A internet está tóxica! E isso pode mexer com a nossa saúde mental

De forma geral, todo mundo sabe que a internet não é lá o lugar mais saudável do mundo.

Ao longo dos anos, ela tem se mostrado uma faca de dois gumes: ao mesmo tempo que facilitou o acesso à informação, abriu as portas para a desorientação e as fake news. Instaurou novos hábitos e riscos, mudando a forma de realizar operações bancárias e comprar produtos, mas também dominando nossos dados pessoais e servindo como armadilha para golpes.

Por meio das redes sociais, a internet criou espaço para comunidades e trocas incríveis, só que, em paralelo, deu vazão à intolerância e ao discurso de ódio, representados na figura dos trolls (gente que causa deliberadamente confusão no ambiente online) e dos haters (os promotores do ódio).

Claro, isso não acontece porque a internet em si é ruim. Ela é, antes de mais nada, um meio, uma plataforma. Mas as redes sociais, em particular, têm um potencial de induzir comportamentos muitas vezes desmedidos em frente às telas, sem falar no seu aspecto viciante, como acusam alguns estudos.

Críticas podem virar discurso de ódio nas redes sociais, gerando problemas emocionais e sociais. Como se blindar e não cair nesse tipo de comportamento?

A internet está tóxica! E isso pode mexer com a nossa saúde mental

publicado originalmente em Veja saúde

Em meio à pandemia do coronavírus, não podemos esquecer da dengue

Com o coronavírus, aprendemos a importância do esforço coletivo contra uma doença. Podemos usar essa lição para diminuir a incidência da dengue, doença que pode ser prevenida ao controlar o Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus.

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), o Brasil registrou cerca de 1,5 milhão de casos de dengue em 2020. O Ministério da Saúde aponta que os números continuaram a subir nos primeiros meses de 2021, em diversas regiões.

Só a cidade de São Paulo teve 6 408 casos entre janeiro e maio, o triplo do mesmo período no ano passado.

Entender os hábitos do mosquito é uma das armas para impedir a sua proliferação. Mortes também podem ser evitadas ao se procurar atendimento na hora certa e receber o diagnóstico correto. No contexto atual, é importante entender as diferenças entre os sintomas de dengue, gripe e Covid-19.

Horário da picada do Aedes aegypti

Com quase um centímetro de comprimento, o Aedes aegypti se assemelha a um pernilongo comum, mas tem uma característica notável. “Facilmente vemos as listras brancas na região do abdômen, na porção mais final do corpo do mosquito e pernas zebradas, listras brancas”, explica a bióloga Patricia Jacqueline Thyssen, professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Entenda os hábitos do mosquito e formas de transmissão do vírus para se prevenir; aproveite para aprender a diferenciar sintomas da dengue e da Covid-19

Em meio à pandemia do coronavírus, não podemos esquecer da dengue

publicado originalmente em Veja saúde

Falta de saneamento básico causa 273 mil internações em um ano no Brasil

Em uma época de avanços notáveis na ciência, centenas de milhares de brasileiros ainda adoecem todos os anos por falta de acesso ao saneamento básico. Um novo levantamento do Instituto Trata Brasil aponta que, em 2019, foram 273 mil internações e 2 734 mortes provocadas por doenças de veiculação hídrica.

A categoria abrange as mazelas transmitidas por meio da água contaminada. É uma lista longa: diarreiasdengue, malária, hepatites, cólera, esquistossomose… Quase 35 milhões de pessoas vivem em locais sem acesso à água própria para consumo e 100 milhões sem coleta de esgoto. Portanto, estão em maior risco de ter uma dessas infecções.

Há anos, a incidência dessas doenças, que são um problema de saúde pública antigo, vinha diminuindo. O estudo, que usou dados do Ministério da Saúde e do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) indica uma reversão de tendência. Houve incremento de 30 mil internações entre 2018 e 2019.

