O bem e o mal do estrangeirismo

Texto Alexandre Carvalho Design e colagem Carlos Eduardo Hara Edição Alexandre Versignassi

[capitular title=”O”]undefined[/capitular] terror dos puristas da língua em Portugal é um youtuber nascido e criado no Engenho Novo, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro: Luccas Neto. Dono do canal infantil Luccas Toon, com 36,9 milhões de seguidores no YouTube, o carioca também é um hit entre as crianças portuguesas. A tal ponto que, em novembro do ano passado, o jornal lisboeta Diário de Notícias publicou uma matéria em tom xenofóbico, reclamando que os miúdos de lá estão cada vez mais a falar “brasileiro”, de tanto assistir Luccas e outros influenciadores daqui.

“Dizem ‘grama’ em vez de relva, autocarro é ‘ônibus’, rebuçado é ‘bala’, riscas são ‘listras’ e leite está na ‘geladeira’ em vez de no frigorífico”, alertou o jornal. “Os educadores notam-no sobretudo depois do confinamento – à conta de muitas horas de exposição a conteúdos feitos por youtubers brasileiros.”

Pais e educadores portugueses estão preocupados. Mas talvez não devessem levar o caso tão a sério. Afinal, mais do que o jeitinho de falar de sua antiga colônia, os lusos usam e abusam de palavras do francês e do inglês – e aí sem a mesma vergonha.

Um exemplo: enquanto, no trânsito daqui, temos em cada cruzamento uma placa indicadora que diz “Pare”, em Portugal a mesma sinalização diz “Stop”. E, lá como cá, o motorista entende muito bem o que deve fazer.

Isso porque o estrangeirismo – a influência de culturas do exterior sobre os costumes e as falas de um povo – é parte da evolução natural de qualquer língua. A forma como nos expressamos se modifica o tempo todo, e um mundo globalizado (fenômeno que não nasceu com a internet – é forte desde as Grandes Navegações, dos séculos 15 e 16) acelera esse intercâmbio linguístico. Tentar proibi-lo é como enxugar gelo. Mesmo assim, já teve político que tentou.

Em 1999, o então deputado federal Aldo Rebelo inventou um Projeto de Lei para limitar o uso de termos estrangeiros no Brasil. Segundo o PL, toda vez que um meio de comunicação de massa, estabelecimento comercial ou peça publicitária usassem uma palavra de fora, teriam de colocar junto a tradução em português.

O projeto excêntrico, claro, não vingou. Até porque, quando um termo de qualquer país é incorporado amplamente nos nossos diálogos e textos, ele na prática deixa de ser estrangeiro. Vira nosso. Todo dicionário nacional está inundado de vocábulos que não brotaram nem em Portugal, nem no Brasil, mas que já são tão de casa quanto receita de caipirinha.

Ou com que palavra de origem portuguesa você pediria uma pizza? O nome dos discos redondos de farinha é um termo italiano cuja primeira menção registrada é do ano 997, na região que mais tarde se tornaria Nápoles. E provavelmente era um estrangeirismo lá também. Há controvérsias, como tudo na linguística, mas tudo indica que a palavra veio do grego pitta – denominação que usamos hoje para o pão sírio.

O mal do estrangeirismo nem está exatamente na substituição de termos, como rooftop no lugar de “terraço”. O problema maior é quando, no afã de pegar algo emprestado de uma língua de fora, deturpamos a lógica da nossa.

Um exemplo? Cada vez mais, brasileiros têm falado e escrito “eventualmente” no sentido de “mais cedo ou mais tarde”, “algo que em algum momento vai acabar acontecendo”… porque esse é o significado de eventually, o termo em inglês. Só que o nosso “eventualmente” sempre quis dizer outra coisa: expressa uma possibilidade, algo que pode ou não ocorrer, ou que acontece ocasionalmente.

Erros semelhantes são o uso do verbo “realizar” no sentido de “perceber’’ e “aplicar” no lugar de “inscrever-se”. Cringe, usado para expressar “vergonha alheia” a partir de 2021, então, é um crime lesa-pátria. No caso, duas pátrias, porque o uso que se deu aqui nunca aconteceu lá fora. No Brasil, virou adjetivo (“ainn, isso é cringe”). Lá fora é verbo. E a expressão correta é cringe worthy (algo digno de constrangimento). Aí complica.

