Alasca registra recorde de 20ºC em pleno inverno

O estado americano do Alasca, que tem parte do seu território dentro do Círculo Polar Ártico, foi surpreendido nesta semana com temperaturas de 19.5ºC.

Segundo meteorologistas dos Estados Unidos, a marca jamais foi registrada durante o inverno, quando as temperaturas na região chegam a cair a até 50ºC negativos.

A onda de calor vem sendo classificada por climatologistas como “absurda” para esta época do ano, em que o frio costuma atingir seu auge. De acordo com estudiosos do clima, o episódio provavelmente está relacionado ao aquecimento global.

Na comunidade de Cold Bay, os termômetros marcaram oito dias de temperatura dos 10ºC, enquanto que o vilarejo de Unalaska registrou 13,3ºC no dia 25, o dia de Natal mais quente da história do Alasca.

Estado americano também é atingido por chuvas torrenciais

Alasca registra recorde de 20ºC em pleno inverno

publicado originalmente em Veja

Viva a aveia!

Na Roma antiga, havia uma celebração, a cerealia, que atravessava dias e noites. Além de ser uma forma de agradecimento pela abundância nas colheitas, a festança homenageava Ceres, a deusa da agricultura, que empresta seu nome aos cereais.

O trigo, principal representante dessa família, ocupava o centro da mesa, ladeado pela cevada e o centeio. Já a aveia, feito uma prima renegada, costumava ficar de fora das comemorações. Passados milhares de anos, porém, hoje é ela que está sendo reverenciada.

Tal qual enredo manjado, aquela que foi posta de lado passou a ser endeusada, especialmente no panteão da nutrição. E não sem motivos, como atestam pesquisadores e profissionais que atuam em hospitais e consultórios.

O apelo da aveia se reflete no cultivo. Inclusive no Brasil. Em 2021, ocupamos o sexto lugar no ranking mundial de produtores e já somos autossuficientes — há algum tempo, ficávamos abaixo da décima posição.

A ascensão tem a ver com a coleção de evidências sobre os efeitos do cereal na saúde. Uma história que não é de agora. A aveia é, na visão de alguns especialistas, o primeiro alimento a ter recebido a classificação de funcional. Ou seja, não bastasse nutrir, ele ajuda a baixar o risco de doenças.

Um dos símbolos da alimentação saudável e versátil que só, ela não para de surpreender os estudiosos pelos seus benefícios

Viva a aveia!

publicado originalmente em Veja saúde

Tecnologia revela detalhes da múmia de Amenhotep I, de 3 mil anos de idade

Descoberta há 140 anos na região de Deir el-Bahari, no Egito, a múmia do faraó Amenhotep I é uma das poucas que não foram desembrulhadas em tempos recentes, para evitar o desgaste das bandagens e do corpo. Até hoje, ela continua preservada da maneira como foi encontrada, mas a tecnologia conseguiu revelar os mistérios do antigo monarca.

Um estudo publicado no periódico científico Frontiers in Medicine e liderado por Sahar Saleem, professora de radiologia na Universidade do Cairo, dá detalhes inéditos de Amenhotep. De acordo com uma técnica de varredura topográfica computadorizada, sabe-se que o faraó morreu aos 35 anos de idade. “Ele tinha aproximadamente 169 cm de altura, era circuncidado e tinha dentes em bom estado. Por baixo das bandagens, ele usava 30 amuletos e um cinto com contas de ouro”, escreveu a pesquisadora.

A tecnologia, que gera uma imagem em três dimensões, permite ver em detalhes como o processo de mumificação é eficaz em preservar cada osso do corpo do faraó. Não foi possível determinar a causa de sua morte, já que nenhum ferimento foi encontrado. Ele foi a ser enterrado com os braços cruzados sobre o peito e, curiosamente, não teve seu cérebro removido, uma prática comum.

Imagem em 3D mostrando o corpo preservado de Amenhotep I dentro do sarcófago

Pesquisa usou imagens em 3D para determinar idade, altura e até joias usadas pelo monarca

Tecnologia revela detalhes da múmia de Amenhotep I, de 3 mil anos de idade

publicado originalmente em Veja

Bicho geográfico: o que é, como evitar e qual o tratamento?

