A poliomelite, que ficou conhecida no Brasil como paralisia infantil, caiu no esquecimento porque praticamente deixou de existir. Só que os baixos índices de vacinação estão fazendo a doença voltar a preocupar. Ela afeta mais as crianças e deixa como sequela a dificuldade de locomoção, daí o nome. Os últimos casos no país foram registrados há 30 anos. A pólio foi considerada erradicada nas Américas ainda nos anos 1990, mas a região sofreu bastante com a doença no passado. Em 1975, antes da imunização em massa, cerca de 6 mil crianças americanas ficaram paralisadas por causa da infecção, segundo a OPAS. O risco do retorno traz à tona lembranças tristes do passado. “Crianças utilizando muletas, cadeira de rodas, respirando com a ajuda de aparelhos. Essa era uma tragédia para a infância décadas atrás”, lembra Luiza Helena Falheiros Arlante, presidente da Câmara Técnica de Certificação de Erradicação da Poliomielite no Brasil junto à Organização Pan-americana de Saúde (OPAS/OMS). Até agora, o continente segue livre de casos, mas 28 países que já haviam eliminado a doença assistiram seu retorno nos últimos anos. Sem um esforço global para erradicá-la, nenhuma região está segura, alertam especialistas. No Brasil, o problema são as taxas de vacinação infantil, que atingiram quedas históricas e já preocupavam especialistas antes da pandemia do coronavírus. A meta é imunizar 95% das crianças, meta que sempre foi batida com tranquilidade, até a história começar a mudar. Em 2018, o índice já estava em 76,6%. No ano passado, foi de apenas 67%. Números sobre a poliomielite: + 2 países são endêmicos (nunca erradicaram a doença): Afeganistão e Paquistão + Em fevereiro deste ano, o vírus selvagem tipo 1 viajou do Paquistão até o Malauí, país africano que havia notificado seu último caso em 1992 + 28 países no mundo voltaram a ter casos anos após a erradicação: Israel, Tajiquistão, Ucrânia, Egito, Irã, Somália, Iêmen e mais 22 países africanos
Como a poliomielite é transmitida
A transmissão costuma ocorrer pela chamada via oral-fecal. Trata-se, em resumo, do contato da boca com resquícios invisíveis de cocô contaminado. Isso pode acontecer, por exemplo, através de água, objetos e alimentos. Além disso, as próprias fezes de alguém infectado representam um risco real de contágio. Ou seja, a condição sanitária de uma região faz toda a diferença.
Poliomielite volta a ser detectada em 28 países que já tinham erradicado a doença. Baixa vacinação coloca as Américas (Brasil inclusive) na área de risco
A nitazoxanida tiazolida (NTZ) é um medicamento antiparasitário, que inibe o desenvolvimento e a proliferação de uma variedade de protozoários, vermes, bactérias e vírus agressivos ao organismo. No caso das infecções virais, o remédio combate as causadas pelos rotavírus e norovírus, que provocam as gastroenterites – inflamação que pode atingir o estômago e o intestino. Age, ainda, contra parasitas como os nematódeos (a lombriga e o bicho-geográfico são dessa categoria), os cestoides (a solitária entra na lista) e os trematódeos, classe que afeta vasos sanguíneos, pulmões e fígado, além do trato gastrointestinal. O fármaco é também eficaz contra os parasitas que provocam diarreia como Giardia lamblia, Entamoeba histolytica e Cryptosporidium Parvum. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp]
Como ela age no organismo?
A nitazoxanida destrói a ação dos protozoários ao inibir uma enzima indispensável à vida desses micróbios, chamada de piruvato-ferredoxina oxidorredutase, segundo Rosana Paiva, médica e professora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É também agindo diretamente na estrutura de alguns vermes e vírus que o medicamento impede que esses inimigos continuem habitando o organismo.
Nitazoxanida funciona contra a Covid-19?
Essa substância não tem a mesma efetividade contra vírus que provocam doenças respiratórias, como o Sars-Cov 2 e o influenza. Foram realizados estudos, no passado, na tentativa de utilizar o medicamento contra a Covid, porém sua eficácia não ficou comprovada. O máximo de efeito produzido foi uma discreta redução da carga viral em um estudo brasileiro, mas sem diferença na evolução da doença. Ou seja, o remédio não acelerou a recuperação das pessoas ou foi capaz de evitar o agravamento do quadro. Mesmo assim, por causa dessas hipóteses, ele chegou a fazer parte do polêmico “kit Covid” contra a doença.