Os donos da língua

Se fosse possível que habitantes de uma região e seus descendentes nunca adotassem termos de outros povos, o Brasil, colonizado por Portugal, não falaria português. É que o vocabulário da nossa antiga metrópole nasceu de uma vitória brutal do latim, a língua oficial do Império Romano, sobre o lusitano, o idioma falado na Lusitânia, território que se estendia entre os rios Douro e o Tejo – e onde viviam os ancestrais dos portugueses desde o Neolítico (10.000 a.C. – 4.500 a.C.).

Sem a incorporação da cultura de uma sociedade (muito) mais poderosa, quando Roma conquistou as tribos lusitanas em conflitos que se estenderam até 138 a.C., os portugueses que colonizaram o Brasil ainda falariam essa língua protoindo-europeia (ou seja, que tem a mesma origem do persa, do hindi, do grego, do germânico e do próprio latim, mas característica o bastante para ter se diferenciado entre as Idades da Pedra e do Bronze).

Rooftop, insight, approach… O Brasil parece cada vez mais inclinado a trocar seu vocabulário todo por termos em inglês. Mas a adoção de palavras de origem estrangeira não tem nada de nova: é tão antiga quanto a capacidade do Homo sapiens de falar, e fundamental para a própria evolução das línguas. Só uma dica: use com moderação.

O bem e o mal do estrangeirismo

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Curiosamente…por Mágica Mistura

“Quando éramos crianças cada dia era uma aventura repleta de descobertas, e mesmo quando caímos e o joelho saía ralado, bastava um beijinho carinhoso e tudo voltava a brilhar. Atenção e curiosidade, alegria e entrega à vida. É disto que eu estou falando!⁠”

Mágica Mistura

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Gostos e escolhas…por Mágica Mistura

O que seria do amarelo

Se o mundo lilás todo fosse

O que dizer da maçã

Se só gostassem de laranja ?

Amo muito as camélias

Porém rosas também são belas

Há quem prefira um café

Talvez um suco, só água

Um brigadeiro, um brioche

Banho de mar,ou fuja de praia

Gosto é gosto, é diverso

Tempero da vida,sal da terra

Tem quem goste de um drama

De suspense,ou romance

Talvez na tela ou em um livro

Depende da situação …

Opções são bem vindas

Cada qual uma opinião

Livre arbítrio, aceitação

Valorizar é a palavra

Tudo e todos , sempre… enfim

Viver plenamente o presente

Que é o que de certo temos

Sem dúvida, de concreto

Única escolha,essa sim…

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Em visita ao Brasil, Marie Curie inspirou o início da radioterapia no país

Por Maria Clara Rossini

Chapéu, roupa de banho, escova de dente, duas agulhas de rádio (o elemento químico). Era mais ou menos assim que a mala de Marie Curie estava organizada quando ela saiu de Paris, em junho de 1926. O destino: Rio de Janeiro. O convite partiu da Embaixada do Brasil na França, mas foi o governo francês que bancou a viagem.

Já aos 59 anos de idade e laureada com dois prêmios Nobel (de Física, em 1903, e Química, em 1911), Curie não parecia muito animada com a viagem. Em quase todas as fotos no Brasil ela aparece sentada e sem interesse em olhar para a câmera. A polonesa naturalizada francesa só tinha um objetivo claro: divulgar suas pesquisas sobre radioatividade.

Agenda lotada

Curie ministrou um curso na Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que foi transmitido via rádio (o aparelho, ainda uma novidade tecnológica). Apesar do foco no trabalho, arrumou tempo para aproveitar o hotel no bairro do Flamengo com sua filha, Irène Joliot-Curie, tomar banhos de mar e fazer o clássico roteiro turistão carioca: Corcovado, Pão de Açúcar (já havia o bondinho), Tijuca e Museu Nacional.

Durante os dois meses que ficou no Brasil, estava quase sempre acompanhada da bióloga paulistana Bertha Lutz, uma ativista do feminismo. Esta fazia parte da Federação Brasileira pelo Progresso Femininouma entidade que lutava pelos direitos políticos e inclusão das mulheres na educação e ciência. As ativistas feministas tinham tudo para se tornarem BFFs.

Lutz também acompanhou Curie em São Paulo, onde a química deu palestras na Faculdade de Medicina da USP. Ela também visitou o Instituto Butantã, que 95 anos depois desenvolveria a primeira vacina contra a Covid-19 aprovada no Brasil.

