
Atividades vulcânicas de mais de 2 bilhões de anos podem ter liberado vapor de água – e criado atmosferas temporárias por lá. Entenda.
O gelo dos polos da Lua pode ter vindo de antigos vulcões
publicado em superinteressante

Espaço poético, rotineiro e alternativo

Atividades vulcânicas de mais de 2 bilhões de anos podem ter liberado vapor de água – e criado atmosferas temporárias por lá. Entenda.
O gelo dos polos da Lua pode ter vindo de antigos vulcões
publicado em superinteressante

Por Bruno Garattoni
O Autonomous Robot Evolution, criado pela Universidade de York (Reino Unido) e mais três instituições europeias, pretende usar software e hardware para reproduzir a seleção natural – e criar um grupo de robôs capazes de evoluir sozinhos.
Eles seriam submetidos a uma série de tarefas, com os mais adaptados “cruzando” entre si para dar origem a novos robôs – que herdariam as características dos “pais”. Os pesquisadores já estão testando o conceito (1) com robôs pequenos e simples (os primeiros protótipos têm aproximadamente 15 cm, duas rodinhas e um motor).
Máquinas poderão se aperfeiçoar sozinhas – e gerar descendentes.
Projeto começa a desenvolver robôs evolutivos
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No Mar Vermelho, na costa do Egito, golfinhos-nariz-de-garrafa fazem fila para nadar entre recifes de corais – e se esfregam repetidamente contra eles. O comportamento foi descrito pela primeira vez na última quinta-feira (19) e pode fazer parte da rotina de cuidados com a pele desses mamíferos aquáticos.
A bióloga e mergulhadora Angela Ziltener, da Universidade de Zurique (Suíça), observou esses golfinhos (da espécie Tursiops aduncus) esfregando sua pele contra corais e esponjas há treze anos.
Ela percebeu que os animais esfregavam diferentes partes do corpo nos corais e esponjas, e pareciam escolher sobre quais organismos nadar, pois sempre voltavam para os mesmos.
Comportamento já foi observado entre outros mamíferos aquáticos; muco liberado por alguns corais e esponjas poderia tratar infecções bacterianas.
Golfinhos se esfregam em corais para cuidar da pele, indica estudo
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Por Bruno Garattoni
O produto, que se chama Vuity e está sendo lançado nos EUA, corrige o efeito da presbiopia, ou “vista cansada”: uma perda progressiva na flexibilidade do cristalino (a lente interna do olho) que torna mais difícil enxergar de perto e afeta quase todas as pessoas a partir dos 40 anos de idade.
O colírio começa a agir 15 minutos após a aplicação, e seu efeito dura de seis a dez horas. Ele foi desenvolvido pelo laboratório Allergan, o mesmo do Botox, e contém pilocarpina: uma substância usada há décadas para tratar glaucoma.
A pilocarpina faz com que o músculo da íris se contraia, melhorando o foco da luz sobre o cristalino.
O colírio custa US$ 100, tem de ser aplicado diariamente e não funciona com todo mundo: os dois testes nos quais a FDA (a Anvisa dos EUA) se baseou para liberar o produto demonstraram eficácia em 40% das pessoas.
Recém-lançado nos EUA, produto deve ser aplicado 1 vez ao dia – e corrige a presbiopia, ou “vista cansada”, que afeta a maioria das pessoas a partir dos 40 anos
Colírio que corrige a visão dispensa o uso de óculos
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Por Maria Clara Rossini
Alguns atravessam meio campo de futebol num piscar de olhos, outros planam como se tivessem um motorzinho. Conheça a engenharia por trás dos brinquedos – e a disputa que leva esse hobby a sério.
A aerodinâmica dos aviõezinhos de papel
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Por Rafael Battaglia
Em dezembro de 2022, vai fazer 50 anos da última vez em que um ser humano pisou na Lua, na missão Apollo 17. Desde então, as bandeiras deixadas por americanos e soviéticos (no caso destes últimos, por missões não tripuladas) foram totalmente desbotadas pela luz solar: relíquias de um passado cada dia mais distante.
Mas as coisas estão mudando rapidamente de figura: em 27 de maio, a Nasa deve enviar uma missão não tripulada para a Lua, a CAPSTONE. Só neste ano, Coreia do Sul, Japão, Reino Unido, Rússia e até Emirados Árabes Unidos têm missões planejadas para lá. Além de EUA e Rússia, China, Japão, Índia, Israel e União Europeia já chegaram ao satélite. Até o fim da década, querem se juntar ao clube Turquia, Canadá, Tailândia, África do Sul e, sim, Brasil.
Mandar uma sonda até lá é relativamente fácil. Em termos espaciais, a Lua está a um pulo: se você é capaz de pôr algo em órbita terrestre, a até 35 mil km de distância, pode também mandar para a Lua, meras dez vezes mais distante (384 mil km). A Índia, por exemplo, chegou lá em 2008 com um foguete médio, usado para lançar satélites comuns.
O satélite é abundante em metais usados em baterias de carros elétricos. É também um potencial destino turístico para os endinheirados. Mas definir as regras de exploração seria um enorme desafio geopolítico.
E se a Lua fosse explorada comercialmente?
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Quando você pensa em um tigre dentes-de-sabre, a imagem que vem à sua cabeça é a de um felino com dentes assustadores que, de tão compridos, não cabem na boca. Geralmente, as representações artísticas do animal pré-histórico são assim – mas talvez estejam erradas.
Essa foi a conclusão de um estudo publicado na revista Quaternary Science Reviews. Seus autores defendem que ao menos uma espécie de tigre dentes-de-sabre (a Homotherium latidens, extinta há 10 mil anos) mantinha seus caninos escondidos quando estava de boca fechada.
A investigação partiu de um insight do paleoartista Mauricio Antón, um dos autores do estudo. Em 2016, ele estava assistindo a um vídeo que havia feito no delta do rio Okavango (Botsuana), em que um leão bocejava. Então, ele percebeu: “O lábio inferior estava se contraindo enquanto a boca se fechava. E, antes que ela se fechasse por completo, o lábio envolvia a ponta dos caninos.”
Aquela imagem clássica, de um tigre pré-histórico com dentões que se projetam para fora da boca, talvez não seja realista. É o que afirma um novo estudo, que analisou a anatomia de várias espécies de felino.
Tigres dentes-de-sabre podem ter mantido os caninos escondidos dentro da boca
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Há mais de 200 anos, múmias de todo tipo chegam à Universidade Cornell (Estados Unidos) para integrar coleções de antropologia – mas nem todos os artefatos são imediatamente estudados. É o caso de um embrulho de linho armazenado dentro de uma caixa com o rótulo “múmia de falcão”.
A indicação está errada, e a múmia é, na verdade, um íbis sagrado. Foi o que descobriu Carol Anne Barsody, pesquisadora da universidade que recentemente começou a investigar o pacote misterioso usando várias tecnologias para espiar o que há por baixo dos panos sem danificar a múmia.
“Grande parte da arqueologia é destrutiva”, afirma Frederic Gleach, professor que ajudou Barsody em seu estudo. “Uma vez que você escavou algo, não há como ‘desescavar’. Depois de desembrulhar uma múmia, não há como montá-la novamente.”
Embrulho guardado em universidade americana não era o que se pensava; pesquisadores espiaram o interior da múmia misteriosa sem danificá-la. Confira.
Cientistas descobrem que ave mumificada há 1,5 mil anos é um íbis-sagrado
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Na noite deste domingo, 15 de maio, será possível testemunhar um evento singular. Um eclipse total da Lua ocorrerá durante a madrugada de domingo para segunda, com ponto máximo às 01h11 do dia 16, horário de Brasília. O fenômeno poderá ser observado em todo o território nacional.

