Um dos maiores nomes da ciência.
Gênio incompreendido e boicotado, Nikola Tesla continua a nutrir nossas mentes com seu incrível legado.
Poder do Eu Superior aqui!

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Um dos maiores nomes da ciência.
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Por Fabiana Schiavon
Com a pandemia, passamos a falar muito sobre os imunocomprometidos, indivíduos cujo sistema imune não funciona como deveria. Eles são considerados grupos de risco porque têm maior probabilidade de desenvolver formas graves da Covid-19 e, portanto, são prioridade na vacinação. Para ter ideia, é para esse pessoal que se indica, hoje, a quarta dose do imunizante, além dos idosos. Em linhas gerais, o público é dividido em dois principais grupos. Um deles é formado por quem nasce com um problema genético que afeta o sistema imunológico . A condição pode se manifestar ainda na infância ou ser descoberta já na fase adulta. “São mais de 400 doenças desse tipo. Podemos citar a mais comum e benigna delas, a deficiência seletiva de imunoglobulina, e a mais preocupante, a imunodeficiência combinada grave, em que dificilmente a criança sobrevive até o primeiro ano de vida”, ensina Ekaterini Simões Goudouris, médica alergista, coordenadora do Departamento Científico de Imunodeficiência da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai). O outro grupo inclui quem acaba desenvolvendo doenças graves ou crônicas, que abalam o sistema de defesa. “Um alcoólatra ou uma pessoa com diabetes entram nessa lista, porque seu organismo é mais frágil. Portanto, eles têm maior probabilidade de enfrentar infecções graves, que ainda podem deixar sequelas”, explica Ekaterini. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Portadores de HIV também se encaixam aqui, porque o vírus se instala nas células de defesa do corpo e, se não controlado com medicamentos, compromete a imunidade. Nessa turma entram ainda aqueles que tomam medicamentos que afetam o sistema de defesas. É o caso dos portadores de doenças autoimunes, como o lúpus. “Esse males ocorrem quando o próprio sistema imunológico se volta contra o organismo. Então o tratamento é feito com medicamentos que suprimem o processo de defesas”, explica a alergista. Pacientes com câncer são outro exemplo, já que os tratamentos utilizados para combater o tumor costumam debilitar a imunidade. Os transplantados, por sua vez, precisam tomar medicamentos imunossupressores pelo resto de suas vidas.
Esse grupo é muito mencionado quando se fala em prioridade na vacinação contra o coronavírus. Entenda se a quarta dose vale para todos que fazem parte dele…
Quem são os indivíduos imunocomprometidos? Só Covid preocupa?
publicado em Veja saúde

Por Thais Manarini
Difícil olhar para a pitaia e não se encantar com sua cor. Em seguida, é o sabor que faz sucesso. Que o diga o químico Guilherme Julião Zocolo, pesquisador da Embrapa Agroindústria Tropical. Ele percebeu que esses atributos serviriam muito bem à produção de um corante natural. E dito e feito! Após levar a fruta ao laboratório, Zocolo chegou a belas tonalidades de vermelho, violeta e rosa — e sem recorrer a misturas. “Um ponto positivo é que o processo de obtenção é totalmente à base de água. Ou seja, não usamos nada derivado do petróleo”, conta. Cabe notar que o corante vermelho natural mais usado pela indústria atualmente, o carmim de cochonilha, é rejeitado pelo gigante mercado de produtos veganos, já que é feito a partir de um inseto. O de pitaia cairia como uma luva nesse e em outros casos. A Embrapa aguarda parcerias com empresas para seguir com a inovação.
Está aí um alimento que gera um corante natural vermelho bastante usado pela indústria. Mas algumas questões fazem com que a pitaia tenha vantagens nessse duelo. “A beterraba apresenta um gosto um pouco ferroso”, informa Zocolo. Para neutralizar eventuais problemas de sabor e aroma em seu corante, alguns processos químicos extras se fazem necessários. Com a pitaia, por outro lado, isso não precisa acontecer.
A pitaia merece espaço no dia a dia pelos seus atributos
Dependendo da concentração, dá para obter tons que vão do rosa ao vermelho vivo
Pitaia rende corante natural e sustentável
publicado em Veja saúde
“Tudo o que dorme é criança de novo. Talvez porque no sono não se possa fazer mal, e se não se dá conta da vida, o maior criminoso, o mais fechado egoísta, é sagrado, por uma magia natural, enquanto dorme. Entre matar quem dorme e matar uma criança não conheço diferença que se sinta.”
✨Fernando Pessoa