Depois de passar um dia na capital paulista, ela embarcou em um trem na Estação da Luz com destino a Águas de Lindoia. Não para relaxar nas termas, mas para conferir um rumor que circulava entre os cientistas: as águas das fontes lindoienses teriam um pequeno grau de radioatividade. Segundo os jornais da época, ao final da visita, Curie teria confirmado o fato. E estava certa. Medições com equipamentos mais modernos mostrariam depois que que tem mesmo; num grau seguro para a saúde. 

A cientista visitou o primeiro hospital oncológico quando passou por aqui, em 1926. Saiba como foi a experiência da química no Brasil.

Em visita ao Brasil, Marie Curie inspirou o início da radioterapia no país

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Razão e Paixão…por Khalil Gibran

” A razão, reinando sozinha, restringe todo impulso; e a paixão, deixada a si, é um fogo que arte até sua própria destruição.”

🌷Khalil Gibran

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A aventura global dos vikings

Por Rafael Battaglia

Texto Reinaldo José Lopes Ilustração Vini Capiotti 

Design Juliana Krauss Edição Alexandre Versignassi

Por volta do ano 1000 d.C., um monumento funerário foi erguido em Stora Rytterne, no interior da Suécia. As runas gravadas na laje do memorial dizem o seguinte: “Gudleif dispôs o cajado e estas pedras em memória de Slagvi, seu filho, que encontrou seu fim no leste, em Karusm”.

Na primeira olhada, a frase não parece dizer muita coisa, certo? Acontece que a última palavra do epitáfio muda tudo. Para a maioria dos especialistas, “Karusm” provavelmente é uma variação de “Khwarazm”. Esse era o nome de um poderoso reino muçulmano que existia num oásis do atual Uzbequistão, bem no miolo da Ásia. Ou seja: Slagvi, filho de Gudleif, morreu muito longe de casa.

E não foi um caso isolado, como mostram outras inscrições e artefatos espalhados por boa parte da Escandinávia. Durante a chamada Era Viking, entre os séculos 8º e 11º d.C., rapazes do interior da Suécia, bem como da Dinamarca e da Noruega, viraram protagonistas de uma versão medieval do mundo globalizado, espalhando-se por tudo quanto é canto da Eurásia: da Irlanda a Bagdá.

Esses sujeitos agiam como piratas sem o menor escrúpulo em muitas ocasiões, mas também estavam de olho em oportunidades comerciais, viravam-se bem como diplomatas e, de vez em quando, resolviam sossegar e se transformavam em prósperos colonos. Nada disso foi fruto de um grande plano – os viajantes da Escandinávia quase sempre atuavam sem comando central, hierarquia militar, ou aparentes objetivos de longo prazo. Mas suas aventuras acabaram estimulando o surgimento de algumas das nações mais poderosas do planeta nos últimos séculos, como a Inglaterra, a França e a Rússia. Sem os vikings, a trajetória histórica desses lugares poderia ter sido bem diferente.

“Vikingando” por aí

Antes de entender como essa saga (aliás, “saga” é uma palavra escandinava) começou, vale a pena pensar um pouco nos termos que costumamos usar. Acontece que, ao menos na Idade Média, “viking” não era uma palavra empregada como designação étnica ou de “nacionalidade”. “Viking” era simplesmente o sujeito que saía por aí “vikingando”, ou seja, fazendo incursões por mar, que podiam ter objetivos guerreiros ou pacíficos. Se você preferir, pode traduzir mentalmente a palavra para “pirata”, como fizemos no parágrafo anterior.

É importante ter isso em mente porque a Escandinávia do começo da Era Viking não passava de uma grande colcha de retalhos. Eram comunidades pequenas e pouco centralizadas politicamente, lideradas por nobres mixurucas que raramente conseguiam impor sua vontade aos lavradores livres que formavam o grosso da população. Alguns desses nobres e seus vizinhos de status “plebeu” às vezes decidiam sair por aí a “vikingar”, numa espécie de empreendedorismo militar-comercial, quando enxergavam oportunidades interessantes nas terras d’além-mar.

A questão, porém, é desvendar o porquê de tantos grupos, espalhados pelas diferentes comunidades escandinavas, terem descoberto que “vikingar” era bom negócio num momento específico, a partir da segunda metade do século 8º d.C. A convenção adotada pelos historiadores é considerar que a Era Viking começou no ano de 793, quando marujos escandinavos roubaram e massacraram os monges que viviam na ilha de Lindisfarne, no nordeste da Inglaterra, mas é claro que esse primeiro ataque não surgiu do nada. Quais foram os ingredientes que criaram os vikings?

