‘Ronda Noturna’: Rascunho secreto de Rembrandt é encontrado sob pintura

Um rascunho oculto sob a grossa camada de tinta de Ronda Noturna, famoso quadro de Rembrandt van Rijn (1606-1669), foi revelada após um trabalho de dois anos e meio de restauração realizado por especialistas no Rijksmuseum, em Amsterdã. O desenho revela a primeira visão do artista antes de realizar a pintura.

Segundo os restauradores, o rascunho de base bege feito com giz demonstra que o holandês fez diversas mudanças no posicionamento e no figurino dos 34 personagens antes de completar a obra em 1642, três anos após receber a encomenda da milícia civil de Amsterdã. O museu explica que foi possível encontrar o rascunho pelo fato de Rembrandt ter usado giz, o que fez o desenho aparecer em um escaneamento que funciona como um mapeamento de cálcio.

Restauradores encontraram desenho inicial na obra-prima do mestre holandês

‘Ronda Noturna’: Rascunho secreto de Rembrandt é encontrado sob pintura

publicado originalmente em Veja

Vacina ou infecção natural: qual protege mais contra a Covid-19?

Com a análise dos dados de mais de sete mil pessoas hospitalizadas pela Covid-19pesquisadores do Centro de Controle e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) sugerem que os indivíduos vacinados têm uma proteção contra a doença grave até cinco vezes maior do que aqueles que passaram apenas pela infecção natural.

Nos pacientes acima dos 65 anos, a vacina se mostrou mais significativa: cerca de 20 vezes mais eficaz contra a hospitalização.

Os imunizantes analisados no estudo foram os das farmacêuticas Pfizer/BioNTech e da Moderna, ambos do tipo RNA mensageiro. Com relação às variantes, o estudo se concentrou em um período anterior e durante a prevalência da Delta. A nova variante Ômicron não foi avaliada.

Indivíduos que tiveram Covid-19, mas não se vacinaram, têm um risco cinco vezes maior de serem hospitalizados em relação a quem foi imunizado, diz estudo

Vacina ou infecção natural: qual protege mais contra a Covid-19?

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Probióticos são aliados contra náuseas e vômitos na gravidez, diz estudo

Aproximadamente 85% das gestações, particularmente em seus momentos iniciais, são marcadas por enjoos e vômitos. A constipação é outro problema comum. Pois um estudo inédito, conduzido por pesquisadores da UC Davis School of Medicine, nos Estados Unidos, indica que o uso de probióticos pode trazer melhorias significativas nesses aspectos. Os dados foram publicados no jornal científico Nutrients.

“A causa de náuseas e vômitos durante a gravidez ainda é desconhecida. Várias teorias foram propostas, mas nenhuma é conclusiva”, informou Albert T. Liu, líder do trabalho e professor de obstetrícia e ginecologia, em comunicado oficial divulgado pela entidade.

Ainda de acordo com o expert, tais sintomas podem impactar significativamente a qualidade de vida da mulher. Em alguns casos, o controle se torna tão difícil que a grávida precisa ser hospitalizada.

Esses sintomas são frequentes no início da gestação e podem atrapalhar a qualidade de vida da mulher

Probióticos são aliados contra náuseas e vômitos na gravidez, diz estudo

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Sofre para acordar? Saiba quais hábitos ajudam a criar uma rotina matinal

Com o retorno ao trabalho presencial, acordar mais cedo voltou a ser uma necessidade para algumas pessoas. Nem todos, no entanto, se adaptam bem aos primeiros horários da manhã, como indivíduos mais vespertinos – que preferem dormir e acordar mais tarde, seja por uma questão comportamental ou genética.

Embora o ideal seja adaptar a rotina ao ritmo do organismo, existem hábitos que podem ajudar quem precisa ficar mais desperto e ativo logo cedo. Confira as dicas, segundo Luciane Mello, médica do Instituto do Sono.

Não extrapole no fim de semana

segunda-feira é o pior dia da semana para uma pessoa vespertina, que costuma dormir e acordar tarde no sábado e domingo. Para entrar no ritmo de trabalho depois da folga, ela precisa se adaptar à rotina a cada começo de semana.

