Pela primeira vez, cientistas encontram CO2 em planeta fora do Sistema Solar

O WASP-39b está a 700 anos-luz da Terra, e a descoberta só foi possível graças ao recém-lançado telescópio James Webb.

Pela primeira vez, cientistas encontram CO2 em planeta fora do Sistema Solar

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Resfriamento dos oceanos ao longo de milênios levou ao aumento do tamanho dos peixes

A Terra passou por muitas mudanças climáticas, além de grandes mudanças de temperatura, como as eras glaciais. Essas mudanças no meio ambiente podem refletir na fauna, cuja evolução pode ser observada diretamente por meio do registro fóssil.

Pesquisadores do Fish Evolution Lab, da Universidade de Oklahoma, investigaram se as mudanças de temperatura dos oceanos estão relacionadas ao tamanho dos peixes. Eles testaram essa hipótese usando peixes tetraodontiformes como grupo modelo.

Peixes tetraodontiformes são uma ordem de peixes com dentes unidos em placa, que não possuem barbatanas ventrais (ou elas são muito pequenas). A maioria são peixes marinhos tropicais: alguns exemplos são o baiacu e o peixe-lua.

Os pesquisadores descobriram que o tamanho do corpo desses peixes cresceu nos últimos cem milhões de anos, acompanhando o resfriamento gradual da temperatura do oceano.

A diminuição da temperatura nos oceanos foi acompanhada pelo aumento do tamanho de espécies da ordem tetraodontiformes. A descoberta segue o padrão de duas tendências evolutivas.

Resfriamento dos oceanos ao longo de milênios levou ao aumento do tamanho dos peixes

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Pegadas de dinossauro aparecem em leito de rio nos Estados Unidos

Uma seca sumiu com a água do Rio Paluxy, em um parque estadual do Texas, nos Estados Unidos. Então elas surgiram: pegadas que dinossauros deixaram por ali há cerca de 113 milhões de anos.

O Dinosaur Valley State Park (ou “Parque Estadual Vale dos Dinossauros”, em tradução livre) é famoso por marcas deixadas por dinossauros, como o nome sugere. Mas é difícil elas darem as caras. Em condições climáticas normais, os rastros ficam embaixo d’água e cobertos por sedimentos.

Na época das pegadas, a área em que hoje é o parque ficava à beira de um mar que avançava e recuava continuamente. A presença de conchas por ali acabou formando uma lama rica em carbonato de cálcio, com a consistência ideal para preservar as impressões.

A seca de agora revelou cerca de 60 impressões do Acrocanthosaurus. Há 140 pegadas de dinossauros no total, e as do Acrocanthosaurus não eram vistas desde o ano 2000.

A seca trouxe à tona pegadas de 113 milhões de anos, feitas por um parente do T-Rex. Confira.

Pegadas de dinossauro aparecem em leito de rio nos Estados Unidos

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Cogumelos psicodélicos podem ajudar alcoólatras a beber menos

O uso de psicodélicos associados à terapia parece ajudar as pessoas com alcoolismo a reduzir as vezes em que bebem muito, de acordo com um estudo. Usando psilocibina, um composto psicodélico encontrado em cogumelos alucinógenos, os pesquisadores trataram pacientes por mais de oito meses e observaram melhora em seus hábitos.

A ideia de usar psicodélicos como tratamentos para o alcoolismo foi bastante popular nas décadas de 1960 e 1970, quando estudos sobre o LSD descobriram que ele reduzia o uso indevido de álcool. Esse campo de pesquisa esfriou nas décadas seguintes, até o interesse renascer com a nova pesquisa.

O estudo incluiu 93 pessoas dependentes de álcool. Nos três meses que antecederam o estudo, os participantes bebiam em aproximadamente 60 dos dias. Desse período, cerca de metade era de consumo pesado – definido na pesquisa como cinco ou mais drinks por dia para um homem e quatro ou mais para uma mulher.

O composto alucinógeno deixaria o cérebro mais suscetível a um tratamento com terapia.

Cogumelos psicodélicos podem ajudar alcoólatras a beber menos

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Por que alguns cachorros têm medo de fogos de artifício?

Orelhas abaixadas, respiração ofegante e tremedeira. Alguns cachorros ficam tão perturbados com o barulho de fogos de artifício e tempestades que acabam se escondendo ou saem correndo, para o desespero dos donos.

Nossos amigos de quatro patas ouvem em um espectro de frequência duas vezes maior que os humanos e podem escutar sons quatro vezes mais distantes que nós. Mas a audição aguçada não é sinônimo de sensibilidade: nem todo cão se abala com os ruídos altos e imprevisíveis. Por quê?

Cientistas já descobriram algumas variáveis que estão em jogo. Confira abaixo e, ao fim deste texto, descubra o que pode fazer para (tentar) aliviar o medo do seu cãozinho.

Nem todo cão se abala com os ruídos altos e imprevisíveis. Confira algumas variáveis que entram em jogo e descubra o que fazer para acalmar seu cãozinho.

Por que alguns cachorros têm medo de fogos de artifício?

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Abelhas e borboletas estão em declínio no Brasil, mostra levantamento

Insetos geralmente não são protagonistas de campanhas de conservação ambiental – e você pode achá-los feios e nojentos. Mas eles também precisam ser protegidos: são parte importante dos ecossistemas e polinizadores exclusivos de muitas culturas agrícolas. E estão em declínio, aqui no Brasil.

Foi o que observou um levantamento feito por pesquisadores da Unicamp (SP) e das universidades federais de São Carlos (SP) e do Rio Grande do Sul. Eles reuniram 75 casos sobre abundância e biodiversidade de insetos, registrados anteriormente por outros cientistas. E descobriram que a maioria aponta para uma redução desses animais.

