Vamos aprender um bolo de côco super prático?
Isso, vai passar um cafezinho…
Isamara Amâncio aqui!

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Espaço poético, rotineiro e alternativo
Vamos aprender um bolo de côco super prático?
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“Tartarugas conhecem as estradas melhor do que os coelhos.”
🌻Khalil Gibran

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Por Maria Clara Rossini
A Austrália é o paraíso do surfe. A costa leste do país tem até uma cidade com esse nome, Surfers Paradise. Mesmo assim, eles têm uma conquista esportiva associada a lugares gelados – que o Brasil nunca chegou perto de alcançar: uma medalha de ouro numa Olimpíada de Inverno.
Nos Jogos de Salt Lake City (EUA), em 2002, o australiano Steven Bradbury competia na final da patinação de velocidade, em que os atletas devem completar dez voltas em uma pista oval. Durante nove delas, ele não saiu do último lugar. Até que a sorte (ou o azar dos outros) lhe sorriu. A poucos metros da linha de chegada, um dos atletas caiu, causando uma reação em cascata que derrubou todos os outros. Ou quase todos. Esse tombo coletivo deixou o caminho livre para Bradbury deslizar para a vitória. Até hoje, a Austrália é o único país do Hemisfério Sul a ganhar um ouro em Jogos de Inverno.
As Olimpíadas de Inverno de 2022 começam no dia 4 de fevereiro, em Pequim. Dez atletas olímpicos e seis paralímpicos irão representar os brasileiros. Entenda como o Brasil (e outros países tropicais) passaram a competir nos esportes em que o frio faz parte da regra.
Como os países tropicais conquistaram as Olimpíadas de Inverno

No terceiro ano de pandemia, estamos no pior estágio mundial em termos de contaminação. Isso acontece, em boa parte, por causa do surgimento de uma variante mais transmissível, a Ômicron. Felizmente, devido ao avanço da vacinação, a explosão de casos não foi acompanhada por uma alta nas taxas de mortes.
Diante dessa situação aparentemente menos grave, muitos países decidiram rever as recomendações de quarentena entre infectados pelo coronavírus. Foi o caso do Brasil.
No dia 10 de janeiro, o Ministério da Saúde atualizou a quantidade de dias de isolamento indicada para pessoas com casos leves e moderados de Covid-19.
Antes, o consenso era de que indivíduos com quadros sintomáticos e assintomáticos deveriam ficar isolados por 10 dias — em casos graves, muitas vezes eram necessários até 20 dias de afastamento. Mas, agora, o isolamento pode chegar somente a 5 dias, dependendo de sintomas e testagem.
+ Leia também: Flurona: quando gripe e Covid atacam ao mesmo tempo
Basicamente, as novas diretrizes recomendam sair do isolamento em:
–> 5 dias: se a pessoa estiver assintomática no quinto dia após a detecção da doença (sem febre ou sintomas respiratórios nas 24 horas anteriores sem o uso de antitérmicos) e fizer um teste (antígeno ou PCR) com resultado negativo;
–> 7 dias: se não houver sintomas após sete dias de isolamento (isto é, febre ou sintomas respiratórios nas 24 horas anteriores sem o uso de antitérmicos) , é possível sair da quarentena sem a necessidade de realizar um teste;
–> 10 dias: se no sétimo dia ainda houver sintomas ou o teste der positivo, tem que prolongar o isolamento para 10 dias. Em caso de melhora (não apresentar febre ou sintomas respiratórios nas 24 horas anteriores sem o uso de antitérmicos), pode sair do isolamento ao final do décimo dia sem teste;
–> Mais de 10 dias: vale para pessoas que, ao final desse prazo, ainda estejam com sintomas. Os especialistas recomendam consultar um médico (pode ser por telemedicina), explicar o caso e pedir orientações.
Em meio à falta de testes e aumento de casos ou suspeita de Covid-19, o tempo de isolamento caiu, gerando confusão. Esclarecemos as principais questões
Tire 7 dúvidas sobre isolamento e testagem por Covid-19
publicado originalmente em Veja saúde
“A beleza é a única coisa preciosa na vida. É difícil encontrá-la, mas quem consegue descobre tudo.”
🌻Charles Chaplin

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A fé move montanhas! E move mesmo,eu acredito.
Monja Coen aqui!

