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Comer só uma vez ao dia pode melhorar o envelhecimento dos cachorros

Ninguém está imune ao tempo. Até mesmo nossos mais fiéis companheiros, os cachorros, ficam “idosos” um dia. Apesar de se saber pouco sobre o lado mental do envelhecimento canino, é bem evidente quando o animalzinho já não tem a mesma disposição física de sempre.

Motivados pelo desejo de aumentar o tempo de vida saudável dos cães, cientistas planejaram um estudo da relação entre o bem-estar do animal e a frequência com que ele comia. A pesquisa concluiu que cães que são alimentados mais vezes ao dia apresentam resultados piores em exames de saúde. Envelhecem melhor aqueles que comem uma vez só.

Os dados foram fornecidos pelo Dog Aging Project, um estudo de longo prazo da Universidade de Washington que coleta informações sobre cachorros fornecidas pelos próprios donos, e que busca compreender mais sobre como eles envelhecem.

Estudo sugere que restringir o número de vezes em que o animal se alimenta tem impacto positivo em sua saúde.

Comer só uma vez ao dia pode melhorar o envelhecimento dos cachorros

publicado em superinteressante

Fotógrafo viaja pelo mundo para registrar os hábitos alimentares das crianças — Existe Guarani em São Paulo — Tiny Life

Kawakanih Yawalapiti, de 9 anos, do Mato Grosso .

Diante do aumento da obesidade global, o fotógrafo Gregg Segal viajou para diversos países para perguntar às crianças o que elas tinham comido durante aquela semana, para depois fotografá-las ao lado dos alimentos. O resultado foi publicado no livro “Daily Bread: What Kids Eat Around the World”. […] […] […]

Fotógrafo viaja pelo mundo para registrar os hábitos alimentares das crianças — Existe Guarani em São Paulo — Tiny Life

publicado em Bárbara Crane Navarro

Abril Azul: a alimentação pode ajudar no tratamento do autismo?

Por Fabiana Schiavon

Pessoas que fazem parte do transtorno do espectro autista (TEA) têm, entre suas características, repetir padrões e ter interesses bastante específicos. Esse comportamento pode ser levado à mesa por algumas crianças, o que é chamado de seletividade alimentar. Essa escolha limitada pode levar a deficiências nutricionais. “Como há crianças autistas que vão se interessar muito por um único assunto, sabendo tudo sobre navios de guerra ou sobre metrô, há quem prefira apenas um único alimento. Já tive um paciente que só comia brócolis”, relata Erasmo Barbante Casella, neurologista da infância e adolescência do Hospital Israelita Albert Einstein. Algumas só gostam de purês, outras não aceitam a densidade da carne ou decidem que só comem o que for de uma cor específica. Tudo isso pode ser resposta a uma hipersensibilidade, tanto para paladar, quando para sons, cheiros e texturas, deixando a alimentação monótona, relata Patrícia Consorte, pediatra especialista em nutrição materno-infantil, de São Paulo. “Com o passar dos anos, se não houver uma intervenção correta, isso irá contribuir para o déficit proteico, de vitaminas e minerais que podemos encontrar nesses pacientes, além de ser um dos motivos de maior angústia dos pais”, completa a pediatra. Como há uma diversidade grande de manifestações clínicas dentro do espectro, há outros fatores que podem interferir na boa alimentação. Entre eles, o atraso no desenvolvimento motor oral, que impactam na fala e no processo de mastigação. Claro, não é toda criança autista que terá problemas desse tipo, mas eles são mais esperados nesse cenário. Um estudo realizado pela University of Massachusetts Medical School, de 2010, já estimava que 41% dos pequenos com TEA apresentam mais recusa alimentar do que os com desenvolvimento típico, 18%. Já uma revisão publicada no Journal of Autism and Developmental Disorders no ano passado aponta que a seletividade na alimentação é algo comum na infância, mas essa prevalência aumenta entre 51% a 89% na população que convive com o TEA.

