Nasa enviará mais dois helicópteros para Marte

São diferentes dos helicópteros que você conhece. E estarão de prontidão, como plano B, para resgatar amostras do solo marciano. Isso caso o plano A falhe.

Nasa enviará mais dois helicópteros para Marte

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Crustáceo pode ser exemplo raro de polinizador marinho

Em terra firme, as plantas recebem uma mãozinha de polinizadores como pássaros e abelhas. No oceano, elas geralmente se viram sozinhas. Daí a surpresa dos cientistas ao descobrirem um crustáceo de quatro centímetros que pode ajudar algas a se reproduzirem.

É o primeiro caso conhecido dessa interação animal-alga e ocorre entre o crustáceo da espécie Idotea balthica e a alga vermelha Gracilaria gracilis. A reprodução dessa planta é incomum por si só. Organismos que vivem no mar costumam liberar gametas masculinos ou femininos para que se encontrem na água, mas este não é o caso da alga Gracinha – como vamos apelidá-la de agora em diante.

Entre as Gracinhas, as plantas fêmeas não liberam seus gametas na água. Os machos até liberam, mas suas células não têm caudas que facilitem a locomoção – como acontece com os espermatozoides humanos, por exemplo.

É o primeiro caso conhecido de um animal que ajuda algas a se reproduzirem – uma relação que é benéfica para ambas as partes.

Crustáceo pode ser exemplo raro de polinizador marinho

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Proteína é associada à demência em idosos, aponta estudo

É natural. Com a idade avançada, há um declínio progressivo das funções cognitivas. Nossa memória e raciocínio deixam de operar com a eficiência de sempre. Mas, em alguns casos, a perda é catastrófica, mais rápida e com uma intensidade maior. E aí já estamos falando de demência: uma série de sintomas neurológicos que podem destruir a capacidade de comunicação, de entendimento e provocar uma amnésia completa no indivíduo, como acontece nos que têm Alzheimer. 

Genética e hábitos de vida contam para determinar quem vai desenvolver demência senil. Mas um novo estudo identificou um fator que associa esses transtornos a uma roleta-russa. É a presença da proteína TDP-43. Em excesso, ela contribui para um risco maior de se ter doenças degenerativas nos idosos. 

Em excesso no cérebro, a TDP-43, envolvida com o DNA, aumenta o risco de desenvolver doenças neurodegenerativas.

Proteína é associada à demência em idosos, aponta estudo

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Já imaginou ser atingido por lixo espacial? Cientistas calcularam o risco

Mais de 27 mil detritos espaciais são de conhecimento da NASA e estão sob a vigilância de um setor do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. Só que não são os únicos. A própria agência admite a existência de fragmentos pequenos demais para serem rastreados, mas que ainda apresentam um risco potencial para missões espaciais.

Dentre esses fragmentos estão asteroides e fragmentos de rocha: detritos naturais do espaço, que atingem a Terra e vão e vêm nos radares; e também os detritos artificiais: objetos colocados em órbita por humanos e que não têm mais utilidade, como satélites desativados e estágios de naves abandonadas.

Mas e aqui embaixo? Estamos em perigo? Um estudo levou em conta dados do passado, o caminho de objetos na órbita e a demografia dos territórios abaixo deles para quantificar os riscos que eles possivelmente apresentam de cair aqui na nossa cabeça.

Primeiro, os pesquisadores filtraram por satélites cujas órbitas tinham o ponto mais perto da Terra, chamado de perigeu, com até 600 quilômetros de distância da superfície. Esses corpos, formados principalmente por partes antigas de foguete, têm certa inclinação em sua órbita quando comparados à Linha do Equador. Somadas à densidade populacional debaixo de cada órbita, eles calcularam a probabilidade de que um desses tecos de foguetes atinja alguém.

Eles dizem que a chance é ridícula, mas pode aumentar nos próximos anos conforme há mais lançamentos de foguetes.

Já imaginou ser atingido por lixo espacial? Cientistas calcularam o risco

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Pela primeira vez, cães são clonados a partir de células editadas

Dois cães beagle nasceram na Coreia do Sul a partir de células da pele clonadas e alteradas pela técnica de edição genética chamada CRISPR. É a primeira vez que cientistas fazem isso, e os resultados do experimento foram publicados na revista BMC Biotechnology.

Quem está à frente do feito é a empresa de biotecnologia ToolGen. Muitos cães de raça pura têm mutações genéticas causadoras de doenças – como os pugs e bulldogs franceses, que apresentam achatamento do crânio. A ideia é que a edição genética possa eliminar esse tipo de condição, que afeta a saúde canina.

A pesquisadora Okjae Koo, da ToolGen, e seus colegas começaram o experimento editando células da pele, reprimindo a expressão de um gene chamado DJ-1. Mutações nesse gene estão associadas com doenças como o Parkinson, então estudar cachorros que sofreram essa edição genética pode ajudar a desenvolver tratamentos, segundo os pesquisadores.

Saudáveis, eles têm uma característica inédita: brilham na luz ultravioleta. A ideia é que a edição possa eliminar doenças causadas por mutações dos genes.

Pela primeira vez, cães são clonados a partir de células editadas

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Por que pica-paus não sofrem concussões? Estudo sugere uma hipótese

Os animais que chamamos popularmente de pica-paus são membros da família Picidae, que contém cerca de 240 espécies. Eles se alimentam principalmente de larvas encontradas dentro de troncos de árvores e, para chegar ao seu alimento, precisam perfurar a madeira. Depois de bicar muito e abrir um buraco, ele usa sua fina língua para pegar a recompensa.

O bico faz parte do crânio dessas aves. Depois de aplicar tanta força para bicar, como eles não desenvolvem danos cerebrais?

