Cientistas podem ter descoberto planeta que orbita três estrelas ao mesmo tempo

A Terra gira ao redor de uma única estrela, o Sol. Os outros planetas do sistema solar, como o nome já diz, acompanham a trajetória. Mas, claro, somos uma parte muito pequena do Universo. Exoplanetas que orbitam duas estrelas já foram identificados por cientistas e até representados na ficção, como Tatooine, terra de Luke Skywalker em Star Wars.

Até então, o registro destes sistemas binários era o mais longe que os pesquisadores já haviam chegado. A percepção, no entanto, pode estar prestes a mudar: astrônomos da Universidade de Nevada, nos EUA, podem ter encontrado um ou mais corpos celestes que giram ao redor de três estrelas, os chamados planetas circuntriplos. A possibilidade é descrita em um artigo científico publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.

A observação foi feita no sistema estelar GW Ori. Ele possui uma lacuna em seu disco de poeira e gás, que parece ter sido causada pela formação de planetas no espaço.

Cientistas podem ter descoberto planeta que orbita três estrelas ao mesmo tempo

publicado originalmente em superinteressante

Ave mais perigosa do mundo pode ter sido domesticada há 18 mil anos

O casuar é frequentemente considerado a ave mais perigosa do mundo. Nativo de florestas tropicais da Austrália e Nova Guiné, ele pode ser agressivo em cativeiro ou diante de uma ameaça humana. Em 2019, por exemplo, ficou famoso um acidente trágico em que um casuar atacou, com as garras afiadas, seu cuidador.

Apesar de parecer um animal imune à domesticação, um estudo recente indicou que, há 18 mil anos, pessoas na Nova Guiné podem ter criado filhotes de casuares. Esse seria o primeiro exemplo conhecido de humanos domesticando aves, milhares de anos antes da galinha.

O estudo analisou mais de mil fragmentos de cascas de ovos do casuar, encontrados em escavações arqueológicas realizadas em abrigos de rocha usados por caçadores-coletores na Nova Guiné. Para entender o que os antigos habitantes da ilha faziam com os ovos, uma equipe de cientistas descobriu em qual estágio de incubação cada ovo estava – ou o quão longe estava da eclosão. Para criar um modelo para isso, eles escanearam as cascas gerando imagens 3D de alta resolução e fizeram uma série de comparações com cascas de ovos modernas de avestruz – que pertence à família Casuariidae, assim como os casuares.

Cascas de ovos encontradas em escavações arqueológicas sugerem que antigos habitantes da Nova Guiné criavam filhotes de casuar, uma ave conhecida pelas garras afiadas e pela agressividade

Ave mais perigosa do mundo pode ter sido domesticada há 18 mil anos

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Estudo em tanque de imersão explora impactos de viagens espaciais em mulheres

A microgravidade experimentada por astronautas pode impactá-los de várias maneiras. Os músculos e ligamentos têm menos trabalho, fluidos se deslocam em direção à cabeça, e a coluna vertebral, que nos mantém de pé, também experimenta situações diferentes na dança espacial. Os astronautas podem perder densidade muscular e óssea ou apresentar problemas de audição e visão. E esses são só alguns exemplos.

Cientistas realizam uma série de pesquisas para entender os possíveis impactos das viagens espaciais no corpo humano e encontrar maneiras de manter os astronautas saudáveis durante as missões ou quando retornam à Terra. Mas, por enquanto, a maioria dessas pesquisas estuda o corpo masculino.

Pensando em abordar essa lacuna de gênero, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) está realizando um experimento com 20 voluntárias. Elas passarão alguns dias com o corpo suspenso em tanques de imersão a seco para simular o impacto da microgravidade em seus hormônios, músculos, esqueleto, sistema imunológico e cardiovascular.

Agência Espacial Europeia pretende abordar lacuna de gênero na área de pesquisa a partir de experimento simulando microgravidade com 20 voluntárias

Estudo em tanque de imersão explora impactos de viagens espaciais em mulheres

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Hamster que compra e vende criptomoedas supera investidores humanos

Mr Goxx é um trader notável. Ele adentrou o mercado de criptomoedas há pouco mais de três meses e já conseguiu consolidar o nome de sua empresa, a Goxx Capital. Suas negociações tem repercutido nas redes sociais, fazendo com que vários fãs esperem ansiosamente por suas transmissões ao vivo durante o expediente. O detalhe é que esse grande CEO é, na verdade, um hamster. 