Levantamento do Instituto Trata Brasil aponta ainda que, em 2019, mais de 2,3 mil pessoas morreram por não terem acesso à água tratada

Falta de saneamento básico causa 273 mil internações em um ano no Brasil

Sinusite: o que é, causas, sintomas e tratamentos

sinusite é uma inflamação dos seios nasais, que são cavidades [espaços internos] anexas às vias aéreas superiores. Essas estruturas são revestidas por um tecido que produz muco. Além de filtrar o ar, elas fazem com que o catarro seja engolido ao invés de ir para o pulmão.

“As cavidades têm uma função muito importante. Trabalham 24 horas aquecendo o ar inspirado, protegendo assim nossa respiração e a nossa voz, já que também ajudam a preservar a laringe”, explica Luiz Carlos Sava, otorrinolaringologista e professor da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

‘Se não fossem esses espaços, o rosto iria ficar muito pesado e a respiração dificultada”, completa o médico. Quando os seios nasais não dão contam de fazer seu trabalho, as impurezas se acumulam e entopem esses canais, gerando a infecção.

Vírus e bactérias podem infeccionar os seios nasais, mas às vezes o problema é crônico ou desencadeado por outros fatores de risco, como poluição e cigarro

Sinusite: o que é, causas, sintomas e tratamentos

publicado originalmente em Veja saúde

Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

Falta de concentração e disposição para atividades do dia a dia, dores de cabeça e pelo corpo, irritabilidade, alteração do sono e até mudança no apetite…. Todos esses são sinais de que você está cansado.

A maioria das pessoas associa esses sintomas a excesso de trabalho, cobranças e acúmulo de tarefas, queixas atualmente bastante comuns. Mas a qualidade da alimentação também tem a sua parcela de culpa.

Pular refeições, excluir grupos de alimentos ou praticar dietas de emagrecimento muito restritivas, por exemplo, fazem com que a ingestão de energia fique abaixo da quantidade que o seu corpo precisa. Você já viu um carro funcionar sem combustível? Pois bem, nosso corpo é igual.

A deficiência de “combustível” faz o corpo direcionar a pouca quantidade de energia que entra para processos vitais, como os batimentos do coração, em detrimento de outras funções orgânicas. Com isso, sentimos cair a produtividade, aumentar a indisposição e até a cabeça latejar.

A alimentação tem papel fundamental na nossa disposição, já que fornece elementos decisivos para a produção de energia

Está sentindo cansaço? A razão pode estar no seu prato

publicado originalmente em Veja saúde

Pandemia atrapalha controle de doenças intestinais

Uma pesquisa do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (HC-USP) revela o impacto da Covid-19 no acompanhamento de doenças inflamatórias intestinais.

Mais de 200 pacientes com retocolite ulcerativa e doença de Crohn participaram do levantamento, que trouxe achados preocupantes: 83% faltaram às consultas, quase 50% deixaram de fazer exames laboratoriais e em torno de 20% não conseguiram obter seus medicamentos.

Segundo os autores, houve uma queda de 60% no volume de colonoscopias realizadas no HC. E também vieram à tona repercussões psicológicas: sintomas de ansiedade e depressão foram relatados por 80% dos indivíduos.

Estudo mostra impacto da covid-19 no acompanhamento de portadores de Doença de Crohn e retocolite ulcerativa

Pandemia atrapalha controle de doenças intestinais

publicado originalmente em Veja saúde

Algoritmo calcula o risco cardíaco

inteligência artificial já ajuda a rastrear obstruções e outras encrencas nas artérias do coração, situação que pode culminar em um infarto. Tradicionalmente, o comprometimento desses vasos é calculado pelo escore de cálcio.

“No método convencional, a tomografia precisa ser feita com um eletrocardiograma para sincronizar a captura de imagens com a pausa entre os batimentos cardíacos. Só que, nas tomografias de tórax comuns, coração e artérias aparecem borrados por causa do movimento”, relata Felipe Kitamura, head de Inovação em Operações Diagnósticas da Dasa.

Ele participou da validação de um algoritmo desenvolvido pela Universidade Stanford, nos Estados Unidos, capaz de enxergar a calcificação das artérias mesmo desfocadas. “É uma maneira de ampliar o rastreio da doença coronariana, ainda mais agora, com muitas tomografias sendo feitas para Covid-19”, comenta.