No mapa, a parte clara representa a região em que o eclipse será visível.
O Brasil está no meio do mapa de visibilidade, o que significa que a Lua estará alta no céu quando o eclipse começar. Uma condição similar a essa só vai acontecer novamente no país em 2029 – até lá, os poucos eclipses totais observáveis por aqui ocorrerão perto do nascer ou do pôr da Lua.
Um eclipse acontece quando a Terra fica alinhada entre o Sol e a Lua. Dessa forma, a Terra obstrui a luz que chegaria à Lua – e acaba por “projetar” sua sombra no satélite.
O eclipse lunar total também vem acompanhado de outro fenômeno interessante, conhecido como “Lua de Sangue”. Quando o Sol nasce ou se põe, a luminosidade que chega até nós é uma luz vermelho-alaranjada. Isso ocorre porque a luz do começo ou do final do dia viaja uma distância maior, e também atravessa uma parte mais densa da atmosfera, se comparada à luz do meio-dia (que vem diretamente de cima). Assim, quanto mais moléculas os raios precisam atravessar, maior é a quantidade de luz filtrada. O que resta são as ondas de comprimentos maiores – no caso, os mais próximos do vermelho.
O que acontece na Lua de Sangue é exatamente isso. A Terra não cobre toda a luz vinda do Sol, e a que escapa percorre as beiradas da esfera terrestre. Nesse caso, a luz que chega à Lua é a mesma do nascer e pôr-do-sol que está sendo observado em um ponto da Terra – a Lua, por sua vez, reflete essa luz vermelha em quem observa o eclipse.
Ao contrário dos eclipses solares, os lunares não apresentam nenhum risco à saúde dos olhos. É como observar a Lua em um dia qualquer, completamente inofensivo.
Eclipse e Lua de Sangue poderão ser vistos em todo o território brasileiro a partir das 0h30.
Veja como acompanhar o eclipse lunar total que acontecerá domingo à noite
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Hoje (12) foi divulgada uma imagem histórica: a primeira do Sagittarius A*, ou Sgr A*, o buraco negro supermassivo da Via Láctea, localizado a aproximadamente 27 mil anos-luz da Terra. A imagem foi feita pelo EHT (Event Horizon Telescope), uma rede mundial de radiotelescópios que também captou, em 2019, a primeira imagem de um buraco negro.
Essa rosquinha brilhante e desfocada que você vê na imagem acima não é o buraco negro em si. É a moldura dele. Os buracos negros engolem tudo que chega perto demais deles – ou seja, que ultrapassa um perímetro de segurança chamado horizonte de eventos. Inclusive a luz. Por isso, são completamente escuros.
O que aparece na imagem é o disco de acreção do buraco negro: um anel giratório de gás e poeira, material que emite radiação conforme é atraído pelo campo gravitacional.
Ele fica no centro da Via Láctea, a 27 mil anos-luz da Terra. Mas como os cientistas conseguiram “fotografar” o buraco negro se ele suga tudo, inclusive a luz?
Entenda como foi feita a primeira imagem do buraco negro Sagitário A*
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