tamanho das pupilas; agora, um estudante da Alemanha está fazendo isso ser reavaliado.

Jovem de 23 anos é capaz de contrair e dilatar as pupilas dos olhos, mostra estudo

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Ouvir a voz da mãe pode diminuir a dor em bebês prematuros, sugere estudo

Quando o bebê nasce antes de completar 37 semanas de gestação, o parto é considerado prematuro. Na maioria dos casos, o recém-nascido é transferido para a UTI neonatal, onde deve ficar por alguns dias ou até semanas ganhando peso, sendo monitorado e realizando exames – que podem incluir alguns procedimentos dolorosos, como coletas de sangue e até a inserção de tubos para alimentação e respiração. 

Não dá para driblar esses cuidados, mas pesquisadores buscam formas de torná-los menos agonizantes para os pequenos, sem ter que recorrer a intervenções medicamentosas. Um estudo publicado na revista Scientific Reports mostra que a solução pode estar mais próxima do que os cientistas imaginavam: na voz das mães. Pesquisadores da Universidade de Genebra, na Suíça, analisaram 20 bebês prematuros que estavam internados no Hospital Parini, na Itália. Eles acompanharam várias coletas de sangue desses recém-nascidos, avaliando como a presença da voz da mãe interferia nos níveis de dor e na liberação do hormônio ocitocina (ligado ao vínculo e relaxamento) nas crianças. 

De acordo com cientistas, o som da voz materna ajuda a diminuir a dor dos recém-nascidos e aumentar seus níveis de ocitocina enquanto eles passam por procedimentos na UTI neonatal.

Ouvir a voz da mãe pode diminuir a dor em bebês prematuros, sugere estudo

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Polvos fêmeas lançam pedras em machos ‘irritantes’, sugere estudo

Um novo estudo mostrou que polvos da costa australiana arremessam objetos com a possível intenção de acertar uns aos outros. O comportamento raro foi observado principalmente em polvos fêmeas, que provavelmente realizam os arremessos para se livrar de machos assediadores. Os arremessos de conchas, algas e punhados de lodo foram observados pela primeira vez em 2015, em uma região da Baía Jervis (na Austrália) que ganhou o apelido de “Octopolis” por conta da grande quantidade de polvos da espécie Octopus tetricus encontrados por lá. O comportamento de arremesso foi visto como uma forma de cavar tocas, limpá-las ou se livrar de restos de comida, por exemplo. Mas ocasiões em que os polvos atingiam outros indivíduos com os objetos arremessados deixaram o pesquisador Peter Godfrey-Smith, da Universidade de Sydney, e sua equipe em dúvida. Eles não sabiam se os polvos estavam acertando uns aos outros intencionalmente ou não. Os cientistas fizeram mais filmagens e análises, e descobriram que existem diferenças entre os tipos de arremesso realizados, o que sugere que os polvos miram seus arremessos e eventualmente acertam uns aos outros de propósito. Para realizar os arremessos, os polvos seguram os objetos em seus tentáculos e então disparam um jato de água a partir de seus sifões, realizando o lançamento.

Pesquisadores analisaram o comportamento de polvos na Austrália e perceberam que os animais podem fazer arremessos direcionados – atingindo outros indivíduos intencionalmente.

Polvos fêmeas lançam pedras em machos ‘irritantes’, sugere estudo

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Fóssil “perfeito” de pterossauro brasileiro revela novas informações sobre a espécie

Um dos fósseis de pterossauro mais completos já encontrado é brasileiro. Desde 2016, pesquisadores do Brasil e Portugal estudam um espécime de Tupandactylus navigans, que viveu há 110 milhões de anos. Agora, o estudo que descreve e analisa o fóssil foi publicado no periódico PLOS One. O pterossauro ainda vem com uma história curiosa: ele quase foi contrabandeado para fora do país.

Tudo começou com uma operação policial em 2013, que pretendia enfrentar uma quadrilha internacional especializada em contrabando de fósseis e pedras semipreciosas. Os policiais impediram, no Porto de Santos (SP), a exportação ilegal de três mil peças, que provavelmente seriam vendidas para museus ou coleções particulares do exterior. Entre as peças, estavam rochas calcárias extraídas da Bacia do Araripe, na região Nordeste do Brasil. Elas possuíam restos mortais e impressões bem conservadas de seres vivos que habitaram o planeta há milhões de anos. Os itens foram entregues à Universidade de São Paulo (USP), que iniciaram a pesquisa com o fóssil três anos depois.