No mês da conscientização do transtorno do espectro autista (TEA), entenda por que a alimentação pode ser um desafio para essas crianças

Abril Azul: a alimentação pode ajudar no tratamento do autismo?

publicado em Veja saúde

Ajuste a dieta para enfrentar o câncer

Por Fabiana Schiavon

Quase todo mundo tem em mente que a escolha dos alimentos é capaz de ajudar a prevenir ou a derrotar um câncer. O que poucos imaginam é que, para um número expressivo de pessoas diagnosticadas com a doença, o plano de combate ao tumor gera efeitos colaterais que dificultam a hora de comer. Uma nova revisão de 25 estudos sobre o tema, publicada no periódico da Academia Americana de Nutrição e Dietética, comprovou que o paladar da maioria dos pacientes foi prejudicado durante e após o tratamento. Aqueles que realizaram radioterapia permaneceram com as alterações até 24 meses após o fim das sessões. A repercussão entre quem passou pela químio foi menos frequente, mas, no grupo afetado, persistiu por mais seis meses depois da terapia. Com o paladar tumultuado, o sujeito perde o apetite e pode até entrar na rota da desnutrição. A nutricionista Gabriela Vilaça, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), explica que essa reação é mais comum na radioterapia, principalmente quando ela é direcionada para tratar tumores na região da cabeça e do pescoço. Como a aplicação da radiação é local, as células da cavidade bucal são penalizadas, o que influencia, pelo menos por um tempo, a capacidade de sentir os sabores. “Na quimioterapia, o efeito é sistêmico, então as alterações dependem mais da medicação utilizada”, esclarece Gabriela. A revisão americana aponta que pessoas submetidas a quimioterápicos à base de taxano relataram mais essa adversidade. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Mas o paladar não é o único obstáculo encarado no tratamento do câncer — nem a rádio e a químio as únicas terapias a surtir efeitos colaterais nesse aspecto. Náusea, vômito, diarreia, prisão de ventre, boca seca e com feridas, mudanças no olfato e falta de apetite compõem a lista de chabus. “Tudo isso tem impacto direto na qualidade de vida, porque pode comprometer a ingestão alimentar e levar a perda de peso e massa muscular”, observa a nutricionista Josiane de Paula Freitas, do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo. Uma pesquisa do Inca, em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Groningen, na Holanda, demonstrou, após avaliar dados de 4 783 pacientes, as consequências desse cenário: 45% deles estavam com suspeita ou um quadro de desnutrição moderada e 12%, gravemente desnutridos. “Essa situação, associada ao aumento da demanda metabólica causada pela própria doença, diminui a resposta ao tratamento e aumenta o risco de complicações e desfechos negativos”, alerta Josiane.

Paladar alterado, falta de apetite, enjoos, secura e feridas na boca. A doença e o tratamento podem comprometer a alimentação, mas há boas saídas

Ajuste a dieta para enfrentar o câncer

publicado em Veja saúde

Brasileiros negligenciam hábitos que ajudam a prevenir o câncer

Pesquisas estimam que 38% das pessoas enfrentarão algum tipo de câncer em certo momento da vida. No Brasil, a incidência da doença vem numa crescente: segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), nosso país registrou mais de 626 mil novos casos em 2020 – um aumento significativo em relação aos 489 270 diagnósticos de 2010. 

O surgimento de um tumor é resultado de mutações genéticas que, entre outras coisas, levam à multiplicação desordenada de células. Ocorre que essas alterações não dependem apenas de uma predisposição gravada em nosso DNA: elas podem ser causadas por nossos hábitos de vida.

Mas, um novo levantamento da farmacêutica Sanofi Genzymeem parceria com o Instituto Ipsos, mostra que grande parte da população ainda negligencia o papel do estilo de vida nesse enredo.

A pesquisa avaliou a percepção dos brasileiros sobre a influência dos hábitos na incidência do câncer, trazendo um foco específico para quatro tipos de tumores: pelepulmãomieloma múltiplo e mama. Foram ouvidas 1 500 pessoas de todas as regiões.

+ Leia também: Quando a Covid-19 e o câncer se encontram

Segundo a investigação, o câncer é uma preocupação do brasileiro: 88% conhecem alguém que já teve o diagnóstico e 82% têm medo de desenvolver a doença.

Um dado crítico é que 31% dos entrevistados concordaram (totalmente ou em partes) com a seguinte frase: “Hábitos de prevenção ao câncer são pouco efetivos, porque a maior causa do câncer é genética”. Além disso, 25% não souberam opinar sobre o assunto. Mas, como já contamos, isso não é verdade.

“O câncer é influenciado tanto por fatores herdados, que a gente não consegue modificar, como por fatores externos, do cotidiano, que podem acabar desencadeando um processo de transformação genética que dá início a tumores”, reforça Thiago Chulam, oncologista e head do Departamento de Prevenção e Diagnóstico Precoce do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.

Aliás, essa não é a única impressão torta que a população demostrou ter em relação ao impacto dos hábitos de vida no surgimento da doença: no que diz respeito ao câncer de mama, 28% acreditam que recorrer a métodos contraceptivos hormonais é um perigo, o que não é bem assim.