Larva migrans, doença popularmente conhecida como bicho geográfico, é uma infecção causada por larvas de parasitas do gênero Ancylostoma, dos subtipos braziliense caninum.

A doença também pode ser chamada de dermatite serpiginosa e dermatite pruriginosa.

Esses organismos vivem no intestino de cães e gatos e migram para as fezes desses animais.

“O intestino de cães e gatos pode ter os ovos do parasita. Quando esses ovos caem na terra, eles se transformam na larva que penetra no corpo através da pele”, detalha a dermatologista Meire Gonzaga, do Saúde Minuto, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

Na terra, na grama ou areia, a larva se alimenta de bactérias até encontrar um hospedeiro. Por isso, é geralmente nesses locais que as pessoas pegam o bicho geográfico.

Os pés e as nádegas são as partes do corpo mais expostas ao solo contaminado, mas a infecção pode ocorrer em pernas, braços, antebraços e mãos.

Como a larva se comporta dentro do organismo?

Assim que o parasita consegue contato com a pele, aparece um ponto vermelho e elevado no local.  Lá dentro, a larva não é capaz de romper as camadas mais profundas do tecido. Aí, passa a caminhar, formando um túnel de linhas aleatórias.

“É como se fosse o contorno de um mapa, por isso ganhou o nome de ‘bicho geográfico‘. As linhas podem ser elevadas, coçam bastante e muitas vezes ficam avermelhadas e até formam bolhas”, explica Meire. A larva caminha de 1 a 2 centímetros por dia.

Mais comum no verão, a doença pode ocorrer após o contato direto da pele com larvas presentes em locais como areia, terra ou grama

Bicho geográfico: o que é, como evitar e qual o tratamento?

publicado originalmente em Veja saúde

Como montar uma cesta de comida para levar à praia

verão facilita seguir à risca o mantra dos novos tempos: priorizar locais abertos. E aí a praia se destaca — só cuidado com aglomerações!

“Durante o passeio, o ideal é evitar alimentos vendidos que ficam muito tempo expostos ao sol e ao calor. Isso aumenta o risco de bactérias proliferarem e termos intoxicações”, alerta a nutricionista Lara Natacci. A colunista de VEJA SAÚDE ensina a preparar uma cesta caseira para a família:

“As melhores opções são banana, maçã, melão, manga e uva”, indica Lara. Lave e seque em casa. Se quiser picá-las e misturá-las, coloque em potes de vidro e use bolsa térmica. Cuidado com as cítricas, como laranja e limão, que podem manchar a pele em contato com o sol.

Como elas não concentram água, Lara observa que são menos suscetíveis a estragar. “É um lanche sem segredos”, resume a nutricionista. Só não vale exagerar, já que as frutas secas reúnem açúcar e as oleaginosas são fontes de gorduras.

+ LEIA TAMBÉM: Frutas secas são, sim, boa pedida

Em vez de comprar salgadinhos prontos, cheios de gorduras e sódio, que tal preparar uma versão equilibrada em casa? Use batata, mandioquinha, cenoura ou abobrinha. Tempere com azeite, ervas e um tiquinho de sal e leve ao forno. Depois, guarde em potes de vidro.

  • Sanduíche

Troque embutidos por frango desfiado ou atum. Evite molhos, porque estragam no calor. “Prepare o sanduíche no dia, embale em papel-alumínio e leve na bolsa térmica”, ensina Lara. Coma em até duas horas.

  • Salada

“Só vale a pena se você for consumir logo”, diz Lara. É que as folhas murcham rapidamente. Entre os melhores ingredientes estão pepino, tomate-cereja, beterraba, brócolis, couve-flor e cenoura. Pode levar azeite, mas bote em pote de vidro e embalagem térmica.

Preparar tudo em casa torna o consumo mais seguro e ajuda a economizar

Como montar uma cesta de comida para levar à praia

publicado originalmente em Veja saúde

Zoom: é para ver… e para comer

Apresentamos, em detalhes impossíveis de ver a olho nu, a superfície de uma folha de capuchinha. Essa é uma planta que dá Brasil afora e é mais conhecida pelas flores de cor laranja, amarela ou vermelha.