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A palavra tratamento, numa de suas mais justas acepções, significa processo de cura. E existem tratamentos de vários modos. Quando sofremos, por exemplo, os prejuízos da ignorância, buscamos o apoio da escola para que a instrução nos felicite com a luz do discernimento. No dia da enfermidade, é forçoso recorrer à ciência médica, que se […]
Reequilíbrio / Rebalancing
publicado em site espírita
Elas estão por toda parte…e quando menos se espera, olha o buraco ali!
Hoje é sobre as traças…
Animal TV aqui!

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“Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não.”

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Por Diogo Sponchiato
O mar não só está para peixes como também para lulas, camarões, caranguejos e mexilhões. Esses moluscos e crustáceos vêm superando aquela pecha de comida inacessível ou restrita ao litoral e ganhando as mesas pelo mundo todo. Há um menu de motivos para isso. A começar pelo apelo como ingrediente, algo que pode ser explorado em qualquer cozinha — na sua casa, no quiosque da praia ou no restaurante mais sofisticado. Depois, os frutos do mar ostentam um belo valor nutricional: são fontes de proteínas, vitaminas e minerais. E, nas últimas décadas, cresceu a oferta (e também a demanda) pelo planeta. Segundo o relatório Estado Mundial da Pesca e Aquicultura de 2020, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), a produção global de alimentos provenientes da aquicultura — que consiste na criação de peixes e frutos do mar em cativeiro — aumentou 527% em quase 30 anos. Sem dúvida, isso impulsionou o consumo, que se elevou 122% nesse mesmo período. Hoje, ainda de acordo com a FAO, a ingestão per capita mundial é de 20,5 quilos por ano. Embora a costa brasileira tenha cerca de 11 mil quilômetros de extensão, o consumo do que vem da água no país é a metade da média global. São 10 quilos por ano, pelas contas do Our World in Data.
+ LEIA TAMBÉM: Ômega-3 ameniza a inflamação da Covid-19?
Porém, tudo indica que a pandemia tenha aquecido o setor. Os produtores relatam um aumento sensível na procura, sobretudo por parte do varejo. “Com os restaurantes fechados ou com restrições, as pessoas têm buscado preparar refeições mais gourmetizadas em casa. É nesse contexto que se encaixam os peixes e frutos do mar”, observa Roberto Imai, presidente do Sindicato das Indústrias de Pesca no Estado de São Paulo. Para atender esse público, as empresas do ramo apostaram ainda mais nas versões congeladas e tiveram que buscar novos canais de venda, como o e-commerce. “Muitas passaram a investir em porções menores, quase prontas para o preparo, além de embalagens mais atraentes para o público final”, conta Imai.
De maneira geral, a composição nutricional dos frutos do mar guarda semelhanças. “Além de serem boas fontes de proteína, são ricos em ferro, o que contribui para prevenir problemas como anemia, e em zinco, mineral que auxilia na manutenção dos hormônios e na regulação metabólica”, destaca a nutricionista Anita Sachs, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Também têm maior teor de ômega-3 em relação a outros alimentos de origem animal”, completa.
Boas fontes de nutrientes e donos de um sabor único, eles se popularizam esbanjando versatilidade na cozinha. Mas a cadeia produtiva é alvo de debates.
Maré alta para os frutos do mar
publicado em Veja saúde