Um estudo sobre a biomecânica dos pica-paus apresentou uma hipótese interessante: talvez seus cérebros podem ser pequenos demais para sofrerem danos.

Só de ouvir o som característico do trabalho de um pica-pau é possível imaginar a força do impacto. Eles podem bater seus bicos 20 vezes por segundos, e chegar a 12 mil bicadas por dia. Algumas espécies experimentam forças de até 1400 G – para ter uma ideia, um impacto de 90 a 100 G já é suficiente para causar uma concussão em um humano.

Pesquisadores analisaram a biomecânica desses animais – e propõem que talvez o cérebro deles seja pequeno demais para sofrer danos

Por que pica-paus não sofrem concussões? Estudo sugere uma hipótese

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Quem foi Frida Kahlo?

Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón foi uma das mais importantes pintoras mexicanas da história. Ela nasceu em 6 de julho de 1907, no distrito de Coyoacan, terceira de quatro irmãs, filha de um judeu alemão e uma católica fervorosa. Frida se autointitulava “Filha da Revolução Mexicana”, disputa política entre revolucionários e opositores que aconteceu entre 1910 e 1920.

Em 1913, aos 6 anos de idade, Frida contraiu poliomielite infantil, doença responsável por deixar uma lesão em seu pé direito e encurtar uma de suas pernas. Não foi a única tragédia em sua vida: em 1925, aos 18, a artista estava dentro de um ônibus que se chocou contra um trem. Ela fraturou a espinha, a clavícula, a pélvis e várias costelas. Por causa dos ferimentos, passou por 35 cirurgias ao longo da vida e precisou usar colete ortopédico até morrer.

Acidentes, vida conjugal conturbada, ativismo político, morte precoce. Conheça a vida de uma das pintoras mais geniais da história.

Quem foi Frida Kahlo?

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Estudo sugere que insetos podem sentir dor física

Por Maria Clara Rossini

Não é fácil estudar a percepção de dor em insetos. Algumas pesquisas sugerem que a dor pode estar associada à emoção – por outro lado, costumamos ver os insetos como animais guiados pelo instinto, e que talvez não vivenciem a dor da mesma forma que os humanos.

Mas algumas pesquisas recentes têm contestado essa ideia. Cientistas da Queen Mary University of London, no Reino Unido, analisaram diferentes artigos e experimentos já realizados sobre o tema. E eles concluíram que sim: os insetos provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada.

Sim: eles provavelmente sofrem toda vez que são vítimas de uma chinelada

Estudo sugere que insetos podem sentir dor física

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Calor extremo deforma trilhos de trem e rodovias na Europa

Na última terça-feira (19), pelo menos 21 países europeus emitiram alertas de calor extremo. O Reino Unido, por exemplo, alcançou a temperatura recorde de 43 °C. As ondas de calor impulsionadas pelas mudanças climáticas vêm causando transtornos no continente europeu nas últimas duas semanas, comprometendo inclusive a infraestrutura de muitos locais.

Locomoção

Em Londres, por exemplo, os trilhos se expandiram e dobraram. A Network Rail Limited, empresa responsável pela rede ferroviária de lá, explicou em comunicado que as temperaturas correntes são maiores do que algumas das pistas foram projetadas para suportar (em torno de 27 °C).

O problema é a dilatação térmica: o calor faz as moléculas se moverem mais rapidamente e ocuparem um espaço maior, o que aumenta o tamanho do material. A expansão é vista especialmente em metais, como os que guiam os trens. 

Ferrovias, rodovias e aeroportos são prejudicados pelas mudanças climáticas. O calor extremo também trouxe problemas para a agricultura e produção de energia. Confira.

Calor extremo deforma trilhos de trem e rodovias na Europa

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Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

Portador de esclerose lateral amiotrófica (ELA), que lhe tirou quase todos os movimentos do corpo, o físico Stephen Hawking conseguia se comunicar por meio de um gerador de fala. Esse sistema usava um sensor infravermelho nos óculos do gênio para rastrear pequenos movimentos, quase imperceptíveis, no rosto de Hawking. Era com mínimas contrações nas bochechas que o físico britânico conseguia comunicar ao gerador o que ele queria falar. 

Num futuro próximo, pacientes dessa doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, provocando uma paralisia motora irreversível, podem ter uma maneira muito mais fácil de “falar”. Isso graças a uma tecnologia de interface entre cérebro e computador, que praticamente lê os pensamentos do indivíduo – um sonho futurista que acaba de se transformar em realidade.

Neste começo de julho, no hospital Mount Sinai West, em Nova York, um paciente com ELA recebeu, num vaso sanguíneo de seu cérebro, um implante de interface do órgão com computador – produto da startup de tecnologia Synchron. Esse dispositivo, chamado stentrode, usa 16 eletrodos para monitorar a atividade cerebral e registrar o disparo de neurônios quando uma pessoa pensa. Ele então consegue ler os sinais emitidos pelos neurônios, amplificá-los e enviá-los para um computador ou smartphone via Bluetooth. 

É assim que o stentrode traduz os pensamentos do indivíduo, permitindo que a pessoa recupere capacidades que a doença já havia lhe tirado. O paciente no hospital nova-iorquino já está numa fase avançada da esclerose, perdeu toda a sua capacidade de falar e se mover. Mas os médicos e os pesquisadores da Synchron esperam que ele consiga se comunicar por e-mail e mensagens de texto, apenas pensando. Uma expectativa que tem razão de existir.

Traduzindo sinais dos neurônios, implante permite que pessoas com a mesma doença degenerativa de Stephen Hawking usem o WhatsApp e mandem e-mails.

Bluetooth cerebral: nova interface cérebro-computador lê pensamentos

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