Ainda há um debate considerável sobre o tema, e o fenômeno muito provavelmente teve diversas causas. Mas uma das mais importantes é algo que todo mundo entende com facilidade hoje: mais grana circulando pelo mundo.

Acontece que a Era Viking parece tomar fôlego numa época em que a economia do norte da Europa começa a ter uma fase de crescimento considerável de novo, após alguns séculos de baixa causada pelo fim do Império Romano do Ocidente (em 476 d.C.).

A Escandinávia nunca tinha feito parte dos domínios de Roma, que só iam até o oeste da atual Alemanha, mas as evidências da interação com os romanos são muitas no registro arqueológico da região, e isso certamente envolvia comércio e circulação de pessoas. Guerreiros nórdicos chegaram a virar mercenários a serviço dos exércitos dos Césares e também parecem ter feito parte dos grupos “bárbaros” que invadiram e retalharam o Império. Parte das riquezas saqueadas nesse processo foram parar em solo escandinavo.

Só que essa fonte secou rápido, e a Europa em frangalhos que emergiu da queda de Roma era não só bem mais pobre como muito menos conectada. A simplificação radical da economia e da sociedade só começou a ser revertida lentamente a partir do começo do século 8º, com a construção ou a ampliação de portos mercantes da França à Alemanha, englobando também a costa leste da Inglaterra. Em parte, esse processo foi estimulado pelo fortalecimento do reino cristão dos francos (englobando justamente a região dos novos portos), que alcançaria seu auge com a ascensão do imperador Carlos Magno (747-814).

Lojinha aberta

E dá pra enxergar um processo similar acontecendo no registro arqueológico da própria Escandinávia. Foi no começo do século 8º que ocorreu a fundação de uma vila mercantil dinamarquesa chamada Ribe (que existe até hoje). Usando métodos refinados de datação, cientistas europeus determinaram recentemente como Ribe foi aumentando sua esfera de trocas comerciais com o passar do tempo, seja com outras partes da Escandinávia, seja com as regiões mais ao sul, na esfera de influência dos francos.

“Vemos essa intensificação do comércio marítimo aparecer bem antes dos ataques vikings à Europa Ocidental”, conta Bente Philippsen, pesquisadora da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, autora de um estudo recente sobre o tema. Logo que o pessoal de Ribe abriu suas lojinhas, entre os principais artefatos que circulavam pela região estavam objetos de cerâmica vindos da bacia do rio Reno, que banha a França, a Alemanha e a Holanda de hoje.

Não era só pancada. Combinando diplomacia e comércio, os navegadores escandinavos ajudaram a criar a Rússia, a Inglaterra e a França. De quebra, conectaram o Ocidente com o mundo islâmico.

A aventura global dos vikings

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Entenda de uma vez por todas o que são os alimentos ultraprocessados

Sabe aquela verdade (teoricamente) absoluta de que todo alimento industrializado não é lá muito bom? Então, e se a gente disser que a história nem sempre é assim?

De uns tempos para cá, os ultraprocessados se popularizaram como alimentos “não saudáveis”, ricos em gorduras, açúcares e sal. Mas, especificamente nesses casos, estamos nos referindo aos ingredientes que compõem o produto, e não aos processos em si.

Confuso, né? Calma que vamos esclarecer tudo, tintim por tintim!

Um pouco de história

Os alimentos processados têm feito parte da dieta humana desde tempos antigos. Cientistas da Universidade de Harvard relatam que a primeira técnica foi criada há cerca de 2 milhões de anos, com a descoberta da cocção. Mais tarde, surgiram outros métodos, tais como a fermentação, secagem e salga. Tais técnicas permitiram a formação e a sobrevivência de diversos grupos e comunidades.

Exemplos de processamento

Precisamos falar sobre a produção da NotMayo

Afinal, os produtos da linha são ou não ultraprocessados? Sim, de acordo com as definições estabelecidas, os produtos da linha NotMayo são considerados ultraprocessados. 

Entretanto, em sua composição são utilizados ingredientes de altíssima qualidade e cuidadosamente selecionados. Além de processos que conferem um importante valor nutricional ao produto – sem glúten, colesterol e gordura trans. 