São lindas de ver e boas de comer. Afinal, essa espécie é uma PANC, planta alimentícia não convencional. Podemos saborear tanto as flores como folhas e ramos nas mais diversas e atraentes receitas.

7 a 10 mil espécies
De PANC são estimadas no Brasil. Além da capuchinha, tem ora-pro-nóbis, major-gomes, taioba etc.

59 miligramas
De vitamina C é o que se encontra em 100 g da flor alaranjada da capuchinha, segundo análise nacional.

Parece uma veia, mas é uma planta brasileira e azedinha: descubra qual

Zoom: é para ver… e para comer

publicado originalmente em Veja saúde

Entenda os casos de infecção da Ômicron entre vacinados

Pouco depois que a variante Ômicron foi identificada, tivemos a confirmação dos primeiros infectados em nosso país: um casal brasileiro, morador da África do Sul, que veio visitar a família. Após especulações, confirmou-se que tanto o homem como a mulher tinham recebido a vacina contra o coronavírus. Esses não foram os únicos casos de pessoas vacinadas recebendo o diagnóstico positivo da variante.

Nesse contexto, vários boatos começaram a circular nas redes sociais, basicamente com o seguinte tom: “Ué, se quem recebeu a picada foi contaminado, é sinal de que a vacina não funciona”. Um prato cheio para quem difama a imunização com base em informações falsas ou meias-verdades.

Em primeiro lugar, os especialistas frisam que as vacinas não têm a capacidade de zerar o risco de contaminação pelo vírus — e isso vale para qualquer cepa, inclusive aquela original, que serviu como base para o desenvolvimento dos imunizantes. Na verdade, esse raciocínio serve para vacinas em geral, independentemente da enfermidade.

Mas voltando à Ômicron: sabe-se, até o momento, que sua capacidade de transmissão é maior. Há indícios de que ela pode se replicar até 70 vezes mais rápido nas vias aéreas do que a variante Delta. Daí porque é natural ter mais gente infectada.

+ LEIA TAMBÉM: Covid-19: Vacinas ainda funcionam contra a variante Ômicron

Porém, a função primordial das vacinas é evitar que uma possível infecção se transforme em um quadro preocupante que exija hospitalização ou, pior ainda, que evolua para um óbito. E, até o momento, tudo indica que elas continuam valiosas nesse processo.

Isso gerou uma série de boatos e sarcasmo em relação às vacinas. No entanto, a função das doses é evitar casos graves e mortes — o que segue acontecendo

Entenda os casos de infecção da Ômicron entre vacinados

publicado originalmente em Veja saúde

PANC para quem está internado

Cada vez mais falamos sobre as plantas alimentícias não convencionais e a importância de valorizar essas espécies “diferentonas”. E por que não colocá-las no prato de quem está hospitalizado?

Para incentivarem o uso nesse ambiente, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), capitaneados pelas nutricionistas Betzabeth Slater e Weruska Davi Barrios, lançaram o livro digital PANC – Hortaliças Tradicionais e Técnicas Culinárias na Nutrição Hospitalar.

Além de abordar atitudes sustentáveis nesse contexto e trazer perfis e formas de utilização das plantas, o material apresenta uma compilação de receitas com alimentos da nossa biodiversidade — todas testadas na Cozinha de Práticas e Técnicas Culinárias da Faculdade de Saúde Pública da USP.

Para baixar o e-book, clique aqui.

Destaques para o menu

Espécies de PANC que constam na obra:

  • Ora-pro-nóbis
    Conhecida dos mineiros, em geral é consumida depois de cozida. Seu sabor é neutro. Reúne fibras e proteínas de boa qualidade.
  • Major-gomes
    Tem vários apelidos, como beldroega-grande e maria-gorda. O gosto se assemelha ao do espinafre. O ideal é comer após cozida.
  • Bertalha
    Trata-se de uma trepadeira de folhas consideradas delicadas e suculentas. Esbanja substâncias antioxidantes.
  • Folha da batata-doce
    Pode ser usada como hortaliça cozida. O sabor é delicado. Concentra fibras, proteínas, ferro, além das vitaminas C e do complexo B.