Por Fabiana Schiavon
Um show de horrores.” É assim que a influenciadora digital Shantal Verdelho, de 33 anos, descreve, em entrevista à TV, o vídeo do parto de sua filha, realizado em setembro de 2021 em um hospital particular paulistano. Ela acusa o médico Renato Kalil de violência obstétrica. Durante o trabalho de parto, que durou ao redor de 48 horas, o profissional proferiu ofensas como “Faz força, porra!” e submeteu a paciente à manobra de Kristeller — técnica cada vez mais contraindicada que consiste em pressionar a barriga da parturiente para expulsar o bebê. A certa altura, insistiu para Shantal fazer uma episiotomia (corte no períneo a fim de facilitar a passagem da criança), mas ela se recusou. “Xingamentos e humilhações são apenas a ponta do iceberg”, afirma a ginecologista e obstetra Melania Amorim, professora da Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba. “É preciso dar nome ao problema para poder enfrentá-lo. Parte da categoria não concorda com o termo, mas somos nós que temos o direito de definir como vamos chamar os maus-tratos de que somos vítimas. É e sempre foi violência obstétrica”, diz. Melania esclarece que a expressão se refere a qualquer ação praticada por profissionais de saúde sem consentimento e entendimento da gestante ou parturiente. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] No Brasil, uma em cada quatro mulheres é vítima de abusos em alguma fase da gravidez, do pré-natal ao pós-parto (e até em casos de abortamento), segundo estudo da Fundação Perseu Abramo de 2010 contemplando a assistência pública e privada. A violência obstétrica inclui a adoção de procedimentos considerados desnecessários e sem evidência científica, como a episiotomia, ou sem indicação médica para a paciente, caso da cesárea. Um levantamento da OMS aponta que o Brasil é o segundo país em número de cesarianas. Em 2018, 55,7% do total de nascimentos ocorreu pela via cirúrgica — só ficamos atrás da República Dominicana. A recomendação da própria OMS é que essa taxa não exceda os 15% do total de partos. Enquanto no setor público a proporção é de 46%, no privado chega a 88%. De acordo com a biomédica Tatiana Henriques, doutora em saúde pública pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), o perfil mais exposto à violência obstétrica engloba mulheres negras, de baixa escolaridade e mães de primeira viagem. “Ter acesso a informação de qualidade e estar com acompanhante, direito previsto em lei, são fatores de proteção”, sinaliza. Perceba: a cesariana em si não é o problema; o problema é a realização sem critério, e tantas vezes sem conhecimento ou anuência da gestante. Para evitar práticas abusivas assim, a advogada Ruth Rodrigues, presidente do coletivo Nascer Direito, orienta as mulheres a elaborarem um plano de parto.
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“Costumo dizer que a gestação é uma faculdade e o plano de parto é o trabalho de conclusão do curso, o TCC. Se a mulher não quer ser chamada de ‘mãezinha’ ou sofrer episiotomia, por exemplo, deve deixar isso claro e dizer que não aceita”, explica. “Toda decisão deve ser tomada em conjunto com a equipe, e não é isso o que nós vemos. A única ocasião em que o médico pode e deve tomar uma decisão sem consultar a paciente é em caso de emergência”, completa. A violência obstétrica ocorre tanto em hospitais públicos quanto particulares. A pesquisa Nascer no Brasil, da Fiocruz, concluiu que 45% das pacientes do SUS e 30% das atendidas na rede privada sofreram alguma injúria do gênero num universo de 23,8 mil mulheres que deram à luz em 191 municípios. “Parto não é um ato médico. Nem aquele desespero retratado nos filmes, como se a mulher fosse uma bomba-relógio. É algo natural e fisiológico. Queremos resgatar a autonomia da mulher e evitar que um momento de alegria vire sofrimento”, defende Ruth. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) diz, em nota, promover cursos e protocolos para aprimorar os profissionais da área, mas não endossa o termo “violência obstétrica”, que instituiria a visão do médico como um “ser violento”. “Caso a gestante ou parturiente perceba que está recebendo um tratamento inadequado ou que está sendo desrespeitada, deve registrar o ocorrido junto ao Conselho Regional de Medicina do estado onde foi atendida”, orienta a entidade. Investigado pelo Cremesp e a polícia, Renato Kalil nega as acusações.
Em 1993, quando procurou a clínica do maior especialista em reprodução assistida do Brasil para engravidar, a empresária Vanuzia Lopes Gonçalves não podia imaginar que, em vez de realizar um sonho, viveria um pesadelo. Na terceira e última tentativa de inseminação, tomou o remédio dissolvido em um copo plástico e adormeceu. Quando o efeito do sedativo passou, deparou com uma cena grotesca: estava sendo molestada pelo médico. Médico ou monstro? Da clínica correu para a delegacia. Vanuzia foi a primeira das dezenas de vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih a denunciá-lo por estupro. “Não existe médico abusador. O que existe é abusador que vira médico e ataca as pacientes”, afirma a empresária, hoje com 61 anos. Em 2011, ela fundou o grupo Vítimas Unidas e, em 2015, lançou o livro “Bem-Vindo ao Inferno”, da Matrix Editora (clique aqui para comprar). “Toda vez que conto essa história, revivo aquela violência. Não existe cura para o estupro”, desabafa. Encarcerado em 2014, Roger Abdelmassih foi condenado a 278 anos de prisão pelos crimes envolvendo 56 pacientes. Ofensas e abusos não são, evidentemente, um mal circunscrito a consultórios médicos. Mas não dá para menosprezar o que acontece ali. Uma pesquisa online feita pelo portal Catraca Livre com 700 mulheres constatou que 53% delas já sofreram assédio moral ou sexual em consultas com ginecologistas.
Episódios recentes colocam um facho de luz na violência obstétrica. Entenda o que denuncia esse e outros tipos de abuso contra a mulher
Violência contra a mulher: sofrimento silencioso
publicado em Veja saúde

