Cientistas descobrem como bactéria transforma plantas em “zumbis”

Os parasitas são seres vivos que dependem de outros para sobreviver, às vezes manipulando seus organismos de forma drástica. Um exemplo é o grupo de bactérias chamado Phytoplasma que faz algumas plantas de vítimas. Essas bactérias, também conhecidas como fitoplasmas, são capazes de reprogramar o desenvolvimento das plantas hospedeiras e transformá-las em “zumbis”.

As plantas infectadas podem desenvolver uma doença conhecida como aster yellows, que costuma ser devastadora para produções agrícolas, ficar com folhas em formatos estranhos, deixar de desenvolver sementes ou apresentar uma condição conhecida como “vassoura de bruxa” – em que um número excessivo de ramos crescem próximos uns aos outros (como você pode ver na imagem acima).

Esse crescimento anormal acontece porque os fitoplasmas impedem que a planta se reproduza normalmente e cumpra seu ciclo de vida. Ficando jovem para sempre, o hospedeiro zumbi pode atender continuamente às necessidades do parasita.

Os fitoplasmas são capazes de manipular o organismo de seus hospedeiros e impedir que cumpram seu ciclo de vida natural. Um estudo identificou como isso acontece – e como pode ser evitado.

Cientistas descobrem como bactéria transforma plantas em “zumbis”

publicado originalmente em superinteressante

Nobel de Física reconhece pioneiros no estudo das mudanças climáticas

Os físicos já conseguem prever o futuro. Desde que seja um futuro muito comportado, que se desenrole dentro de parâmetros cuidadosos. Pegue o lançamento de um foguete, por exemplo. Se um grande tubo de metal for impulsionado para cima com uma certa força, em um certo horário, em uma certa latitude, onde ele estará daqui alguns dias?

A maior parte das missões espaciais, tripuladas ou não, passa a maior parte do trajeto sem qualquer piloto, seja automático ou manual. A nave se move na direção desejada simplesmente porque os físicos calcularam que ela faria isso sozinha desde que fosse lançada do jeito ideal.

Mais complicado é prever o futuro de coisas caóticas, como as moléculas de gás que compõem a atmosfera da Terra. Não é à toa que a previsão do tempo não é 100% confiável.

Estamos falando de uma quantidade de partículas de oxigênio, nitrogênio e dióxido de carbono bem maior que o número de estrelas do Universo visível, interagindo umas com as outras para fazer chuva, vento, neve ou um céu azulzinho. Eis um exemplo típico do que se chama, em várias áreas das ciências naturais, de “sistema complexo”.

Prêmio homenageia paizões da área de sistemas complexos, um ramo pouquíssimo pop da física que está por trás da meteorologia e permite as simulações da atmosfera que embasam o relatório IPCC.

Nobel de Física reconhece pioneiros no estudo das mudanças climáticas

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Terra está perdendo seu “brilho” graças ao aquecimento global, aponta estudo

O termo “aquecimento global” não faz jus ao fenômeno climático,  porque ele não se resume à elevação da temperatura terrestre. O aquecimento global causa mudanças na dinâmica do planeta, como alterações na circulação atmosférica e intensificação de eventos climáticos extremos. E não para por aí.

As mudanças climáticas também estão diminuindo o “brilho” da Terra – ou a capacidade da superfície do planeta de refletir os raios solares, em vez de absorvê-los. É o que mostraram dados de quase duas décadas analisados em um novo estudo publicado no periódico Geophysical Research Letters.

A radiação solar que chega ao planeta pode ser absorvida ou refletida pelos gases do efeito estufa e pela superfície terrestre. A Terra reflete cerca de 30% da luz solar que incide sobre ela. Essa reflexão feita pelo solo e oceanos recebe nome de “albedo”.

Funciona assim: diferentes superfícies têm diferentes capacidades de absorção e reflexão dos raios solares. Camadas brancas de gelo nos polos do globo conseguem mandar bastante radiação de volta para o espaço, enquanto florestas e oceanos têm um albedo muito menor – e retêm mais calor. Um chão escuro de asfalto, por exemplo, fica bem quente porque absorve quantidade considerável dos raios solares.

Medições de satélite feitas entre 1998 e 2017 mostram que a Terra está refletindo menos radiação solar ao espaço – e contribuindo para o aumento de temperaturas no planeta

Terra está perdendo seu “brilho” graças ao aquecimento global, aponta estudo

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Peixes limpadores podem estar entre raros animais com uma “teoria da mente”

Um estudo publicado no periódico especializado Communications Biology mostrou que as fêmeas de uma espécie de peixe limpador, a Labroides dimidiatus, são capazes de identificar quando não estão sendo observadas para trapacear e conseguir uma refeição melhor.

