Pesquisadores buscam vacina para neutralizar o coronavírus ainda no nariz

Uma vacina em forma de spray nasal de fácil aplicação, baixo custo, proteção duradoura inclusive contra variantes e capaz de bloquear a ação do novo coronavírus ainda no nariz, onde começam as infecções. Esse é o objetivo de um projeto que está sendo desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O novo imunizante, ainda em fases iniciais de estudo, foi apresentado na segunda-feira (30/8) durante o Ciclo ILP-FAPESP de Ciência e Inovação. O evento, uma parceria entre a FAPESP e o Instituto do Legislativo Paulista (ILP), está disponível na íntegra no YouTube .

“Uma das vantagens da imunização nasal é que ela gera uma imunidade local no nariz, na orofaringe [parte da garganta logo atrás da boca] e nos pulmões. É exatamente o ‘território’ ideal para impedir a consolidação de uma infecção pelo Sars-CoV-2. Vacinas injetáveis são muito boas para induzir imunidade sistêmica e também nos pulmões, mas não são especialmente boas para gerar uma resposta protetora na região nasal e orofaringe”, explicou Edécio Cunha Neto, professor da Faculdade de Medicina (FMUSP) e pesquisador do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (InCor).

Experts brasileiros se uniram para criar imunizante em forma de spray nasal de fácil aplicação, com baixo custo e proteção duradoura contra variantes

Pesquisadores buscam vacina para neutralizar o coronavírus ainda no nariz

publicado originalmente em Veja saúde

Contar com um bom ouvinte traz benefícios à saúde do cérebro

Ter a companhia de alguém disposto a nos ouvir pode ajudar a proteger o nosso cérebro. De acordo com estudo publicado na revista científica Jama, as boas interações sociais desaceleram o processo de declínio cognitivo, mesmo na presença de fatores como envelhecimento e alterações neuropatológicas, como as presentes entre quem tem Alzheimer.

O trabalho foi conduzido pelo departamento de neurologia da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, em parceria com outras instituições americanas.

Médicos já sabem que exercitar o cérebro (com jogos, leitura, etc) e manter a prática de atividades físicas são atitudes importantes para a boa manutenção da massa cinzenta. Agora, as interações sociais passam a fazer parte da lista.

Ter com quem desabafar e se aconselhar pode desacelerar o declínio cognitivo e prevenir doenças neurológicas, sugere estudo

Contar com um bom ouvinte traz benefícios à saúde do cérebro

publicado originalmente em Veja saúde

Tem melhor horário para comer chocolate?

Um experimento feito por cientistas do Brigham and Women’s Hospital, nos Estados Unidos, e da Universidade de Murcia, na Espanha, demonstrou que comer chocolate pela manhã ou à noite não fez diferença no peso das participantes. Mas, e aí vem o pulo do gato, os benefícios foram pronunciados naquelas que consumiram 100 gramas pela manhã.

No estudo com 19 mulheres, a ingestão por duas semanas esteve atrelada à redução da cintura e a menores níveis de açúcar no sangue. “Só que a amostra é pequena, com uma população específica e avaliada por pouco tempo, o que ainda não permite extrapolações de causa e efeito”, pondera a nutricionista Mônica Beyruti, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

A resposta seria “sim”, pelo menos para mulheres que passaram pela menopausa

Tem melhor horário para comer chocolate?

publicado originalmente em Veja saúde

Metabolismo só começa a desacelerar após os 60 anos, diz estudo

Aquela dificuldade em perder gordura abdominal ou emagrecer não é culpa da chegada aos 30 anos, como se diz por aí. Segundo um estudo publicado pela revista Science, o funcionamento do metabolismo se mantém quase o mesmo entre os 20 e 60 anos.

“Acreditava-se que, por volta da meia-idade, as pessoas tinham a tendência de ganhar peso devido a uma redução do gasto energético basal, aquele que usamos para nos manter vivos. Esse estudo aponta que estávamos errados”, explica William Festuccia, professor do departamento de fisiologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP).

Para chegar a esse resultado, pesquisadores do Pennington Biomedical Research Center (PB), nos Estados Unidos, analisaram a queima média de calorias durante o dia a dia de cerca de 6 mil pessoas, entre nascidos há uma semana até indivíduos com 95 anos, de 29 países diferentes.

A taxa de gasto calórico não pode ser culpada pelo ganho de peso na meia-idade, segundo pesquisa

Metabolismo só começa a desacelerar após os 60 anos, diz estudo

publicado originalmente em Veja saúde

Entrevista: “A alimentação tem papel importante na recuperação pós-Covid”

A médica Maria de Lourdes Teixeira da Silva sabe bem como fica o corpo depois da Covid-19. No ano passado, precisou de 15 dias de internação para lidar com a forma grave da doença, mas levou alguns meses para superar totalmente o quadro, hoje chamado de pós-Covid.

“Me recuperei devagarzinho, mas tive muita sensação de fadiga e uma queda de cabelo horrível”, relembra a diretora do GANEP Nutrição Humana. Ela não está sozinha: estudos revelam que uma em cada três pessoas que contraem o coronavírus podem apresentar alguma queixa a longo prazo.

Em um bate-papo com VEJA SAÚDE, Maria de Lourdes conta como a alimentação pode auxiliar quem está nesse processo. Confira!

