O que a nova resolução sobre a telemedicina muda na prática?

Por Fabiana Schiavon

Até então, a telemedicina só estava liberada de forma provisória por causa da pandemia de Covid-19. Veja o que a nova regulação muda na prática

O que a nova resolução sobre a telemedicina muda na prática?

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Primeiro exame de sangue a avaliar risco de Alzheimer chega ao Brasil

O primeiro exame de sangue para detectar o risco de Alzheimer, um dos principais tipos de demência, acaba de chegar ao Brasil. Ele busca traços da proteína beta-amiloide, que se acumula no cérebro de quem tem a doença.  O teste, trazido ao país pela Dasa, foi aprovado nos Estados Unidos há cerca de um mês. Por enquanto, está recomendado para pessoas com comprometimento cognitivo leve, com suspeita de demência. Cerca de um terço dos indivíduos nessa situação – em geral idosos que apresentam pequenos esquecimentos, dificuldade de concentração e outros lapsos – progridem para o Alzheimer.   [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] “Ele não fecha o diagnóstico, mas pode colaborar na conduta médica e evitar a realização da punção lombar para coleta do líquorexame mais invasivo que é usado hoje para estimar os níveis das placas amiloides”, aponta Gustavo Campana, diretor médico da Dasa.  Ainda não coberto pelos convênios, a novidade será oferecida sob prescrição médica na rede de laboratórios Alta Diagnósticos, por um preço de cerca de R$1,5 mil, e outros laboratórios do grupo. 

Como é feito (e para que serve) o exame 

Ele segue um raciocínio que tem norteado as pesquisas em análises clínicas: substituir procedimentos mais complexos por métodos menos invasivos. É o caso, por exemplo, da biópsia líquida, que pode ajudar a flagrar recidivas de câncer ao rastrear fragmentos de DNA tumoral.  A tecnologia do exame que chega agora é a espectometria de massas. “Trata-se de uma evolução tecnológica disponível há alguns anos, que permite enxergar moléculas em pequena concentração no sangue ou em outras amostras biológicas”, explica Campana.  No caso do Alzheimer, a máquina é programada para detectar duas frações da proteína beta-amiloide – a 40 e a 42 – e, aí, calcular a razão entre elas.  

Recém-aprovado nos Estados Unidos, teste não fecha diagnóstico, mas pode auxiliar médico na tomada de decisões em casos de demência leve

Primeiro exame de sangue a avaliar risco de Alzheimer chega ao Brasil

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Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

Por Fabiana Schiavon

Pesquisadores chineses aplicaram um tipo de jejum intermitente em pessoas com obesidade por um ano para avaliar seu potencial na perda de peso. Mais uma vez, no entanto, a conclusão é que ficar longos períodos sem comer não traz benefício adicionais em quem precisa reduzir a cintura – segundo o artigo, o importante é fazer uma restrição calórica. O estudo publicado no The New England Journal of Medicine ganhou destaque pelo tempo em que os participantes foram observados. Enquanto a maioria das pesquisas aplica esses métodos por alguns meses, nesse caso os voluntários foram acompanhados por um ano. Para fazer a comparação, 139 pessoas foram dividas em dois grupos. Parte adotou um formato de jejum intermitente em que é permitido comer apenas entre 8 horas da manhã e 4 da tarde. A outra turma podia se alimentar em qualquer horário, porém precisava ingeria o mesmo número de calorias dos que estavam fazendo o jejum. Foi definido que homens comeriam de 1500 e 1800 calorias, e mulheres, de 1200 a 1500. Após 12 meses, os cientistas notaram que o jejum não proporcionou uma redução de peso corporal ou da diminuição de gordura estatisticamente maior.

Estudo que acompanhou pessoas com obesidade durante um ano não encontrou benefícios adicionais dessa prática para o emagrecimento

Jejum intermitente não é melhor que restrição calórica para perder peso

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Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

