E se a escravidão não tivesse existido?

O racismo contra negros é algo tão abjeto quanto pervasivo: chega a ser difícil imaginar um tempo em que ele simplesmente não existiu. Mas houve esse tempo. Na Antiguidade e na Idade Média, pessoas da África Subsaariana eram, para os europeus, apenas estrangeiros de países distantes. Havia, é claro, o receio no contato entre etnias diferentes – mas não discriminação sistemática.

Isso mudou com a escravidão. A Europa herdou essa prática do Império Romano (onde ela não era pautada por cor de pele – os cativos eram prisioneiros de guerra, e vinham de todas as províncias: Britânia, Gália, Egito…). Com o tempo, essa mão de obra se tornou menor e menos importante, sob o argumento de que os escravizados eram, também, cristãos. Surgiu a servidão feudal, que predominou na Idade Média.

Do ciclo do açúcar ao ouro em Minas, o enriquecimento da Europa com as colônias americanas foi movido por pessoas negras escravizadas. E esse dinheiro sujo financiou até a Revolução Industrial.

E se a escravidão não tivesse existido?

publicado originalmente em superinteressante

Gatos preferem receber comida do que se esforçar por ela, sugere estudo

Quando um animal pode escolher entre uma fonte fácil de comida ou fazer um esforço para obter alimento, geralmente existe uma preferência pelo jeito mais difícil. Esse é um comportamento conhecido pelo termo inglês contrafreeloading e observado na maioria dos animais, que preferem assumir o controle de sua refeição e “trabalhar” por ela.

Mas esse não é um comportamento universal: os gatos se destacam por preferirem uma refeição fácil. Uma pesquisa realizada em laboratório já havia indicado isso antes e, agora, um outro estudo, feito em ambiente doméstico pela Universidade da Califórnia, parece reforçar essa hipótese.

“Há uma linha de pesquisa que mostra que a maioria das espécies, incluindo pássaros, roedores, lobos, primatas e até mesmo girafas preferem trabalhar para obter sua alimentação”, disse Mikel Delgado, especialista em comportamento felino e autora principal do estudo. “O que surpreende é que, de todas essas espécies, os gatos parecem ser os únicos que não mostram uma forte tendência para o contrafreeloading.”

Nova pesquisa mostra que, ao contrário da maioria dos animais, gatos domésticos não apresentam forte preferência por se esforçar para obter alimento. Confira.

Gatos preferem receber comida do que se esforçar por ela, sugere estudo

publicado originalmente em superinteressante

Assim como os humanos, chimpanzés parecem ter saudações de “oi” e “tchau”

Ao chegar em uma roda de amigos, é comum que você cumprimente o grupo, seja com um aceno de mãos ou mesmo uma interação mais íntima com cada um dos presentes. O mesmo acontece ao ir embora. Até então, pensava-se que o costume de saudar uns aos outros antes e depois de uma interação social fosse algo restrito aos humanos, mas pesquisadores da Universidade de Neuchâtel, na Suíça, mostraram que outros primatas também exibem tal comportamento. 

A cientista Raphaela Heesen, uma das autoras do estudo, estava observando como os bonobos (uma espécie de porte um pouco menor que os chimpanzés e bastante próxima de nós geneticamente) reagem a uma interação social interrompida. Para retornar às atividades, um deles começou a realizar alguns gestos, convocando um parceiro. A pesquisadora começou a refletir se aqueles movimentos equivaliam de alguma forma às saudações humanas.

Os primatas trocam olhares, dão as mãos ou batem cabeças para iniciar e terminar interações. E rola até bajulação quando há hierarquia em jogo.

Assim como os humanos, chimpanzés parecem ter saudações de “oi” e “tchau”

publicado originalmente em superinteressante

Às vésperas dos Jogos Paraolímpicos, Japão encara pico inédito de casos

Os Jogos Paraolímpicos – disputados por atletas com deficiência física ou intelectual – começam no dia 24 de agosto em meio a uma alta inédita de casos de covid-19 no Japão. Na última quinta (18), o país registrou 18 mil infectados pelo coronavírus, contra os aproximadamente 15 mil do dia anterior. Desses 18 mil, 5 mil estão em Tóquio: foi o segundo maior número contabilizado na cidade desde o início da pandemia, em março de 2020.