O roedor vive em uma gaiola anexa a seu ‘escritório’, onde ele tem liberdade para entrar e sair a qualquer hora. Nesse espaço, há uma rodinha para exercícios, apelidada como “roda de intenções”, e dois túneis identificados com as palavras “comprar” e “vender”. Todos os aparatos são automatizados para permitir as transações, que são iniciadas após Mr Goxx começar a correr em sua roda. Nesse momento, é escolhida uma entre 30 criptomoedas, incluindo Bitcoin (BTC), Ethereum (ETH) e outras. Após o exercício, o animal passa por um dos tubos, fechando o negócio. 

O roedor “decide” os negócios correndo em uma rodinha – e teve um ganho de 20% só na última semana. Trata-se de uma sátira, criada por dois alemães, para mostrar o caráter aleatório do mercado

Hamster que compra e vende criptomoedas supera investidores humanos

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Pegadas encontradas nos EUA podem ser a evidência mais antiga de humanos na América do Norte

Não há consenso sobre a época em que os humanos chegaram às Américas. Uma das hipóteses mais conhecidas indica que o povo Clóvis, grupo pré-histórico originário do leste asiático, foram os pioneiros. Eles teriam sido os primeiros a atravessar o estreito de Bering – faixa de terra que conectava a Rússia ao Alasca – chegando à América do Norte há 13 mil anos.

Mas há controvérsias: um estudo britânico constatou que fezes de 14 mil anos encontradas nas cavernas de Paisley, no Oregon (EUA), eram resultado do metabolismo humano. Outra pesquisa feita por cientistas americanos datou pontas de lança encontradas no Texas (EUA) em 15,5 mil anos. Ou seja, existem evidências de que os humanos pisaram no continente antes do que se pensava. 

Pesquisadores encontraram pegadas humanas que datam entre 21 e 23 mil anos atrás – pelo menos cinco mil anos antes do que sugere a hipótese mais aceita atualmente. Entenda a controvérsia sobre a chegada dos humanos na América.

Pegadas encontradas nos EUA podem ser a evidência mais antiga de humanos na América do Norte

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Empresa levanta US$ 15 milhões para tentar ressuscitar espécie extinta há 4 mil anos

Uma empresa americana de biociência e genética anunciou na última segunda-feira (13) que levantou um investimento de US$ 15 milhões destinado a um projeto bastante ambicioso: trazer os mamutes-lanosos de volta à tundra ártica. Ou mais ou menos isso: o projeto pretende criar híbridos de mamutes, extintos há 4 mil anos, e elefantes asiáticos, que estão atualmente ameaçados de extinção. A empresa chamada Colossal foi fundada por Ben Lamm, um empresário de tecnologia e software, e George Church, um professor de genética de Harvard.

Segundo os responsáveis pelo projeto, recriar um animal semelhante ao mamute-lanoso representa avanços científicos relativos à chance de resgatar espécies extintas, mas também seria uma forma de combater as mudanças climáticas. Segundo os cientistas envolvidos no projeto, os dois mamíferos (o mamute-lanoso e o elefante asiático) apresentam 99,6% de semelhança genética.
O primeiro passo é identificar quais genes compõem a diferença entre os genomas e são, portanto, responsáveis por características específicas dos mamutes – como o pelo, as camadas de gordura e outras adaptações ao clima frio.

Equipe de cientistas e empresários pretende recriar o DNA do mamute-lanoso, usando parte do genoma do elefante asiático e criando híbridos dos mamíferos. Confira.

Empresa levanta US$ 15 milhões para tentar ressuscitar espécie extinta há 4 mil anos

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Telescópio espacial James Webb, da Nasa, deve ser lançado em dezembro

O Telescópio Espacial Hubble, da Nasa, foi lançado três décadas atrás. Ele contribuiu e continua contribuindo para a astronomia, mas já não é o satélite mais moderno da agência. No dia 18 de dezembro, à bordo do foguete Ariane 5 da Agência Espacial Europeia (ESA), deve ir ao céu seu sucessor: o Telescópio Espacial James Webb (JWST), que promete enxergar mais longe do que o Hubble. 

O projeto do James Webb, que recebe o nome de um ex-administrador da Nasa, não é recente. Ele foi idealizado em 1996 e, desde então, recebeu um investimento de US$ 10 bilhões. A equipe por trás do novo observatório soma 1.200 pessoas, entre cientistas, técnicos e engenheiros de 14 países. 