“A exposição excessiva a hormônios pode, sim, elevar o risco desse tumor, mas isso não está relacionado à utilização de contraceptivos indicados por médicos especializados. Até porque a dose hormonal encontrada neles é baixa”, diferencia o médico do A.C.Camargo.

Ainda sobre prevenção, 31% não souberam opinar sobre a relação entre o sobrepeso e o risco de câncer. Mas esse é um fator importantíssimo, ligado a mais de 10 tipos de tumores (e a outras doenças).

De acordo com Chulam, em primeiro lugar, a obesidade causa um estado de inflamação crônica no organismo. Fora que a gordura acumulada contribui para a liberação de substâncias capazes de incitar aquele processo de proliferação celular – o pano de fundo para o surgimento de um tumor.

No Dia Mundial de Combate ao Câncer, pesquisa mostra que muita gente ainda desconhece ou subestima fatores que facilitam o surgimento de tumores

Brasileiros negligenciam hábitos que ajudam a prevenir o câncer

publicado originalmente em Veja saúde

Saúde mental e alimentação: existe uma relação aí?

Por Thais Manarini

A pandemia de Covid-19, entre tantas questões, chamou atenção para um assunto, até então, pouco discutido: saúde mental.

Nos Estados Unidos, antes da pandemia, observavam-se sintomas de ansiedade em 8,1% da população e sintomas de transtorno depressivo em 6,5%. Esses números saltaram para 37% e 30%, respectivamente, no final de 2020. 

Já no Brasil, após os primeiros meses dessa crise sanitária, a prevalência de depressão e ansiedade chegou a 61% e 44%, respectivamente.

Infelizmente, negligenciada pela população e também por programas de saúde pública, a saúde mental custará à economia global cerca de 16 trilhões de dólares em 2030.

No contexto da pandemia, muitos fatores contribuíram para o aumento desses distúrbios psíquicos, como medo de contrair o vírus ou de perder um ente querido e a incerteza sobre questões econômicas.

Mas há outra questão, talvez mais inusitada para uma porção de gente, que provavelmente fez diferença: a relação existente entre alimentação e saúde mental.

A influência da microbiota

O eixo intestino-cérebro pode ter grande importância causal para ansiedade e depressão. Nessa condição, o uso de probióticos – bactérias capazes de melhorar a saúde intestinal – teria o poder de minimizar os sintomas psíquicos.

+ Leia também: Probióticos: um universo em expansão

Mas, se a microbiota intestinal é capaz influenciar a saúde mental, então todos os alimentos que a modificam poderiam também ter esse papel? A ciência indica que sim.

Diversos estudos que avaliam os hábitos de vida e a alimentação de indivíduos em diferentes partes do mundo têm observado que um padrão alimentar saudável, caracterizado pelo consumo adequado de frutas e vegetais, grãos integrais, fontes de proteína magra, oleaginosas, além de baixa ingestão de açúcares adicionados, pode reduzir o risco de transtornos de ansiedade.

Em contraste, uma dieta de estilo ocidental, caracterizada pela forte presença de alimentos doces e gordurosos, grãos refinados, itens fritos e processados, carne vermelha, laticínios com alto teor de gordura, além de baixa ingestão de frutas e vegetais, está associada a um maior risco de ansiedade.

A ciência está cada vez mais interessada em entender se o que colocamos no prato tem impacto no cérebro. Especialistas contam o que se sabe até agora

Saúde mental e alimentação: existe uma relação aí?

publicado originalmente em Veja saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

Presentes nos sushis, pokes e outros pratos associados à culinária oriental, as algas ganharam espaço também na cozinha brasileira. Gelatinas e smoothies, por exemplo, podem contar com o ingrediente extra e os benefícios incluem maior proteção à pele e ao sistema imunológico, de acordo com Marcella Garcez, nutróloga e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran).

Segundo a especialista, as algas são fonte de fibras e possuem ação antioxidante – capazes de proteger as células contra os efeitos dos radicais livres produzidos pelo organismo, e que são responsáveis pelo envelhecimento precoce e o desenvolvimento de algumas doenças.

Além disso, o alimento também atua no processo digestivo e mesmo na prevenção de doenças metabólicas.

Quanto comer?

Garcez explica que não há uma recomendação diária para o consumo das algas. No Japão, porém, elas representam 10% da dieta da população, segundo a especialista.

“Por aqui, elas podem ser consideradas mais uma fonte vegetal com propriedades e benefícios específicos”, ressalta.

