Ventinho…por Mágica Mistura

“E esse ventinho de final de tarde? Vêm para refrescar a alma, levar as mágoas… vêm para trazer a suavidade de uma noite tranquila, repleta de sonhos que, com toda certeza, já são reais em algum fantástico lugar.”

Mágica Mistura

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A polêmica do cancelamento de palavras

“Criado-mudo, não. O termo correto é mesa de cabeceira. Criado-mudo é um termo racista e surgiu para chamar escravos que ficavam parados ao lado da cama.” O trecho entre aspas aparece no site da Amazon quando um consumidor pesquisa aquele pequeno móvel quebra-galho, no qual você deixa seus óculos, livro, celular ou copo d’água antes de dormir.

A intenção é ótima. Mas a empresa, infelizmente, acabou dando corda para uma informação falsa. Porque não há racismo na expressão “criado-mudo”. Vamos aos fatos: o nome desse objeto é uma adaptação do termo americano dumbwaiter, um pequeno elevador que transporta comida entre os andares de um imóvel, inventado no século 19 (“dumb” é um termo para “mudo”; “waiter”, “mordomo”). Na Alemanha, que não usou mão de obra escravizada em seu território nos tempos coloniais, também há a expressão “criado-mudo” (stummer diener) – é a palavra deles para “cabide de piso”.

O termo pode até ser de mau gosto, pois equipara pessoas a objetos. Mas não tem relação com a escravidão. Outra desinformação na mesma linha, que chegou a ser publicada em uma cartilha da Defensoria Pública da Bahia, é de que a expressão “nas coxas” também seria racista. Ela remeteria a telhas “feitas de argila, moldadas nas coxas de pessoas escravizadas”.

Não há registro de tal prática, nem no Brasil colonial, nem em lugar algum do planeta. Tampouco ela faria sentido. “A tese é facilmente desmentível por uma fartura de argumentos”, escreveu Sérgio Rodrigues, autor de Viva a Língua Brasileira, na Folha. “O anatômico (só gigantes teriam coxas do tamanho das telhas coloniais brasileiras), o funcional (telhas moldadas assim teriam tamanhos e formas tão variados que inviabilizariam um telhado decente) e o econômico (por que ter produtividade tão baixa se era fácil providenciar moldes de madeira?).”

Não há uma etimologia precisa para a expressão “nas coxas” – talvez daí a livre interpretação surrealista relacionando-a à escravidão. O mais provável, porém, é que seja simplesmente uma expressão para “trabalho malfeito” advinda do fato de que um trabalho bem-feito é realizado numa mesa, e não sobre as pernas.

Inventar significados terríveis para palavras sem relação com racismo só atrapalha a luta por um mundo com menos expressões realmente preconceituosas.

A polêmica do cancelamento de palavras

publicado originalmente em superinteressante

O enigma do Alzheimer

Texto Bruno Garattoni e Tiago Cordeiro
Fotos Dulla
Design Natalia Sayuri Lara

Todo mundo esquece coisas, certo? Não tem nada de anormal. Mas o tempo vai passando, e você percebe que está esquecendo um pouco mais. Datas, compromissos, a água fervendo no fogão. É ruim, mas não alarmante. Até que leva o primeiro susto: está na rua e esquece o endereço de casa. Depois lembra. Seu celular some e reaparece dentro da geladeira – sem que você faça a menor ideia de como foi parar ali. Você começa a trocar algumas palavras. Um dia olha para o seu cachorro e pensa: qual é mesmo o nome dele? Preocupada, sua família leva você ao médico, que receita um ou dois remédios. Não faz muita diferença.

Um dia, quando vai tomar banho, você não consegue se lembrar de onde fica o banheiro. Meu Deus. Acaba achando o banheiro e se tranquiliza um pouco… mas qual era mesmo a sequência de movimentos das mãos para abrir a água e ensaboar o corpo? Ensaboar? O que você está fazendo ali? Seu cônjuge bate na porta. Você abre – e leva um susto ao ver um rosto desconhecido. Quem é aquela pessoa? Que casa é essa? Quem é você?

[capitular title=”O”]undefined[/capitular]O Alzheimer é uma doença apavorante. Apavorante e surpreendentemente comum: corresponde a 70% de todos os casos de demência e afeta 38 milhões de pessoas no mundo (1,2 milhão no Brasil). Nos EUA, um em cada nove indivíduos acima de 65 anos tem Alzheimer (a partir dos 85 anos, um em cada três), e ele é a terceira maior causa de morte entre idosos.

Por isso o 7 de junho de 2021 foi tão marcante. Naquele dia a FDA, a agência que regula os medicamentos nos Estados Unidos, autorizou o lançamento do aducanumab, primeiro remédio contra a doença a ser lançado desde 2003. E tinha mais: aquela droga, desenvolvida pelo laboratório americano Biogen, era a primeira a tratar a causa, e não apenas os sintomas do Alzheimer. Uma revolução.