Medicamento é utilizado para infecções gastrointestinais, como antidiarreico, e também combate diversos tipos de bactérias e vermes
A dor crônica vive um paradoxo. Talvez não haja condição mais incômoda para quem sofre com ela e, ao mesmo tempo, tão menosprezada pelos outros (às vezes, até por profissionais de saúde). “Invisível”, “subjetiva” e “complexa”, como se rotula por aí, ela é um dos principais desafios de saúde pública hoje. E, se não bastassem as dificuldades para o diagnóstico e o tratamento − que envolvem falta de exames específicos, abuso de algumas medicações, carência de outras e ainda terapias sem comprovação científica −, a Covid-19 veio meter o bedelho na história. É significativo o número de pessoas que, após a remissão da infecção, ficam com dores pelo corpo. Para entender o cenário atual da dor crônica, um problema que afeta ao redor de 20% da população adulta mundial (30% entre os idosos), e o que ela tem a ver com a Covid longa, entrevistamos uma médica brasileira radicada no Canadá que se tornou uma das maiores experts na área, Andrea Furlan. Professora da Universidade de Toronto e cientista sênior do Instituto de Reabilitação de Toronto, a fisiatra atuou na elaboração das últimas diretrizes para o tratamento da condição e o uso de opioides no Canadá e participa, neste dia 6 de abril, de um debate sobre novas tecnologias para o diagnóstico e o controle da dor crônica (clique aqui para se inscrever) em um evento online de aquecimento da Hospitalar, principal feira do segmento da América Latina.
Autoridade no assunto, médica brasileira radicada no Canadá conta o que precisa evoluir no controle da dor crônica, uma das sequelas na Covid longa
Faz parte do cotidiano de muitos praticantes de esportes tomar suplementospara auxiliar no desempenho físico. Tendo uma prescrição correta e um acompanhamento profissional, tudo certo! Mas a entidade europeia que elabora as diretrizes sobre o coração ( Sociedade Europeia de Cardiologia – ESC) soou um alarme sobre o uso indiscriminado desses produtos, inclusive os “naturais”. Não são poucos os atletas de alta performance que julgam poder tomar sem controle e orientação médica. “Alguns suplementos nutricionais, incluindo vários extratos vegetais e naturais, podem representar um sério risco à saúde, e os competidores até arriscam violar as regras antidoping”, diz o comunicado. E o coração é um dos órgãos que podem ser afetados pelo abuso desses suplementos. A ESC também chama a atenção para substâncias experimentais, que ainda não foram devidamente testadas pela ciência. Sua utilização pode ser ainda mais perigosa e gerar danos irreversíveis à saúde. E isso vale não só para os atletas.
Quais são e o que fazem os suplementos mais consumidosProteicos Na quantidade certa, contribuem para a construção e o reparo muscular. Exageros podem acarretar sobrecarga nos rins. Colágeno Proteína que dá sustentação a pele, músculo e osso, repõe a falta da versão naturalmente produzida pelo corpo. Multivitamínicos Especialistas indicam só mesmo quando há confirmação da carência de nutrientes e antioxidantes. Cafeína Reduz a fadiga e melhora o desempenho. Só que o excesso prejudica os resultados e ameaça o coração. Ômega-3 Minimiza a inflamação a que o corpo do atleta estaria mais sujeito. Mas cabe consultar o profissional antes.
O uso do termo “natural” não permite o consumo indiscriminado destes produtos, alerta Sociedade Europeia de Cardiologia (ESC)
Já houve um tempo em que era preciso embarcar em caravelas e encarar oceanos para apimentar a comida. Hoje, basta esticar as mãos, alcançar a prateleira, girar o moedor e dar aquele toque picante ao prato. Uma das principais razões a impulsionar as grandes navegações no início da era moderna, as especiarias atravessaram séculos como tesouros gastronômicos e, ao lado das ervas aromáticas, ganharam a fama mais recente de proteger nosso organismo. Agregam perfumes, cores, texturas e sabores a qualquer receita. “Os temperos abrem a cozinha para o mundo”, afirma a chef Heloisa Bacellar, de São Paulo. Com um pouco de cúrcuma, dá para passear pela culinária indiana, o manjericão nos transporta até a Itália e a hortelã remete às Arábias. A exemplo dos ingredientes em si, a lista de destinos e conexões é imensa. O coentro nos conduz a preparos típicos da Tailândia e de Portugal e, de volta para o Brasil, nos leva às panelas do Nordeste e do Norte. Nessas bandas, marca presença em tudo quanto é canto e entra na composição do cheiro-verde, mistura das mais brasileiras. A variedade da cozinha nacional, aliás, se reflete nesse tempero.