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Por Diogo Sponchiato
Não é de hoje que pediatras, psicólogos e outros profissionais defendem mais cuidado e moderação com os meios eletrônicos na infância. Nos últimos tempos, porém, não só rolou uma avalanche de evidências científicas sobre as repercussões negativas desse estilo de vida vidrado nas telas como cresceu a preocupação com o uso cada vez mais precoce e intenso de computadores, smartphones e tablets.
E, claro, a Covid-19 bagunçou tudo: com o isolamento social, os limites de tempo na frente das telinhas e telonas caíram por terra. Falo por experiência própria. Tenho gêmeos de 5 anos e ficamos meses dentro de um apartamento com opções de espaço e atividades restritas.
O desafio era equilibrar uma rotina sem brincadeiras ao ar livre, com aulas online e os nossos próprios trabalhos e afazeres domésticos. Que atirem a primeira pedra os pais que, em condições parecidas, não liberaram horas a mais de TV ou celular.
No fim das contas, quem se deu melhor foram as famílias que conseguiram flexibilizar o acesso à tecnologia sem deixar de lado a interação, o afeto e o mundo fora das telas, retomando as rédeas da situação com a reabertura das escolas e dos espaços de lazer. Mas é inegável que a pandemia atropelou etapas e antecipou tendências.
“Desde a entrada da internet discada no Brasil, estamos acompanhando a evolução do uso da tecnologia pelas pessoas. E o que esperávamos ver daqui a cinco ou dez anos aconteceu da noite para o dia”, observa Andrea Jotta, pesquisadora do Laboratório de Psicologia em Tecnologia, Informação e Comunicação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).
Tudo (ou quase tudo) migrou para o universo digital. E, para o bem e para o mal, nos tornamos ainda mais dependentes das telas, especialmente a nova geração.
Especialistas alertam para os prejuízos físicos, psíquicos e sociais que celulares, computadores, videogames e afins podem causar. Hora de rever limites
O perigo no uso (e abuso) das telas pelas crianças
publicado originalmente em Veja saúde

Por Bruno Garattoni
E isso afetou o desenvolvimento dos salmões do mar, que passaram a crescer mais rápido e fazer migrações mais cedo. Foi o que concluiu um grupo de cientistas noruegueses, que mediram o ritmo de crescimento de 6.926 salmões pescados nos rios do país (isso é feito analisando as escamas do bicho) ao longo de sete anos (1).
Os peixes que haviam recebido genes dos salmões de cativeiro eram os que exibiam as alterações. Não é a primeira vez que os salmões de criação escapam de fazendas marítimas e criam problemas: em julho de 2021, um estudo (2) revelou que eles espalharam o PRV-1, vírus que ataca os rins e o fígado dos peixes, na Noruega, Islândia, Dinamarca, EUA, Chile e Canadá.
Fontes 1. Introgression from farmed escapees affects the full life cycle of wild Atlantic salmon. G Bolstad e outros, 2021.2. Aquaculture mediates global transmission of a viral pathogen to wild salmon. G Mordecai e outros, 2021.
Animais escaparam de fazendas de criação e se reproduziram com peixes do mar, gerando descendentes com alterações genéticas e de comportamento
Salmão de cativeiro transferiu genes para peixe selvagem
publicado originalmente em superinteressante