Algas nutritivas

Os nutrientes encontrados nas algas são vários, e os principais são:

 Vitaminas do complexo B: responsáveis pela manutenção de diferentes sistemas, como o circulatório, nervoso e imunológico.
• Vitamina C: cuida da síntese do colágeno e é também antioxidante.
• Betacaroteno: pigmento natural e, quando ingerimos, é convertido em vitamina A, que cuida da visão, tecidos epiteliais e a imunidade.
• Ômega-3: gordura poli-insaturada, com ação na concentração, reflexos e memória.
• Ômega-6: encontrado também nos óleos de girassol e canola, auxilia no desenvolvimento celular.

O ingrediente já está presente na dieta do brasileiro, mas poucos conhecem sua importância para a saúde

Algas no prato: elas são fontes de fibras e ainda têm ação antioxidante

publicado originalmente em Veja saúde

Como montar uma cesta de comida para levar à praia

verão facilita seguir à risca o mantra dos novos tempos: priorizar locais abertos. E aí a praia se destaca — só cuidado com aglomerações!

“Durante o passeio, o ideal é evitar alimentos vendidos que ficam muito tempo expostos ao sol e ao calor. Isso aumenta o risco de bactérias proliferarem e termos intoxicações”, alerta a nutricionista Lara Natacci. A colunista de VEJA SAÚDE ensina a preparar uma cesta caseira para a família:

“As melhores opções são banana, maçã, melão, manga e uva”, indica Lara. Lave e seque em casa. Se quiser picá-las e misturá-las, coloque em potes de vidro e use bolsa térmica. Cuidado com as cítricas, como laranja e limão, que podem manchar a pele em contato com o sol.

Como elas não concentram água, Lara observa que são menos suscetíveis a estragar. “É um lanche sem segredos”, resume a nutricionista. Só não vale exagerar, já que as frutas secas reúnem açúcar e as oleaginosas são fontes de gorduras.

+ LEIA TAMBÉM: Frutas secas são, sim, boa pedida

Em vez de comprar salgadinhos prontos, cheios de gorduras e sódio, que tal preparar uma versão equilibrada em casa? Use batata, mandioquinha, cenoura ou abobrinha. Tempere com azeite, ervas e um tiquinho de sal e leve ao forno. Depois, guarde em potes de vidro.

  • Sanduíche

Troque embutidos por frango desfiado ou atum. Evite molhos, porque estragam no calor. “Prepare o sanduíche no dia, embale em papel-alumínio e leve na bolsa térmica”, ensina Lara. Coma em até duas horas.

  • Salada

“Só vale a pena se você for consumir logo”, diz Lara. É que as folhas murcham rapidamente. Entre os melhores ingredientes estão pepino, tomate-cereja, beterraba, brócolis, couve-flor e cenoura. Pode levar azeite, mas bote em pote de vidro e embalagem térmica.

Preparar tudo em casa torna o consumo mais seguro e ajuda a economizar

Como montar uma cesta de comida para levar à praia

publicado originalmente em Veja saúde

Alimentos à base de plantas ganham espaço no prato dos brasileiros

A busca por uma alimentação mais saudável e pela diminuição dos impactos ambientais causados pelo consumo tem se mostrado em números. De acordo com o relatório Vida Saudável e Sustentável, realizado pelo Instituto Akatu e GlobeScan em 2020, 68% dos brasileiros pesquisaram sobre uma dieta mais sustentável. Esse comportamento, muito impulsionado também pela pandemia do coronavírus e preocupação com a saúde, elevou a popularidade dos alimentos feitos à base de plantas.

Atualmente, o Brasil registra mais de 30 milhões de pessoas que se identificam como vegetarianas – número duas vezes maior quando comparado ao de 2012. O perfil alimentar daqueles conhecidos como “flexitarianos” ou “reducetarianos”, ou seja, que estão reduzindo o consumo de carnes e dando prioridade a alimentos à base de vegetais, também cresceu significativamente e hoje representa 30% da população brasileira. Uma pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizada em 2021, mostrou que 46% dos brasileiros já deixam de comer carne, por vontade própria, pelo menos uma vez na semana.

Os motivos são vários. “Uma dieta à base de vegetais está relacionada com riscos reduzidos de diversas doenças, como cardiovasculares, diabetes do tipo 2, hipertensão, alguns tipos de câncer e obesidade”, explica Bruna Nascimento, nutricionista e especialista sênior em políticas alimentares no programa Alimentação Consciente Brasil.

Dieta 100% vegetal tem crescido mundialmente e os benefícios vão da saúde a um planeta mais sustentável

Alimentos à base de plantas ganham espaço no prato dos brasileiros

publicado originalmente em Veja saúde

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