“Uma gaivota planando alto, absorta no cotidiano hábito de voar…que coisa mais linda e mais sábia. Cada um fazendo o que sabe de melhor, com amor e dedicação. Isso é viver.”
Dois meses antes, o marido da rainha Elizabeth II tinha passado mal e precisou ser internado. No dia 1º de março, foi submetido a uma cirurgia no coração. Ficou hospitalizado quase um mês. Na hora de preencher seu atestado de óbito, o médico da realeza declarou que ele morreu de… “idade avançada”.
Ficou acertado que o código R54, até então empregado para casos de senilidade, seria substituído pelo novíssimo MG2A, usado para pacientes que, a exemplo do príncipe britânico, morreram em idade avançada.
O motivo da troca, explica Bernardino Vitoy, especialista em saúde familiar e comunitária da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), teria sido a “conotação negativa” da palavra senilidade.
A mudança, que passaria a valer dia 1º de janeiro de 2022 com prazo de três anos para ser devidamente implementada, desagradou especialistas de diversos campos.
O médico gerontólogo Alexandre Kalache, ex-diretor do Departamento de Envelhecimento e Curso de Vida da OMS, classifica a decisão de “aberração” e “retrocesso”.
Decisão da OMS de incluir a velhice na sua lista oficial de doenças — que acaba de ser revertida — suscita debates sobre os novos significados dessa fase
Existem versões orgânicas, mas elas ainda não são abundantes no mercado. Dá para usar as não orgânicas, só que há regras: não podem ser transgênicas nem ter recebido tratamento químico com fungicidas, pesticidas etc.
Uma coisa bacana no orgânico é a valorização de sementes crioulas, que preservam características tradicionais e são mantidas por agricultores familiares ao longo de décadas. Há quem venda ou troque com os vizinhos.
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2- Manejo do cultivo
Ao contrário do plantio convencional, não se usam agrotóxicos nem adubos sintéticos. Então, o desafio é manter o solo muito rico para nutrir a planta, deixando-a menos suscetível ao ataque de pragas.
Para isso, recorre-se ao incremento da matéria orgânica, com resíduos vegetais, animais e húmus. É essencial aplicar caldas e fertilizantes orgânicos. Em volta da lavoura, deve-se plantar espécies altas, formando uma barreira contra ventos capazes de trazer poluentes.
Não depender do uso de agrotóxicos é o diferencial mais famoso em comparação ao cultivo convencional. Mas há um monte de outros detalhes em jogo
A COP26, conferência da ONU sobre mudança climática, terminou com perspectivas não muito animadoras. Mesmo com todos os compromissos assumidos, não foi possível chegar à meta mais ambiciosa, que mirava conter o aquecimento global a 1,5 °C neste século, e há evidências de que alguns países foram até o evento só para apresentar miragens. Há pouca perspectiva de que consigamos evitar mudanças climáticas potencialmente catastróficas lançando mão das estratégias seguras e sabidamente eficazes: redução de emissões de gases-estufa e captura dessas substâncias, a fim de limpar a atmosfera.
Por isso, alguns grupos de cientistas começaram a se mover para pedir mais atenção a um tema que até então era tabu absoluto: a geoengenharia solar. Após grandes erupções vulcânicas, partículas de enxofre sobem à alta atmosfera e bloqueiam parte da luz solar, levando a um esfriamento do planeta. O que alguns pesquisadores sugerem é: e se tentarmos fazer isso de propósito?
A reação da imensa maioria da comunidade científica é descartar de cara. Os riscos são enormes. Estaríamos tentando corrigir um estrago potencialmente promovendo outro, numa solução que é reconhecidamente imperfeita. Jogar poeira na estratosfera não reverte completamente os efeitos do aumento de CO2 atmosférico, e pode ter outros efeitos ainda pouco compreendidos.
Além disso, introduz variáveis perigosas, como o fato de que um país pode sozinho decidir fazer uma intervenção global. Ou a possibilidade de que projetos do tipo desencorajem países a cortar emissões – que é a melhor solução.
Mas também começa a surgir no ar a sensação de que o tempo está acabando e que não se pode vetar o debate público – e estudos científicos que possam ampará-lo – sobre geoengenharia. Em editorial publicado na revista Science, Edward Parson, pesquisador da Universidade da Califórnia, defendeu a pesquisa do tema. “Rejeitar uma atividade baseada em danos que possam se seguir a ela é aplicar uma precaução extrema. Isso pode ser correto quando há risco de dano sério e imitigável e a alternativa é reconhecidamente aceitável. Não é o caso aqui”, destacou.