Outro diferencial positivo, é que a produção da NotMayo dispensa as etapas de cativeiro e abate de animais. A seguir, conheça os detalhes desse processo, que é bem semelhante ao feito em casa, mas em nível industrial.  

Pelo bem do planeta e das pessoas

Cinco fatores confirmam: ao consumir a NotMayo, você não perde nada em relação à experiência e ainda consome um produto com uma cadeia de produção consciente.

Os processos garantem a segurança, textura e sabor do produto, mas é importante ir além do termo e saber mais sobre a qualidade dos ingredientes usados

Entenda de uma vez por todas o que são os alimentos ultraprocessados

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Como a biodiversidade e escravidão no Brasil influenciaram o pensamento de Darwin

Por Maria Clara Rossini

Fernando de Noronha é um destino interessante para quem gosta de ciência. Não só pela natureza exuberante, mas também porque esse foi o primeiro pedaço de chão brasileiro que Charles Darwin conheceu. 

O criador da Teoria da Evolução passou só algumas horas no arquipélago, quando o navio HMS Beagle (o mesmo que o levou às Ilhas Galápagos) atracou em 20 de fevereiro de 1832.

Darwin tinha apenas 23 anos. Embarcou no HMS Beagle como “companheiro do capitão” (uma espécie de cargo na época). O tal capitão era um cientista, Robert Fitzroy, e aprovou o jovem naturalista para a vaga. Darwin aproveitaria a expedição para estudar a biologia e a geologia de terras pouco exploradas. A viagem durou cinco anos.

Noronha não impressionou o naturalista. Ele gostou mesmo quando o navio aportou em Salvador. Aí, sim, Darwin ficou sem palavras. Era a primeira vez que via uma de nossas matas por dentro. Ele comparou a garoa inglesa ao toró do Brasil: “Fui surpreendido por uma tempestade tropical. Procurei me abrigar debaixo de uma árvore, cuja copa cerrada seria impermeável à chuva comum da Inglaterra. Aqui, porém, após alguns minutos, uma pequena cachoeira descia pelo enorme tronco”.

Apesar da tromba d’água, ele não se abalou. Em seu diário de viagem, no dia 29 de fevereiro, escreveu que o dia havia transcorrido “deliciosamente”. Mais do que isso: “delícia é termo insuficiente para dar conta das emoções sentidas por um naturalista que, pela primeira vez, se viu a sós com a natureza no seio de uma floresta brasileira”.

O viajante passou o final de fevereiro e a primeira metade de março em Salvador. Sim: Darwin conheceu o Carnaval baiano. Mas, diferente de Feynman, odiou. Na segunda-feira de Carnaval, enquanto dava um rolê pela cidade, o naturalista foi atingido por bolas de cera cheias de água e ficou empapado com sacos de farinha jogados pelos foliões. “Difícil manter a nossa dignidade”.

Origem das espécies brasileiras

Salvador e Rio de Janeiro fizeram parte do itinerário do HM Beagle, navio que levou Darwin a conhecer o mundo. Entenda como as espécies brasileiras e o horror da escravidão o levaram à Teoria da Evolução

Como a biodiversidade e escravidão no Brasil influenciaram o pensamento de Darwin

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Assista a “OMNIA (Official) – Fee Ra Huri” no YouTube

☀️ Fee Ra Huri

Wack fol’a day diddle dee dye doe
Je le len ‘o je le la le len ‘o
Fiddle daddle day diddle dee dye doe
Ho ri f dhe ra hurWack fol’a

Day diddle dee dye do
Je le s ‘je le la o le s’ o
Fiddle diddle dee dye daddle day doing
Ho f ri dhe ra hur

Composição indisponível.

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Revista Galileu: Nova teoria explica o porquê de termos sonhos bizarros

Os sonhos seguem como um dos tópicos mais misteriosos para a ciência: ainda há muito debate sobre o porquê do nosso cérebro criar tantas fantasias quando dormimos. Mas é possível que o caminho para finalmente entender essa experiência esteja relacionado ao ramo de aprendizado de máquina. É isso o que aponta um novo estudo do neurocientista Erik Hoel, da Universidade Tufts, nos Estados Unidos, que foi publicado na revista Patterns.

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2021/05/nova-teoria-explica-o-porque-de-termos-sonhos-bizarros.html

publicado originalmente revista Galileu

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