Uma dose de reforço da vacina Pfizer contra a Covid-19aumentou em 20 vezes o nível de anticorpos em voluntários com esquema vacinal completo da Coronavac. É o que indica um estudo preliminar feito no Uruguai.
O país já administrou doses de reforço em 24% da população. O estudo terá duração de dois anos, com coletas de sangue periódicas dos participantes.
Ao todo, são 57 voluntários que tiveram o sangue colhido em quatro momentos diferentes: antes da vacinação, 18 dias após a vacinação, 80 dias após a vacinação e 18 dias (em média) após o reforço com Pfizer.
Dados colhidos no Uruguai ainda são preliminares; país já administrou o reforço em 24% da população
Reunir uma dentista, cavalos e um grupo de pessoas acima de 60 anos parece não fazer tanto sentido num primeiro momento. Mas tudo fica mais claro e interessante quando se conhece o estudo feito por Ednéia de Mello, doutoranda em odontologia na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, junto à Associação de Equoterapia Vassoural (AEV).
Dezesseis voluntários de até 79 anos foram convidados a realizar sessões sobre o cavalo — sempre com instrutores ao lado — duas vezes por semana durante três meses. A ideia era avaliar o impacto da equoterapia na capacidade funcional e no sistema estomatognático.
“Esse sistema desempenha funções como mastigação, sucção, deglutição fonoarticulação e respiração, e seu desequilíbrio pode envolver outras cadeias musculares, afetando até a postura”, explica Ednéia.
Pesquisa brasileira constata efeitos positivos na mobilidade, no equilíbrio postural e até na mastigação
Confira a seguir a pesquisa da plataforma de aluguel que mostra os maiores problemas enfrentados na hora de mudar de casa — e também as dicas para não passar por eles.
BUROCRACIA E DOCUMENTOS
Imprevistos na análise de documentos são frequentes. “Programar tudo com antecedência ajuda muito. Se o RG estiver desatualizado ou em mau estado, já é motivo para atrasar o processo”, diz José Osse, chefe de comunicação do QuintoAndar, que fez a pesquisa em parceria com a Offerwise e ouviu 1500 pessoas. Quase 40% já tiveram perrengues nessa fase.
A ENTREGA DAS CHAVES
Deixaram a chave do apartamento com um porteiro e ele esqueceu de avisar o funcionário do outro turno sobre a mudança: canseiras como essa são comuns e causam frustrações na hora de descarregar os móveis. Para evitá-las, é preciso reforçar o planejamento, checar tudo com antecedência ou optar por plataformas ou imobiliárias que façam a intermediação do aluguel e a gestão das chaves.
ANTECIPE A CHEGADA
Certos detalhes só são lembrados ou descobertos ao chegar à casa nova: pode fazer a mudança aos domingos? O elevador de carga suporta o peso e o tamanho dos móveis? O imóvel foi limpo recentemente? Fatores como esses podem dar dor de cabeça ou até impossibilitar a mudança. Das pessoas ouvidas, 34,9% disseram que tiveram problemas para limpar, encaixotar ou transportar móveis.
O DRAMA DO CARRETO
“Existe uma infinidade de prestadores de serviços, mas pouca informação, o que causa problemas. Na minha última mudança, o transportador não queria levar a geladeira”, conta José. Antes de pagar pelo transporte, faça um levantamento, verifique se a empresa tem muitas reclamações on-line e confira se a opção escolhida oferece todas as etapas desejadas, como serviço de empacotamento de objetos. Na pesquisa, 62,3% dos entrevistados tiveram problemas para limpar ou embalar móveis.
POR TRÁS DAS PAREDES
Infiltrações, falhas hidráulicas e mau funcionamento elétrico, os principais problemas para 47,2% e 35,6% dos entrevistados, podem ser descobertos antes de finalmente se mudar. “É sempre bom abrir os armários e sentir o cheiro. Se tiver odor de umidade ou mofo, há algo errado. Na parte elétrica, se a casa ainda tem as tomadas com dois furos em vez de três, é sinal de que não mexem na estrutura elétrica há um bom tempo.” Sem esse olhar atento, complicações podem surgir logo nos primeiros meses.
A VERDADE VEM À TONA
É difícil prever pesadelos como um vizinho que pratica sapateado de madrugada, mas é possível evitar descobertas desagradáveis, como uma reforma feita às pressas. “Se a casa toda tem marcas de pintura em pontos estratégicos, precisa perguntar o motivo antes de fechar o contrato. Pode ser que tinha um problema que foi resolvido… Ou está escondido.” Conversar com futuros vizinhos ajuda a entender o ritmo do prédio e o histórico de reformas do local.
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Depois de recomendar a suspensão da vacinação contra a covid-19 para adolescentes sem comorbidades, de 12 a 17 anos, o Ministério da Saúde voltou a estimular a imunização. A pasta se retratou depois de críticas de entidades médicas e de manifestações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) corroborando a segurança da vacina da Pfizer nessa faixa etária.
Especialistas esclarecem as dúvidas levantadas em meio à polêmica.
“Os adolescentes são um grupo considerado de baixo risco para as formas graves de covid-19, isso é fato. Entretanto, eles transmitem da mesma forma que os adultos. Ou seja, se pensamos em atingir a imunidade coletiva, é preciso que eles também sejam vacinados”, afirma Eduardo Jorge Fonseca, médico pediatra e membro do departamento de imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
“Está claro que reduzimos casos de morte e hospitalização por causa da aceleração da vacina”, completa o especialista.