Como será capaz de enxergar muito longe, o telescópio irá investigar eventos que aconteceram 13,6 bilhões de anos atrás, chegando à formação das primeiras estrelas e galáxias, que surgiram 100 a 250 milhões de anos após o Big Bang. A luz de objetos nessa parte distante do universo é desviada para o vermelho, sendo necessários telescópios infravermelhos para observá-los. O JSWT tem essa capacidade, enquanto o Hubble observa principalmente a luz ultravioleta e elemento

O novo observatório, que ficará localizado a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, deve ajudar os astrônomos a compreender a formação das primeiras estrelas e galáxias do universo.

Telescópio espacial James Webb, da Nasa, deve ser lançado em dezembro

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Fóssil “estranho” de anquilossauro mais antigo conhecido intriga paleontólogos

Um fóssil encontrado na cordilheira do Atlas, em Marrocos, pertenceu ao mais antigo – e estranho – anquilossauro descoberto até agora. As costelas desse dino são tão incomuns que os paleontólogos que se dedicaram ao seu estudo pensaram, a princípio, que poderiam ser falsificações: há uma série de espinhos de queratina (como os chifres de um rinoceronte) se projetando a partir dos ossos.

Sabe-se que os anquilossauros eram herbívoros e tinham o corpo envolto por uma carcaça bastante rígida, protegida por extremidades afiadas. Eram tanques de guerra pré-históricos movidos a mato e blindados contra carnívoros. Os fósseis encontrados até hoje exibiam pontas incorporadas apenas à pele do animal. Este anquilossairo é o primeiro a apresentá-las fundidas ao esqueleto.

Encontrada na Cordilheira do Atlas, em Marrocos, essa costela de anquilossauro tem 168 milhões de anos e possui espinhos de queratina fundidos ao osso, uma característica inédita no registro fóssil.

Fóssil “estranho” de anquilossauro mais antigo conhecido intriga paleontólogos

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Como os humanos colonizaram a Ilha de Páscoa? Este estudo explica

Na parte sul e central do Oceano Pacífico, mais de mil ilhas espalhadas formam a chamada Polinésia. A região foi ocupada por meio de uma série de viagens, em que pequenos grupos de pessoas desbravaram o oceano em canoas e saltaram de ilha em ilha, ao longo de gerações.

Existem histórias orais sobre as navegações, mas não se sabe exatamente quando e em que sequência essas viagens aconteceram. A expansão ocorreu rapidamente, e por isso não há mudanças drásticas de idioma ou cultura entre as populações. 

Agora, uma equipe de cientistas recorreu à genética para montar o grande quebra-cabeça da migração na Polinésia, mapeando o caminho de colonização das ilhas. 

Eles sequenciaram o DNA de 430 habitantes  atuais de 21 ilhas. Por meio de análises computacionais de ancestralidade, os pesquisadores descobriram que a expansão partiu da ilha de Samoa por volta do ano 830 d.C. Ao longo de 17 gerações, as populações chegaram até a Ilha de Páscoa.

Pesquisadores analisaram o DNA de populações atuais para mapear a ocupação da Polinésia. Veja por onde eles passaram até chegar na Ilha de Páscoa

Como os humanos colonizaram a Ilha de Páscoa? Este estudo explica

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Esquilos também têm personalidades diferentes – e elas influenciam sua vida em grupo

Alguns cientistas têm mostrado que diferentes personalidades não existem apenas entre humanos, mas também em outras espécies animais. Agora, uma pesquisa indicou que os comportamentos individuais são importantes também entre os esquilos.

estudo liderado por pesquisadores da Universidade da Califórnia é o primeiro a documentar a personalidade de esquilos da espécie Callospermophilus lateralis, comuns no oeste da América do Norte. A pesquisa foi publicada na revista Animal Behaviour e classificou a personalidade dos animais a partir de quatro características principais: ousadia (ou audácia), agressividade, nível de atividade e sociabilidade.

Identificar traços de personalidade entre os animais não é simples. Os pesquisadores precisam coletar muitos dados e mostrar que os indivíduos estudados apresentam o mesmo comportamento de maneira consistente ao longo do tempo. Os cientistas envolvidos neste estudo analisaram alguns esquilos ao longo de três anos, e também os submeteram a alguns testes. Também foi usado um amplo conjunto de dados de pesquisadores do Rocky Mountain Biological Laboratory, no Colorado, que estudam esquilos terrestres há mais de 30 anos

Estudo feito nos EUA classificou os animais de acordo com quatro características: audácia, agressividade, nível de atividade e sociabilidade.

Esquilos também têm personalidades diferentes – e elas influenciam sua vida em grupo

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