Descoberta há 140 anos na região de Deir el-Bahari, no Egito, a múmia do faraó Amenhotep I é uma das poucas que não foram desembrulhadas em tempos recentes, para evitar o desgaste das bandagens e do corpo. Até hoje, ela continua preservada da maneira como foi encontrada, mas a tecnologia conseguiu revelar os mistérios do antigo monarca.
Um estudo publicado no periódico científico Frontiers in Medicine e liderado por Sahar Saleem, professora de radiologia na Universidade do Cairo, dá detalhes inéditos de Amenhotep. De acordo com uma técnica de varredura topográfica computadorizada, sabe-se que o faraó morreu aos 35 anos de idade. “Ele tinha aproximadamente 169 cm de altura, era circuncidado e tinha dentes em bom estado. Por baixo das bandagens, ele usava 30 amuletos e um cinto com contas de ouro”, escreveu a pesquisadora.
A tecnologia, que gera uma imagem em três dimensões, permite ver em detalhes como o processo de mumificação é eficaz em preservar cada osso do corpo do faraó. Não foi possível determinar a causa de sua morte, já que nenhum ferimento foi encontrado. Ele foi a ser enterrado com os braços cruzados sobre o peito e, curiosamente, não teve seu cérebro removido, uma prática comum.
Imagem em 3D mostrando o corpo preservado de Amenhotep I dentro do sarcófago
Pesquisa usou imagens em 3D para determinar idade, altura e até joias usadas pelo monarca
Ilusionistas exploram lacunas em nossa atenção e percepção para disfarçar movimentos que realizam diante de nossos olhos – como tirar uma moeda de trás da orelha. Nos últimos anos, cientistas perceberam que investigar por que somos enganados por truques de mágica pode ser um bom jeito de entender como nossa mente funciona. Mas e outros animais? Eles caem nos mesmos truques que nós?
É o que tentam descobrir alguns pesquisadores, como a equipe liderada pela professora Nicola Clayton, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Eles são responsáveis pelo primeiro estudo a comparar como animais e pessoas reagem a truques de mágica pensados para enganar humanos.
Os animais estudados foram os gaios (Garrulus glandarius), pássaros da família Corvidae, como corvos e gralhas. Eles foram escolhidos porque, como outros membros da família, demonstram habilidades cognitivas sofisticadas e são considerados relativamente inteligentes.
Estudo comparou a reação de gaios e pessoas a ilusões que transferem objetos entre as mãos. Os pássaros não se deixaram enganar em duas situações, mas surpreenderam os cientistas em uma terceira. Entenda.
A Larva migrans, doença popularmente conhecida como bicho geográfico, é uma infecção causada por larvas de parasitas do gênero Ancylostoma, dos subtipos braziliense e caninum.
A doença também pode ser chamada de dermatite serpiginosa e dermatite pruriginosa.
Esses organismos vivem no intestino de cães e gatos e migram para as fezes desses animais.
“O intestino de cães e gatos pode ter os ovos do parasita. Quando esses ovos caem na terra, eles se transformam na larva que penetra no corpo através da pele”, detalha a dermatologista Meire Gonzaga, do Saúde Minuto, e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).
Na terra, na grama ou areia, a larva se alimenta de bactérias até encontrar um hospedeiro. Por isso, é geralmente nesses locais que as pessoas pegam o bicho geográfico.
Os pés e as nádegas são as partes do corpo mais expostas ao solo contaminado, mas a infecção pode ocorrer em pernas, braços, antebraços e mãos.
Como a larva se comporta dentro do organismo?
Assim que o parasita consegue contato com a pele, aparece um ponto vermelho e elevado no local. Lá dentro, a larva não é capaz de romper as camadas mais profundas do tecido. Aí, passa a caminhar, formando um túnel de linhas aleatórias.
“É como se fosse o contorno de um mapa, por isso ganhou o nome de ‘bicho geográfico‘. As linhas podem ser elevadas, coçam bastante e muitas vezes ficam avermelhadas e até formam bolhas”, explica Meire. A larva caminha de 1 a 2 centímetros por dia.