Por Thais Manarini
Um experimento publicado na prestigiosa revista Science aponta que a modulação da microbiota intestinal, o conjunto de bactérias e outras criaturas que habitam esse órgão, pode melhorar o efeito da imunoterapia em indivíduos com melanoma metastático, o tipo mais grave de câncer de pele. “Já sabemos há algum tempo que essa relação existe e que, por outro lado, apenas 35% dos pacientes com esse tumor respondem à imunoterapia, sendo que esse é o melhor resultado entre os cânceres”, contextualiza a oncologista Diana Nunes, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. No artigo da Science, os experts relatam que mudanças na dieta promoveram alterações na microbiota, e isso, por sua vez, favoreceu a atuação das medicações. “Outros grupos de pesquisa obtiveram resultados semelhantes com métodos como o transplante fecal”, conta a médica. O centro paulistano também pretende entrar nessa e construir um banco de amostras fecais para investigar o assunto.
O que a microbiota tem a ver com o tratamento do câncer
Os probióticos — bactérias e outros micro-organismos bem-vindos veiculados em sachês, bebidas ou cápsulas — são estudados e usados para equilibrar a microbiota e desempenhar algumas missões específicas, como regular o trânsito intestinal, alavancar a imunidade e amenizar a ansiedade.

Probióticos beneficiam a microbiota.[/caption] Mas esse nicho deve se tornar ainda mais high-tech. Uma equipe ligada à Universidade Harvard, nos Estados Unidos, anunciou a invenção de uma levedura geneticamente modificada criada a partir da espécie empregada para fermentar cervejas. O novo “bichinho” foi programado para encontrar e suprimir inflamações em doenças como a síndrome do intestino irritável. E já se saiu bem em testes iniciais, com roedores.
Micro-organismos do intestino ajudam a explicar como pessoas com melanoma reagem à terapia
Combate ao câncer passa pela microbiota
publicado em Veja saúde