“Reconhecer e abraçar nossa missão de vida. Essa é a maior e mais importante aventura de nossa existência…o mais curioso é que não há nada de mágico ou misterioso, é o caminho natural do nosso coração, prestemos atenção nele.”
“Agir, eis a inteligência verdadeira. Serei o que quiser. Mas tenho que querer o que for. O êxito está em ter êxito, e não em ter condições de êxito. Condições de palácio tem qualquer terra larga, mas onde estará o palácio se não o fizerem ali ?”
Em um dos episódios da série “Solos”, da Amazon Prime Video, uma mulher fica isolada em casa por 20 anos para se proteger de um vírus mortal. O problema é que as restrições tinham acabado há muito tempo – mas ela se nega a sair.
Esse comportamento é conhecido como “síndrome da caverna” e não está tão distante de nossa realidade – guardadas as devidas proporções, obviamente. Após quase dois anos de pandemia de coronavírus, é preciso ficar atento para avaliar se o medo não ultrapassou o limite do razoável.
É claro que o fato de recebermos novas informações o tempo todo, como a do potencial risco da variante Ômicron,não ajuda muito. “Até quem estava louco para sair de casa sentiu uma frustração muito grande. Fora o balde de água fria, veio o medo de que o isolamento total seja necessário novamente”, comenta Claudia Oshiro, especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela Universidade de São Paulo (USP).
A falta de confiança nas informações divulgadas por líderes e governantes só piora a situação, na visão de Daniel Kupermann, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Some isso a uma característica da nossa natureza, que é demorar um pouco a reagir.
“A psicanálise tem um termo chamado de inércia psíquica. É a resistência do ser humano em aderir a novidades. Sair de casa, depois de tanto tempo, transformou-se em algo novo para nós. E isso é normal para quem ficou um ano e meio em casa com medo de ser contaminado”, afirma o especialista.
Novas variantes e dados conflitantes provocam receio, mas é preciso prestar atenção aos sinais de que o medo ultrapassou o limite do razoável
Você já deve ter ouvido falar em uma “ilha” de lixo que existe no oceano Pacífico. A chamada Grande Porção de Lixo (um nome apropriado, convenhamos) se espalha por cerca de 1,6 milhão de quilômetros (maior que o estado do Amazonas) e, na verdade está mais para uma sopa de detritos: são 79 mil toneladas de lixo, reunido pela corrente marítima.
Desse total, a maioria é plástico, proveniente de navios e das costas americana e asiática. E há uma grande variedade: desde grandes objetos (como material de pesca) a minúsculos pedaços, conhecidos como microplásticos, que surgem à medida que o material se fragmenta.
Não é difícil imaginar o estrago que isso pode fazer nos ecossistemas marinhos. A concentração de plástico pode impedir que algas e plânctons, por exemplo, recebam luz solar suficiente, prejudicando cadeias alimentares inteiras num efeito dominó. Outro impacto é a “pesca fantasma”, que acontece quando animais ficam presos em redes de pesca abandonadas.
Espécies costeiras estão vivendo nesse habitat plástico, conhecido como Grande Porção de Lixo do Pacífico – o que ameaça ecossistemas marinhos e terrestres.