Por Fabiana Schiavon

Cientistas americanos e sul-africanos estimaram que aquecimento global elevará, até 2070, em 4 mil vezes a transmissão de vírus entre diferentes espécies de mamíferos. E essa disseminação favorece que esses patógenos cheguem aos seres humanos, o que aumenta o risco de surtos e epidemias. Os dados foram publicados na revista científica Nature. “Com o aumento da temperatura, muitas espécies devem mudar seu habitat e procurar climas mais adequados. Nessas condições, animais que nunca se encontraram antes começam a conviver, aumentando a probabilidade de troca de vírus entre eles – o que cresce também a probabilidade de alguns desses vírus chegarem a nós”, esclarece a microbiologista Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência+ LEIA TAMBÉM: A febre do planeta: como o aquecimento global mexe com a nossa saúde Para chegar a essa constatação preocupante, os pesquisadores catalogaram informações de 3 139 espécies de mamíferos e suas movimentações diante do aquecimento global e do uso do solo. Os morcegos seriam os principais responsáveis por essa transmissão entre espécies. “Essa transição ecológica já pode estar ocorrendo, e manter o aquecimento do planeta abaixo de 2 graus até o fim do século não vai reduzir esse espalhamento viral”, escrevem os autores no artigo. Seria necessário, portanto, apertar as medidas contra as mudanças climáticas e adotar outras estratégias, que mencionaremos adiante. Ainda segundo o documento, hoje há cerca de 10 mil tipos de vírus com a capacidade de infectar humanos, mas que atualmente estão praticamente restritos a outros mamíferos. Essa troca de vírus entre espécies é algo que sempre aconteceu, mas em uma velocidade menor. E a cada salto que esses micróbios dão de um bicho para o outro, eles podem sofrer mutações que, eventualmente, facilitariam a infecção em seres humanos. 

Estima-se que, até 2070, mudanças climáticas elevarão em 4 mil vezes a disseminação de vírus entre espécies. Saiba qual o risco disso para a humanidade

Aquecimento global aumenta a transmissão de vírus entre diferentes animais

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Afasia: do diagnóstico à busca pela qualidade de vida

Por Fabiana Schiavon

afasia ganhou o noticiário com os diagnósticos recentes do ator Bruce Willis e do cartunista Angeli. Seu principal sintoma – a perda da habilidade de se comunicar ou de compreender os outros – muda a vida dos pacientes. “É como se a pessoa passasse a usar uma língua estranha no país onde vive”, define Alex Baeta, neurologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo. A doença, a depender do tipo (e são dezenas) e das particularidades, pode ou não ter tratamento efetivo. Em qualquer caso, o objetivo dos profissionais de saúde é proporcionar a melhor qualidade de vida. Não é simples detectar a afasia ou mesmo determinar seus sintomas em cada situação, porque a dificuldade de compreensão e fala são frequentemente confundidos com outros males neurológicos. A afasia pode ser dividida em duas grandes categorias: a primária progressiva e a secundária.

A incapacidade de se expressar ou compreender os outros pode trazer consequências sérias. Conheça os tipos de afasia, o diagnóstico e o tratamento

Afasia: do diagnóstico à busca pela qualidade de vida

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Ivermectina: o que é, para que serve e como funciona esse medicamento

Ivermectina: o que é, para que serve e como funciona esse medicamento

Por Fabiana Schiavon

Embora tenha sido alardeada, sem evidências científicas confiáveis, como tratamento da Covid-19, a ivermectina na verdade age contra parasitas externos, como sarna e piolho, e internos, que é o caso dos vermes. A função do medicamento é matar ou paralisar esses organismos para que eles sejam naturalmente expelidos pelo corpo. “É um antiparasitário de primeira linha contra escabiose e a pediculose – a sarna e piolho. Também é indicado contra algumas verminoses, como a ascaridíase, popularmente conhecida como lombriga”, reforça Alexandre Zavascki, chefe do Serviço de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] “A ivermectina também age contra uma doença menos conhecida, que é a estrongiloidíase”, relata o médico. Ela é causada pelo parasita S trongyloides stercoralis e provoca dor abdominal, diarreia e tosse, entre outras coisas. Como todo medicamento, a ivermectina tem quadros e momentos certos para ser aplicada. Segundo a bula, por exemplo, ela também é eficaz contra a oncocercose, que afeta a pele e os olhos, mas apenas no início dos sintomas. Essa doença é provocada pelo Onchocerca volvulus, parasita que, quando adulto, esconde-se na pele ao ponto de só ser removido com cirurgia. Nessa etapa, a aplicação da ivermectina é menos benéfica. A droga tem versões no mercado para uso veterinário, que mudam da formulação oral para injetável, dependendo do animal. Eles não podem ser utilizados por seres humanos, apesar dos relatos feitos durante a pandemia a Covid.

Remédio é eficaz contra sarna, piolho e outros parasitas. Veja benefícios e efeitos colaterais, em especial quando mal utilizado, como foi com a Covid-19

Ivermectina: o que é, para que serve e como funciona esse medicamento

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