O aducanumab (que é vendido nos EUA com o nome comercial Aduhelm) é um anticorpo monoclonal, ou seja, que foi projetado em laboratório e é produzido a partir de uma única célula, clonada infinitamente – daí o termo “monoclonal”. Trata-se de uma célula de ovário de hamster (conhecida pela sigla CHO), já usada em vários outros anticorpos artificiais. No caso do aducanumab, ela foi modificada geneticamente para produzir anticorpos contra a beta-amiloide: uma proteína cujo excesso no cérebro forma placas que atrapalham a comunicação entre os neurônios, causando os problemas cognitivos típicos do Alzheimer.

Agora existe um remédio que elimina as placas amiloides, apontadas como a causa da doença. Mas há um problema: na prática, ele não funciona. Entenda por que foi liberado mesmo assim – e como essa polêmica pode colocar em xeque o que a ciência achava que sabia sobre o Alzheimer.

O enigma do Alzheimer

publicado originalmente em superinteressante

É porque é…por Mágica Mistura

“É a verdade…amo contos de fadas

Amo tudo que é mágico

Porque será?

Te respondo num segundo

Falta magia na vida

Falta esse toque no mundo

Precisa de cor no caminho

Mais flores nas escadas

Mais luz no final do túnel

Passarinhos cantando no ninho

Um tanto de brincadeiras

Risadas a puxar com rodo

Ah, e fadas voando soltas

Puxando as toucas dos gnomos!”

Mágica Mistura

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Meditação estimula o sistema imunológico

Cientistas da Universidade da Flórida colheram amostras de sangue dos participantes de um retiro espiritual de oito dias, antes e depois do evento (1).

Constataram que ocorreu aumento na atividade de 220 genes relacionados à resposta imunológica. E não houve alteração nos genes ligados a processos inflamatórios, ou seja, aquelas pessoas não tinham ficado doentes; as defesas do organismo realmente parecem ter se aperfeiçoado.

Fonte 1. Large-scale genomic study reveals robust activation of the immune system following advanced Inner Engineering meditation retreat. V Chandran e outros, 2021.

Prática aumenta a atividade de 220 genes ligados à resposta imune do organismo, revela estudo

Meditação estimula o sistema imunológico

publicado originalmente em superinteressante

A tela holográfica do Google

O sistema se chama Project Starline e é experimental, sem previsão de lançamento. Recentemente o Google publicou um artigo científico (1) revelando como ele funciona. A máquina usa luz infravermelha e 14 câmeras para captar vários ângulos do rosto ao mesmo tempo. Essa informação é processada e usada para gerar um modelo 3D da face da pessoa – que depois é exibido para o outro usuário, que também está usando um Starline.

Ou seja, é um sistema de videoconferência extremamente sofisticado. A tela tem 65 polegadas, resolução 8K e uma tecnologia chamada light field display, que a torna capaz de exibir várias imagens ao mesmo tempo (é uma versão muito mais avançada da técnica usada na tela do console Nintendo 3DS). Conforme você se mexe na frente da tela, vê ângulos ligeiramente diferentes do rosto da outra pessoa – e é isso que dá a sensação de holograma.

O sistema usa dois computadores potentes, com quatro placas de vídeo cada um, e requer uma conexão à internet de 100 Mbps. O Google construiu algumas unidades do Starline, que já está sendo usado em três escritórios da empresa nos EUA.

***

Fonte 1. Project Starline: A high-fidelity telepresence system. J Lawrence e outros, 2021.

Starline usa luz infravermelha, 14 câmeras e uma tela especial – e permite conversar com outras pessoas como se elas estivessem na sua frente.

A tela holográfica do Google

publicado originalmente em superinteressante

Assista a “Ômicron é fim da pandemia ou colapso dos hospitais? As incógnitas da variante” no YouTube

Desejamos profundamente que tudo volte ao normal. Mas até que ponto cada um está fazendo sua parte?

A Ômicron está aí, provando que sabemos muito pouco sobre coisa alguma.

BBC NEWS aqui!

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Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Moradores e turistas do balneário de Alter do Chão, localizado em Santarém, veem crescimento da mineração como causa do fenômeno Fonte: Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão – Rede Brasil Atual Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

Garimpo ilegal: barro escurece águas do ‘Caribe Amazônico’ em Alter do Chão  — Brasdangola Blogue

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

Pajé também é mulher — Existe Guarani em São Paulo

Natural da aldeia de Mutum, no interior do Acre, Hushahu Yawanawá sempre teve vontade de experimentar o uní, nome indígena para a ayahuasca. No entanto, seu povo dizia que as mulheres podiam morrer ou enlouquecer após consumir a bebida. “Percebi que isso era só um discurso dos homens para evitar que fizéssemos parte do ritual”, […] […]

Pajé também é mulher — Existe Guarani em São Paulo

publicado originalmente em Bárbara Crane Navarro

Pontos de vista…por Sêneca

“Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.”

🌷Sêneca

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