Máquinas são ensinadas a medir grau de endurecimento das artérias em tomografias

Algoritmo calcula o risco cardíaco

publicado originalmente em Veja saúde

Asma: conhecimento e tratamento são a chave para uma boa qualidade de vida

Dificuldade para respirar, respiração curta e rápida, tosse seca, chiado e aperto no peito. Quem convive com a asma fora de controle e enfrenta as crises provocadas pela doença conhece bem esses sintomas. Além disso, pode ter que lidar com complicações como insônia, limitações para se exercitar e fazer atividades em geral, hospitalização nos casos mais graves, entre outras.

Essa é uma das doenças crônicas mais comuns e afeta crianças, adultos e idosos. Trata-se de um problema de saúde pública e uma causa importante de falta às aulas escolares e ao trabalho. Estimativas apontam que ela acomete cerca de 300 milhões de pessoas no mundo e aproximadamente 20 milhões de brasileiros.

Os especialistas ainda não sabem explicar exatamente o que desencadeia a doença, mas acreditam que seja um conjunto de fatores, que englobam histórico familiar e causas ambientais. A asma é uma inflamação crônica dos brônquios, os canais que levam ar aos pulmões, e que piora diante da exposição aos alérgenos, como fungos, pelos de animais de estimação, fumaça de cigarro, poluição, cheiros fortes e ar muito frio, por exemplo.

A asma não tem cura, mas tem controle. Isso significa que a pessoa vai precisar lidar a vida toda com a doença. Portanto, é essencial que ela procure um especialista e faça o tratamento indicado pelo seu médico constantemente e não só durante as crises. Também é importante que marque consultas periódicas com o profissional para acompanhamento do quadro. Afinal, se o indivíduo seguir direitinho as instruções do seu médico e mantiver o tratamento em dia, poderá ter uma boa qualidade de vida.

Aderência aos cuidados necessários para tratar a doença permite que os asmáticos vivam e respirem de forma plena

Asma: conhecimento e tratamento são a chave para uma boa qualidade de vida

publicado originalmente em Veja saúde

Sono ruim pode prejudicar o andar e a coordenação

Cientistas do Instituto dos Engenheiros Eletrônicos e Eletricistas (IEEE), que usam movimentos humanos para treinar robôs para centros de reabilitação, descobriram mais um impacto da privação do sono na saúde.

“Notamos que, no fim do semestre, período em que se dorme menos, os estudantes iam mal nas experiências de caminhada e controle da postura”, conta o pesquisador Arturo Forner-Cordero, da sede paulistana da entidade.

Encucados, ele e a equipe conduziram testes específicos nessa turma e observaram que a privação de sono e o jet lag social — dormir e acordar mais tarde nos fins de semana — afetava a coordenação motora dos voluntários.

De testes para treinar robôs em um centro de pesquisas brasileiro, veio um novo aprendizado sobre a influência do sono na saúde

Sono ruim pode prejudicar o andar e a coordenação

publicado originalmente em Veja saúde

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

O Ministério da Saúde anunciou o início da Campanha Nacional de Multivacinação, que disponibilizará 18 tipos de vacinas em 45 mil postos de vacinação localizados em todas as 27 unidades federativas e seus respectivos municípios. Os imunizantes protegem crianças e adolescentes de doenças como poliomielite, sarampo, catapora e caxumba.

A ação tem início hoje e vai até o dia 29 de outubro. As autoridades destacam que pais e responsáveis têm papel fundamental para o sucesso da iniciativa com o público-alvo, que é de menores de 15 anos.

De acordo com o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério, Arnaldo Medeiros, a campanha deste ano é mais relevante porque o governo vem identificando, desde 2015, uma tendência de queda nos índices de vacinação.

Segundo ele, essa baixa procura tem, entre suas causas, o desconhecimento sobre a importância das vacinas, as notícias falsas (ou fake news), a atuação dos grupos antivacinas e o medo de eventos adversos.

Ministério da Saúde oferece 18 tipos de vacinas a crianças e adolescentes de até 15 anos

Campanha nacional de multivacinação começa hoje

publicado originalmente em Veja saúde