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“Dificilmente este indivíduo conseguirá dormir mais cedo que o hábito dele. Então, sempre vai se privar de sono. O ideal é ter mais cuidado no fim de semana para não chegar aos extremos dos horários. Precisa seguir uma rotina para não sofrer ao longo da semana”, recomenda a especialista.

Exposição ao sol, exercício físico e cafeína são aliados de quem tem ritmos mais vespertinos ou noturnos, mas precisa trabalhar pela manhã

Sofre para acordar? Saiba quais hábitos ajudam a criar uma rotina matinal

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Uso excessivo de bombinha de alívio para asma pode trazer prejuízo a saúde

A asma é uma doença heterogênea, crônica e flutuante. Não tem uma causa única. Pode passar por períodos de remissão e retornar sem aviso prévio. “Como acontece com a maioria das doenças crônicas, ela tem múltiplas causas, que incluem desde predisposição genética até fatores ambientais”, explica o médico alergista e pneumologista Álvaro Cruz, professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e membro do Conselho Diretor da Iniciativa Global pela Asma (Gina).

O caso de RF, paciente do doutor Cruz, confirma a dificuldade de estabelecer um diagnóstico. “Eu tinha 35 anos e não apresentava sintomas. Quando me dei conta, estava passando os dias sobre um sofá-cama, dependente de um nebulizador”, relata ele, que tem 64 anos e vive em Itaparica (BA).

Até que, em 2003, Freitas foi convidado a fazer parte do Programa de Controle da Asma e da Rinite Alérgica na Bahia (ProAR), um projeto de ensino, pesquisa e assistência que integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e a Faculdade de Medicina da UFBA. Desde então, passou a controlar melhor a doença. “Recuperei minha vida”, ele conta. “Passei a receber medicamentos e informações.”

Os broncodilatadores promovem alívio dos sintomas, mas não tratam a doença

Uso excessivo de bombinha de alívio para asma pode trazer prejuízo a saúde

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Menos sódio nos industrializados, menos males cardíacos

Ministério da Saúde, empresas vinculadas à Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) fizeram reduções no teor de sódio em várias categorias alimentícias entre 2011 e 2017.

Cruzando essas mudanças com dados do IBGE sobre a dieta do brasileiro, o biólogo Eduardo Nilson, do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (Nupens/USP), descobriu o seguinte: até 2032, a medida tende a evitar 180 mil casos de eventos cardiovasculares, como infarto e AVC.

Além disso, cerca de 2,6 mil mortes por males do tipo podem ser poupadas. “Esse número sobe para 14 mil se considerarmos outros problemas causados pelo abuso de sódio”, conta Nilson. “É bastante coisa, mas devemos avançar na redução, inclusive aprimorando esse acordo”, analisa o pesquisador.

  • Olho nos rótulos: o limite de sódio por dia é 2 000 mg, o que representa 5 g de sal.

Sal na comida ainda é a maior preocupação

Embora o consumo de industrializados venha aumentando por aqui, Nilson conta que as fontes mais relevantes de sódio na rotina do brasileiro ainda são o sal de cozinha e os temperos à base de sal. Mais de 70% do mineral ingerido ao dia vem dessa dupla. “Eles são necessários para preparar as refeições, mas é preciso usar com moderação”, aconselha o profissional da USP.

Levantamento atesta importância de rever a fórmula de alimentos processados

Menos sódio nos industrializados, menos males cardíacos

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Covid-19: quando o medo de sair de casa se torna preocupante?

Em um dos episódios da série “Solos”, da Amazon Prime Video, uma mulher fica isolada em casa por 20 anos para se proteger de um vírus mortal. O problema é que as restrições tinham acabado há muito tempo – mas ela se nega a sair.

Esse comportamento é conhecido como “síndrome da caverna” e não está tão distante de nossa realidade – guardadas as devidas proporções, obviamente. Após quase dois anos de pandemia de coronavírus, é preciso ficar atento para avaliar se o medo não ultrapassou o limite do razoável.

É claro que o fato de recebermos novas informações o tempo todo, como a do potencial risco da variante Ômicron, não ajuda muito. “Até quem estava louco para sair de casa sentiu uma frustração muito grande. Fora o balde de água fria, veio o medo de que o isolamento total seja necessário novamente”, comenta Claudia Oshiro, especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela Universidade de São Paulo (USP).