Por Bruno Vaiano
No outono de 1967, a astrônoma irlandesa Jocelyn Bell detectou um sinal de rádio produzido por tecnologia alienígena. Ou pelo menos essa parecia a única explicação plausível para uma sequência de picos nos gráficos do observatório MRAO, em Cambridge: um pulso de radiação eletromagnética oriundo do espaço que se repetia a cada 1,3 segundo. Bell e seu orientador na pós-graduação, Antony Hewish, batizaram a detecção de Little Green Man 1 (“Homenzinho Verde 1”).
Calhou que não era um extraterrestre. Bell havia descoberto uma estrela de nêutrons. Trata-se de um astro com uma ou até duas vezes a massa do Sol comprimida numa bola com 10 km de raio, menor que a cidade de São Paulo. O resultado é uma densidade altíssima: uma caneca desse material pesa o mesmo que o Everest.
Uma estrela de nêutrons gira em torno do próprio eixo como um peão instável e completa uma rotação em segundos ou frações de segundo. Seu campo magnético de 1013 Gauss, cem bilhões de bilhões de bilhões de bilhões de vezes mais intenso que o da Terra, transforma os polos Sul e Norte em canhões que emitem jatos de radiação. Dependendo da posição da estrela em relação ao nosso planeta, esses jatos ficam apontados para cá em intervalos regulares. Quando isso acontece, bingo: pico no gráfico. Foi esse fenômeno que Bell detectou no MRAO.
15 anos depois, em 1982, a astrônoma brasileira Angela Olinto – hoje reitora da Divisão de Ciências Físicas da Universidade de Chicago – chegou ao MIT para fazer seu doutorado. Em parceria com Charles Alcock e Edward Farhi, ela publicou uma sequência de textos pioneira sobre a possibilidade de que as estrelas de nêutrons escondam, em seu interior, um material inédito para os físicos – mais denso e estável que qualquer núcleo atômico, e capaz de formar astros ainda mais extremos, batizados de estrelas estranhas. Conversamos com Angela para entender o que são elas.
Há estrelas mortas que compactam a massa do Sol numa bola com 10 km de raio. Em seu núcleo, pode se formar o material mais denso e estável já previsto pelos físicos, a matéria estranha. Ela talvez seja “contagiosa” – e transforme tudo que toca em mais de si mesma.
O estranho mundo das estrelas de nêutrons
Publicado originalmente em superinteressante

Um político de terno e gravata discursando na abertura de uma das maiores conferências mundiais de 2021. Nada de anormal, até que o plano da câmera se abre, revelando que as pernas dele estão debaixo d’água.
A fala é gravada e transmitida de uma parte de seu país que já foi engolida pelo mar. “Estamos literalmente afundando, mas o resto do mundo também está”, declarou Simon Kofe, ministro de Tuvalu, arquipélago da Oceania com 12 mil habitantes, na abertura da 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26).
Além dos moradores dessa pequena nação, estima-se que mais de 250 milhões de pessoas terão que deixar sua casa nas próximas décadas por causa do aquecimento global. Ele tornará alguns lugares mais áridos, outros mais úmidos e alguns serão submersos de vez.
Os cidadãos de Tuvalu e outras regiões litorâneas representam a faceta mais visível do risco, mas nem de longe são os únicos sofrendo com as consequências das mudanças climáticas. Mudanças que são resultado do modelo vigente de produção e consumo e do nosso estilo de vida, que drenam quase o dobro dos recursos que a Terra é capaz de fornecer ao ano.
De brasileiros a siberianos, passando por americanos e australianos, todos, independentemente da classe econômica, já estamos com a saúde em perigo em função dos danos ao meio ambiente e das reações da natureza a esse processo.
A desigualdade social aumenta o impacto das ondas de calor, tempestades e outras catástrofes, mas, desta vez, a corda não vai arrebentar só do lado mais fraco. Basta ver as mansões pegando fogo na Califórnia e as enchentes na Alemanha. Todos somos responsáveis pelo problema, vítimas dele e, ao mesmo tempo, parte da solução.
As mudanças climáticas são a maior ameaça à saúde da humanidade e ao mundo em que vivemos, mas muito pouco tem sido feito para detê-las
A febre do planeta
publicado originalmente em Veja saúde