Ela sempre foi tabu. Mas há quem diga que não precisa ser.
O robô se chama LaserWeeder, foi desenvolvido pela empresa americana Carbon Robotics, e consegue percorrer 20 acres (81 mil m2) de plantação por dia eliminando plantas daninhas – que ele queima disparando pequenos canhões laser de 150 watts.
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A máquina usa um sistema de navegação da marca nVidia, que é alimentado pelas informações de 12 câmeras, GPS e LiDAR (tipo de scanner 3D usado em carros autônomos). Ele se desloca a 8 km/h pelas lavouras, inclusive à noite, e é inteligente o bastante para encontrar e seguir as trilhas entre as áreas plantadas – isso evita que o veículo, que pesa 4 toneladas, passe com as rodas por cima das verduras.
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Também para automaticamente se encontrar algum obstáculo, como um animal ou pessoa. Os lasers disparam a cada 50 milissegundos e são bem precisos: segundo o fabricante, sua margem de erro é de apenas 3 milímetros. O veículo pode ser usado em diversas lavouras, dispensando a aplicação de agrotóxicos. A empresa diz que já vendeu todo o seu primeiro lote de robôs (o preço não foi divulgado).
Ele tem 12 câmeras e 8 canhões laser – para identificar e eliminar pragas da lavoura automaticamente, sem usar agrotóxicos.
Ao andar por um bosque, olhe bem onde pisa: fora as folhas secas, plantas e insetos, é muito provável que você vá enxergar pequenos cogumelos brotando do chão ou atrelados aos troncos e raízes das árvores. O que não fica tão óbvio ao primeiro olhar é como eles são os donos do pedaço. O cogumelo é só a parte mais visível de algumas espécies de fungos — a porção que eles utilizam para se reproduzir.
Mas é ali embaixo, no subterrâneo, que se encontram as estruturas e conexões que dão a essas criaturas um domínio sobre (e sob) a terra. Não só: graças às redes fúngicas, fica garantida a coesão do solo e uma infinidade de vegetais arrumam nutrientes que não conseguiriam obter sozinhos.
Nove em cada dez plantas dependem da chamada “internet das árvores”, esse sistema em que os “cabos” são formados por fungos que, além de nutrir, compartilham informações químicas sobre as pragas e ameaças por perto. Parece incrível — e é mesmo!
Nem planta nem animal. E muito além do champignon. Os fungos estão sendo revistos como cruciais à natureza e uma nova fonte de alimentos e tratamentos
“Gosto de escrever sobre a mata, o verde e a selva… Gosto de sentir o vento, pisar a areia, tocar a terra. Gosto de pensar que com uma união planetária hoje, transformaremos o amanhã…e de acreditar que a maioria têm boa vontade e forças para evoluir. Um primeiro passo, um pouquinho de cada vez… é disso que precisamos.”
Bactérias produzem material útilAstronautas cultivaram colônias de S. desiccabilis e B. subtilis, e alimentaram esses micróbios com basalto (material abundante nas rochas da Lua e de Marte). Resultado: as bactérias produziram vanádio (1) , um metal valioso – na Terra, onde esse material é fabricado industrialmente, ele serve para reforçar ligas metálicas, fazer baterias e tintas.
Nave empurra estação sem quererA Soyuz MS-18, que levou um cosmonauta, um diretor de cinema e uma atriz da Rússia para gravar um filme na estação, ligou acidentalmente seu propulsor quando estava acoplada à ISS. Isso fez com que a estação girasse sobre seu eixo e ficasse meia hora desalinhada. Isso já tinha acontecido em 29 de julho, com o disparo do módulo russo Nauka.
Cosmonautas têm alteração cerebralCientistas colheram sangue de cinco cosmonautas russos que ficaram bastante tempo na ISS: 169 dias em média. Os exames revelaram níveis aumentados das proteínas beta-amiloide e GFAP e do polipeptídeo NFL – que são sinais de danos físicos ao cérebro (2). Eles podem ser consequência da exposição prolongada à microgravidade.
As experiências científicas vão bem – mas a ISS e seus hóspedes também têm problemas.