“Ando à procura de espaço para o desenho da vida. Em números me embaraço e perco sempre a medida. Se penso encontrar saída, em vez de abrir um compasso, protejo-me num abraço e gero uma despedida.
Se volto sobre o meu passo, é já distância perdida.
Meu coração, coisa de aço, começa a achar um cansaço esta procura de espaço para o desenho da vida. Já por exausta e descrida não me animo a um breve traço: – saudosa do que não faço, – do que faço, arrependida.”
Propagada sobretudo como emagrecedora, a dieta cetogênica pode ameaçar a saúde. Essa é a conclusão de uma revisão de estudos publicada na revista científica Frontiers in Nutrition.
Segundo os autores, no longo prazo esse padrão elevaria o risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e Alzheimer. Sobretudo grávidas e pacientes renais nem deveriam pensar no assunto.
É que, em geral, quem segue essa dieta costuma abusar da gordura saturada — justamente o tipo que se pede para ingerir com moderação. Essa versão está em carnes vermelhas e processadas, queijos, ovos e manteiga.
“Em paralelo, há restrição de alimentos protetores, como vegetais e grãos”, lembra a nutricionista Fernanda Imamura, de São Paulo. “Muitas pessoas acham que essas dietas são inofensivas. Mas não são”, reforça.
Ela prevê alto consumo de gorduras e porções ínfimas de carboidrato
Em estudo publicado na última quinta-feira (16), uma equipe de pesquisadores relatou a descoberta do que pode ser a evidência mais antiga da produção de roupas pelo Homo sapiens. Os objetos foram encontrados na Caverna Contrebandiers, em Marrocos, e datam de 90 a 120 mil anos atrás.
Os objetos encontrados são 62 ossos que parecem ter sido transformados em ferramentas, semelhantes a algumas utilizadas hoje para trabalhos com couro. São objetos de extremidade larga e arredondada, parecidos com espátulas. Eles provavelmente foram formados a partir de costelas de animais.
As ferramentas seriam ideais para remover e preparar o couro e a pele de animais, sem perfurá-los, para a produção de vestimentas – ou até materiais para outras produções, como abrigos. Os pesquisadores não descartam a possibilidade de que os objetos tenham sido utilizados para outras atividades também.
Os cientistas acreditam que os primeiros humanos transformavam os ossos desta maneira, para usá-los como ferramentas.
Não se tem certeza sobre quando a produção e o uso de roupas pelos humanos começou, mas provavelmente o hábito de se vestir surgiu há mais de 120 mil anos – alguns pesquisadores já indicaram até 170 mil anos. As roupas em si dificilmente se preservam, então os cientistas recorrem à análise de possíveis ferramentas usadas na confecção.
Nada de Adão e Eva pelados no Éden. Ferramentas encontradas em caverna do Marrocos podem ter sido usadas para preparar o couro de animais para a produção de roupas.
“A vida é um incêndio: nela dançamos, salamandras mágicas Que importa restarem cinzas se a chama foi bela e alta? Em meio aos toros que desabam, cantemos a canção das chamas!
Cantemos a canção da vida, na própria luz consumida…”
Muito se discute sobre o contágio de animais com o coronavírus desde o início da pandemia. E todas as pesquisas apontam para danos baixíssimos aos bichos.
“O vírus não consegue se replicar e se desenvolver como nos humanos”, explica o virologista Paulo Eduardo Brandão, da Universidade de São Paulo (USP).
Mas um novo estudo, conduzido pela Universidade de Utrecht, na Holanda, revela que a contaminação dos pets é mais alta do que se pensava. Após testar cães e gatos de 196 lares com pessoas infectadas, os cientistas encontraram animais com anticorpos ou o vírus ativo em 20% das casas.
E quem passa são os donos. A boa notícia é que eles não adoecem