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Restrição à mesa aumenta risco de transtorno alimentar

Por Thais Manarini

Quem atua na área de transtornos alimentares costuma dizer que, na maioria das vezes, esses problemas começam com um regime radical. Pois uma pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) dá força a essa máxima. Depois de aplicar um questionário online entre 853 universitários, o nutricionista Jônatas de Oliveira constatou que 25% deles tinham aderido à dieta low carb nos três meses anteriores à entrevista — o método preconiza o baixo consumo de fontes de carboidratos. “Só que o desejo intenso por comida era muito maior entre esses jovens”, relata o pesquisador. Para ter ideia, embora a turma da low carb consumisse menos arroz e pão do que o grupo que não seguia tal padrão, a ingestão de chocolate era similar entre todos. Isso evidencia que os adeptos da dieta recorriam a mecanismos compensatórios. + Leia também:  Carboidratos: como consumir do jeito certo Para Oliveira, esse desejo desenfreado é uma ponte entre a restrição e a compulsão. O nutricionista ainda conta que, após cair em tentação, uma parcela dos seguidores da low carb usava laxantes e induzia vômitos. “São sintomas típicos de transtorno alimentar”, resume. “Fazer uma dieta assim vai além de tentar emagrecer. Tem a ver com querer fazer parte de uma sociedade que cultua determinado padrão estético”, analisa.

Pesquisa com universitários brasileiros alerta: investir em dietas muito rígidas abre as portas para a compulsão

Restrição à mesa aumenta risco de transtorno alimentar

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Cirurgia como saída para a enxaqueca?

Uma revisão publicada no periódico Annals of Surgery concluiu que um tipo de cirurgia pode ajudar a reduzir as crises de quem tem enxaquecacrônica. Só que o método, que descomprime nervos periféricos de regiões da cabeça e do pescoço, está longe de ser um consenso. “A maioria dos estudos que apontam benefícios foi feita sem um grupo placebo de controle, o que impede uma comparação justa. Além disso, a compressão não é a causa da enxaqueca, só mais um gatilho da dor, entre vários outros”, analisa o neurologista Marcelo Ciciarelli, presidente do Departamento Científico de Cefaleia da Academia Brasileira de Neurologia (ABN), entidade que não recomenda a operação. + Leia também:Chega de enxaqueca Há quem discorde. “Dizer que ela não funciona é ignorar dezenas de publicações de qualidade”, argumenta o cirurgião Paolo Rubez, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Dor sob controle… ou não?

O que as pesquisas falam sobre métodos utilizados por aí: Meditação: Estudos mostram que práticas meditativas têm valor, mas quando usadas de maneira complementar ao tratamento-padrão. Acupuntura: A mesma lógica: apostar nas agulhadas como coadjuvantes no tratamento pode reduzir o número de crises que surgem no mês. 

Novo estudo sugere benefícios, mas técnica ainda é controversa entre os especialistas

Cirurgia como saída para a enxaqueca?

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Desafios no sangue: pesquisa faz um retrato da hemofilia no Brasil

Por Diogo Sponchiato

Uma falha de origem genética no processo de coagulação do sangue faz com que cerca de 13 mil brasileiros convivam com a hemofilia, uma doença hereditária rara e predominantemente masculina marcada por hemorragias frequentes e prolongadas, muitas vezes espontâneas. Diante dos riscos e dos receios que envolvem a condição e da necessidade de um controle rigoroso, é de imaginar que não são poucas suas repercussões na rotina dos pacientes e familiares. Para entender a fundo esse cenário, VEJA SAÚDE, a farmacêutica Roche e a Federação Brasileira de Hemofilia (FBH) se uniram e realizaram a pesquisa Um Retrato da Hemofilia no Brasil. Feita pela internet entre janeiro e fevereiro de 2022, ela conta com a participação de 65 cuidadores de crianças e adolescentes de até 16 anos com hemofilia tipo A moderada ou grave, contemplando respondentes de todas as regiões, mais de 90% mães. “Dar voz à comunidade que vive com hemofilia permite conhecer o verdadeiro impacto que essa doença pode gerar a todos em seu entorno e buscar soluções que garantam mais qualidade de vida e inclusão aos pacientes”, diz Michelle Fabiani, diretora médica da Roche Farma Brasil. O desafio começa cedo para os pequenos e sua família. Os episódios de sangramentos mais difíceis de estancar costumam ocorrer logo no início da vida, e o aparecimento de manchas roxas pelo corpo — sinal de sangue que extravasou internamente — se intensifica quando o bebê dá seus primeiros passos e fica mais sujeito a quedas e trombadas pela casa. Outra característica é a demora na cicatrização de cortes e machucados. A desordem hemorrágica é causada por uma mutação genética que leva à escassez ou à ausência de proteínas responsáveis pela coagulação do sangue. No caso da hemofilia tipo A, a mais comum, o problema se encontra no fator VIII — na do tipo B, o organismo não produz o fator XIX. “O tratamento se baseia na reposição do fator faltante, que é feito de forma endovenosa. Isso por si só já é uma dificuldade para as famílias. Se alguns adultos sentem medo até de tomar vacina, imagine o que é para uma criança ser espetada para receber as infusões três vezes por semana”, conta a hematologista pediátrica Christiane Maria da Silva Pinto, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). No estudo de VEJA SAÚDE, 98% dos entrevistados relatam atribulações com a terapia, sobretudo a frequência e a forma de aplicação. “O choro dos filhos chega a desestruturar os pais”, nota a médica.