Essa safadeza aparentemente banal pode significar que o peixinho tem uma capacidade cognitiva encontrada principalmente em primatas (mas também em outros mamíferos e pássaros) conhecida como teoria da mente: o poder de compreender que outros seres vivos têm intenções e planos diferentes dos seus. 

Vamos começar explicando que, no fundo do mar, existem lugares chamados “estações de limpeza“: áreas geralmente próximas a rochas e corais que são um ponto de encontro para alguns animais estabelecerem uma troca de favores (tecnicamente, uma relação de mutualismo). É lá que os peixes limpadores, de cerca de 10 cm, removem células mortas e parasitas do corpo de peixes bem maiores. 

Fêmeas de bodião limpador identificam quando não estão sendo observadas para trapacear e conseguir uma refeição melhor. Isso demonstra uma habilidade cognitiva incomum na natureza: a de se imaginar no lugar de outros seres vivos.

Peixes limpadores podem estar entre raros animais com uma “teoria da mente”

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Incidência de raios no Brasil deve chegar a 100 milhões por ano no fim do século

O Brasil é o país do samba, do futebol e também dos raios. Anualmente, 77,8 milhões de descargas elétricas atingem o território – a maior incidência entre todos os países do mundo. E o número pode estar prestes a aumentar: pesquisadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica (Elat/Inpe) mostraram que, entre os anos de 2081 e 2100, o valor deve alcançar a casa dos 100 milhões por ano.

A informação foi divulgada no livro “Brasil: Campeão Mundial de Raios”, escrito por Osmar Pinto Jr. e Iara Cardoso, pesquisadores e fundadores do Grupo de Eletricidade Atmosférica. Para chegar à conclusão, a dupla considerou as condições meteorológicas previstas pelos Modelos Climáticos Globais (MCG), levando em conta que, até o final do século, o Brasil pode enfrentar um aumento de temperatura de até 4 ºC. Esse acréscimo já é previsto no cenário considerado ruim divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Esse cenário deve ocorrer caso as emissões de gases do efeito estufa continuem, sem considerar o Acordo de Paris

O aumento da incidência de raios no país está associado às mudanças climáticas e aumento de temperatura – e pode trazer consequências graves para a tecnologia.

Incidência de raios no Brasil deve chegar a 100 milhões por ano no fim do século

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Theodore Roosevelt, ex-presidente americano, mapeou um dos últimos rios brasileiros em 1914

Muita gente escolhe mudar de carreira depois dos 50. Theodore Roosevelt já havia sido governador de Nova York e presidente dos Estados Unidos duas vezes quando chegou ao quinquagésimo primeiro aniversário. Ele até tentou se eleger novamente, mas perdeu nas urnas. Aos 55 anos, ele já estava cansado da política.

A tentativa de sair do marasmo trouxe Roosevelt para o Brasil, resultou em contribuições importantes para a ciência e quase custou a vida do ex-presidente. Essa história inspirou a nova minissérie da HBO, chamada O Hóspede Americano. A produção é dirigida por Bruno Barreto e protagonizada por Aidan Quinn, no papel de Theodore Roosevelt, e Chico Diaz, como o explorador Cândido Rondon. Abaixo, conheça os detalhes da aventura.

Cansado da política, Roosevelt decidiu que queria explorar a Amazônia – e quase morreu durante a expedição. Conheça essa história, retratada em uma nova minissérie da HBO Max.

Theodore Roosevelt, ex-presidente americano, mapeou um dos últimos rios brasileiros em 1914

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O Pica-Pau original integra lista de 23 espécies provavelmente extintas

A Lei das Espécies Ameaçadas (ESA, sigla em inglês), foi aprovada no Congresso americano em 1973. Como o nome sugere, ela foi criada para proteger e recuperar espécies ameaçadas de extinção e também os ecossistemas em que elas vivem. Desde que entrou em vigor, 54 espécies dos EUA recuperaram suas populações e foram tiradas da lista de ameaçadas de extinção. 

Outras 23 espécies devem deixar a lista em breve, mas não pelos mesmos motivos. Nesta quarta-feira (29), o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA, um dos órgãos responsáveis pela aplicação da ESA, recomendou que 11 pássaros, oito mexilhões de água doce, dois peixes, um morcego e uma planta sejam considerados extintos, já que não são vistos pelo menos desde a década de 1980. 

