O Rio de Janeiro vem enfrentando uma epidemia de gripe causada pelo vírus Influenza A – H3N2, o mesmo que está em alta no hemisfério Norte. Mas os casos já começaram a aumentar em outras partes do país, como São Paulo, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Segundo o infectologista Eduardo Medeiros, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e diretor científico da Sociedade Paulista de Infectologia (SPI), é possível que essa disseminação siga em uma curva crescente por todo o Brasil.
“Com a pandemia de Covid-19, outras vacinas foram negligenciadas”, explica. É o caso justamente do imunizante que protege contra o vírus Influenza. Segundo o expert, alguns estados não alcançaram 50% de sua meta vacinal contra a gripe.
E não está tarde para ir atrás dessa picadinha. “Embora a atual cepa que está predominando, a H3N2 Darwin, possa ter apresentado mutações que diminuem a eficácia da vacina atual, quem não se vacinou deve, sim, ser vacinado”, reforça Medeiros.
Segundo médico, quem não se vacinou deve buscar sua dose, independentemente de ter tomado a injeção contra Covid-19 há pouco tempo
Pela primeira vez na história, uma espaçonave entrou na atmosfera solar: a Parker Solar Probe, sonda lançada em 2018 pela Nasa. A agência anunciou a notícia na última terça-feira (14), meses depois do ocorrido em 28 de abril – porque levou algum tempo até que os cientistas recebessem os dados da sonda e pudessem confirmá-los.
A sonda voou no interior da coroa solar, parte mais externa da atmosfera do Sol, e coletou amostras de partículas por lá. Isso aconteceu na oitava aproximação da espaçonave com o Sol, quando ela estava a cerca de 13 milhões de quilômetros do centro da estrela. Isso foi registrado em estudo publicado na revista científica Physical Review Letters.
O objetivo da Parker é explorar essa região de perto para entender melhor, por exemplo, a dinâmica do campo magnético solar e a origem do vento solar. Segundo Thomas Zurbuchen, gerente do Diretório de Missões Científicas da Nasa, o feito pode ensinar sobre a evolução do Sol e seus impactos no sistema solar, mas vai além. “Tudo que aprendemos sobre nossa própria estrela também nos ensina mais sobre estrelas no resto do universo.”
A Parker Solar Probe está explorando a coroa solar para ajudar os cientistas a entender o campo magnético, o “vento” e a evolução da estrela. Entenda.
Depois de passar o dia atrás de sustento, o sujeito volta para casa e comunica: “Encontrei comida. Existe uma fonte de alimento a 1,7 quilômetro daqui. Para chegar lá, é só ir sentido Leste, seguindo um ângulo de 52 graus em relação ao Sol”. Sem mapa, a família encontra o banquete e volta para casa de barriga cheia.
Conversas assim rolam todos os dias entre as abelhas. Os artrópodes alados não usam números para traduzir distâncias e localizações, mas transmitem mensagens com esse grau de precisão. A informação fica codificada em um zigue-zague feito pelo inseto que encontrou néctar. Quanto maior o tempo do rebolado, mais distante está a fonte. A direção depende de para onde a abelha aponta – o ângulo entre o teto da colmeia e a direção do zigue-zague é o mesmo que liga o Sol, a colmeia e a comida.
A tradução dessa dança é a obra-prima do biólogo Karl von Frisch, que dedicou a vida a estudar o comportamento de insetos. Por conta do achado, levou o Nobel de Medicina em 1973 (que às vezes reconhece feitos da biologia). Desde então, pesquisadores têm descoberto formas cada vez mais complexas de comunicação entre todos os seres vivos.
Sim, porque comunicação é algo mais amplo do que a fala e a escrita – por ora, exclusividades do Homo sapiens. Comunicação é algo que ocorre quando um indivíduo, de qualquer espécie, emite um sinal que muda o comportamento de outro. E, como já deu para perceber, o sinal não precisa ser necessariamente vocal. Os pesquisadores em comunicação animal dividem-na formalmente em quatro tipos: química, visual, tátil e sonora.
