Índice glicêmico: na montanha-russa do açúcar

Há temas, no universo da nutrição, que parecem seguir o movimento de um carrossel. Eles vão e vêm de tempos em tempos, ainda mais se o assunto girar em torno de peso, dieta e ingredientes como o açúcar. Com o índice glicêmico, o IG, tem sido assim.

Entre idas e vindas, críticas e defesas, essa medida da velocidade com que o corpo transforma em glicose um alimento já esteve atrelada a regimes da moda, mas não perdeu seu alicerce científico.

O conceito, para continuarmos nas metáforas do parque de diversões, remete a uma montanha-russa, com as subidas e descidas dos níveis de açúcar no sangue. Afinal, o IG é uma classificação criada para mensurar o efeito de itens ricos em carboidratos (de frutas a doces) na glicemia.

Tem tudo a ver com o ritmo de entrada das moléculas de glicose geradas pela digestão nas nossas células. Se isso for ligeiro, o IG é alto. É vagaroso? O número é baixo. De modo geral, produtos refinados, feitos de farinha branca, caem no primeiro grupo. No segundo, entram os itens integrais, redutos de fibras.

No cenário ideal, o fornecimento de glicose para as células deve ser gradual. Isso ajuda a modular a liberação de hormônios, como a insulina, e os sinais cerebrais da saciedade. Se esse processo ocorre em alta velocidade, o tempo todo, o corpo tende a pegar um atalho para a obesidade e o diabetes.

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Colocando desse jeito, parece fácil e, por que não, uma fórmula mágica para emagrecer. “Mas não se trata de algo tão simples, já que muitas variáveis precisam ser consideradas no cálculo do IG”, pondera a nutricionista Eliana Bistriche Giuntini, do Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP).

A estudiosa integra a equipe responsável pela Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), que traz, entre outras informações, dados do impacto glicêmico de comes e bebes. Segundo ela, interpretações erradas ou descontextualizadas do IG podem levar a escolhas inapropriadas.

Cientistas acabam de realizar uma revisão sobre essa medida que aponta quanto um alimento faz o açúcar subir no sangue. Afinal, como ela mexe com a saúde?

Índice glicêmico: na montanha-russa do açúcar

publicado originalmente em Veja saúde

Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

Falta de concentração e disposição para atividades do dia a dia, dores de cabeça e pelo corpo, irritabilidade, alteração do sono e até mudança no apetite…. Todos esses são sinais de que você está cansado.

A maioria das pessoas associa esses sintomas a excesso de trabalho, cobranças e acúmulo de tarefas, queixas atualmente bastante comuns. Mas a qualidade da alimentação também tem a sua parcela de culpa.

Pular refeições, excluir grupos de alimentos ou praticar dietas de emagrecimento muito restritivas, por exemplo, fazem com que a ingestão de energia fique abaixo da quantidade que o seu corpo precisa. Você já viu um carro funcionar sem combustível? Pois bem, nosso corpo é igual.

A deficiência de “combustível” faz o corpo direcionar a pouca quantidade de energia que entra para processos vitais, como os batimentos do coração, em detrimento de outras funções orgânicas. Com isso, sentimos cair a produtividade, aumentar a indisposição e até a cabeça latejar.

A alimentação tem papel fundamental na nossa disposição, já que fornece elementos decisivos para a produção de energia

Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

publicado originalmente em Veja saúde

Entrevista: “A alimentação tem papel importante na recuperação pós-Covid”

A médica Maria de Lourdes Teixeira da Silva sabe bem como fica o corpo depois da Covid-19. No ano passado, precisou de 15 dias de internação para lidar com a forma grave da doença, mas levou alguns meses para superar totalmente o quadro, hoje chamado de pós-Covid.

“Me recuperei devagarzinho, mas tive muita sensação de fadiga e uma queda de cabelo horrível”, relembra a diretora do GANEP Nutrição Humana. Ela não está sozinha: estudos revelam que uma em cada três pessoas que contraem o coronavírus podem apresentar alguma queixa a longo prazo.

Em um bate-papo com VEJA SAÚDE, Maria de Lourdes conta como a alimentação pode auxiliar quem está nesse processo. Confira!

Médica explica como o cardápio ajuda a resgatar a massa muscular perdida e a lidar com outras consequências do coronavírus

Entrevista: “A alimentação tem papel importante na recuperação pós-Covid”

publicado originalmente em Veja saúde

Alimentação para o intestino funcionar bem

Nos últimos tempos, temos conversado bastante sobre a relação entre o intestino e a saúde como um todo, incluindo a imunidade e o bem-estar emocional. Nesse aspecto, tem algo básico que não podemos perder de vista: o impacto direto do funcionamento intestinal na qualidade de vida.

Em estudo recente, pesquisadores japoneses entrevistaram mais de 3 mil pessoas com constipação crônica e um terço delas relatou menor qualidade de vida e menor produtividade no trabalho em comparação com indivíduos sem constipação ou com outras doenças, como diabetes e refluxo gastroesofágico.

Muitas vezes, ajustes no cardápio já ajudam a melhorar os sintomas de prisão de ventre

Alimentação para o intestino funcionar bem

publicado originalmente em Veja saúde

Reabilitação pós-Covid: como a alimentação pode ajudar?

Pesquisas indicam que ajustes na dieta e no estado nutricional colaboram para a recuperação e a qualidade de vida após a infecção pelo coronavírus.

Após mais de um ano do início da pandemia da Covid-19, todos nós imaginávamos que, a esta altura, já estaríamos livres da doença. Infelizmente isso não aconteceu e, com o aumento de casos nos últimos meses, é importante conhecermos os melhores cuidados na fase de recuperação do problema, que pode abranger, inclusive, adaptações na alimentação.

Reabilitação pós-Covid: como a alimentação pode ajudar?

publicado originalmente em Veja