Médica explica como o cardápio ajuda a resgatar a massa muscular perdida e a lidar com outras consequências do coronavírus

Entrevista: “A alimentação tem papel importante na recuperação pós-Covid”

publicado originalmente em Veja saúde

Fake news colocam a saúde em risco – saiba como se blindar

É agridoce para o jornalista de saúde escrever sobre notícias falsas. Por um lado, há a oportunidade preciosa de explicar ao leitor por que elas são tão perigosas. Por outro, paira na mente o dilema de que as semanas de pesquisa, entrevistas e elaboração dos textos pouco adiantarão para mudar a cabeça de quem já foi contaminado por elas.

Afinal, basta uma linha desmentindo a utilidade de determinado remédio no tratamento da Covid-19 ou alertando sobre a real gravidade da doença e pronto: perde-se qualquer oportunidade de diálogo e o sujeito se volta a fontes que, embora suspeitas, dizem o que ele gostaria de ouvir.

Charlatanismo e alegações enganosas não são novidade na área da saúde. Há séculos, falsas curas são promovidas mediante situações dramáticas feito epidemias ou como alternativas ao tratamento de doenças difíceis de controlar.

Elas se espalham mais rápido que o próprio coronavírus, com efeitos drásticos para a saúde. Aprenda a se imunizar contra essa praga da era digital

Fake news colocam a saúde em risco – saiba como se blindar

publicado originalmente em Veja saúde

Cápsula de flutuação para domar o estresse

Um jeito high-tech de boiar nas águas do Mar Morto sem precisar viajar para o Oriente Médio. É assim que dá para definir as cápsulas de flutuação já oferecidas por algumas clínicas e spas brasileiros. Segundo Mariela Silveira, diretora médica do Kurotel, em Gramado (RS), um dos estabelecimentos que contam com a tecnologia, já existem estudos comprovando seus efeitos no bem-estar físico e mental.

“Um trabalho piloto mostrou que pessoas submetidas ao tanque apresentavam menores indicadores de estresse, depressão, ansiedade e dores, além de melhores níveis de otimismo e qualidade do sono, quando comparadas ao grupo controle”, diz.

A médica explica que uma sessão já traz relaxamento, mas, para que os benefícios sejam sustentados, é necessário ter continuidade nos banhos flutuantes.

Disponível no país, aparato ajuda a controlar tensões, angústias e dores

Cápsula de flutuação para domar o estresse

publicado originalmente em Veja saúde

Rio Tietê é visto com água preta no interior de SP

A tonalidade da água no trecho do rio Tietê que passa pela cidade de Salto, no interior de São Paulo, preocupou os moradores neste domingo (29).

Em imagens gravadas e enviadas à TV TEM, um dos moradores diz que a água “parece petróleo”.

Apesar de ser impressionante, não é a primeira vez que as águas do Tietê ficam nessa cor. Em 2017 e 2014 o mesmo fenômeno foi registrado e cerca de 40 toneladas de peixes morreram.“A água estava parecendo piche, asfalto derretido. Muito feia a situação”, contou uma moradora em 2014.

‘Parece petróleo’, descreve um dos moradores da cidade de Salto

Rio Tietê é visto com água preta no interior de SP

publicado originalmente em Veja

Como resgatar a relação saudável com a comida

Depois do best-seller O Peso das Dietas, da Editora Sextante (clique aqui para comprar), Sophie Deram volta às livrarias com Os 7 Pilares da Saúde Alimentar (clique aqui para comprar). E logo nas primeiras páginas avisa: “Se você acha que ‘fechar a boca e malhar’ é a fórmula mais eficiente para ter saúde e emagrecer, estou aqui para convencê-lo a rever esse conceito”.

A nutricionista, que tem doutorado com foco em obesidade e genética, trata de desfazer na obra confusões sobre o que é uma alimentação saudável, fala sobre a importância de comer sem culpa e explica por que defende que não se deve fazer dietas. “Elas aumentam a vontade de comer e o risco de engordar, além de prejudicarem a relação com o alimento”, justifica.

Exercitar o autoconhecimento para ter o controle da fome e desenvolver habilidades para lidar com as emoções sem descontar tudo no prato: eis algumas das reflexões propostas por Sophie a quem busca uma reconexão com as refeições.

Em novo livro, nutricionista apresenta manual para fazer as pazes com os alimentos e com o próprio corpo

Como resgatar a relação saudável com a comida

publicado originalmente em Veja saúde

Sensor mede pressão dentro da cabeça sem furo nem dor

A vivência e o inconformismo do físico Sérgio Mascarenhas (1928-2021) diante de um distúrbio que elevou sua pressão intracraniana foram o ponto de partida do que pode ser uma revolução na medicina. O professor rompeu um paradigma da neurociência — o de que o crânio é totalmente rígido — e lançou as sementes para a criação de uma tecnologia não invasiva capaz de inferir o volume e a pressão dentro da cabeça.

Antes do sensor, desenvolvido pela startup brain4care, a única forma de acessar esses dados era com um procedimento que fura o crânio. O novo dispositivo consegue flagrar, por meio de ondas específicas, alterações até mais sutis que sinalizam problemas.

“Hoje já visualizamos 20 diferentes aplicações para a tecnologia”, conta Plinio Targa, CEO da Brain4care. Além de desordens neurológicas como hidrocefalia e AVC, o sensor é estudado em contextos como anestesia e doenças cardíacas.

Uso da tecnologia, criada no Brasil, não será restrito a doenças neurológicas

Sensor mede pressão dentro da cabeça sem furo nem dor

publicado originalmente em Veja saúde