Gustav Jung e Sigmund Freud eram grandes amigos no começo do século 20. Os pesos-pesados da psicologia moderna se conheceram pessoalmente em 1907, em Viena. O austríaco Freud, 19 anos mais velho, encantou-se com a genialidade do suíço Jung, que, aos 32, trabalhava como psiquiatra e professor universitário.
Eles continuaram a se encontrar e a trocar centenas de cartas. Pelo trabalho de Jung, Freud o considerava seu sucessor na recém-criada psicanálise: ele seria o jedi; Jung, o padawan.
Mas não foi bem assim. Jung não concordava que as motivações da mente partiam da sexualidade, enquanto Freud (ateu convicto) se opôs completamente ao misticismo que há na psicologia de Jung. Essas divergências teóricas levaram, em 1912, a um rompimento digno de música sertaneja. O suíço passou os três anos seguintes na sofrência: recluso, sem ler, escrever ou dar aulas.
Nesse período dark, Jung refletiu sobre a sua relação com Freud. E chegou a uma conclusão: as divergências rolaram porque os dois tinham personalidades diferentes. Concluiu que Freud era um extrovertido – alguém que se sente à vontade em uma multidão, e que prefere compartilhar com outras pessoas os seus problemas para resolvê-los; e que ele, Jung, seria introvertido – alguém que opta pelo mundo interior, que usa a solidão como combustível para recarregar as energias.
INTP, ESTJ, ESFP… O questionário que classifica pessoas em categorias demarcadas por quatro letrinhas é tratado como algo sacrossanto por departamentos de recursos humanos e parte dos psicólogos. Mas, afinal: ele funciona mesmo?
A tensão dos últimos tempos não poupou ninguém. Nem a boca. Um dos reflexos de toda a reviravolta que enfrentamos por causa da Covid-19 foi o aumento nos casos de bruxismo, uma condição que faz a pessoa pressionar e desgastar inconscientemente os dentes, inclusive ao dormir.
Na mesma linha, um levantamento englobando 50 alunos de pós-graduação em odontologia e psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) revela, em seus achados preliminares, que os casos de bruxismo durante o sono mais que triplicaram (pulando de uma incidência de 8 para 28% no período pandêmico) e os do chamado bruxismo de vigília, aquele que ocorre com a pessoa acordada, dobraram (mudança de 6 para 12%).
Os profissionais têm sentido o impacto detectado pelos estudos no seu dia a dia de consultório. “Não há dúvida de que este momento tão complicado que estamos encarando tem ligação com esse tipo de problema. Inclusive, uma análise feita pela Associação Americana de Odontologia indica que queixas de bruxismo tiveram um aumento de mais de 50% por lá, e aqui não é diferente”, diz a dentista Juliana Stuginski Barbosa, pesquisadora da USP de Bauru e membro da Sociedade Brasileira de Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial.
Apertar e ranger os dentes tem tudo a ver com estresse. E a incidência do problema deu um salto! Saiba o que ele pode aprontar e como escapar dos seus danos
Eles estão na linha de frente, nos bastidores, na retaguarda e ao lado dos pacientes. São os enfermeiros, um grupo de mais de 1,6 milhão de brasileiros que, sobretudo na pandemia de Covid-19, demonstraram seu papel crucial no ecossistema de cuidado à saúde.
Para prestigiar esses profissionais e reconhecer quem trabalha para fazer a diferença, chega ao Brasil o Prêmio de Enfermagem Rainha Silvia da Suécia, uma iniciativa internacional que, idealizada pela majestade sueca, já conta com edições nesse país escandinavo, na Alemanha, na Lituânia, na Polônia, na Finlândia e nos Estados Unidos.
Organizada no Brasil pela healthtech Vibe Saúde, a premiação tem como temática em seu primeiro número “ideias, ações, projetos ou soluções transformadoras que impulsionam impacto social para a sociedade brasileira e que possibilitem um cuidado mais próximo e humanizado aos pacientes, além de projetos que envolvam cuidados especiais com idosos.”
A distinção é voltada a enfermeiros formados e estudantes de enfermagem do estado de São Paulo (a partir do ano que vem, outras regiões também serão contempladas). As inscrições acontecem pelo site oficial do prêmio e vão até 1º de novembro deste ano. As submissões serão avaliadas por um júri multidisciplinar e o profissional vencedor será anunciado no dia 23 de dezembro.
Prêmio de Enfermagem Rainha Silvia da Suécia ganha edição brasileira e vai revelar profissionais que fazem a diferença nos cuidados com a saúde