A falta de confiança nas informações divulgadas por líderes e governantes só piora a situação, na visão de Daniel Kupermann, psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP). Some isso a uma característica da nossa natureza, que é demorar um pouco a reagir.

“A psicanálise tem um termo chamado de inércia psíquica. É a resistência do ser humano em aderir a novidades. Sair de casa, depois de tanto tempo, transformou-se em algo novo para nós. E isso é normal para quem ficou um ano e meio em casa com medo de ser contaminado”, afirma o especialista.

Novas variantes e dados conflitantes provocam receio, mas é preciso prestar atenção aos sinais de que o medo ultrapassou o limite do razoável

Covid-19: quando o medo de sair de casa se torna preocupante?

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Remédio criado no Brasil mostra bons resultados contra o câncer de bexiga

Um medicamento desenvolvido na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e recentemente patenteado nos Estados Unidos tem se mostrado promissor no tratamento do câncer de bexiga. Resultados de um ensaio clínico que envolveu 44 pacientes com um quadro avançado da doença foram apresentados no 22º Congresso Brasileiro de Oncologia Clínica.

O tratamento experimental eliminou o tumor em 77,3% dos participantes e, nos demais casos, a doença voltou com menor intensidade. Os voluntários têm sido acompanhados já há dois anos e, até agora, ninguém morreu ou precisou retirar a bexiga. A investigação conta com apoio da Fapesp.

“Trata-se de um imunoterápico totalmente desenvolvido em uma universidade pública brasileira e cuja patente é 100% de seus inventores – algo disruptivo e inédito no país. Isso abre a possibilidade de negociação com grandes companhias farmacêuticas, que poderão nos ajudar a colocar o produto no mercado”, diz Wagner José Fávaro, professor do Instituto de Biologia da Unicamp e inventor do fármaco ao lado de Nelson Duran, seu colega de departamento.

Voluntários tratados com imunoterápico, desenvolvido na Unicamp, são acompanhados há dois anos e, até agora, ninguém morreu ou precisou retirar a bexiga

Remédio criado no Brasil mostra bons resultados contra o câncer de bexiga

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Dermatite atópica ainda gera estigmas

Três em cada dez brasileiros acreditam que a dermatite atópica é contagiosa. Mais de 30% acham que pessoas com lesões visíveis na pele não devem usar o transporte público nem sair de casa. 47% acreditam que a doença é causada por maus hábitos de higiene, mas nada disso é verdade.

Parece surreal, mas esse foi o resultado de uma nova pesquisa feita pelo Datafolha a pedido da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) acerca da percepção dos brasileiros sobre a dermatite atópica, doença de pele crônica caracterizada por ressecamento, lesões avermelhadas e coceira intensa.

“Precisamos de políticas de esclarecimento para a população e iniciativas para o melhor controle da doença, como a capacitação de médicos da família para identificá-la. Muitas vezes, o problema nem é diagnosticado”, afirma o dermatologista Heitor de Sá Gonçalves, vice-presidente da SBD.

Pesquisa escancara falta de conhecimento sobre uma doença comum de pele

Dermatite atópica ainda gera estigmas

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Iogurte: como escolher o mais equilibrado em meio a tantas opções?

Você chega junto à geladeira do supermercado e se depara com uma grande variedade de iogurtes: e agora, qual escolher?

Essa dúvida é mais comum do que se imagina e, para ajudar a encontrar a melhor resposta, vamos considerar alguns aspectos, como lista ingredientes, composição nutricional, sabor e também conveniência para o consumo.

Mas, afinal, o que é o iogurte?

Consumido desde a Antiguidade, o iogurte é um produto derivado da fermentação de leite de origem animal em cultura de Streptococcus thermophilus e Lactobacillus delbrueckii subsp bulgaricus.

Essas bactérias devem estar vivas e em dose adequada até o momento do consumo. Mas não confunda: só isso não faz do iogurte um alimento probiótico.

Para que o produto receba essa denominação, deve ocorrer a adição de micro-organismos pertencentes aos gêneros bacterianos Lactobacillus e Bifidobacterium, que comprovadamente conferem benefícios à saúde.

Açúcar, gordura, proteína, cálcio, probióticos… As diferenças entre os iogurtes vão muito além do sabor. Veja o que levar em conta na hora da compra

Iogurte: como escolher o mais equilibrado em meio a tantas opções?

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