Já há mais de 200 pacientes graves ocupando leitos de UTI na capital, e o governo teme que o sistema hospitalar não possua vagas suficientes para dar conta da demanda nas próximas semanas (no começo deste mês, a ocupação já estava em 70%).

De acordo com o Washington Post, oito pessoas com idades entre 30 e 50 anos já morreram de covid-19 em casa após seguirem a orientação de permanecerem isoladas em vez de buscar atendimento médico. Os hospitais foram instruídos a aceitar apenas os pacientes mais graves para evitar sobrecarga. “Eles chamam de tratamento em casa, mas é abandono em casa”, afirmou à TV pública NHK o líder do principal partido de oposição, Yukio Edano.

53% da população não confia nas vacinas – que só começaram a chegar em fevereiro –, primeiro-ministro nega que as Olimpíadas tenham relação com a alta.

Às vésperas dos Jogos Paraolímpicos, Japão encara pico inédito de casos

publicado originalmente em superinteressante

Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro no Brasil

Ypupiara lopai é a mais nova espécie de dinossauro tupiniquim. O animal ilustrado acima pertence à família dos dromeossaurídeos, cujo membro mais conhecido é o velociraptor. Eles viveram em algum momento entre 72 e 66 milhões de anos atrás, pouco antes do fatídico asteroide atingir a Terra e extinguir dos dinos.

Os dromeossaurídeos são um subgrupo dos terópodes – aqueles dinossauros que andam em duas patas e são geralmente carnívoros. O tiranossauro, por exemplo, é um terópode. Só que o Ypupiara é mais próximo das aves atuais do que do T. Rex. “É como se ele fosse tio das aves, e os tiranossauros fossem os bisavós”, explica Arthur Brum, doutorando do Museu Nacional e líder da pesquisa. O Ypupiara já tinha penas, mas não conseguia voar, já que as asas só surgiram posteriormente na linhagem das aves.

O Ypupiara lopai é o primeiro dromeossaurídeo (a família dos velociraptors) encontrado no país. O fóssil original foi destruído no incêndio do Museu Nacional, mas os cientistas conseguiram descrevê-lo a partir de outros registros.

Pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro no Brasil

publicado originalmente em superinteressante

Análise de raio-x revela composição das pedras de Stonehenge

Existem poucos monumentos no mundo tão estudados quanto Stonehenge. Construído há cerca de 4,5 mil anos, o conjunto de pedras na Grã-Bretanha é um dos principais monumentos arquitetônicos da pré-história e concentra um grande esforço por parte de cientistas que estudam para entender o significado e a origem da estrutura. Mesmo assim, ainda há o que se descobrir sobre a construção. A mais nova descoberta é sobre a composição dos blocos de rocha que formam o monumento.

Pesquisadores fizeram uma análise geoquímica de um fragmento de rocha do Stonehenge que esteve perdido por muito tempo, mas reapareceu em 2019. As descobertas foram publicadas em um estudo na revista Plos One.

A história começa em 1958, quando aconteceu o monumento inglês estava sendo restaurado. Uma das pedras estava rachada e precisava de reforço. Ela foi perfurada para que os restauradores pudessem colocar uma haste de metal em seu núcleo.

Uma parte do núcleo da rocha havia sido furtado em 1958. O fragmento foi devolvido em 2019, o que permitiu uma análise mais detalhada do monumento.

Análise de raio-x revela composição das pedras de Stonehenge

publicado originalmente em superinteressante

Cientistas capturam DNA de animais selvagens em amostras de ar

O DNA está por toda parte. Os seres vivos deixam um rastro de células à medida que interagem com o ambiente – a partir de pêlos, pedacinhos de pele, fezes ou muco, por exemplo. A esse material genético que se espalha por aí, os cientistas dão o nome de DNA ambiental.