“Em outras regiões do país, o cheiro-verde conta apenas com salsinha e cebolinha”, esclarece Tatiana Saldanha, professora do Departamento de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Em parceria com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Tatiana vem esmiuçando em laboratório essa dupla tão onipresente por aqui. “Apesar da popularidade, ainda não há muitos estudos sobre o uso do cheiro-verde na culinária”, contextualiza. Em um dos trabalhos recém-publicados pelo seu grupo, a professora e os colegas avaliaram os efeitos desse mix no preparo da sardinha. Quando o peixe passa pelo calor, sofre alterações químicas por trás da oxidação da sua fração gordurosa. Esse processo também ocorre em outros tipos de carne e gera substâncias envolvidas no aumento do risco de inflamação e outros danos nas células e nas artérias — um fenômeno ligado, por exemplo, a problemas cardiovasculares. Dentro da UFRRJ, uma das etapas da pesquisa reproduziu o que se passa no cotidiano de qualquer cozinha brasileira. Após ser temperado com salsinha e cebolinha, o peixe foi para a grelha. “Observamos que as ervas minimizaram significativamente a degradação do colesterol da sardinha”, relata Tatiana.O resultado vem dos compostos antioxidantes do cheiro-verde, caso dos ácidos fenólicos e dos carotenoides. São os mesmos que conferem algumas das características sensoriais tão apreciadas nesses vegetais abundantes em hortas, feiras e supermercados. Além de ser ótima pedida para temperar pescados, a mistura pode ser adicionada às mais variadas preparações, incluindo o arroz com feijão. Claro que o mundo da comida não gira só em torno do cheiro-verde. Então, se a culinária da sua casa ainda não se abriu a novas experiências e combinações, que tal imitar os antigos desbravadores? Não faltam opções e culturas a descobrir — de dentro e de fora do Brasil. Com um quê de sagrado, ervas e especiarias desfilam pela história envolvidas em lendas e celebrações. Entre os antigos, havia quem acreditasse que elas vinham diretamente do Jardim do Éden. Descendo para o mundo real, hoje se sabe que os temperos reúnem uma coleção de moléculas responsáveis pelo gosto e aroma peculiares — e ainda são capazes de resguardar o corpo humano. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] “Algumas dessas substâncias são produzidas para preservar a própria espécie vegetal”, explica a nutricionista Camile Zanchett, da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina. Isso significa que protegem a planta das mudanças do clima, do sol, de insetos e outras pragas. É o caso dos terpenos e dos fenólicos: muitos deles são voláteis e alcançam facilmente nosso nariz, arrebatando o cérebro e dando água na boca. No prato em si, esses compostos realçam o sabor da comida. Por isso, são os melhores concorrentes e substitutos do sal, cujo abuso contribui para a hipertensão. Um experimento recente com um grupo de idosos reforça esse papel: a conclusão é que apostar em temperos naturais é um jeito de estimular as papilas gustativas e, aos poucos, deixar o saleiro de lado. “Com o avançar dos anos, nossa percepção de sabor se altera”, pontua a nutricionista Lara Natacci, colunista do site de VEJA SAÚDE. Daí a sacada de recorrer a ervas e especiarias nas refeições dos mais velhos. Não só dessa turma, diga-se. “Muitos brasileiros consomem quase o dobro de sal do que é recomendado”, lamenta Camile.
Pois saiba que os temperos vão além na defesa das artérias, como registra uma pesquisa da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos. Durante quatro semanas, 71 voluntários receberam um menu que incluía coentro, salsinha, pimenta, canela, alecrim e alho. Passando por um check-up depois, constatou-se uma redução significativa na pressão deles. “As espécies usadas nesse estudo são ricas em fitoquímicos que diminuem o risco cardiovascular”, comenta a nutricionista e fitoterapeuta Vanderlí Marchiori, de São Paulo.
Ervas e especiarias provam que diversidade é palavra-chave para montar o cardápio e testar preparos e sabores. Quem mais ganha com isso? O paladar e a saúde
Ter uma visão irreal do próprio corpo, padecendo com isso, é o que define o transtorno dismórfico corporal (TDC). E uma pesquisa conduzida pelo médico Alexandre Kataoka, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), com 38 mulheres submetidas a plásticas, constatou que 44% delas ainda apresentam sintomas do distúrbio após a intervenção. “Se a insatisfação persiste depois das mudanças, significa que é preciso avaliar melhor a indicação do procedimento”, afirma o cirurgião. Segundo ele, o ideal é ter um psicólogo envolvido no processo antes da operação, porque, se o paciente tiver TDC, a cirurgia deve ser postergada até o tratamento efetivo do transtorno. “Nunca o corpo da pessoa vai ficar igual ao que ela vê na mídia. E não podemos realizar mudanças em alguém que não consegue enxergar sua própria realidade”, esclarece o especialista.