A lista de insetos do levantamento inclui aquáticos (como as libélulas) e terrestres (como abelhas, vespas, formigas, borboletas e besouros). As informações foram obtidas em 45 estudos – a maioria na Mata Atlântica, nenhum no Pantanal e na Caatinga – e a partir de conversas com outros 156 pesquisadores, que responderam questionários e contribuíram com suas experiências.

O levantamento consultou 45 estudos e 156 pesquisadores. A maioria das tendências observadas, entre insetos terrestres, aponta para uma redução.

Abelhas e borboletas estão em declínio no Brasil, mostra levantamento

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Sósias podem compartilhar traços genéticos e comportamentos

Doppelgänger é uma palavra de origem alemã que combina os substantivos Doppel (que significa “réplica”) e Gänger (algo como “ambulante” ou “aquele que vaga”). A ideia de existir alguém muito similar a você já foi muito usada na ficção – seja como um monstro metamorfo ou só alguém coincidentemente parecido. O fato é que existem, sim, pessoas que compartilham feições semelhantes; e segundo um novo estudo, elas podem ter ainda mais em comum.

Análises de DNA de 16 duplas de indivíduos extremamente parecidos revelaram que algumas pessoas com rostos semelhantes também têm alturas, pesos, hábitos e comportamentos parecidos.

No estudo, os pesquisadores analisaram imagens de 32 duplas de sósias usando três algoritmos de reconhecimento facial diferentes. Metade deles foram classificados como doppelgängers por todos os três algoritmos. Então os cientistas conduziram análises genéticas dentro desse novo grupo e encontraram 9 pares com semelhanças mais particulares ainda.

Juntos, essas super sósias compartilham 19.277 variações genéticas comuns em 3.730 genes, muitos relacionados a traços corporais e faciais.

As respostas aos questionários sobre a vida pessoal sugerem que eles compartilham ainda mais do que apenas o rosto. Algumas características de estilo de vida, como tabagismo, peso e nível de escolaridade, também foram associadas aos pares de sósias.

Estudo analisou 32 duplas de pessoas fisicamente parecidas e descobriu que, além de rosto, elas compartilhavam alguns genes e até hábitos.

Sósias podem compartilhar traços genéticos e comportamentos

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Coluna Carbono Zero: o que as ondas de calor na Europa significam para o planeta

Por Bruno Garattoni

Texto Salvador Nogueira

E lá vamos nós de novo. O verão de 2022 no hemisfério Norte registrou recordes e mais recordes, com ondas de calor que apavoraram muitos europeus. No Reino Unido, pela primeira vez foram registradas temperaturas acima de 40°C, batendo o recorde para aquele país (era 38,7°C, estabelecido em 2019).

Recordes também foram quebrados na França, onde a temperatura superou os 42°C. Na Alemanha, em junho, chegou a 39,2°C. E o auge do continente ficou com Pinhão, em Portugal, que marcou 47°C em 14 de julho. Quarenta. E. Sete. Graus. Tudo isso vem acompanhado por incêndios, evacuações e mais de 5.000 mortes por calor extremo.

Não se iluda, a humanidade não está pronta para o que está vindo. E é assustador pensar que 2022 não é apenas um dos anos mais quentes já registrados. Vai piorar.

Temperaturas extremas vão atingir populações que não estão prontas para lidar com elas. E deve ser ainda pior do que projetam os modelos de aquecimento global: as temperaturas deste verão europeu eram esperadas para 2050, não para agora.

A reflexão óbvia é: precisamos fazer alguma coisa. E podemos. Mudar hábitos é uma contribuição que cada um de nós pode dar. Há ferramentas para calcular qual é nossa pegada individual nas emissões de carbono e nos guiam para reduzi-la.

Vale, por exemplo, dar uma passada em seeg.eco.br/calculadora-de-emissoes-de-pessoas e conferir a ferramenta, desenvolvida em parceria pelo Seeg (Sistema de Estimativa de Emissões de Gases de Efeito Estufa) e pelo G1.

Esse exercício vai ilustrar duas coisas: sim, é possível agir no sentido de reduzir nossa influência pessoal e intransferível sobre o clima. E não, não é possível resolver o problema simplesmente mudando hábitos da população.

A maior parte das nossas emissões vem do consumo de eletricidade e dos transportes, duas áreas em que dependemos basicamente da matriz energética e dos veículos que há à disposição. É assunto de governo.

Para que possamos de fato enfrentar as mudanças climáticas, precisamos chamar os governantes à ação. Nos países democráticos, como é o caso do Brasil, escolhendo representantes comprometidos com a causa e com planos para agir sobre ela.

Elas atingiram níveis que só estavam previstos para 2050. E agora?

Coluna Carbono Zero: o que as ondas de calor na Europa significam para o planeta

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Como era a rotina criativa de Einstein, Darwin e outros 6 gênios

Por Maria Clara Rossini

Einstein dormia 10 horas por noite; Picasso virava a madrugada. Freud trabalhava 13 horas por dia; Darwin, só três. Conheça a rotina de algumas das mentes mais brilhantes da humanidade. E entenda por que não há receita para o sucesso.

Como era a rotina criativa de Einstein, Darwin e outros 6 gênios

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A sua garganta é mais simples do que a de um chimpanzé – e isso é ótimo

Novo estudo sugere que a ausência de tecido extra na laringe, presente em outros primatas, pode explicar a evolução da fala humana. Entenda.

A sua garganta é mais simples do que a de um chimpanzé – e isso é ótimo

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