Outro ponto importante, segundo o membro da SBP, é que a mortalidade e o risco de desenvolvimento de formas graves da covid-19 entre adolescentes brasileiros são maiores em comparação a outros países. “Isso se deve a problemas do nosso sistema de saúde e da própria realidade socioeconômica”, explica o médico.
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O medicamento é um antibiótico, o mais utilizado da classe das fluoroquinolonas (levofloxacino e moxifloxacino também fazem parte), que age inibindo uma enzima que promove a multiplicação de bactérias.
Ele é indicado para uma lista bem diversa de infecções bacterianas, das simples às mais complexas. Falamos de infecções abdominais, de pele, no trato urinário, nos ossos, nas articulações e até as broncopulmonares.
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“Há a forma oral, de uso mais comum, e a injeção intravenosa, considerada naqueles pacientes com baixa absorção gastrointestinal, que sofrem de diarreia, por exemplo, e que geralmente estão internados”, explica médica infectologista Marina Campelo Jabur, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Unimed Sorocaba, no interior paulista.
Esse antibiótico é eficaz contra uma vasta gama de infecções. Mas seu uso deve ser feito com cautela devido ao risco de resistência bacteriana
As lentes de contato evoluíram ao longo dos anos, mas o mau uso do produto continua chamando a atenção dos médicos. Foi criada, então, a campanha Setembro Safira para conscientizar a população sobre as doenças graves que podem ser causadas nos olhos em decorrência desses hábitos prejudiciais.
Um estudo chinês publicado no periódico Eye apontou que a ceratite infecciosa ou úlcera das córneas (lesão ou infeção originada por vírus, bactérias, fungos ou parasitas), provoca a opacidade na córnea, que é a quinta principal causa de casos de baixa visão e cegueira no mundo. E a doença é bastante relacionada justamente ao mau uso das lentes de contato, que facilita a contaminação por micro-organismos.
Mais um possível problema da falta de cuidados é a baixa oxigenação da córnea, causada pela utilização das lentes por tempo prolongado. “Algumas pessoas podem desenvolver os chamados neovasos ou, em casos mais graves, sofrer danos nas celulas endoteliais. Em longo prazo, essas situações contribuem para a baixa visual e até mesmo para a necessidade de transplante de córnea“, explica Claudia Del Claro, oftalmologista de Florianópolis (SC), membro do Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).
Falta de higiene e uso prolongado podem causar problemas que vão de uma simples irritação até a necessidade de um transplante de córnea
Chiados, barulhos de chuva e de cachoeira e outros sons do cotidiano aparecem em aplicativos, no YouTube e em aparelhos específicos como soluções para cair no sono. Especialistas avaliam que, apesar da popularidade que a tática alcançou, não há evidências científicas suficientes para comprovar sua eficácia.
Uma revisão publicada recentemente na revista científica Sleep Medicine Reviews cita 38 estudos relacionados especificamente ao uso do ruído branco, que se caracteriza por um som contínuo, mais próximo de um chiado ou um rádio fora de estação. A conclusão é de que as evidências sobre a capacidade de essa técnica facilitar o adormecimento são insuficientes – além disso, ela pode afetar negativamente a qualidade do sono e a audição.
Nessa seara de sons para dormir, outros populares são o ruído rosa e o marrom ou browniano (em referência ao cientista inglês Robert Brown). As duas cores são variações do branco, definidas a partir da frequência (medidas em hertz) e da amplitude do som (volume).
Aplicativos oferecem barulhos de chuva e mar, som de ventilador e chiados para ajudar a adormecer. Mas a estratégia não tem respaldo científico
Presentes em alimentos de origem vegetal, como frutas, hortaliças, leguminosas e cereais, os compostos bioativos dos alimentos não são tão importantes para o organismo humano como os nutrientes essenciais, mas, com o consumo contínuo e em quantidades significativas, conferem vários benefícios à saúde por meio de suas ações antioxidante, anti-inflamatória, vasodilatadora e anticarcinogênica.
Estudos epidemiológicos indicam que indivíduos que consomem mais compostos bioativos têm menor risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, doenças neurodegenerativas, degeneração macular relacionada à idade e alguns tipos de câncer.
Presentes em frutas, hortaliças, leguminosas e cereais, essas substâncias são associadas à prevenção de doenças crônicas
Propagada sobretudo como emagrecedora, a dieta cetogênica pode ameaçar a saúde. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos publicada na revista científica Frontiers in Nutrition.
Segundo os autores, no longo prazo esse padrão elevaria o risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e Alzheimer. Sobretudo grávidas e pacientes renais nem deveriam pensar no assunto.
É que, em geral, quem segue essa dieta costuma abusar da gordura saturada — justamente o tipo que se pede para ingerir com moderação. Essa versão está em carnes vermelhas e processadas, queijos, ovos e manteiga.
“Em paralelo, há restrição de alimentos protetores, como vegetais e grãos”, lembra a nutricionista Fernanda Imamura, de São Paulo. “Muitas pessoas acham que essas dietas são inofensivas. Mas não são”, reforça.
Ela prevê alto consumo de gorduras e porções ínfimas de carboidrato
Muito se discute sobre o contágio de animais com o coronavírus desde o início da pandemia. E todas as pesquisas apontam para danos baixíssimos aos bichos.
“O vírus não consegue se replicar e se desenvolver como nos humanos”, explica o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Universidade de São Paulo (USP).
Mas um novo estudo, conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, revela que a contaminação dos pets é mais alta do que se pensava. Após testar cães e gatos de 196 lares com pessoas infectadas, os cientistas encontraram animais com anticorpos ou o vírus ativo em 20% das casas.
E quem passa são os donos. A boa notícia é que eles não adoecem