Cientistas franceses descobriram que pessoas com narcisismo patológico — outra condição que altera a autoimagem — apresentam uma redução na região da massa cinzenta responsável pela compaixão. Com base nessas pistas, pesquisadores começam a investigar agora se pessoas com TDC também teriam mudanças cerebrais.
Muitas mulheres que já fizeram cirurgias estéticas ainda sofrem em frente ao espelho, conclui estudo
Muitos pais de pet já não tinham dúvidas: os cachorros compreendem seu tutor apenas pelo olhar. Para testar isso, pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade de Lincoln, na Inglaterra, analisaram 90 cães. E as conclusões foram além: eles não só entendem a expressão dos donos como tomam decisões prevendo seu comportamento. No experimento, os animais observavam duas atrizes com expressões faciais neutras, de alegria ou de raiva. Depois, elas ficavam com ração na mão e o bicho era solto para interagir. Resultado: todos iam pedir comida àquela que não tinha esboçado expressões bravas — ou seja, interpretaram que suas chances seriam menores com ela. “Os cães adquirem informações a partir de pistas produzidas pelas pessoas e fazem uso funcional disso para resolver problemas”, pontua o estudo.
Animais da mesma espécie reconhecem expressões e ações uns dos outros e se comportam com base nisso. Regra da natureza. Mas a pesquisa da USP comprova que um bicho pode entender a linguagem corporal de outra espécie e agir a partir dessa informação. Antes, acreditava–se que só nós, humanos, éramos capazes de tal abstração. Porém, pelo visto, os cães também compreendem mais que sua própria língua.
Essa percepção canina foi atestada em um estudo brasileiro e inglês. Entenda
Primeiro de abril é considerado o Dia da Mentira. A antiga moda de pregar peças nos outros está caindo em desuso, mas outras mentiras, que de inofensivas não têm nada, seguem circulando com força por aí. A saúde é uma das áreas que mais sofre com fake news, com destaque para a alimentação e a perda de peso. Para te ajudar a separar o joio do trigo, a equipe de VEJA SAÚDE separou alguns conteúdos do site que esclarecem mitos sobre o assunto. De quebra, aproveite para ver nosso guia para fugir da desinformação. As notícias falsas colocam a saúde em risco e podem até matar.
1. Comer (ou deixar de comer) determinados alimentos cura o câncer
A preferência por alimentos integrais e in natura em detrimento dos ultraprocessados e refinados de fato pode diminuir o risco de alguns tipos de câncer. Mas não existe solução mágica no prato. A regra de ouro é garantir variedade, com espaço para todos os nutrientes. Isso vale para quem está em tratamento, para aqueles que já o concluíram e até para reduzir a probabilidade de o tumor aparecer. Leia mais sobre o assunto aqui.
2. Carboidratos fazem mal à saúde
Eles ganharam fama de vilões, mas são um nutriente fundamental para o organismo. O que faz mal é o exagero, em especial dos grãos refinados, como os da farinha de trigo branca, e do açúcar. Mas atenção: cortar os carboidratos de vez da dieta também pode trazer problemas. É o que explicamos nesta reportagem.
3. Alimentos sem glúten são mais saudáveis e/ou leves
É muito comum ver nas prateleiras e nas rodas de conversa alegações de benefícios sobre produtos sem glúten. Mas eles só devem ser utilizados por pessoas com doença celíaca, sensibilidade ou intolerância ao glúten, devidamente diagnosticadas por um médico. A exclusão desnecessária do nutriente da dieta pode trazer problemas de saúde e até atrasar o diagnóstico de doenças. Ah, e não é a retirada do glúten que emagrece, mas sim o fato de comer menos pães e massas, suas principais fontes. Saiba mais.