O Tupandactylus navigans seria contrabandeado em 2013, mas foi resgatado por uma operação da Polícia Federal. Pesquisadores estudam o fóssil desde 2016 – e descobriram características inéditas do animal.

Fóssil “perfeito” de pterossauro brasileiro revela novas informações sobre a espécie

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Variante Lambda: o que sabemos sobre ela até agora?

Enquanto o mundo observa o avanço da variante Delta do Sars-CoV-2, o vírus da Covid-19, uma outra variante, a Lambda, também tem chamado a atenção. Detectada pela primeira vez no Peru, em dezembro do ano passado, ela é responsável, hoje, por 80% dos casos da doença por lá – além de ter se espalhado para outros 30 países.

Atualmente, a variante Lambda preocupa especialistas e autoridades, principalmente em territórios da América do Sul – e uma série de estudos tem sido feita para descobrir mais detalhes sobre a nova cepa – e o que esperar dela.

A nova cepa do coronavírus surgiu no final de 2020 e, desde então, tem se espalhado pela América do Sul. Saiba quais os possíveis riscos que ela oferece – e se as vacinas atuais podem nos proteger.

Variante Lambda: o que sabemos sobre ela até agora?

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Técnica permite rastrear origem dos “tesseracts” nazistas da 2ª Guerra

Urânio e plutônio são os principais ingredientes de uma bomba atômica. Em 1938, cientistas alemães descobriram que poderiam fissionar o núcleo desses átomos instáveis, liberarando uma grande quantidade de energia no processo. No ano seguinte, nascia o programa nuclear da Alemanha nazista. Cientistas do país começaram a produzir cubos de urânio – que seriam usados em um reator nuclear para produzir plutônio –, mas o projeto nunca foi concluído.

Se a foto acima parece familiar, é porque o objeto é a cara do Tesseract – o cubo fictício que guarda a joia do infinito no Universo Cinematográfico da Marvel. Mas o nome oficial dele é “cubo de Heisenberg”, em homenagem ao físico que ajudou a criá-los. Werner Heisenberg trabalhava em um laboratório localizado embaixo de uma igreja, na cidade alemã de Haigerloch.

Em 1945, tropas americanas e britânicas encontraram 664 cubos nesse laboratório e os enviaram para os Estados Unidos. Só tem um problema: atualmente, os cientistas só sabem o paradeiro de doze deles. Muitos provavelmente foram usados em armas nucleares americanas, enquanto outros foram parar nas mãos de colecionadores. Não sabemos quantos desses cubos podem estar por aí.

Centenas de cubos de urânio foram produzidos durante o programa nuclear alemão – inclusive em um laboratório comandado pelo físico Werner Heisenberg.

Técnica permite rastrear origem dos “tesseracts” nazistas da 2ª Guerra

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“Nova cloroquina”: entenda a polêmica por trás da proxalutamida

Após a cloroquina, azitromicina e ivermectina, surge o quarto cavaleiro do apocalipse: a proxalutamida. Assim como seus antecessores, trata-se de um medicamento normalmente usado para outra doença que está sendo promovido pelo presidente Jair Bolsonaro para combater a covid-19 – mesmo sem eficácia comprovada. 

A droga, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Suzhou Kintor, é um bloqueador hormonal desenvolvido com o intuito de tratar o câncer de próstata. O medicamento ainda se encontra em fase de testes, e não é liberado pra comercialização em nenhum lugar do mundo. Ou seja: nem as pessoas com câncer de próstata, que são de fato o público-alvo do produto, têm acesso a ele.

Porém, o endocrinologista Flavio Cadegiani, que atua na clínica de emagrecimento Corpometria Institute, em Brasília, considerou que seria uma boa ideia testar a proxalutamida no Brasil para casos graves de covid-19. 

Vale dizer que países como China, Reino Unido e França, que exploraram mais profundamente o reposicionamento de drogas (ou seja, o uso do remédio para fins que não o original), já haviam descartado a proxalutamida contra a covid-19. Mas este ainda não é o ponto. O grande problema é que os experimentos no Brasil – já no estágio dos testes clínicos, quando o remédio é usado em humanos –, estavam sendo conduzidos sem autorização da Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), o que é proibido. 

O medicamento – um bloqueador hormonal usado contra câncer de próstata – foi testado no Brasil contra covid-19 sem aprovação da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. E houve erros de metodologia graves nos ensaios clínicos.

“Nova cloroquina”: entenda a polêmica por trás da proxalutamida

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