Um guia gratuito ensina a usar as plantas alimentícias não convencionais (PANC) dentro de hospitais

PANC para quem está internado

publicado originalmente em Veja saúde

FDA aprova uso emergencial de novo antiviral contra a Covid-19

Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora dos Estados Unidos, aprovou nesta quinta-feira, 23, o uso emergencial do molnupiravir, pílula da Merck – MSD no Brasil –  em parceria com a Ridgeback Biotherapeutics para o tratamento de Covid-19.

O remédio é indicado a adultos maiores de 18 anos que tenham testado positivo para a doença e apresentem alto risco de desenvolvimento de quadros graves, incluindo internação ou morte. Feito de anticorpos monoclonais, proteínas produzidas em laboratório que imitam anticorpos gerados naturalmente pelo organismo, o tratamento funciona como uma aplicação extra de anticorpos contra o coronavírus no organismo de pessoas infectadas, impedindo a progressão severa da doença. Por isso, a indicação é no início da infecção, até cinco dias após os primeiros sintomas.

A MSD informou que o antiviral não deve ser utilizado por menores de 18 anos – já que pode afetar o crescimento dos ossos e da cartilagem –, como prevenção pela pré-exposição ou pós-exposição à Covid-19 e em pacientes que já foram hospitalizados. O tratamento também não é indicado para pessoas em estado grave.

“Como novas variantes do vírus continuam a surgir, é crucial expandir o arsenal de terapias contra a Covid-19, enquanto continuamos a gerar dados adicionais sobre sua segurança e eficácia”, disse Patrizia Cavazzoni, diretora do Centro de Avaliação e Pesquisa de Medicamentos da FDA.

Na quarta-feira, a FDA também autorizou o uso emergencial da pílula Paxlovid, da Pfizer, para tratamento da Covid-19 em pacientes maiores de 12 anos que também apresentem alto risco de desenvolvimento grave da doença, incluindo hospitalização ou óbito.

Molnupiravir, da MSD, é indicado para pessoas que testaram positivo para o coronavírus e apresentam alto risco de desenvolvimento de doença grave

FDA aprova uso emergencial de novo antiviral contra a Covid-19

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Cientistas descobrem bebê dinossauro dentro de fóssil de ovo

Um embrião de dinossauro perfeitamente preservado, com cerca de 66 milhões de anos, mostra que o comportamento de algumas aves tem origem no passado distante. Apelidado pelos pesquisadores de Baby Yingliang, o animal estava se preparando para sair do ovo. O fóssil foi descoberto em Ganzhou, no sul do país, e pertencia a um dinossauro terópode desdentado, ou oviraptorossauro.

“É um dos melhores embriões de dinossauro já encontrados na história”, disse à agência France Presse Fion Waisum Ma, pesquisador da Universidade de Birmingham e coautor de um artigo sobre o assunto publicado nesta terça-feira, 21, na revista iScience. Ma e seus colegas descobriram que a cabeça de Baby Yingliang estava abaixo de seu corpo, com os pés de cada lado e as costas curvados.

É um comportamento adotado pelos pássaros. Quando os pintinhos se preparam para chocar, enfiam a cabeça sob a asa direita para estabilizá-la enquanto quebram a casca com o bico. “Isso indica que esse comportamento nos pássaros modernos evoluiu e se originou entre seus ancestrais dinossauros”, disse Ma.

Oviraptorossauro, que significa “lagartos ladrões de ovos”, eram dinossauros com penas que viveram no que hoje é a Ásia e a América do Norte durante o período do Cretáceo Superior. Eles tinham formas de bico e dietas variadas, além de diversos tamanhos. Baby Yingliang mede cerca de 27 centímetros de comprimento, da cabeça à cauda, e fica dentro de um ovo de 17 centímetros no Museu de História Natural da Pedra de Yingliang.

Fóssil do embrião oviraptorossauro ‘Baby Yingliang’ encontrado em Ganzhou, província de Jiangxi, sul da China –

Apelidado pelos pesquisadores de Baby Yingliang, o animal estava se preparando para chocar

Cientistas descobrem bebê dinossauro dentro de fóssil de ovo

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