“Há os que dão pouco do muito que possuem, e fazem-no para serem elogiados, e seu desejo secreto desvaloriza suas dádivas. Há os que pouco têm e dão-nos inteiramente. Esses confiam na vida e na generosidade da vida e seus cofres nunca se esvaziam. Há os que dão com alegria e essa alegria é sua recompensa. Há os que dão com pena, e essa pena é seu batismo. E há os que dão sem sentir pena, nem buscar alegria e sem pensar na virtude. Dão, como num vale o mirto espalha sua fragrância no espaço. Pelas mãos de tais pessoas Deus fala; e através de seus olhos Ele sorri para o mundo.”
Uma tartaruga grávida foi encontrada nos destroços de uma casa abandonada em Pompeia. Arqueólogos que escavavam as ruínas da cidade encontraram os restos da tartaruga de 14 centímetros de comprimento, além de seu ovo.
As descobertas adicionam novos detalhes ao entendimento do período entre 62 d.C, quando Pompeia passou por um terremoto, e 79 d.C, quando foi devastada pela erupção vulcânica. Arqueólogos descobriram o animal em uma parte da cidade que estava sendo reaproveitada para banhos públicos.
Eles acreditam que a tartaruga, da espécie Testudo hermanni, entrou em um prédio tão danificado pelo terremoto que não havia sido reconstruído; e que ela ainda não tinha colocado seu ovo quando o Vesúvio entrou em erupção. Tartarugas prendem seus ovos até encontrarem um habitat adequado para depositá-los.
“Isso nos permite refletir sobre Pompeia nesta fase após o terremoto, mas antes da erupção, quando muitas casas estavam sendo reconstruídas, toda a cidade era um canteiro de obras e, evidentemente, alguns espaços estavam tão inutilizados que animais selvagens podiam passear, entrar e tente botar seus ovos”, relata Gabriel Zuchtriegel, diretor do sítio arqueológico de Pompeia.
A fêmea estava a procura de um lugar para botar seu ovo pouco antes da erupção, há 2 mil anos.
“Quem com ferro fere… ” E o perigoso bicho homem também já vai virando animal em extinção; é o que acontece com todos os grandes carniceiros: já quase não existem leões no deserto, nem tigres de Bengala; e o mesmo sucederá conosco, que somos os mais ferozes de todos os predadores.
No princípio, era o pólen. É graças a esses grãozinhos que carregam o gameta masculino das plantas (em alta resolução na foto) que as espécies vegetais são fecundadas e geram suas flores e frutos. O pólen pode ser levado pelo vento, por insetos como as abelhas, por pássaros e mamíferos — caso do beija-flor e dos morcegos, respectivamente. A redução e até mesmo a extinção das espécies polinizadoras poderão comprometer o cultivo de alimentos e a beleza da natureza. 60% das culturas agrícolas no Brasil dependem de agentes polinizadores, que estão em declínio pela ação humana. 25% da população adulta na Região Sul do país tem alergia ao pólen, o que pode provocar rinite e conjuntivite.
A memória dos morcegos pode ser melhor do que você imagina.
Pesquisadores treinaram 49 morcegos selvagens da espécie Trachops cirrhosus para associar um toque de celular a uma recompensa em comida. Quatro anos depois, alguns deles ainda reconheciam o som e voavam em direção ao lanchinho – enquanto morcegos não familiarizados com o alerta sonoro simplesmente o ignoraram.
Essa espécie comum na América Central e do Sul se alimenta de insetos e sapos, que encontra seguindo seu coaxar de acasalamento. Os morcegos conseguem diferenciar os chamados de várias espécies de sapos para não comer os venenosos.
Para investigar como esses mamíferos voadores aprendem os chamados de suas presas e por quanto tempo podem reter essas informações, a pesquisadora May Dixon, da Universidade Estadual de Ohio (Estados Unidos), reuniu-se com colegas para treinar morcegos capturados na natureza. Os resultados do estudo foram publicados na revista Current Biology.
Estudo sugere habilidades cognitivas até então desconhecidas nesses mamíferos voadores.