Vamos conhecer algumas delas, a começar pelo primeiro tipo de comunicação nos 3,5 bilhões de anos da história da vida na Terra: a química.
Macacos criam palavras para batizar predadores, enquanto os golfinhos se chamam pelo nome. A ciência avança a passos largos para decifrar a comunicação no mundo animal (e vegetal). Conheça as descobertas mais surpreendentes.
“Nessa vida temos momentos de dúvida, de luta, e de choro . Também provamos a alegria, a comédia, a partilha e o amor… Toda essa miscelânea faz parte de nossa fantástica aventura neste planeta…observe, prove, saboreie. Depois daqui o Universo será nosso lar novamente… incremente sua bagagem!”
A busca por uma alimentação mais saudável e pela diminuição dos impactos ambientais causados pelo consumo tem se mostrado em números. De acordo com o relatório Vida Saudável e Sustentável, realizado pelo Instituto Akatu e GlobeScan em 2020, 68% dos brasileiros pesquisaram sobre uma dieta mais sustentável. Esse comportamento, muito impulsionado também pela pandemia do coronavírus e preocupação com a saúde, elevou a popularidade dos alimentos feitos à base de plantas.
Atualmente, o Brasil registra mais de 30 milhões de pessoas que se identificam como vegetarianas – número duas vezes maior quando comparado ao de 2012. O perfil alimentar daqueles conhecidos como “flexitarianos” ou “reducetarianos”, ou seja, que estão reduzindo o consumo de carnes e dando prioridade a alimentos à base de vegetais, também cresceu significativamente e hoje representa 30% da população brasileira. Uma pesquisa do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), realizada em 2021, mostrou que 46% dos brasileiros já deixam de comer carne, por vontade própria, pelo menos uma vez na semana.
Os motivos são vários. “Uma dieta à base de vegetais está relacionada com riscos reduzidos de diversas doenças, como cardiovasculares, diabetes do tipo 2, hipertensão, alguns tipos de câncer e obesidade”, explica Bruna Nascimento, nutricionista e especialista sênior em políticas alimentares no programa Alimentação Consciente Brasil.
Dieta 100% vegetal tem crescido mundialmente e os benefícios vão da saúde a um planeta mais sustentável
Cientistas brasileiros e portugueses descobriram que um tipo agressivo de leucemia linfoide aguda (LLA), câncer mais comum em crianças, é provocado em parte por uma mutação no gene que produz uma proteína ligada à imunidade (IL-7R). “A partir de um modelo animal desenvolvido no Brasil, observamos que a ativação contínua da função da proteína IL-7R, mesmo que em níveis fisiológicos, desencadeia a proliferação exagerada de leucócitos (glóbulos brancos) da família dos linfócitos, originando a leucemia aguda grave”, diz José Andrés Yunes, pesquisador do Centro Infantil Boldrini e autor do estudo publicado nesta terça-feira 14, na revista Nature. “O achado é importante, pois tendo um maior entendimento no nível molecular da doença e suas causas genéticas, é possível propor novos tratamentos, principalmente para os casos de recidiva ou em que o tratamento convencional não funciona”, acrescenta.
Realizado por pesquisadores do Centro Infantil Boldrini (Brasil) e do Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM), de Portugal – com auxílio de pesquisa concedido pela Fundação de Amparo à Pesquisa em parceria com a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), de Portugal – a pesquisa mostra que a mutação no gene que codifica a proteína pode ainda estimular novas alterações em outros genes, fazendo com que a leucemia avance. “A mutação da IL-7R não é suficiente para originar a leucemia. Existem outros genes que também estão envolvidos na doença. Para que a leucemia ocorra são necessárias outras mutações, que colaborem com a IL-7R para interromper o programa de diferenciação celular e fazer com que as células continuem proliferando de maneira exagerada e sobrevivendo”, esclarece o pesquisador.
Publicados na edição da revista científica Nature, os achados ajudarão a formular novas terapias para um dos tipos mais agressivos da doença