4. Alimentos podem “desintoxicar” o organismo
Obviamente, uma alimentação equilibrada e saudável faz o organismo funcionar melhor e, portanto, ser mais eficaz ao eliminar toxinas. O problema é a promessa por trás da dieta detox. Nas palavras do nosso colunista, o gastroenterologista Dan Waitzberg, da Universidade de São Paulo (USP): “A perda de peso resultante da restrição calórica por detox aumenta os níveis dos hormônios do estresse em mulheres, favorecendo o rápido reganho de peso, como demonstram pesquisas. Isso ajuda a explicar por que muitas pessoas viram reféns da dieta detox, vivendo num ciclo de perda e ganho de peso capaz de afetar a saúde. Até porque a restrição energética e nutricional típica dessas intervenções pode resultar em deficiências de proteínas, carboidratos, gorduras, vitaminas e minerais. Quando essa estratégia se soma ao uso de medicamentos como laxantes, visando à eliminação das toxinas e ao emagrecimento, não raro causa desidratação, desequilíbrio eletrolítico e problemas intestinais, gerando graves consequências. Podemos concluir, então, que, para um efetivo processo de desintoxicação, não precisamos nos ater a uma dieta específica, mas, sim, a um estilo de vida saudável, que inclua regularmente o consumo de todos os alimentos antes citados. Não há uma dieta de curta duração que limpe o organismo de vez.” Leia o texto completo.
5. Dietas restritivas emagrecem mais
É um dos mitos mais persistentes (e danosos) do universo do emagrecimento. Apostar em dietas restritivas até promove uma perda de peso rápida, mas há vários efeitos colaterais, como o efeito sanfona, a dificuldade de manutenção em longo prazo, problemas psicológicos e desequilíbrios no organismo. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] Saiba mais sobre o assunto clicando aqui.
6. Tudo que é diet/light é melhor para quem precisa perder peso
Nem sempre. O light indica teor reduzido de gordura, enquanto diet é o produto que não leva açúcar. Só que, para compensar a ausência de um ingrediente importante, os fabricantes podem acabar acrescentando outros para garantir o sabor daquele item. Por exemplo: sem açúcar, mas com mais gordura. O mesmo alerta vale para produtos com rótulo “zero” alguma coisa. Além disso, estudos apontam que eles não necessariamente são capazes de evitar o ganho de peso.
7. Se eu me exercitar, não preciso cuidar da alimentação (e vice-versa)
Existe um consenso entre os especialistas de que é mais fácil alcançar o déficit calórico necessário ao emagrecimento cortando calorias da dieta. Mas os exercícios são quase igualmente importantes. Com a dieta, ocorre a quebra da gordura localizada no tecido adiposo. Mas não basta só tirá-la dali. Temos que gastá-la para que efetivamente saia do corpo. É aí que entra a atividade física. Além disso, o exercício também preserva a massa magra. E, em longo prazo, indivíduos que combinam as duas estratégias se saem melhor na manutenção do peso e da saúde como um todo. Leia mais no nosso dossiê sobre o tema.
8. Chás e ervas ajudam a emagrecer mais rápido
O caso da enfermeira Mara Abreu, de 42 anos, que faleceu depois de consumir um composto de ervas proibido pela Anvisa, e da cantora Paulinha Abelha, da banda Calcinha Preta, levantam um alerta antigo. Não dá para apostar em soluções mágicas ou mais “naturais” para perder peso rápido. Além das ervas vendidas de forma clandestina, é preciso atenção com o consumo de qualquer proposta “alternativa” para um problema complicado como a obesidade. Clique para ler mais.
9. Emagrecer é só questão de força de vontade
Uma das principais barreiras no tratamento adequado da obesidade é o estigma que acompanha a doença. É comum a pessoa acima do peso ser maltratada nos consultórios médicos e ouvir que “basta fechar a boca” para emagrecer. [bloco_busca_medicamentos] Esse preconceito não só está longe de ser verdade como ainda atrapalha o tratamento. Uma pesquisa com profissionais de saúde revelou que os estigmas estão muito presentes nos consultórios, impedindo conversas sérias e o engajamento do paciente.
Os exercícios de força também promovem o emagrecimento e são muito importantes para regular o metabolismo e a saúde como um todo. O que acontece é que a gordura é substituída por músculo, por isso o efeito não é tão perceptível na balança. Isso leva a uma percepção errônea sobre o papel do fortalecimento na perda de peso, alertam pesquisadores. Clique para ler uma matéria sobre um estudo que avaliou a questão.
Aproveite o primeiro de abril para esclarecer boatos que atrapalham sua saúde e pioram a qualidade do cardápio
A organização não governamental ACT Promoção da Saúde acaba de publicar um documento no qual revela como o aumento de impostosem cima de bebidas e alimentos não saudáveis tem impactos positivos em diversas frentes. Para ter ideia, além de nos proteger individualmente — reduzindo o risco de obesidade e outras doenças crônicas —, a medida gera mais economia aos países, um dinheiro que pode ser distribuído em serviços de saúde e programas sociais. Fora isso, a indústria é incentivada a lançar produtos mais balanceados. Como define o relatório, é uma “política de ganha-ganha-ganha”.
Se refrigerantes e afins ficassem mais caros, teríamos ganhos individuais e também coletivos