Os sonhos seguem como um dos tópicos mais misteriosos para a ciência: ainda há muito debate sobre o porquê do nosso cérebro criar tantas fantasias quando dormimos. Mas é possível que o caminho para finalmente entender essa experiência esteja relacionado ao ramo de aprendizado de máquina. É isso o que aponta um novo estudo do neurocientista Erik Hoel, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, que foi publicado na revista Patterns.
A população mundial vai parar de crescer em 2064, quando a Terra deve abrigar 9,7 bilhões de seres humanos. É o que diz um um artigo do Global Burden of Disease Study,que analisou as taxas de fertilidade, mortalidade e migração de cada país. No gráfico abaixo, confira quando cada nação terá seu pico de moradores.
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A população do Brasil já está chegando a um platô. Para repor a população atual, cada mulher precisaria ter 2,1 filhos (o 0,1 faz parte do índice considerado pela ONU, para compensar a mortalidade infantil). Hoje, a média brasileira é 1,7.
Alguns motivos explicam a disparidade entre os anos de pico. A taxa de fertilidade dos Estados Unidos, por exemplo, é igual à do Brasil. Mas os americanos devem demorar 20 anos a mais para atingir o pico populacional, graças ao alto índice de imigração. Os EUA são o país com o maior número absoluto de imigrantes no mundo, com 50 milhões de residentes estrangeiros.
Em 2022, a Índia bateu a marca de dois filhos por mulher, o que deve estabilizar a população. A China, devido à política do filho único, atingiu essa meta nos anos 1990.
Um estudo considerou as taxas de fertilidade, mortalidade e migração para determinar quando cada país terá seu pico populacional. Veja quando o mundo (e o Brasil) ficará saturado de gente.
POR QUE SINTO DOR DE CABEÇA ASSIM QUE ACORDO? Os motivos variam de hábitos comuns, como falta de cafeína ou estresse, até questões mais sérias, como enxaquecas Muitas vezes tenho dores de cabeça pela manhã. Elas melhoram quando me levanto e tomo café, mas não consigo descobrir como evitá-las. Tentei vários travesseiros e posições para […]
Nos anos 1960, uma equipe de arqueólogos encontrou treze corpos enterrados no vale do Sado, no sul de Portugal. Os esqueletos estavam em covas de oito mil anos, o que já os torna uma baita descoberta arqueológica por si só. O arqueólogo Manuel Farinha dos Santos tirou fotos em preto e branco, com uma câmera analógica.
As fotos foram encontradas e reveladas recentemente. Após a análise das imagens e visita ao sítio arqueológico, um grupo de pesquisadores da Suécia descobriu que pelo menos um daqueles corpos foi mumificado – provavelmente para facilitar o transporte até o local do enterro. Isso o torna a múmia mais antiga de que se tem notícia, batendo o recorde anterior por mil anos.
E pasme: o recorde anterior não era do Egito. Ele pertencia às múmias de sete mil anos do povo Chinchorro, encontradas no deserto do Atacama, no Chile. O clima seco do deserto fazia com que alguns corpos sofressem o processo de mumificação naturalmente, enquanto outros eram mumificados artificialmente.
As múmias do Egito só começam a aparecer dois mil anos depois. Apesar de as múmias estarem fortemente atreladas à cultura egípcia, outros povos já dominavam técnicas para retardar a decomposição do cadáver. O processo é mais fácil em locais com condições favoráveis, com clima seco e frio.
Segundo Rita Peyroteo-Stjerna, bioarqueóloga da Universidade Uppsala e uma das autoras do novo estudo, é difícil encontrar múmias na Europa graças ao clima úmido da região. A evidência de mumificação mais recente encontrada na Europa até então datava de 1.000 a.C. É possível que outros corpos encontrados nas covas estejam mumificados.
A descoberta
Sem as fotos tiradas em 1962, é provável que a múmia não fosse descoberta tão cedo. Por meio das imagens, os pesquisadores perceberam que os ossos dos braços e pernas estavam curvados para além do limite natural do corpo – indicando que o indivíduo foi amarrado e “apertado” após a morte, como geralmente se faz no processo de mumificação. As amarras, é claro, já foram decompostas.
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Além disso, os ossos e articulações permaneceram no lugar, outra evidência de que o corpo foi enterrado amarrado. Os ossos do pé, em particular, costumam se desprender no processo de decomposição, mas isso não ocorreu no esqueleto encontrado.
O corpo foi enterrado há oito mil anos – pelo menos um milênio antes da múmia mais antiga conhecida até então.
Mesmo que a ilha de Creta já tenha sido o centro da civilização do Mar Egeu, mas hoje em dia é possível encontrar apenas uma ideia do que um dia foi o seu passado