Até agora, a maioria das pesquisas se concentrava na coleta e no estudo do DNA ambiental em meio aquático. Mas recentemente duas equipes de cientistas encontraram uma maneira de detectar esses vestígios invisíveis de material genético no ar, liberado por animais terrestres – e acredita-se que isso pode ser uma poderosa ferramenta para identificar animais em diversos ecossistemas.

Testes na Inglaterra e na Dinamarca validaram a técnica, que detecta fragmentos do chamado “DNA ambiental” – e pode ser útil para identificar e estudar animais em vários ecossistemas

Cientistas capturam DNA de animais selvagens em amostras de ar

publicado originalmente em superinteressante

Cientistas descobrem que planta já conhecida é, na verdade, carnívora

Triantha occidentalis é uma planta de caule verde escuro com flores brancas, encontrada ao longo da costa oeste da América do Norte, do Alasca ao sul da Califórnia. Conhecida há mais de um século, ela escondia um segredo dos humanos: seu comportamento de planta carnívora.

Também conhecida como “asfódelo falso ocidental” (western false asphodel), a planta apresenta pelos pegajosos em seu caule. Sempre se acreditou que eles fizessem parte de uma estratégia de defesa, grudando em insetos antes que eles pudessem atacar as folhas e flores da planta. Mas a história mudou quando o botânico Qianshi Lin, da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, se juntou a colegas para investigar melhor.

A Triantha occidentalis, encontrada do Alasca ao sul da Califórnia, é conhecida há mais de um século. Mas escondia um segredo: ela captura e digere insetos

Cientistas descobrem que planta já conhecida é, na verdade, carnívora

publicado originalmente em superinteressante

Pesquisadores encontram anticorpos contra a Covid-19 em cervos nos Estados Unidos

Mais de um terço dos cervos do noroeste dos Estados Unidos podem ter sido infectados pelo Sars-CoV-2. Cientistas do Centro Nacional de Pesquisa em Vida Selvagem testaram 385 amostras de sangue de animais selvagens e encontraram os anticorpos em 152 delas. O artigo foi submetido à Nature e está disponível em forma de preprint, mas ainda não foi revisado por outros cientistas.

A coleta de sangue dos animais era uma atividade rotineira de vigilância de vida selvagem, feita entre janeiro e março de 2021. Como os anticorpos são produzidos em resposta à infecção, é provável que os cervos tenham entrado em contato com o vírus em algum momento da pandemia. Nenhum deles apresentava sintomas ou parecia estar doente.

Os anticorpos foram detectados em 40% das amostras em quatro estados americanos. Cientistas receiam que os animais silvestres se tornem fontes de mutações do coronavírus

Pesquisadores encontram anticorpos contra a Covid-19 em cervos nos Estados Unidos

publicado originalmente em superinteressante

Como assistir à chuva de meteoros Perseidas, que atinge seu pico esta semana

Para quem gosta de observar o céu, Perseidas é um dos melhores fenômenos astronômicos do ano devido à grande quantidade de meteoros. São de 50 a 100 objetos cruzando o céu a cada hora. O pico de quantidade de meteoros ocorrerá na quarta-feira (11), das 16h às 19h no horário de Brasília. O melhor período para vê-los, no entanto, é entre meia-noite e o amanhecer.

A chuva é mais visível no hemisfério norte do planeta. Portanto, os brasileiros que estiverem mais próximos da linha do Equador levam vantagem. Os moradores do Centro-Oeste e Sudeste também poderão observar o fenômeno, embora em menor intensidade. A única região que não conseguirá ver os meteoros é o sul do Rio Grande do Sul, já que a chuva não será visível abaixo dos 30º de latitude.

Se você mora no Norte ou Nordeste do Brasil, está com sorte: a chuva será mais visível por lá. Mas os moradores de outras regiões também podem tentar na noite desta quarta-feira (11)

Como assistir à chuva de meteoros Perseidas, que atinge seu pico esta semana

publicado originalmente em superinteressante