Estudo inédito com pais e cuidadores de crianças e adolescentes com a doença hematológica aponta os anseios e as preocupações dessa comunidade

Desafios no sangue: pesquisa faz um retrato da hemofilia no Brasil

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Diabetes em transformação: o que está mudando no tratamento

Por Diogo Sponchiato

A cena, cada vez mais corriqueira, é a seguinte: o paciente com diabetes descontrolado entra no consultório com um diagnóstico e sai de lá com outro. Muita atenção agora: ele continua com diabetes, mas a investigação médica, depois confirmada com exames laboratoriais, indica outro tipo da doença. Não era à toa que a glicemia nunca ficava na meta. O sujeito não tinha diabetes tipo 2, mas uma versão conhecida pela sigla LADA — que vem do inglês e significa “diabetes autoimune latente do adulto”. É como se fosse um diabetes tipo 1, aquele mais comum em crianças e adolescentes e caracterizado pela agressão do sistema imune ao pâncreas, só que se manifestando tardiamente. E o que essas nomenclaturas mudam na prática? Ora, o tratamento. Nosso paciente, para o qual a combinação de vários comprimidos não vinha surtindo o efeito esperado, passa a usar insulina e, bingo!, a glicose finalmente é domada. Episódios assim costumavam corresponder a 5% dos casos rotulados inicialmente como diabetes tipo 2. Mas novas estimativas apontam que o LADA, sorrateiro, está presente em um em cada dez desses cidadãos. Pouca gente? Não mesmo. O diabetes como um todo afeta mais de meio bilhão de pessoas pelo planeta, pelo menos 15 milhões no Brasil. Se considerarmos que 90% desse público possui o tipo 2, fazendo as contas veremos que o LADA é mais significativo do que se imagina. Os números do último atlas da Federação Internacional de Diabetes escancaram que o problema, em suas diversas formas, compõe uma das equações mais complexas da saúde pública — sem falar no incalculável impacto na qualidade de vida das pessoas e das famílias. E o horizonte não é dos mais animadores. “Vivemos em um cenário de ganho de peso, sedentarismo e dieta inadequada. Cerca de 15% da nossa população tem pré-diabetes, com grandes chances de desenvolver a doença em si. E o que mais me assusta é a quantidade de indivíduos com diabetes que nem sequer sabem que têm a doença”, expõe o endocrinologista Levimar Araújo, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD)+ Leia também:  Você tem pré-diabetes? Não se engane com esse nome Para lidar com o desafio de hoje e de amanhã, precisamos de uma mobilização em 360 graus, amparada em muita ciência e tanto ou mais esforço de profissionais de saúde, autoridades públicas e pacientes. E um ponto de partida é entender que nem todo diabetes é igual e como a personalização do tratamento — acompanhada de algumas estratégias padronizadas, por mais paradoxal que isso soe — será determinante para usufruir do que o avanço da medicina e a inovação tecnológica estão prestes a oferecer. 

Descobertas sobre o elo da doença com a imunidade e o peso e novos tratamentos redefinem o controle do diabetes — e ele vai muito além do açúcar no sangue

Diabetes em transformação: o que está mudando no tratamento

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Índice da USP que avalia qualidade da dieta inclui ultraprocessados

Por Fabiana Schiavon

Pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP) desenvolveram um novo índice para avaliar a qualidade da dieta da população brasileira. O material foi feito com base nas recomendações de alimentação saudável propostas pela American Heart Association (AHA), entidade norte-americana que financia pesquisas na área de cardiologia e estabelece diretrizes voltadas à prevenção e ao tratamento de doenças cardiovasculares. O trabalho foi publicado na revista científica Frontiers in Nutrition.

“Este é o primeiro índice de qualidade da dieta que considera recomendações de uma dieta saudável para saúde cardiovascular e que inclui ultraprocessados em sua métrica”, explica Leandro Cacau, que criou a ferramenta durante seu doutorado, realizado com apoio da Fapesp no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Nutrição em Saúde Pública da FSP-USP. O estudo foi orientado pela professora do Departamento de Nutrição Dirce Maria Lobo Marchioni. O novo índice consiste em 11 grupos de alimentos, dos quais possuem efeitos benéficos na saúde cardiovascular: frutas, vegetais, peixes e frutos do mar, cereais integrais, leguminosas (feijão), nozes e castanhas, além de laticínios. 