Alguns pesquisadores receberam a notícia com preocupação. Isso porque, com a retirada no nome da lista, as autoridades deixam de procurar pela espécie. Ou seja: caso ainda haja alguns exemplares desses seres vivos por aí, eles dificilmente serão encontrados. E aí, qualquer esperança de salvá-los desaparece

O pica-pau-bico-de-marfim, que serviu de inspiração para o famoso pássaro dos desenhos de Walter Lantz, não é observado na natureza desde 1944.

O Pica-Pau original integra lista de 23 espécies provavelmente extintas

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Ave mais perigosa do mundo pode ter sido domesticada há 18 mil anos

O casuar é frequentemente considerado a ave mais perigosa do mundo. Nativo de florestas tropicais da Austrália e Nova Guiné, ele pode ser agressivo em cativeiro ou diante de uma ameaça humana. Em 2019, por exemplo, ficou famoso um acidente trágico em que um casuar atacou, com as garras afiadas, seu cuidador.

Apesar de parecer um animal imune à domesticação, um estudo recente indicou que, há 18 mil anos, pessoas na Nova Guiné podem ter criado filhotes de casuares. Esse seria o primeiro exemplo conhecido de humanos domesticando aves, milhares de anos antes da galinha.

O estudo analisou mais de mil fragmentos de cascas de ovos do casuar, encontrados em escavações arqueológicas realizadas em abrigos de rocha usados por caçadores-coletores na Nova Guiné. Para entender o que os antigos habitantes da ilha faziam com os ovos, uma equipe de cientistas descobriu em qual estágio de incubação cada ovo estava – ou o quão longe estava da eclosão. Para criar um modelo para isso, eles escanearam as cascas gerando imagens 3D de alta resolução e fizeram uma série de comparações com cascas de ovos modernas de avestruz – que pertence à família Casuariidae, assim como os casuares.

Cascas de ovos encontradas em escavações arqueológicas sugerem que antigos habitantes da Nova Guiné criavam filhotes de casuar, uma ave conhecida pelas garras afiadas e pela agressividade

Ave mais perigosa do mundo pode ter sido domesticada há 18 mil anos

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Estudo em tanque de imersão explora impactos de viagens espaciais em mulheres

A microgravidade experimentada por astronautas pode impactá-los de várias maneiras. Os músculos e ligamentos têm menos trabalho, fluidos se deslocam em direção à cabeça, e a coluna vertebral, que nos mantém de pé, também experimenta situações diferentes na dança espacial. Os astronautas podem perder densidade muscular e óssea ou apresentar problemas de audição e visão. E esses são só alguns exemplos.

Cientistas realizam uma série de pesquisas para entender os possíveis impactos das viagens espaciais no corpo humano e encontrar maneiras de manter os astronautas saudáveis durante as missões ou quando retornam à Terra. Mas, por enquanto, a maioria dessas pesquisas estuda o corpo masculino.

Pensando em abordar essa lacuna de gênero, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) está realizando um experimento com 20 voluntárias. Elas passarão alguns dias com o corpo suspenso em tanques de imersão a seco para simular o impacto da microgravidade em seus hormônios, músculos, esqueleto, sistema imunológico e cardiovascular.

Agência Espacial Europeia pretende abordar lacuna de gênero na área de pesquisa a partir de experimento simulando microgravidade com 20 voluntárias

Estudo em tanque de imersão explora impactos de viagens espaciais em mulheres

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Hamster que compra e vende criptomoedas supera investidores humanos

Mr Goxx é um trader notável. Ele adentrou o mercado de criptomoedas há pouco mais de três meses e já conseguiu consolidar o nome de sua empresa, a Goxx Capital. Suas negociações tem repercutido nas redes sociais, fazendo com que vários fãs esperem ansiosamente por suas transmissões ao vivo durante o expediente. O detalhe é que esse grande CEO é, na verdade, um hamster. 

O roedor vive em uma gaiola anexa a seu ‘escritório’, onde ele tem liberdade para entrar e sair a qualquer hora. Nesse espaço, há uma rodinha para exercícios, apelidada como “roda de intenções”, e dois túneis identificados com as palavras “comprar” e “vender”. Todos os aparatos são automatizados para permitir as transações, que são iniciadas após Mr Goxx começar a correr em sua roda. Nesse momento, é escolhida uma entre 30 criptomoedas, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e outras. Após o exercício, o animal passa por um dos tubos, fechando o negócio. 

O roedor “decide” os negócios correndo em uma rodinha – e teve um ganho de 20% só na última semana. Trata-se de uma sátira, criada por dois alemães, para mostrar o caráter aleatório do mercado

Hamster que compra e vende criptomoedas supera investidores humanos

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