Mais comum no verão, a doença pode ocorrer após o contato direto da pele com larvas presentes em locais como areia, terra ou grama
“Experimente parar por um instante durante a loucura do dia a dia, um instante. Neste momento só teu, inspire com gratidão e exale com esperança…tente focar em tudo de magnífico que te cerca e na benção inominável que é poder estar vivo e provar essa experiência. Simples, de graça e baterias recarregadas!”
O verão facilita seguir à risca o mantra dos novos tempos: priorizar locais abertos. E aí a praia se destaca — só cuidado com aglomerações!
“Durante o passeio, o ideal é evitar alimentos vendidos que ficam muito tempo expostos ao sol e ao calor. Isso aumenta o risco de bactérias proliferarem e termos intoxicações”, alerta a nutricionista Lara Natacci. A colunista de VEJA SAÚDE ensina a preparar uma cesta caseira para a família:
“As melhores opções são banana, maçã, melão, manga e uva”, indica Lara. Lave e seque em casa. Se quiser picá-las e misturá-las, coloque em potes de vidro e use bolsa térmica. Cuidado com as cítricas, como laranja e limão, que podem manchar a pele em contato com o sol.
Como elas não concentram água, Lara observa que são menos suscetíveis a estragar. “É um lanche sem segredos”, resume a nutricionista. Só não vale exagerar, já que as frutas secas reúnem açúcar e as oleaginosas são fontes de gorduras.
Em vez de comprar salgadinhos prontos, cheios de gorduras e sódio, que tal preparar uma versão equilibrada em casa? Use batata, mandioquinha, cenoura ou abobrinha. Tempere com azeite, ervas e um tiquinho de sal e leve ao forno. Depois, guarde em potes de vidro.
Sanduíche
Troque embutidos por frango desfiado ou atum. Evite molhos, porque estragam no calor. “Prepare o sanduíche no dia, embale em papel-alumínio e leve na bolsa térmica”, ensina Lara. Coma em até duas horas.
Salada
“Só vale a pena se você for consumir logo”, diz Lara. É que as folhas murcham rapidamente. Entre os melhores ingredientes estão pepino, tomate-cereja, beterraba, brócolis, couve-flor e cenoura. Pode levar azeite, mas bote em pote de vidro e embalagem térmica.
Preparar tudo em casa torna o consumo mais seguro e ajuda a economizar
Na manhã do último dia 25, o lançamento bem sucedido do Telescópio Espacial James Webb (JWST) marcou o início de uma das missões da Nasa mais esperadas das últimas décadas. Considerado o sucessor do Telescópio Espacial Hubble, lançado em 1990, o JWST promete transformar a forma como estudamos o Universo.
O James Webb será capaz de detectar radiação infravermelha que viajou no espaço por 13,6 bilhões de anos-luz. Assim, poderá investigar eventos que aconteceram logo após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos – observando como eram algumas das primeiras galáxias e estrelas.
Com o telescópio, os cientistas pretendem estudar como as galáxias e os sistemas planetários se formaram e evoluíram. Ele também poderá observar buracos negros, supernovas e todo tipo de objeto cósmico distante. Thomas Zurbuchen, da Diretoria de Missões Científicas da NASA, não descarta a possibilidade de encontrarmos eventos e objetos inesperados. “Sem dúvida, veremos surpresas… do tipo com que só podemos sonhar agora”, afirmou ao site The Verge.
O James Webb decolou a bordo de um foguete Ariane 5, da Agência Espacial Europeia (ESA), a partir de uma base espacial na Guiana Francesa. Com espelho principal de 6,5 metros de diâmetro, ele é o maior telescópio já lançado ao espaço – e grande demais para caber em um foguete. Por isso, ele viaja dobrado ao espaço e vai se desdobrando lentamente até atingir sua configuração final, quando estiver a 1,5 milhão de quilômetros de nós.
O novo telescópio espacial da Nasa, que foi lançado com sucesso no último dia 25, será capaz de detectar radiação infravermelha que viajou por 13,6 bilhões de anos-luz – e investigar eventos que aconteceram logo após o Big Bang, há cerca de 13,8 bilhões de anos