A inclusão desse tipo de alimento no índice reconhece o papel deles no risco de doenças cardiovasculares

Índice da USP que avalia qualidade da dieta inclui ultraprocessados

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Vacina contra o câncer do colo pode eliminar tumores, aponta estudo

Por Fabiana Schiavon

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) trabalham no desenvolvimento de uma vacina terapêutica que se mostrou, em camundongos, capaz de eliminar tumores associados ao papilomavírus humano ( HPV), principal agente causador do câncer do colo do útero. O estudo, divulgado no International Journal of Biological Sciences, mostrou que, quando associado à quimioterapia baseada em cisplatina, o imunizante induziu uma resposta capaz de eliminar tumores em estágio avançado de desenvolvimento, sem causar danos ao fígado, aos rins ou induzir perda de peso nos animais, ou seja, sem toxicidade. Os pesquisadores fazem agora a prova de conceito clínica em humanos. A investigação é conduzida em dois laboratórios do ICB-USP, coordenados pelos professores José Alexandre Marzagão Barbuto e Luís Carlos de Souza Ferreira.  Conta com a participação de pesquisadores da ImunoTera Soluções Terapêuticas e apoio da Divisão de Ginecologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP.

Em testes pré-clínicos, pesquisadores concluíram que uso do imunizante associado à quimioterapia é capaz de atingir tumores em estágio avançado

Vacina contra o câncer do colo pode eliminar tumores, aponta estudo

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Estudo inédito sobre esquizofrenia relaciona mais de 100 genes à doença

Por Fabiana Schiavon

Um estudo publicado em 8 de abril na revista Nature por um consórcio internacional de cientistas revelou que existem pelo menos 120 genes envolvidos com a esquizofrenia. A partir de dados do DNA de cerca de 300 mil pessoas, o grupo, que inclui pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), demonstrou uma relação causal entre esses genes e quadros da doença. Trata-se do maior estudo do tipo já realizado sobre a esquizofrenia, condição que afeta cerca de 24 milhões de pessoas no mundo, mais de 2 milhões no Brasil. “A esquizofrenia tem uma contribuição poligênica [de múltiplos genes] maior do que se imaginava. A pesquisa encontrou 120 genes associados à doença, todos eles atuando nos neurônios. Isso mostra o papel crucial dessas células para a doença e abre caminho para o desenvolvimento de novas terapias”, conta Sintia Belangero, professora da Escola Paulista de Medicina (EPM-Unifesp) e co-autora do trabalho, apoiado no Brasil pela Fapesp. A pesquisadora e os outros autores do artigo fazem parte da divisão de esquizofrenia da Universidade Cardiff, no País de Gales. O time brasileiro inclui ainda os professores da EPM-Unifesp Ary Gadelha, Rodrigo Bressan, Quirino Cordeiro e Cristiano Noto, além dos pesquisadores Marcos Santoro e Vanessa Ota.

 + LEIA TAMBÉM: Saúde mental de crianças e adolescentes piorou na pandemia, alerta Unicef

 Os 120 genes identificados na pesquisa estão localizados em 287 regiões do genoma humano só agora associadas à doença. Um estudo anterior do mesmo grupo havia apontado apenas 108 regiões associadas ao transtorno. O trabalho atual contou com métodos de análise mais modernos e um número maior de amostras do que qualquer outro. Foram analisados dados do DNA de 76.755 pessoas com esquizofrenia e 243.649 sem a doença, a fim de compreender melhor os genes e os processos biológicos que sustentam a condição. Mais de 600 voluntários compuseram a coorte brasileira, contribuindo para a diversidade de amostras do estudo. Levantamentos mundiais do tipo raramente incluem pessoas de ancestralidade não europeia, tornando os resultados obtidos agora mais próximos de beneficiar latinos e afrodescendentes. Nos próximos cinco anos, a Unifesp, sob a liderança do pesquisador Ary Gadelha, pretende coletar mais 20 mil amostras que serão incluídas em futuros estudos do tipo.

Brasileiros fazem parte de uma pesquisa que envolveu 300 mil pessoas de diversos países e dá novas pistas sobre o transtorno

Estudo inédito sobre esquizofrenia relaciona mais de 100 genes à doença

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Abril Azul: a alimentação pode ajudar no tratamento do autismo?

Por Fabiana Schiavon

Pessoas que fazem parte do transtorno do espectro autista (TEA) têm, entre suas características, repetir padrões e ter interesses bastante específicos. Esse comportamento pode ser levado à mesa por algumas crianças, o que é chamado de seletividade alimentar. Essa escolha limitada pode levar a deficiências nutricionais. “Como há crianças autistas que vão se interessar muito por um único assunto, sabendo tudo sobre navios de guerra ou sobre metrô, há quem prefira apenas um único alimento. Já tive um paciente que só comia brócolis”, relata Erasmo Barbante Casella, neurologista da infância e adolescência do Hospital Israelita Albert Einstein. Algumas só gostam de purês, outras não aceitam a densidade da carne ou decidem que só comem o que for de uma cor específica. Tudo isso pode ser resposta a uma hipersensibilidade, tanto para paladar, quando para sons, cheiros e texturas, deixando a alimentação monótona, relata Patrícia Consorte, pediatra especialista em nutrição materno-infantil, de São Paulo. “Com o passar dos anos, se não houver uma intervenção correta, isso irá contribuir para o déficit proteico, de vitaminas e minerais que podemos encontrar nesses pacientes, além de ser um dos motivos de maior angústia dos pais”, completa a pediatra. Como há uma diversidade grande de manifestações clínicas dentro do espectro, há outros fatores que podem interferir na boa alimentação. Entre eles, o atraso no desenvolvimento motor oral, que impactam na fala e no processo de mastigação. Claro, não é toda criança autista que terá problemas desse tipo, mas eles são mais esperados nesse cenário. Um estudo realizado pela University of Massachusetts Medical School, de 2010, já estimava que 41% dos pequenos com TEA apresentam mais recusa alimentar do que os com desenvolvimento típico, 18%. Já uma revisão publicada no Journal of Autism and Developmental Disorders no ano passado aponta que a seletividade na alimentação é algo comum na infância, mas essa prevalência aumenta entre 51% a 89% na população que convive com o TEA.

No mês da conscientização do transtorno do espectro autista (TEA), entenda por que a alimentação pode ser um desafio para essas crianças

Abril Azul: a alimentação pode ajudar no tratamento do autismo?

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Parkinson: estudo mede tempo de ação de remédio que controla equilíbrio

Por Fabiana Schiavon

Cientistas do Laboratório de Pesquisa do Movimento Humano da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Bauru, conseguiram mensurar o impacto do medicamento levodopa para o controle da postura e do equilíbrio em pacientes com doença de Parkinson. Eles também estabeleceram o período que dura o efeito do remédio: de 60 a 120 minutos após a ingestão. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Brain Research e, segundo os autores, ajudam a otimizar o tratamento da doença. O grupo teve apoio da Fapesp por meio de dois projetos. Considerado essencial no tratamento do Parkinson, o fármaco levodopa age aumentando a quantidade de dopamina no cérebro, o que reduz os sintomas. No estudo, a equipe monitorou a ingestão da primeira dose do medicamento em 15 pacientes que se encontram em estágio leve a moderado da doença. Todos já faziam uso de levodopa há mais de seis meses e muitos também usavam outros fármacos. “Trabalhamos com pacientes em estágio da doença entre 1 e 3 [em uma escala que vai até 5]. Esses estágios leve e moderado apresentam as primeiras alterações posturais e de equilíbrio do paciente, mas ainda sem perda da independência. A maioria dos estudos foca nessa etapa, procurando melhorar a qualidade do tratamento”, explica Fabio Augusto Barbieri, professor do Departamento de Educação Física da Faculdade de Ciências da Unesp e do Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento-Interunidades. O grupo optou por estudar o impacto da primeira dose diária do remédio, por ser a que tem menos oscilações, levando em conta o período para o início do efeito e o tempo de duração. [abril-whatsapp][/abril-whatsapp] “E, mesmo assim, há variação de paciente para paciente. Entretanto, pode-se dizer que o efeito da primeira dose é mais regular”, disse o pesquisador, lembrando que a quantidade de doses que cada paciente toma diariamente varia com o grau de evolução da doença e outros fatores. Para Barbieri, dois aspectos do trabalho devem ser salientados. “O estudo avança na determinação de um período adequado para a avaliação do controle postural e equilíbrio, ou seja, de determinar o período padrão para que os efeitos do medicamento possam ser avaliados por outros estudos; e também no tratamento, uma vez que, determinando a duração de efeito da medicação no equilíbrio, é possível estabelecer o período ‘ideal’ para a prescrição de exercícios físicos, pensando em melhorar o efeito da intervenção. Porém, é importante lembrar que os achados do estudo só valem para controle postural e equilíbrio, que foram o foco deste trabalho. Para marcha ou controle de membros superiores, por exemplo, pode ser que essas ‘janelas’ sejam um pouco diferentes.”

Descobertas sobre ação do fármaco levodopa pode proporcionar melhorias no tratamento e qualidade de vida

Parkinson: estudo mede tempo de ação de remédio que controla equilíbrio

Publicado em Veja saúde